A Amazônia queima enquanto o improbo Ricardo Salles está à toa na vida

Blog do Pedlowski

fogo-amazoniaEnquanto as políticas anti-ambientais do governo Bolsonaro colocam tocam fogo na Amazônia, Ricardo Salles está à toa na vida.

Imagens de satélite estão mostrando que boa parte da América do Sul está sendo coberta por nuvens de fumaça vindas das milhares de queimadas que estão sendo acesas com a vegetação que está sendo tombada das florestas da Amazônia brasileira (ver exemplo abaixo).

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Não bastassem as imagens de satélite, relatos de diversas tragédias que estão alcançando aqueles que estão ficando literalmente do fogo cruzado começam a surgir na mídia alternativa, como foi o caso de um casal de idosos que morreu abraçado tentando escapar de um incêndio aparentemente criminoso que atingiu um assentamento de reforma agrária no município de Machadinho do Oesteem Rondônia.

Enquanto o fogo que se espalha por boa parte da Amazônia ceifa vidas e extermina a biodiversidade, o ministro (ou seria anti-ministro?) do Meio Ambiente, Ricardo Salles…

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Deus. Sofrimento.

“Eu não conseguiria conviver com essa visão amarga, dura, atormentada e sangrenta do mundo”. Suassuna

Suassuna engraçado é ótimo.
Sério é ainda melhor.

Deus. Albert Camus. Suicídio. Leandro Gomes de Barros. Sofrimento. Deus.

Emocionante. (Arnaldo V. Carvalho)

Alma que não se esquece.

 

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– Esperou eu morrer para aparecer? Cretino.
– Puxa, Dona Ângela…
– Ó, não faz isso comigo não!
– Não faço… É que…

Não gostava de despedidas. Nenhuma delas.

E não gostava nada da ideia de partir.
Viver não é grande coisa, talvez algum código nas sombras de sua mente lhe repetissem continuamente. E daí que ela fugiu muito dela, por muitos meios.

O contato humano, contudo era a certeza da vida. E a salvava. Por isso a falta de contato sempre fora rejeitada, insuportável que era.

Sobretudo, na alegria dos filhos. Eles a ancoravam por aqui. O orgulho deles mostrado em cada bronca, a maioria dela falsa mas que ela jurava serem verdadeiras.

– Pim eu não quero saber.
– Ah Carol não vem com essa.

Ela ainda fala comigo, aqui dentro de mim. Esbraveja. Eu a abraço e tudo se desfaz. No final ela me perdoa por eu ter de deixa-la mais uma vez. E sei que, entre nós, está tudo bem. Sempre.

Dona Ângela, mãe do meu compadre, irmão espiritual querido, chegou e partiu desse mundo no mesmo dia – dia 5 de julho – e no mesmo local. Um ciclo que e fecha, e com muito desenvolvimento, redenção e beleza. (Arnaldo)

***

Diáspora

Diáspora

Acalmou a tormenta
Pereceram
O que a estes mares ontem se arriscaram
E vivem os que por um amor tremeram
E dos céus os destinos esperaram
Atravessamos o mar Egeu
Um barco cheio de Fariseus
Com os Cubanos
Sírios, ciganos
Como Romanos sem Coliseu
Atravessamos pro outro lado
No rio vermelho do mar sagrado
Os center shoppings superlotados
De retirantes refugiados
You
Where are you?
Where are you?
Where are you?
Onde está
Meu irmão sem irmã
O meu filho sem pai
Minha mãe sem avó
Dando a mão pra ninguém
Sem lugar pra ficar
Os meninos sem paz
Onde estás meu Senhor
Onde estás?
Onde estás?
Deus! Ó Deus! Onde estás que não respondes?
Em que mundo, em qu’estrela tu t’escondes
Embuçado nos céus?
Há dois mil anos te mandei meu grito
Que embalde desde então corre o infinito
Onde estás, Senhor Deus?
Atravessamos o mar Egeu
O barco cheio de Fariseus
Com os Cubanos
Sírios, ciganos
Como Romanos sem Coliseu
Atravessamos pro outro lado
No rio vermelho do mar sagrado
Os center shoppings superlotados
De retirantes refugiados
You
Where are you?
Where are you?
Where are you?
Onde está
Meu irmão sem irmã
O meu filho sem pai
Minha mãe sem avó
Dando a mão pra ninguém
Sem lugar pra ficar
Os meninos sem paz
Onde estás meu Senhor
Onde estás?
Onde estás?
Where are you?
Where are you?
Where are you?
Where are you?
Where are you?
Where are you?
**Arnaldo Antunes / Carlinhos Brown / Marisa Monte)**
(Citações: início do Canto 11 de *O Guesa*, de Joaquim de Sousândrade e trecho de *Vozes d’África*, de Castro Alves)
Arnaldo Antunes: voz e palmas
Marisa Monte: voz, violão e palmas
Carlinhos Brown: voz, eletrônicos artesanais, palmas, cajóns, afoxés, baixo, Hammond, karkabou, bacurinha, bateria e beatbox
Cezar Mendes: violão e palmas Dadi: violão aço, palmas, guitarra, guitarra sitar, Hammond e baixo
(Rosa Celeste (Universal Publishing MGB) / Candyall Music (SLEM) / Monte Songs (Sony ATV )
Letra de Diáspora © Universal Music Publishing Group, Sony/ATV Music Publishing LLC

 

trânsito.

Resultado de imagem para cecília meireles“Nasci aqui mesmo no Rio de Janeiro, três meses depois da morte de meu pai, e perdi minha mãe antes dos três anos. Essas e outras mortes ocorridas na família acarretaram contratempos materiais, mas, ao mesmo tempo, me deram, desde pequenina, uma tal intimidade com a morte que docentemente aprendi essas relações entre o efêmero e o eterno (…) Em toda a minha vida , nunca me esforcei por ganhar nem me espantei por perder. A noção ou sentimento da transitoriedade de tudo é o fundamento mesmo da minha personalidade”.

Cecília Meireles (1901-1964)