Beatles… Barroco?


Joshua Rifkin (1944-) é musicólogo, maestro, pianista e professor da Universidade de Boston, EUA. Em algum momento de sua longa carreira, resolveu portar algumas música dos Beatles, na chave “como seriam se fossem escritas nos tempos da música clássica barroca”? O resultado é esse incrível álbum, “The Baroque Beatles Book”, um incrível exercício musical. Para quem como eu é amante tanto de música barroca quanto dos Beatles, uma maravilha! Destaque para os títulos das músicas, devidamente rebatizados com muito bom humor e gosto. Não deixem de apreciar, em especial,
Les Plaisirs (Ticket to Ride) e When I was young (Help!).

Chega de seis por meia dúzia.

Stone, Professor Lawrence – Epsom & Ewell History Explorer

Se as revoluções significam nada mais que a substituição de uma elite governante coesa e autocentrada por outra, se um punhado de homens inescrupulosos pilotam o barco do Estado da maneira como querem, qualquer que seja a bandeira constitucional sob a qual eles viajam, então a diferença entre a tirania e a democracia torna-se obscura, para dizer o mínimo.
Lawrence Stone, historiador (1919-1999)

Na miséria humana, a origem da crueldade

Alexander Neill (January 17, 1883 — September 23, 1973), Scot educator,  psychologist | World Biographical Encyclopedia

A crueldade deve ter ignorância, a fim de proteger o sádico contra qualquer compreensão de sua própria natureza pervertida.

A. S. Neill

Charge de Otávio (1970)

Um longo parêntesis

(Fragmento de “Liberdade no Lar: problemas da família”, escrito por Neill e publicado em 1970 no Brasil, pela IBRASA. A charge de Otávio – Otávio Câmara de Oliveira – , está presente na mesma página do livro (161) e retrata um modelo de pai bastante afinado com uma ideologia bastante fortalecida no Brasil, cinquenta anos depois. Para que não frase de Neill e charge não se configurem subjetivas demais para alguns, transcrevo aqui o trecho onde se insere, e verão que de lá para cá, pouco mudou. Mudam as formas de violência, as aparências, mas as origens seguem formando a sociedade que temos – Páginas 160 e 161:

“Pais que chicoteiam os filhos estão sempre prontos a uma explicação desenvolta, e quando rigorosamente interrogados sobre seus motivos, habitualmente colocam-se na defensiva dizendo que um gato ensina seus gatinhos batendo-lhes com a patinha disciplinadora. Não conheço pais, ainda, que respondam, honestamente: “bato em meu filho porque o detesto, detesto a mim mesmo, à minha esposa, ao meu emprego, as minhas relações, e de fato detesto a própria vida. Bato-lhe porque é pequeno e não pode devolver-me as pancadas. Bato-lhe porque tenho medo de meu patrão e quando ele vem para cima de mim eu desconto no garoto, em casa.

Se os pais fossem honestos o bastante para dizer isso, ou parte disso, não teriam necessidade de ser cruéis com seus filhos. A crueldade deve ter ignorância, a fim de proteger o sádico contra qualquer compreensão de sua própria natureza pervertida.”).

Unboxing: um ensaio

UNBOXING

Arnaldo V. Carvalho

O interfone toca, e Leonardo já sabe o que é. Aliás, ele já esperava há alguns dias. Imediatamente, desce o elevador, e pega a encomenda na portaria. Sobe de volta fingindo calma, quase podendo sentir o aroma do que o aguarda dentro da embalagem. Os dias que separaram o click final da compra daquele momento foram de pura expectativa.

Não, ele não abriria imediatamente. Precisava terminar seu trabalho. Precisava ter o tempo necessário a viver a experiência sem pressa, integralmente. Afinal, não foi para um rasgar de papeis e plásticos, tal qual um faminto devora qualquer coisa, que dedicou horas lendo resenhas, assistiu vídeos, trocou informações… Ele sabia da qualidade da marca, sabia do cuidado de quem criou esse produto. Ele já os admirava, de outras experiências. 

Esperou a noite, esperou as crianças serem pelas mãozinhas levadas por Morfeu ao doce sonhar. Esperou estar só ele e sua caixa. Não era uma encomenda qualquer.

  Um vinho.

   Um livro.

        Um CD.

.

Não. Era um sonho. Uma promessa. Um delírio.

Pegou seu estilete e cuidadosamente, removeu as fitas que sustentavam o envólucro em torno do objeto. Como um cirurgião hábil, despiu a caixa do papel pardo que o oprimia. As cores da caixa saltaram. A ilustração de seu artista preferido. O autor da obra assinalado no topo. Um gênio. A marca de confiança, ali, abaixo. A certeza do que era agora era o regozijo da presença. Mais uma vez o estilete, agora ainda mais cuidadoso: um fio de plástico foi criado em volta da tampa, de modo que ela pode ser aberta mantendo a segunda pele intacta, pronta para seguir protegendo, o interior, talvez por bom tempo. O aroma era inconfundível, mistura de madeira, plástico e papel novos. Aparentemente, tudo em ordem. A textura dos objetos foi sentida uma a uma: cubos de madeira; tabuleiro em material cartonado, dobrado em quatro partes; dados material translúcido; fichas, ainda unidas na matriz de corte, pedindo para serem destacadas. Ainda não havia decidido fazer isso naquele instante. Miniaturas sofisticadas em um cinzento que – quem sabe! – um dia tomará coragem e pintará. Lembrou dos amigos, imaginou o personagem que cada um gostaria de utilizar. Pegou o manual, tão belo! Sem comparações com o PDF prévio que havia lido. Tê-lo em mãos. Passar da introdução diretamente aos créditos, sem deixar de admirar as ilustrações. Sim, ele iria destacar as fichas. Ao menos parte! Sempre há risco de uma ficha se desprender “mal” e isso lhe causar algum dano. O estilete. Assim. Pouco a pouco, elas se dispersavam sobre a mesa, junto dos componentes e da insígnia de primeiro jogador – que aliás tinha igualmente uma arte especial, tão temática! Naquele dia, a experiência já estava completa. Não. Precisava ver montado. Um setup inicial, ou ao menos uma prévia desse. Abriu o tabuleiro no meio da mesa. Majestoso. Quantos detalhes. Um trilho de pontos de vitória. Parece que essas áreas devem receber os personagens. Colocou, quase aleatoriamente, alguns aqui e ali. Experimentou os dados. Sim, foi uma boa compra. Pediu do fundo da alma para que o domingo não demorasse a chegar, e seguiu feliz guardando tudo de volta na caixa, com amor de criança e cuidado de adulto. Deixou a caixa adormecer na mesa, sem coragem de colocá-la na estante naquela noite. E foi se recolher.

Escrito por Arnaldo V. Carvalho

O interfone toca, e Leonardo já sabe o que é. Aliás, ele já esperava há alguns dias. Imediatamente, desce o elevador, e pega a encomenda na portaria. Sobe de volta fingindo calma, quase podendo sentir o aroma do que o aguarda dentro da embalagem. Os dias que separaram o click final da compra daquele momento foram de pura expectativa.

Não, ele não abriria imediatamente. Precisava terminar seu trabalho. Precisava ter o tempo necessário a viver a experiência sem pressa, integralmente. Afinal, não foi para um rasgar de papeis e plásticos, tal qual um faminto devora qualquer coisa, que dedicou horas lendo resenhas, assistiu vídeos, trocou informações… Ele sabia da qualidade da marca, sabia do cuidado de quem criou esse produto. Ele já os admirava, de outras experiências. 

Esperou a noite, esperou as crianças serem pelas mãozinhas levadas por Morfeu ao doce sonhar. Esperou estar só ele e sua caixa. Não era uma encomenda qualquer.

  Um vinho.

   Um livro.

        Um CD.

.

Não. Era um sonho. Uma promessa. Um delírio.

Pegou seu estilete e cuidadosamente, removeu as fitas que sustentavam o envólucro em torno do objeto. Como um cirurgião hábil, despiu a caixa do papel pardo que o oprimia. As cores da caixa saltaram. A ilustração de seu artista preferido. O autor da obra assinalado no topo. Um gênio. A marca de confiança, ali, abaixo. A certeza do que era agora era o regozijo da presença. Mais uma vez o estilete, agora ainda mais cuidadoso: um fio de plástico foi criado em volta da tampa, de modo que ela pode ser aberta mantendo a segunda pele intacta, pronta para seguir protegendo, o interior, talvez por bom tempo. O aroma era inconfundível, mistura de madeira, plástico e papel novos. Aparentemente, tudo em ordem. A textura dos objetos foi sentida uma a uma: cubos de madeira; tabuleiro em material cartonado, dobrado em quatro partes; dados material translúcido; fichas, ainda unidas na matriz de corte, pedindo para serem destacadas. Ainda não havia decidido fazer isso naquele instante. Miniaturas sofisticadas em um cinzento que – quem sabe! – um dia tomará coragem e pintará. Lembrou dos amigos, imaginou o personagem que cada um gostaria de utilizar. Pegou o manual, tão belo! Sem comparações com o PDF prévio que havia lido. Tê-lo em mãos. Passar da introdução diretamente aos créditos, sem deixar de admirar as ilustrações. Sim, ele iria destacar as fichas. Ao menos parte! Sempre há risco de uma ficha se desprender “mal” e isso lhe causar algum dano. O estilete. Assim. Pouco a pouco, elas se dispersavam sobre a mesa, junto dos componentes e da insígnia de primeiro jogador – que aliás tinha igualmente uma arte especial, tão temática! Naquele dia, a experiência já estava completa. Não. Precisava ver montado. Um setup inicial, ou ao menos uma prévia desse. Abriu o tabuleiro no meio da mesa. Majestoso. Quantos detalhes. Um trilho de pontos de vitória. Parece que essas áreas devem receber os personagens. Colocou, quase aleatoriamente, alguns aqui e ali. Experimentou os dados. Sim, foi uma boa compra. Pediu do fundo da alma para que o domingo não demorasse a chegar, e seguiu feliz guardando tudo de volta na caixa, com amor de criança e cuidado de adulto. Deixou a caixa adormecer na mesa, sem coragem de colocá-la na estante naquela noite. E foi se recolher.

*Arnaldo V. Carvalho, pedagogo e terapeuta, é um estudioso da aprendizagem e das subjetividades humanas em torno do lúdico e dos jogos de tabuleiro.

Não são de Paulo Freire

Frase e poema a ele atribuídos não são deles.

Não é dele.

A bela citação “a educação não muda o mundo, a educação muda as pessoas, as pessoas mudam o mundo” NÃO É de Paulo Freire. É de Carlos Rodrigues Brandão. Segundo o Instituto Paulo Freire (IPF), a referência correta é: BRANDÃO, Carlos Rodrigues. Minha Casa o Mundo. Aparecida-SP: Ideias & Letras. 2008, p. 164.

Sesc São Paulo - Ciclo Educar Hoje - Carlos Rodrigues Brandão | Facebook
Carlos R. Brandão

Na real, a frase de Brandão, na íntegra, é:

Paulo sabia bem que por conta própria a educação não muda o mundo. A educação
muda as pessoas. As pessoas mudam o mundo
.

Pelo menos foi assim que a encontrei em outro livro de Brandão (esse eu tenho), “Paulo Freire, educar para transformar: fotobiografia”, publicado pela Mercado Cultural em 2005.

A confusão, no entanto, não é a toa. Carlos R. Brandão (1940-), livre docente da UNICAMP, é um importante educador Freireano. Eu o li algumas vezes. Na primeira, anos atrás, no livrinho de bolso da Coleção Primeiros Passos “O que é Método Paulo Freire”. Para a educação, Brandão escreveu ainda nesta coleção “O que é educação”, “o que é educação popular”, e ainda “O que é Folclore”. Mas ele escreveu dezenas de livros, sobre a educação amorosa, pacífica e crítica. E sobre Paulo Freire – com certeza! Desde o retorno ao exílio Brandão foi amigo de Paulo Freire e com ele fez muitas viagens.

Ele dá um recado interessante nesse vídeo:

“A Escola”

O poema “A Escola” também não é dele. Segue a resposta original do IPF:

  • De acordo com os filhos de Paulo Freire, esse poema não foi escrito por ele e sim por uma educadora que estava assistindo a uma palestra dele. Com base no que ouvia, ela foi escrevendo o poema utilizando frases e ideias de Freire. No final da palestra aproximou-se dele e lhe entregou o papel, sem se identificar. Freire nunca publicou esse poema em nenhum de seus livros, embora suas ideias sobre a escola tenham sido captadas pela autora e traduzidas no poema. 

Seguem aí meus amigos, mais uma libertação da verdade, pelo fim dos apócrifos. Não precisamos de falsas autorias, por propósito algum. Precisamos, por outro lado, conhecer a verdadeira assinatura por trás das escritas ou as fontes confiáveis, a fim de que o estranhamento seja o primeiro passo para a a verdade.

Arnaldo V. Carvalho, pai, escritor, educador, terapeuta e caçador de apócrifos nas horas que não tem.

Terapia ética-responsável: o “Shiatsu Emocional Reichiano Biodançante” de Hirã Salsa

La Danse (Matisse) – Wikipédia, a enciclopédia livre
Fonte da foto: Wikipedia. Ver: https://pt.wikipedia.org/wiki/La_Danse_(Matisse)

Quero apresentar a vocês um pouco do trabalho de Hirã Salsa, que conjuga em sua formação essas “três frentes” poderosas de terapia: a Biodança, o Shiatsu Emocional e a Massagem Reichiana. Segue o fio!

Terapia ética-responsável: o “Shiatsu Emocional Reichiano Biodançante” de Hirã Salsa

Por Arnaldo V. Carvalho

La Danse, quadro de Matisse, foi eleita por Rolando Toro – criador da Biodanza – como símbolo da expressão coletiva, da alegria de viver, da importância da conexão para a existência plena, animal social que todo ser humano é. Não se pode reconectar apenas com a mente, sem a experiência “de corpo completo”, não se encontra caminho, na mente/linguagem, para a reconexão com essa forma de existir. Por isso a Terapia Reichiana vai além do verbo; o Shiatsu Emocional vai além do verbo; e a Biodanza (Biodança) vai além do verbo. Quanto a isso, estamos todos atentos, com você pode ler neste texto, escrito há quase dez anos: https://arnaldovcarvalho.wordpress.com/2012/05/01/um-tempo-para-o-corpo-e-para-o-coracao/. Uma boa terapia vale a pena, vale MUITO a pena! Mas claro, ela depende, como toda atividade humana, da qualidade do encontro. Isso é algo que o bom terapeuta precisa saber conduzir. E sem dúvida, formações relacionadas a Reich, incluindo o Shiatsu Emocional e a Biodança, ajudam muito nessa qualidade. Um pouco mais sobre essas terapias:

Terapia Reichiana e Massagem Reichiana: Wilhelm Reich, médico, cientista e psicanalista, foi o precursor das chamadas psicoterapias corporais. Ele percebeu que o material emocional reprimido nas pessoas sempre está presente e contido no corpo, e que os desequilíbrios fixados impediam a natural autorregulação dos sujeitos. Desenvolveu uma série de teorias e práticas que influenciaram a maior parte das psicoterapias corporais surgidas, como a Biossíntese, Biodinâmica, a Gestalt, a Bioenergética, a Biodança, o Shiatsu Emocional, dentre outras. Reich deu nome a três técnicas distintas de seu trabalho (que também caracterizam suas fases de pesquisa): a Análise do Caráter; a Vegetoterapia; e a Orgonoterapia. A chamada Terapia Reichiana é uma proposição metodológica baseada em autores que foram alunos ou pacientes de Reich – em especial Elsworth Baker; ou seus seguidores diretos; Podem utilizar, com diferentes ênfases, cada uma dessas fases. A Massagem Reichiana é uma técnica dentre outras muitas técnicas da Terapia Reichiana, mas pode ser realizada de modo independente do restante.

Shiatsu Emocional: a terapia japonesa Shiatsu é revista em sua teoria e prática, sob um olhar terapêutico fortemente focado nas emoções, e sob influência do pensamento reichiano. O trabalho utiliza a fala como forma de emersão superficial de conteúdos, que serão trabalhados em profundidade no contato corporal com Meridianos e Couraças. Ver mais

Biodanza (ou Biodança): Trabalho de grupo, com forte alinhamento às teorias reichianas, especialmente no conhecimento das couraças psíquicas inibitórias que se refletem no corpo. A Biodança utiliza música, expressão e interação humana para que as pessoas possam vivenciar, em ambiente seguro, o não vivenciado (e/ou o reprimido) , amadurecer e enfim tornar a vida fluida.

Três terapias que propõem, de diferentes formas, a resgatar uma habilidade latente porém por vezes adormecida, ou mesmo entorpecida, que é a de conectar com a vida. Três terapias que se completam, se potencializam na figura de um terapeuta único, sobre o qual desejo falar: Hirã Salsa.

Hirã Salsa

Anos atrás, recebi em uma palestra sobre Shiatsu e Ansiedade o atual professor de Shiatsu e facilitador de Biodanza Hirã Salsa. Em transição de vida e carreira, Hirã abraçou o Shiatsu, o Shiatsu Emocional, e com ele o mundo das psicoterapias corporais. De lá para cá, quantas vivências! Diversos cursos de Shiatsu Emocional comigo, aprofundando-se a cada um deles, indo às atividades dedicadas a quem já compreende e pratica o Shiatsu com maestria, fazendo a formação de professores. Hoje, é professor na Shiem – Escola de Shiatsu, a escola oficial de Shiatsu Emocional. Uma biblioteca inteira lida e por vezes discutida comigo; uma vivência incrível em Biodanza com a facilitadora didata (é como chamam pessoas de grau elevado nesta terapia) Gleice Marcondes; o Sotai com Arturo Valenzuela; a formação em Massagem Reichiana com meu antigo professor Sylvio Porto, incrível e orgulhoso de radicalizar nos pressupostos de Wilhelm Reich, o pai das psicoterapias corporais.

Hirã vive o desafio de agarrar-se a vida e ao prazer de viver “apesar de”. Como todos, é gente, é humano, tem suas angústias, tem seus obstáculos. Hirã não precisa esconder nada disso em terapia. Vive os processo com o Outro, não é um “Guru” tentando dizer como o outro deve ser, nem um “terapeuta-porta” que se faz hermético. Hirã também não vive a farsa típica de fingir, diante do Outro, ser figura indefectível. E essas são bases sólidas de sua terapia, ética-responsável, verdadeiro “Shiatsu Emocional Reichiano Biodançante”.

Como todo terapeuta que utiliza responsavelmente o Shiatsu Emocional, Hirã se permite o apenas ser quem é. Como todo facilitador de Biodanza, é quem é e é comprometido com a Vida. Como todo reichiano, reconhece que as transformações psíquicas são oriundas de um processo que não pode ser forçado a base de técnicas de extravasamento ocorridas sem uma estruturação devida.

Em suma, Hirã é uma indicação certa para uma terapia individual de continuidade (com forte base em Shiatsu Emocional), ou para uma terapia coletiva vivencial (Biodanza), ou ainda, para quem deseja aprender o Shiatsu e o Shiatsu Emocional.

Recomendo a todos os que vivem em Niterói ou Rio de Janeiro e buscam uma terapia, no intuito de tornarem suas existências mais significativas, de encontrarem recursos de harmonização com o meio ou simplesmente, fazer o dia a dia ser melhor, mais saudável e conectado com a Vida. Os contatos seguem nas imagens de chamada:

Vou comprar um roteador novo, pesquisei e repasso o que aprendi (melhores roteadores até R$400,00 em 2021)

Por Arnaldo V. Carvalho*

Multilaser | ROTEADOR MULTILASER GIGABIT AC2600 8 ANTENAS - RE016 | Suporte  Multilaser

Mil e uma opções no mercado, com mil e um preços e mil e uma promessas tecnológicas. E nenhuma delas durará muito, por causa da obsolescência programada. Assim é o mercado de eletrônicos, que torna toda compra um tormento não apenas para os mais exigentes, mas para aqueles que querem minimamente ter certeza de que a compra vai pelo menos atender às necessidades.

Assim é com a compra de roteadores. Será que atende, será que vai mesmo conseguir fazer o sinal da Internet pegar na casa toda?

Moro em um apartamento antigo, com cerca de 100m2, de paredes, portas grossas e muitos azulejos (tudo isso dificulta a propagação do sinal). O modem da operadora de Internet não alcança a casa toda de jeito nenhum. A solução é a aquisição de um roteador.

Para isso, gastei um tempo pesquisando e conversando com amigos da área de tecnologia… Tenho alguma noção de tecnologia e redes, e mesmo assim não foi fácil. Por isso, compartilho aqui o resumo do que encontrei, na tentativa de ajudar brasileiros a cortar caminho (não sei como está o mercado de roteadores em outros países.

O básico do que descobri – e a definição dos meus critérios de escolha

Há como comprar roteadores desde R$79,00, proveniente das lojas online chinesas (cuja chegada atravessa a aventura de impostos incógnitas, falta de informação e suporte, etc.), até alguns milhares de reais. A média, em reais, gira entre R$200,00 e R$400,00. De forma um pouco “mais detalhada”, posso dizer que os modelos mais básicos custam um pouco menos do que os valores mencionados; os mais sofisticados de um pouco mais até próximo dos mil reais, e os “só compram empresas, pessoas ricas, gamers profissionais etc.” são aqueles de milhares de reais. O valor dos roteadores começou a definir meus critérios de escolha.

Meu primeiro critério de escolha, baseado no que encontrei, era o limite: comprar um roteador que não ultrapasse os R$400,00.

Já tinha a informação de que o número de antenas faz bastante diferença, mas não bastam: é preciso que elas tenham tecnologias internas capazes de turbinar o envio/recepção. De qualquer forma, os melhores roteadores dessa categoria de preço tem pelo menos 4 antenas.

Além disso, a velocidade máxima das transmissões permite que a gente filtre os roteadores mais potentes. Dá para encontrar com facilidade a DualBand, tecnologia que transmite em 2.4ghz e 5.0, por isso não vale abrir mão. A de menor frequência tem maior alcance, a de maior frequência, mais velocidade. Em geral, os bons nessa faixa de preço transmitem a pelo menos 1200Mbps (na banda rápida) e 300Mbps (na banda de alto alcance). [Mbps = MEGABYTES POR SEGUNDO].

Outras tecnologias importantes que o roteador deve apresentar

Dois nomes que o roteador nessa faixa precisa apresentar: Beamforming e MU-MIMO. A primeira amplia o alcance e a qualidade do roteador. A segunda é a tecnologia MU-MIMO (a sigla quer dizer “Multi-Usuário – multiple-input and multiple-output), que está presente em alguns dos roteadores mais top nessa faixa, que distribui de modo inteligente as transmissões. Ela ajuda muito quando há vários aparelhos na casa conectados na Internet. Então digamos, em uma casa com 3 celulares, TV, tablets e computadores, sem dúvida vale a pena que haja essa nova tecnologia. Finalmente, parece importante que o roteador já venha pronta para se comunicar com IPv6, o que faz com que ele se comunique melhor com outras tecnologias da Internet.

Os roteadores pré-selecionados

Pensando nisso tudo, fiz uma primeira lista de roteadores, utilizando o comparador de tecnologia Versus e os comparadores de preço Zoom, Shopping Google e também dando uma olhada nos chineses Wish e AliExpress (pura perda de tempo).

  • TP-LINK Archer C-80
  • TENDA AC-23
  • TENDA AC-10
  • XIAOMI 4A
  • TP-LINK Archer C6
  • Multilaser GIGABIT AC2600 RE-16

Então, podemos dividir essa lista entre os “chineses” (Marca TENTA e XIAOMI), e os que tem fábrica/escritório, suporte técnico no Brasil. Os roteadores Tenda de fato oferecem preços muito competitivos com alta tecnologia, e o Xiaomi vem pelo Wish, site chinês. Excluí todos esses para não ter que lidar com suporte, questões técnicas, etc.

Então ficamos com 3 opções, que aqui vou colocar em ordem de valor:

  • TP-LINK Archer C6
  • TP-LINK Archer C-80
  • Multilaser AC2600 RE-16
  • A TP-LINK é a marca mais tradicional no que se refere a roteadores, então muitos preferem a marca. De fato, o C-80 parece um supersônico e tem bom preço (encontrei por cerca de R$350,00). Logo abaixo deste vem o C6, que deu para encontrar por R$280,00, um jatinho particular bem em conta na comparação com o outro. Mas a Multilaser disponibilizou um “disco voador”, e como comparar ultrassônico com disco voador? O AC2600 RE-16 simplesmente é daqueles que pertenceria a outra categoria, mas está com preço encontrável no topo da faixa da que estou procurando. É como aquelas notícias de que um lutador avantajado fez uma dietinha para passar no teste que o permite lutar numa faixa de peso menor. Encontrei ontem por R$396,00 com frete (Kabum). Hoje o menor preço que encontrei já foi R$455,00 com frete (Mercado Livre). Então ficamos assim, três roteadores, um razoável por cerca de 300 reais, um excelente por 350 reais e um outro incrível por 400 reais (já vi ele ser vendido por mais de R$800,00.

    É hora de conferir junto aos compradores o que eles acham dos produtos.

    O que dizem os consumidores

    Para falar a verdade, esse item pesou pouco, porque ao olhar as avaliações dos três produtos na Amazon, no Mercado Livre e no Kabum, o resultado geral é positivo para os três – embora sempre haja aqueles que dizem que o aparelho não funciona a contento. Nota: imagino que não interesse a muita gente, mas alguns consumidores acusaram de que este aparelho é da marca Totolink, que a Multilaser só importa e põe seu selo. Não conheço o fabricante, mas o suporte no Brasil é Multilaser, então está valendo.

    Tecnologia Mesh, uma tentação que evitei

    A tecnologia Mesh de roteadores: consiste em um sistema de “bloquinhos”, onde você compra mais de um aparelho Mesh (há algumas marcas diferentes no mercado), que “conversam” uns com os outros facilmente. A ideia é espalha-los estrategicamente pela casa, e eles gerenciam o sinal com confiança. Parece ótimo! Mas como instalar e configurar isso sozinho? Não quis arriscar.

    * Arnaldo V. Carvalho, pai, escritor, pedagogo, terapeuta, cidadão esforçado por facilitar a própria vida e a dos outros. ESTE NÃO É UM ARTIGO COMERCIAL, APENAS UM RELATO PESSOAL DA PESQUISA QUE FIZ COMO CONSUMIDOR.

    Gen Con online 2021 tem programação histórica de jogos e educação em português

    A grande temporada dos grandes eventos de jogos de tabuleiro está chegando! E a educação pede passagem!

    Aprendiz De Professor

    Conheçam as atividades de jogos de mesa (não eletrônicos: tabuleiro, cartas, RPG) e educação da Gen Con – um dos maiores eventos de jogos de mesa do mundo. A programação específica em português, dedicada a educação, está toda reunida em um site específico sobre o tema: https://educacaogencon2021.wordpress.com/

    Espero que gostem. Estamos nos esforçando para levar aos educadores novas abordagens lúdicas, aos que já trabalham com isso poderem se desenvolver, e aos jogadores, a possibilidade de conhecerem mais sobre as potencialidades humanas do jogar.

    Capa do site com a programação de jogos e educação da Gen Con 2021 em português

    Parcial da Agenda de atividades, presente no site.

    Detalhe da página, com informações sobre os palestrantes

    Uma das páginas na plataforma Gen Con Online oficial, com uma das atividades de jogos e educação em português. Através do site brasileiro é possível acessar diretamente cada uma das atividades na plataforma.

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