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Vale a pena assistir o novo “Star Wars”?

O Despertar da Força reúne o que a antiga trilogia tem de melhor, repaginado para o cinema atual

Por Arnaldo V. Carvalho

ATENÇÃO: Após a resenha faço comentários cheios de spoilers, mas eles estão escondidos com letra branca. Se você quer ler, basta marcar o texto todo e ele aparecerá. Senão, é um inocente texto sem Spoilers.

Pois é, quem detestou a última trilogia do Star Wars (como eu) ficou ressabiado para saber se esse “novo_star_wars_by_disney” ia funcionar.

Imaginem só. A Disney comprou STAR WARS de George Lucas. Com o sucesso obtido em “trazer de volta” Star Trek, Os executivos de Mickey Mouse chamaram J. J. Abrams para assumir produção e direção do novo filme da franquia. E ele já chegou com uma ideia: “se “O Império Contra-Ataca” é considerada a melhor história, vamos chamar de volta seu principal roteirista”! Marca-se o encontro. Juntos, Abrams e Lawrence Kasdan (que também assina o roteiro de “O Retorno de Jedi” e – para terem ideia de qualidade – “Os Caçadores da Arca Perdida”) sentam na frente da TV e fazem uma “maratona Star Wars”, assistindo a trilogia mais antiga (capítulos IV ao VI), anotando tudo o que “deu certo” ou não. Trocam impressões com fã clubes, revisam dados da época… E criam uma lista do que entrará no novo filme. É isso. A fórmula do sucesso de Star Wars VII: O Despertar da Força é um conjunto de tudo o que funcionou na consagrada trilogia, temperada com uma atualização de “como fazer cinema na segunda década do século XXI”.

 

O resultado é um fun factor super satisfatório! Quem já era fã da velha trilogia curtirá, sentindo que eles realmente conseguiram honrar o “espírito Star Wars”. Quem nunca assistiu conseguirá curtir o filme, conhecer personagens, etc., e ter uma ideia geral do contexto dos filmes anteriores.

 

Só não espere um “filme cabeça” ou algo revolucionário. Vá com a intenção de just for fun e você vai ter muita diversão. Faz parte do filme aderir ao ritmo do cinema da atualidade: ação o tempo todo para prender o sujeito na cadeira. Mais closes, mais combate corpo a corpo, mais impressionante no bom e mal sentido ao mesmo tempo. Arte é conseguir isso sem perda de qualidade de texto e história. Posso antecipar que a produção está DE PARABÉNS.

 

Também por isso, é  filme para se ver em 3D, preferencialmente em salas IMAX ou XD, pois nele a tecnologia vale a pena. As cores quase não se perdem, a cabeça não dói, e embora não pule muita coisa da tela, a noção de profundidade cria uma atmosfera de interação com o filme absurda. E o som dom filme… Putz, numa sala de última tecnologia, não dá para não notar o refinamento do som do filme, de músicas aos barulhinhos de naves e robôs. É incrível mesmo gente.

 

Agora os spoilers (comentários do filme)…

Novos personagens (ACERTADOS!) e atores com incríveis atuações garantem o sucesso de Star Wars VII: O Despertar da Força (atenção marque com o mouse para poder ler)

*** A equipe responsável acertou em cheio ao colocar um personagem negro e uma mulher nos papéis fortes. J. J. Abrams deve ter sido contaminado pela transnacionalidade de Star Trek, incluiu a mulher guerreira e contaminou Star Wars com variedade étnica e de gênero.

*** Aliás quem é essa moça? EXCELENTE ATRIZ! E ESSE MANOLO? EXCELENTE ATOR, a histeria, do personagem é sensacional também. Dois atores de 23 anos, que ainda vão dar muito o que falar. Cheios de personalidade. A Força está com eles!

*** Aparição rápida mas cheia de carisma a do piloto líder dos X-Wing, interpretado pelo Guatematelco Oscar Isaac. Obrigatório que ele aumente sua participação no próximo filme.

*** Harrison Ford está CAQUÉTICO e acho que mais um ano não daria mais para disfarçar. Mas como segue perfeito sendo o canalha Han Solo, agora em versão decadente mas que segue com a estrela da sorte ao lado. Até que…

*** Os ataques de pelanca do novo “Darth Vader versão jovem mimado” são SENSACIONAIS!

*** Já tem brasileiro malicioso dizendo que o tal do novo Darth Vader é argentino (na verdade Kylo Ren, o personagem que também se veste de preto e também usa máscara é na trama neto do próprio Darth Vader e o endeusa). Pura inveja.

*** A máscara do Kylo Ren é bem bobinha, seguindo o visual “queixinho” dos droids da segunda trilogia (episódios I-III), que sempre foram ridículos. Quem foi que inventou esse design? Fez parte do que acabou com a série, que a Força nos livre disso.

*** Não sei se eu desgosto do Adam Driver que faz o papel do Kylo Ren ou… Se AMO.

*** O “novo Imperador” é uma mistura de Golum (Smeagul MY PRECIOUSSSS) com Troll do Hobbit. BEM QUE O GEORGE LUCAS láaááá nos anos 70 disse uma vez que sua obra tinha inspiração na literatura Tolkeniana!

*** Há quem tenha falado mal da princesa Leia, ou melhor da atriz Carrie Fischer que a interpreta. Beirando os sessenta anos, e há tempos sem aparecer nas telas, ela é perfeita. Olhar terno misturado com personalidade forte, essa é a princesa Leia desde o principio e assim ela segue, agora madura e na condição de liderança.

*** Repetecos dão fun factor mas tiram qualquer originalidade: Nova estrela da morte, novo robozinho esperto e fofuxo, novas cenas em um lugar de deserto, em um bar e na mata… O Universo é mesmo muito pouco criativo pelo visto.

*** Mais uma vez os personagens bonecos (ou animações) deixam a desejar. Todos eles. Da criatura laranjinha que foi como uma “yoda-fêmea” para colocar a Rey no caminho da Força ao carinha da “barraca do ferro velho”, eles não são bons. Não são mesmo. Elogios apenas para a capacidade de expressão facial da laranjinha, realmente parece natural, vivo.

*** Quem assistiu e não ficou querendo saber que cara tinha a chefe prateada do Finn ainda como Stormtrooper? Tira o capacete! Tira o capacete!

*** BB-8, o robozinho que eu achei inicialmente “ridículo”, cumpre bem sua função. O final mostra o surpreendente encontro entre ele e o velho R2D2. Para reforçar a ideia de melhoria da tecnologica, BB-8 é uma versão menor de tamanho, mais leve e enxuta… No final a mudança deu oxigênio à saga, valeu a pena!

 

* Arnaldo V. Carvalho, cinéfilo, cidadão honorário de Aldebaran e ex-combatente de caças Tie imperiais. Até se rebelar…

FOTOS

http://i0.wp.com/cdn.bgr.com/2015/08/star-wars-the-force-awakens-photos1.jpg?w=625

Pernas pra que te quero: Ah sim. Esse é o novo cinema, com ação o tempo todo para ninguém nem pensar em desgrudar. Cena típica do filme, os dois correndo desesperados. Rsrs…

https://i0.wp.com/i.telegraph.co.uk/multimedia/archive/03531/Star-Wars-Force-Aw_3531488b.jpg

Sim sim sim, esse é Jar Jar Abrams e sua nova equipe de segurança. Não podia ser diferente né.

https://i0.wp.com/www.flickeringmyth.com/wp-content/uploads/2015/12/star-wars-the-force-awakens-quad-poster-600x450.jpg

A quantidade de tipos de cartazes e montagens promocionais para esse filme é de impressionar. Esse aí representa mais ou menos, mas tá bonito!

Ode ao feminino através da campanha do voto pelas inglesas do início do século XX.

Sobre o filme “As Sufragistas”

Por Arnaldo V. Carvalho*

O filme terminou. Nos abraçamos e levantamos na direção da saída. Caminhamos por alguns minutos até que quebrei o silêncio apenas para registrar no verbo o que os dois sentiam. “Difícil de comentar não”?; “Difícil”, respondeu minha esposa.

Esse é o impacto mínimo que você terá ao assistir “As Sufragistas” no cinema. O filme fala de um assunto que aparentemente tornou-se distante em nossa realidade: o direito das mulheres ao voto.

A sinopse de “As Sufragistas” é simples: conta-se a história das mulheres inglesas que lutaram para ter direito ao voto em seu país. Algumas personagens existiram na vida real. Outras, baseadas em ativistas reais da época. A ficção, aqui, tem o intuito claro de prestar serviço a realidade.

Soa absurdo, aos ouvidos do século XXI, que algum dia homens e mulheres tenham uma diferenciação tão obtusa na esfera dos direitos civis. Mas, sabem, o século XX ainda foi ontem, e em muitos aspectos ainda é hoje.

Com rara destreza, a diretora Sarah Gavron toca em uma cicatriz fina, e ao faze-lo revela que ainda dói. Na verdade, não dói mais porque há uma anestesia que procura esquecer do ocorrido. Mas nas células das mulheres de hoje, descendentes das que sofreram na carne por certas reivindicações, ainda dói e muito.

Para quem se liga nos detalhes técnicos, o filme esbanja qualidade: figurino, cenário, fotografia (que luz! Que cores!) irretocáveis. E para completar, um dos elencos femininos mais expressivos que já vi. Não se deixem levar, no entanto, pelos apelos do cartaz e propagandas do filme, que mostra Meryl Streep, Helena Bonham Carter e Carey aMulligan estampadas, dando a entender que protagonizam a história. Verdadeiramente, Streep apenas faz aparições rápidas – essenciais, incríveis, mas rápidas, enquanto que Bohoncarter e Mulligan dividem o estrelato com atrizes igualmente incríveis, com personagens igualmente importantes! Em especial as britânicas Anne-Marie Duff e a premiada Natalie Press.

O filme provocará reflexões e um verdadeiro choque de realidade em quem o assistir. Impossível não trazer esse passado para os dias atuais e ver como o tema segue precisando de muita discussões, reflexões e novas ações.

Recomendo totalmente. Flores brancas a todas as mulheres e a todos os femininos que habitam os homens.

* * *

Arnaldo V. Carvalho, cinéfilo, a favor da igualdade de direitos e da assimetria funcional e sinérgica de homens e mulheres. De vez em quando sente “vergonha alheia” por certos congêneres.

Reflexões avivadas pelo filme

Sobre o direito feminino

Já entendemos que não é a desigualdade que traz problemas, porque ninguém é igual. O problema gira em torno da igualdade desvantajosa, onde um indivíduo ou uma coletividade tem vantagens em relação a outra; e por outro lado, da supressão de direitos de expressão e participação de todo e qualquer indivíduo nos mecanismos que formulam, representam e agem pela coletividade.

As mulheres do mundo inteiro continuam em situação desigual desvantajosa.

A elas, seguem negados muitos direitos, sobretudo de acesso. Acesso às escolhas, acesso à orientação, acesso à valorização de sua natureza intrínseca – de Mulher! A elas segue sendo negado o direito de usarem o feminino – energia a qual são guardiãs naturais. Não lhe é permitido respeitar seus ciclos hormonais (o repúdio a menstruação, a falta de sensibilidade em obrigar a trabalhar em um dia de cólica ou com uma gravidez avançada ou ainda com vínculo mãe-bebê super estreito), o direito de um discurso feminino ao avançar nas esferas de poder (os interesses do feminino dizem respeito a uma habilidade e desejo de agregação e valorização dos aspectos afetivos, por exemplo).

Como denunciam as sufragistas do filme, foram décadas pleiteando pacificamente o direito ao voto. As mulheres chegaram ao limite de ser exploradas, violentadas, humilhadas, abusadas de todas as formas. Aliás, quando reagiram tais limites já haviam sido em muito extrapolados. A conclusão era a necessidade de reivindicar o direito feminino sob a ótica do masculino: a ótica da violência.

A ótica do masculino ainda é hegemônica

É verdade! A ótica do masculino é a única que realmente é percebida até hoje. Até hoje as mulheres de altos cargos usam “terninho”, tendem aos cabelos curtos e a discursos com muita objetividade e pouco afeto. Para sobreviver no mundo dos homens, são frequentemente mulheres “duras”, para serem “respeitadas”. “Estilo Sargentona” funciona, se for muito delicado “o homem estranha, associa a fraqueza, e então abusa”.

Sobre o Panorama Brasil e nossa Estadista Mulher

Para o Brasil, o filme chega em hora mais que pertinente. Nunca tivemos uma estadista mulher a frente do país. E nunca a figura da mulher através desta foi tão degradada nas últimas décadas. Se a Dilma e seu governo não demonstram terem conseguido bons resultados em seus anos no executivo do país, ela não se mostra pior do que seus antecessores homens. Se ela não trouxe estabilidade econômica como o FHC, não seguiu a cartilha de Washington a risca como ele; Se não trouxe prestígio internacional como Lula, não negociou da mesma forma com bancos, empreiteiros, empresários e políticos, construindo o mais impressionante cartel unificado privado-público que o país já conhecera. Por outro lado, há aspectos inovadores e fundamentais em um processo de maturação da democracia instalada a partir do final da década de 1980 no Brasil: o enfrentamento aos vestígios do militarismo opressor-ditador, levando a frente a Comissão Nacional da Verdade; Bancando a Operação Lava-Jato mesmo ao preço de afundar empresas pseudopúblicas ou ameaçar cabeças dentro do próprio governo. Se o governo dela tem erros graves usados pela oposição para configura-lo como “desastre”, isso não ocorre por ela ser mulher. No entanto, ouve-se sempre xingamentos que não foram desferidos contra outros presidentes que hoje mostram-se alinhados a toda uma história de coronelismo, populismo, paternalismo, nepotismo, negociações e enriquecimentos ilícitos. Tenham certeza, Dilma é mais atacada por ser mulher, ou melhor, é atacada com uma jocosidade humilhante e inédita. Contra ela alçam-se velhos jargões machistas que a mim dão nojo e uma certa vergonha alheia dos demais homens.

Escravidão é tema de mais denúncia e reflexão que a repressão contra a mulher

A repressão tão violenta de humano contra humano parece sobressair-se, nas representações cinematográficas, também contra o gênero masculino. Tomemos o exemplo dos escravos. O quanto retratam os castigos contra homens e o quanto o fazem quando tais retratos denunciam o mal trato às mulheres? O tema escravidão aparece com frequencia, gera discussão, choca. Mas é tão raro vermos algo sobre violência contra a mulher, repressão ou supressão de seus direitos, etc. aparecerem, e quando ocorrem, retratam sobretudo quando se fala do âmbito coletivo! Por quê?

As origens da repressão à mulher e ao feminino

Como será que as decisões sobre o que fazer ficaram para os homens? São diferentes forma de exercício de poder: decidir sobre o casamento, a prole, mas também os rumos da sociedade. Se o homem das cavernas caçava para a fêmea com um bebê de colo poder dedicar-se mais a cria, ele caminhava mais pelas matas, conhecia mais o território e o inimigo. “Para onde vamos?” talvez fosse decisão natural do batedor do grupo, e a ele confiada pelos demais. Tudo mudou! Por que não mudou ainda a forma com que homens e mulheres decidem, por que ainda há tanta dificuldade de escuta e de uma tomada de decisão coletiva?

Por que as mulheres precisam votar e serem votadas.

 As mulheres precisam não só votar mas a sociedade precisa votar mais nelas. Nas mulheres verdadeiramente portadoras do feminino. Como diz em algum momento uma personagem do filme: “porque precisa haver uma outra forma de se viver”. E o voto pode mudar isso.

***

* Arnaldo V. Carvalho, polímata, portador do masculino e do feminino em si, defensor do feminino sagrado que habita homens e mulheres, e sua essencialidade no equilíbrio social. Luta para a cada dia harmonizar-se com sua própria testosterona e seu potencial impulsivo-destrutivo; ainda tem muito o que aprender mas vai melhorando a cada dia.

 

 

A campanha em torno do filme, na versão original, exibe as palavras-chave: “Mothers, Daughters, Rebels (Mães, Filhas, Rebeldes), enquanto que na versão brasileira, “Rebelde” dá lugar a “Revolucionárias”. Pelo visto, a dureza da realidade tal como o filme procura retratar ganha ares de um romantismo em torno da ideia de revolução, na opinião dos tradutores tupiniquins.

 

A protagonista da vida real Emily Davison (a esquerda), martir do movimento pelo Sufrágio Feminino na Inglaterra, e sua intérprete para o cinema, Natalie Press.

Prezados leitores e amigos,

No final do ano passado uma de minhas filhas de dois anos e meio, subindo de mãos dadas comigo a escada rolante na Cinelândia (saída Teatro Municipal), teve no fim da subida sua sandália “comida” pela escada rolante. Ficamos bastante assustados, embora aliviados por não ter havido nenhum dano físico a nossa pequena. Mas isso é grave. Era uma sandália alta. Não é possível que não haja tecnologia de segurança para prevenir esse tipo de acidente. Seguem fotos do ocorrido. Informei ao Metrô Rio do ocorrido e estou aguardando algum posicionamento. Atualizo vocês assim que receber.

Seguem fotos da sandália comida, tiradas assim que houve o acidente.

Já pensou se pega nesses dedinhos? Revoltante, beira o insuportável pensar que as crianças estão suscetíveis a esse risco mesmo seguindo as regras de segurança de escadas rolante.

Já pensou se pega nesses dedinhos? Revoltante, beira o insuportável pensar que as crianças estão suscetíveis a esse risco mesmo seguindo as regras de segurança de escadas rolante.

sandalia_mel (2)

Essas fotos foram tiradas no local do ocorrido. A calçada para onde a escada do Metrô dava estava em obras. Isso foi no dia 31 de outubro de 2015, às 10:57 da manhã.

Dei uma pesquisada e não foi só conosco. Seguem links de outros acidentes envolvendo sandálias infantis e escadas rolantes, em:

Observem que a maioria fala do perigo de sandálias “croc”. A sandália da minha filha não era Croc mas o material é bem parecido. Cuidado pessoal.

ATUALIZAÇÃO DE 27/01/2016 – METRÔ RIO FALOU COMIGO.

O Metro Rio telefonou para minha casa dias após receber meu informe escrito. Disse a moça com quem falei que o pedaço da sandália foi encontrado em DEZEMBRO no “equipamento” (a escada rolante em si). Me perguntou porque na mesma hora não fui comunicar ao Metrô (ao que expliquei que não submeteria duas pequenas de dois anos a burocracia e preferi seguir com a programação do teatrinho que elas foram assistir, comprando uma sandália de improviso no comércio próximo). Ela então reforçou as regras de segurança no uso da escada (ao que repeti que o uso foi correto, com a criança estando de mão dada e sem pisar nas faixas amarelas), e perguntou se eu queria algo mais do Metrô. Na hora me deu vontade de dizer coisas que, infelizmente, seria sério para mim mas provavelmente seria levado como deboche pelo MetroRio: “gostaria mais que um telefonema. Na verdade gostaria que eles enviassem uma caixa com um pedido de desculpas, a sandália nova e um cartão-convite para a minha filha e sua família conhecerem a estação do metrô e sua segurança, e quando eu chegasse lá, gostaria que eles dessem a ela adesivinhos coloridos com trenzinhos do metrô escrito “Metro coração você”, e que o gerente ou diretor da estação onde tem a escada que comeu a sandália dela aparecesse, nos cumprimentasse e mostrasse no seu Tablet a pesquisa que o Metro estivesse fazendo para a aquisição de novas escadas rolantes mais seguras, assim como outros equipamentos, sinalizações e itens de segurança”.

Gostaria mesmo de falar tudo isso, mas para além da descrença, eu vivo uma vida onde trabalho, estudo, cuido de filho e da casa. Cheguei em cima da hora para fazer o almoço, e precisava ser rápido. Então respondi apenas que “cumpri minha parte como cidadão alertando a vocês sobre a importância do ocorrido, que este ocorrida passe a fazer parte de estatísticas e dados que o Metrô utilize para melhorar sua existência e preste serviços melhores a população, incluindo o quesito segurança. Em 2016, com tanta tecnologia do século XXI, não é possível que não haja uma escada rolante que impeça esse tipo de situação e seja portanto 100% segura”.

Arnaldo V. Carvalho

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Então chegou.

A conjuntura atual no Estado do Rio de Janeiro (e do Brasil, e do mundo) fez muita gente daqui torcer para chegar. Um novo ano, um ano diferente, um respiro para a vida, que 2015 foi um sufoco.

 

Mas o ano não será diferente, a menos que se consiga ultrapassar o fatídico dia da marmota. É isso mesmo! Você, que acordou no 2016, acordou quase o mesmo. Olhe-se no espelho. Tudo igual. Olhe sua vida. Tudo igual?

 

Então vai ser assim, vai continuar sendo Dia da Marmota para você, a menos que as promessas não fiquem nas promessas, e principalmente, que você viva o que tem de ser vivido. O Feitiço do Tempo consiste em mais do que fazer só o que gosta, gostar do que se faz.

 

Então eu desejo que você que me lê tenha um FELIZ DIA DA MARMOTA!

Grande abraço a todos,

Arnaldo

PS: Alguém notou alguma referência ao velho filme estrelado por Bill Murray em 1993? Pois vou contar um segredinho a quem gosta de ler post scriptums: “O Feitiço do Tempo”, (Groundhog Day) foi nosso filme de Ano Novo, aqui em casa. Eu pessoalmente tinha assistido na época em que o filme saiu, já não lembrava de nada (só do sentido geral), de modo que tal experiência não influenciou muito na escolha, para além da ideia de ser um filme “família”. Escolhemos em cima da hora, pouco antes da virada, e vejam que curioso, o filme terminou faltando três minutos para meia-noite. Filme  que agrada a adultos, adolescentes e mesmo crianças não muito novas, é uma “sessão da tarde” gostosa, de texto interessante, diálogos atemporais, bom ritmo… Algo vai lembrar ao conto de Natal do Charles Dickens (uma pessoa não muito legal passa por uma “experiência mística” ligada ao tempo e que acaba transformando seu caráter – incluindo apologias ao altruísmo etc.). Fica aqui a microresenha do filme, escondida na mensagem de ano novo, através desse PS. Só entende a profundidade do meu desejo de Ano Novo para o mundo, quem assistir. :)

Crítica ao filósofo Karl Marx e sua vida é marcada por equívocos (ou inverdades?) e tendenciosismos

Focado em denegrir Karl Marx e o socialismo, texto que circula na Internet sob autoria anônima tem como alvo associar um “mau Karl Marx” com o Socialismo, e este com os governos do PT atual. Que salada! Dissecamos o mesmo para quem quer a verdade acima das ideologias (corro delas!).

Por Arnaldo V. Carvalho*

 

Após um seminário sobre Marx e Educação, uma colega me perguntou sobre a veracidade das informações de um texto sobre Karl Marx circulando na Internet.

O texto, de “autoria desconhecida”, demonstra, para alem dos equívocos acerca da vida de Marx, desconhecimento sobre a cultura do século XIX e um numero de preconceitos arraigados ao longo de cada sentença.

Não sou especialista em marxismo ou socialismo. Tudo o que li das fontes originais de Karl Marx me fez ver que não há em Marx (como não há em Engels) Deus ou Diabo, como querem os radicais de todos os lados. Mas, considerando o contexto de época, Marx expõe raciocínios muito interessantes. Por outro lado, o que li não dele mas SOBRE a obra de Marx costura suas ideias com a de muitos outros, e os resultados são os mais variados.
A agressividade dos adjetivos empregados pelo escrito que criticarei aqui deixa a certeza de que seu único propósito é denegrir o pensamento marxista e a visão socialista da sociedade. Em tempos de descontentamento com o poder vigente, encabeçado pelo Partido dos Trabalhadores (PT) – em sua origem um herdeiro ideológico do socialismo -, este tipo de texto costuma surgir, insuflando as massas e aumentando a tensão politica.

Segue o texto na integra e em seguida o mesmo dissecado por mim, oferecendo ao leitor a oportunidade de rever a própria historia de Marx, do socialismo e dos preconceitos entranhados na cultura brasileira. Relativizar é preciso!

Karl Marx foi sustentado pela esposa por 16 anos enquanto escrevia “O Capital” até que ela ficasse pobre. Só teve um único emprego fixo em 64 anos de vida, e foi como correspondente do jornal “New York Herald” por breve período e que não resultava em quantias suficientes para manter a família.
Embora estudioso de economia, era cronicamente irresponsável nas finanças pessoais e sempre passou necessidades. Em 1852, quando morava em Londres sem ter mais para onde correr, Marx tentou penhorar alguns talheres de prata com o brasão da família da esposa quando o dono da loja, desconfiado daquela criatura de cabelos desgrenhados e mal vestida, chamou a polícia.
Viu 4 de seus 7 filhos morrerem ainda bebês pela vida insalubre e miserável que sua vagabundice impôs à família, viu duas de suas três filhas sobreviventes se suicidarem, traiu a mulher que o sustentou por anos a fio com a melhor amiga dela, e ainda deu o bebê nascido desta relação para o amigo rico Engels criar. Morreu pobre, intelectualmente debilitado e com um abscesso no pulmão. Somente 11 pessoas incluindo Engels foram ao seu enterro.
Esse é o ídolo da esquerda. O “pai do socialismo”. Sujeito ordinário, preguiçoso e imoral, que não conseguiu sequer colocar a própria vida em ordem. É este pilantra, em muitos aspectos similar ao Lulla, o criador do sistema que tem a pretensão de trazer a solução para o mundo?
Pois é. Cada um tem a referência que merece.
E o Paul Johnson cita no livro “The Intelectuals” que esse energúmeno, além de tudo, não tomava banho e não fazia a barba por muito tempo. Seus seguidores também deixam a barba crescer sem saber por que.
Mas, suas ideias errôneas, ainda estão por aí, a estrepar com o mundo, a azarar com a sociedade. Pior de tudo é que estamos sendo vítimas desses sórdidos caolhos, gigolôs da miséria, parasitas e aproveitadores, os Schmarotzers, na línguagem de seus conterrâneos alemães. Até quando, como diria Catilina, o senador romano? (autor desconhecido)

Radiografia do tendenciosismo no texto:

Karl Marx foi sustentado pela esposa por 16 anos enquanto escrevia “O Capital” até que ela ficasse pobre.

– Marx e sua esposa passaram por fortes privações em razão da perseguição que sofreram. O filósofo e advogado não levou 16 anos escrevendo “O Capital”. Até onde se sabe, a relação entre Marx e Jenny von Westphalen sua esposa era de grande companheirismo.
– Aqui temos uma grave demonstração de machismo. O autor considera negativo que um homem seja sustentado por sua mulher para estudar, pesquisar e gerar algumas das teses mais importantes de seu tempo. Se O Capital tivesse sido escrito por uma mulher sustentada por seu marido, teria problema? Se foi uma escolha do casal utilizar o patrimônio, fosse originalmente da família do homem ou da mulher, para uma grande realização, haveria problema?
– Os problemas financeiros da Família Marx foram causados pela constante perseguição e necessidade de mudança (de país!), o que somente estabilizou em 1841 quando chegam em Londres (já em complicada situação financeira).

Só teve um único emprego fixo em 64 anos de vida, e foi como correspondente do jornal “New York Herald” por breve período e que não resultava em quantias suficientes para manter a família.
– Na verdade, Marx foi correspondente do New York Tribune. Desconfio que autor saiba disso, pois à época, o “Herald” era tido como jornal sensacionalista, enquanto que o Tribune, uma alternativa mais séria aos leitores americanos. Ambos os jornais se fundiram muitos anos depois (1924).

– Esse, porém, não foi o único trabalho de Marx, que aliás, trabalhou por toda a sua vida. Infelizmente, a renda obtida por direitos autoriais de “O Capital” somente foram repassados a família de Marx após sua morte.

– Seu contrato no Tribune, embora tenha lhe gerado proventos estáveis, não funcionava exatamente como um “emprego fixo” como entendemos hoje. O  pensamento empregatício, amplamente impregnado em nossa sociedade, é algo que não corresponde. Marx era filósofo. Era um profissional liberal, e liberais não trabalham obrigatoriamente em “emprego fixo”, ou seja, não necessariamente possuem um patrão, uma carteira assinada, etc. Essa frase indica que o autor do texto está escrevendo para as massas, já alienadas e presas à mentalidade empregatícia.

– Também busca hierarquizar as próprias condições de emprego, onde o fixo tem mais idoneidade que o temporário, o sob demanda, freelance etc. Desvaloriza-se assim o trabalho intelectual, ressaltando a virtude capitalista de valorização dos que “vencem por meio do suor braçal” (vale lembrar que são poucos os que tem essa trajetória de sucesso no capitalismo).

– A importância de sua obra foi reconhecida por Engels e foi em boa parte patrocinada. Muitos intelectuais, cientistas e artistas dependem de mecenas para seguirem realizando suas obras.

 

Embora estudioso de economia, era cronicamente irresponsável nas finanças pessoais e sempre passou necessidades.

– “Sempre passou necessidades” não é verdade. Mas com certeza priorizou seu dinheiro para seus estudos, suas campanhas junto às massas, deixando o necessário para o “sobreviver”.
Em 1852, quando morava em Londres sem ter mais para onde correr, Marx tentou penhorar alguns talheres de prata com o brasão da família da esposa quando o dono da loja, desconfiado daquela criatura de cabelos desgrenhados e mal vestida, chamou a polícia.

– Não consegui apurar essa informação, mas é bem possível. dado o contexto em que se encontrava nesse ano, onde passava os dias mais difíceis de sua vida. Sujeito mal trapilho, entra em uma loja com objetos caros, qual é o raciocínio? “Só pode ser roubado”. Jean Valjan (personagem de Victor Hugo, protagonista do clássico “Os Miseráveis”) encarna o popular que já passou por isso. Você já passou? Então com certeza não sabe o que é.

 

Viu 4 de seus 7 filhos morrerem ainda bebês pela vida insalubre e miserável que sua vagabundice impôs à família,

– Após ser expulso de três países diferentes, por insistir em fazer a aplicação prática de suas teses cientificas, denunciando a exploração junto aos trabalhadores, chegou em condições muito difíceis mesmo na Inglaterra. Os anos 50 os castigaram, e apesar de “O Capital” ser nesse momento um best-seller na Europa, Marx jamais recebeu os royalties por sua publicação (o dinheiro chegou a família vários anos após sua morte). A miséria fez com que eles passassem fome e frio, com impossibilidade de contar com assistência médica ou outras. Vagabundice?

 

viu duas de suas três filhas sobreviventes se suicidarem,

– Os suicídios ocorreram apos a morte de Marx, e portanto ele não os viu. As razões foram bem diferentes e em nada se relacionam com o pai ou sua criação.
traiu a mulher que o sustentou por anos a fio com a melhor amiga dela, e ainda deu o bebê nascido desta relação para o amigo rico Engels criar.

– Embora não haja provas documentais, tudo leva a crer que Isso de fato aconteceu. A mulher em questão se chamava Helene Demuth, trabalhava na casa de Marx e lá vivia. Ela fôra empregada na casa dos Westphalen, e após o casamento de Marx e Jenny, foi viver com o casal e com eles ficou até o fim dos dias. Politizada, era também do partido comunista e ajudava a rever os escritos de Marx. Apesar de sua contribuição e atividade, viveu no ostracismo intelectual por ser mulher, amante, condenada até mesmo pelos marxistas da época, que elaboraram o comportamento idealizado de um cidadão comunista.

 

Morreu pobre, intelectualmente debilitado e com um abscesso no pulmão.

– Pois é, morrer pobre é um problema. Na programação neoliberal, um homem de vulto, “bem sucedido” tem que morrer com dinheiro. Esse é o projeto de vida do capitalista.
Somente 11 pessoas incluindo Engels foram ao seu enterro.

– Os números divergem, mas até onde consta, foram poucos mesmo, talvez uns quinze. É preciso levar em conta que Marx passou por muitas agruras na Inglaterra, e seu círculo mais próximo era sem dúvida limitado. Talvez, mais do que o número, devêssemos levar em conta a qualidade das pessoas que lá estavam.

– A doutora em história Nívia Pombo**, ao revisar esta minha refutação acrescentou que: “Em uma época de severa repressão do Estado, dificilmente algum trabalhador (se é que seriam esses os homens que o autor do texto esperava localizar no funeral) poderia faltar um dia de trabalho para homenagear uma persona non grata por todos os empresários”.

 

Esse é o ídolo da esquerda. O “pai do socialismo”. Sujeito ordinário, preguiçoso e imoral, que não conseguiu sequer colocar a própria vida em ordem.

– Seria possível, sem se dobrar ao status quo do capitalismo que nascia na total ausência de direitos trabalhistas?

 

É este pilantra, em muitos aspectos similar ao Lulla, o criador do sistema que tem a pretensão de trazer a solução para o mundo? Pois é. Cada um tem a referência que merece.

– Finalmente o autor declara seu propósito: sujar para sujar. Associou a imagem prejudicada de Marx a do Lula, (escrito com dois eles para vincular ao rejeitado ex-presidente Collor), e assim atacou simultaneamente o PT, o socialismo, e finalmente – esse é o ponto, contextualizado pelo momento atual em que o texto circula (o governo Dilma).

 

E o Paul Johnson cita no livro “The Intelectuals” que esse energúmeno, além de tudo, não tomava banho e não fazia a barba por muito tempo.

– Não conhecia o Paul Johnson e sua obra. Mas dando uma olhada, é assustador. Um escritor que se “especializou” em criar livros com “Mini-biografias” depreciativas, com olhar destrutivo sobre todo tipo de gente famosa. E acima de tudo, um hipócrita, cuja vida pessoal, pelo que consegui perceber, é facilmente alvo de críticas muito semelhantes à que ele faz a Marx.

– A barba de Marx não é exótica em seu tempo, pelo contrario, era o costume típico da elite dominante da época. Veja Charles Darwin, Engels, Dom Pedro II, todos bem barbados. A barba caiu em desuso com o tempo, e as culturas que a mantiveram (como a árabe), propositalmente rebaixada, é associada a sujeira e a barbárie… A estrategia aqui esta sendo usada contra a aparência de Marx.

 

Seus seguidores também deixam a barba crescer sem saber por que.

– o autor aqui tenta associar a imagem das pessoas que compreendem o socialismo como alternativa ao sistema neoliberal à de pessoas crédulas, alienadas, que seguem às cegas uma ideologia.
Mas, suas ideias errôneas, ainda estão por aí, a estrepar com o mundo, a azarar com a sociedade. Pior de tudo é que estamos sendo vítimas desses sórdidos caolhos, gigolôs da miséria, parasitas e aproveitadores, os Schmarotzers, na línguagem de seus conterrâneos alemães.

– O autor acredita que, a essa altura, o leitor já estará bem incomodado com Marx, por força de sua retórica. Isso lhe dá permissão para borrifar uma linha de xingamentos inconsistentes e mais uma vez com doses de preconceito (caolhos são sórdidos), e acaba em sua empolgação até mesmo errando no português.

 

Até quando, como diria Catilina, o senador romano?

– A frase é: “Qvosque tandem abvtere, Catilina, patientia nostra? (Até quando, Catilina, abusarás de nossa paciência?)

E é desferida por Cícero (106-43 a. C.) contra Lúcio Sergio Catilina (108-62 a. C.) senador condenado por conspirar contra a República Romana. Seus contemporâneos o tinha como uma pessoa ambiciosa, ardilosa e cruel.

– A citação equivocada nos faz pensar, tamanho seu absurdo, que o texto é apenas uma piada de mau gosto, que tenta testar a cultura, ou a inteligencia, ou a visão critica de quem o lê.

– Por curiosa coincidência, refutei esse texto (apenas acrescentando este parágrafo posteriormente) pouco antes e publiquei esse texto dias após a atual fase da “Operação Lava Jato”, denominada Catilinárias. Trata-se de uma referência aos homens públicos investigados que atentam contra a democracia e o interesse geral da nação.

 

(Desconheço o autor)

– Nada como se esconder atrás do anonimato, após ter a coragem de publicar algo tão ofensivo, repleto de calúnias e tendenciosismo!

– Sete adjetivos e muitas mais interjeições depreciativas, em seis parágrafos que, de fato, não merecem atenção, e se gasto alguma energia nisto é porque, como minha colega, muitas outras pessoas podem estar nesse momento – por desconhecimento, ou até uma pré-construção cultural – lendo o livro e sendo incitadas ao ódio.

 

*  *  *

 

* Arnaldo V. Carvalho, polímata, adora caçar apócrifos e desmascarar idólatras. Deixa claro que nunca votou no Lula, na Dilma ou no PT. Não é filiado a partido algum, não é socialista ou liberal, comunista ou conservador. Detesta rótulos. E relativiza.

** Doutora Nívia Pombo, atualmente professora de História da UERJ, é também minha digníssima esposa – nada como ter uma cientista ao lado, para me revisar e evitar gafes!

 

Referências úteis

  • GAY, Peter. O Século de Schnitzler –  a formação da cultura da classe média (1815-1914). São Paulo: Companhia das Letras, 2002.

 

Recebi por e-mail mais um apócrifo, dessa vez atribuído a Millôr Fernandes. O texto é uma apologia à ditadura militar brasileira que governou o país por quase todo o século XX. Quem substituiu a autoria verdadeira pelo nome de Millôr parece se prover da ironia, tendo o cartunista combatido com sua “arma-caneta” tal regime (aos mais novos lembro que Millôr Fernandes foi um dos ativos artistas de “O Pasquim“), e inclusive tendo sido perseguido por ele.

Não vou reproduzi-lo aqui, pois seria dar bola de mais para o que não merece. Mas ele pode ser encontrado neste link. Caso um dia tenha disposição poderei contrapor os argumentos do texto com uma infinidade de outros, para tornar o cenário menos irreal.

Vejam o que diz o próprio Millôr sobre o texto:

Seu verdadeiro autor é Anselmo Cordeiro (veja a carta do próprio em http://elvisrossi.blogspot.com.br/2011/06/militar-e-incompetente-demais-militares.html). Ele se orgulha. Eu sentiria vergonha. Aliás, sinto. Vergonha alheia.

Arnaldo.

 

Este semestre, ofereci aos colegas estudantes e professores do ISERJ o minicurso “O Sono e o Sonhar”, destinado a ser ferramenta de trabalho dos pedagogos, a aprenderem a lidar com as experiências do sono em sala de aula. Para o próximo semestre, a proposta de trabalho gira em torno da boa postura. Na realização do intento, levarei ao ISERJ o laboratório da Boa Postura, com o projeto Lagartinha da Boa Postura, destinado à crianças pequenas. O projeto tem duas pontas: instrumentalizar os professores na observação postural das crianças e sua orientação junto aos pais; e exercer no dia a dia atividades lúdicas com a lagartinha da boa postura, facilitando a consciência corporal e integrando corpo e mente nos processos de aprendizagem.

Todos estão convidados a transitar do mundo onírico para o mundo corporal através da palestra/vivência Sono, Sonhos e a Postura Mágica, que resumirá a proposta do curso dos sonhos e introduzirá às ideias da Lagartinha da Boa Postura, sendo uma prévia do que ocorrerá em 2016.

Dias e horários seguem em anexo no cartaz.

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