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Tempos de Prece (4)

Shalom Aleichem (canção tradicional judaica)
Shalom aleichem Malachei hasharet
Malachei elyon
Mimelech malchei hamelachim

 

Hakadosh baruch huBoachem l’shalom
Malachei hashalom
Malachei elyon
Mimelech malchei hamelachim
Hakadosh baruch hu

Barchuni l’shalom
Malachei hashalom
Malachei elyon
Mimelech malchei hamelachim
Hakadosh baruch hu

Tzeetchem l’shalom
Malachei hashalom
Malachei elyon
Mimelech malchei hamelachim
Hakadosh baruch hu

Composição: Jörgen Elofsson

Intérprete: Fortuna

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Ensaios do Nascimento

ensaios_nascimento

Série de pequenos textos sobre gestação, parto, pós-parto e seus contextos é publicada no Laço Materno

Por Arnaldo V. Carvalho

Em meio aos movimentos que giram em torno de minha chegada a Campo Grande, Mato Grosso do Sul, para o I Curso de Técnicas Naturais para a Gestação, Parto e Pós-Parto, o Laço Materno lançou alguns de meus textos. São ensaios em prosa simples e direta, onde procuro dar voz a minha reflexão e experiência terapeutica na área, abordando temas que, mesmo já sendo bastante explorados por livros e artigos, seguem com aspectos sutis que ainda precisam ser melhor tratados.

Até o dia de hoje, 07 de abril de 2018, a série já tinha sido publicada praticamente pela metade:

  1. Me apresento ao leitor… https://lacomaterno.com/ensaios-do-nascimento-textos-ineditos-sobre-o-gestacao-parto-e-pos-parto/
  2. Contatos imediatos que o bebê no útero tem com o mundo exterior e seus impactos na vida. https://lacomaterno.com/ensaios-do-nascimento-contatos-imediatos-os-contatos-que-o-bebe-no-utero-tem-com-o-mundo-exterior-e-seus-impactos-na-vida/
  3. Lugar de Homem no Parto é Onde? https://lacomaterno.com/ensaios-do-nascimento-lugar-de-homem-no-parto-e-onde/
  4. Intervenções terapeuticas na gravidez e seus impactos no empoderamento da mulher. https://lacomaterno.com/ensaios-do-nascimento-as-intervencoes-terapeuticas-na-gravidez-e-seus-impactos-no-empoderamento-da-mulher/
  5. Sexo e gravidez: O Detalhe Z. https://lacomaterno.com/ensaios-do-nascimento-sexo-e-gravidez-o-detalhe-z/https://lacomaterno.com/ensaios-do-nascimento-sexo-e-gravidez-o-detalhe-z/

Até a próxima quarta-feira, acredito que eles terão dobrado o número de publicações (a série Ensaios já foi toda escrita). Abordaremos o pensamento oriental na gravidez, a naturopatia, questões imunitárias e outras. Os textos, como eu disse, tocam em assuntos que podem ser chave e a diferença entre um momento de vida maravilhoso e realizador ou não. Mas não se propõe a ser “Manual”, nem oferece tantos detalhes de solução… Simplesmente porque seria necessário muita conversa, interação, discussão, para que as relativizações imprescindíveis do cenário não corressem risco de se tornarem superficiais.

Fica aqui meu pedido aos leitores que leiam, curtam dentro da página do Laço Materno, comentem, peçam outros temas, etc.

Abraços, Arnaldo

 

 

Ela tem paciência”.

Resultado de imagem para luz calma

Há alguns anos, meu irmão Rodrigo Vianna, obstetra, foi ao México passar uns dias com a parteira tradicional Angelita, uma referência.

Quando, ao voltar, encontrou-se comigo, perguntei: “Rodrigo, de tudo o que você aprendeu com ela, o que percebeu de mais importante? O que, afinal, ela tem de diferente para conseguir uma taxa de sucesso tão grande com as mães que vão à “casita” ter seus filhos?”

Meu irmão fez uma pausa silenciosa, olhou para baixo… E respondeu: “Paciência”. “Ela tem paciência”.

(Arnaldo)

 

 

Tempos de prece (3)

Heaven – Yusuf Islam (Cat Stevens) Tradução aqui

The moment you walked inside my door
I knew that I need not look no more
I’ve seen many other souls before
Ah but Heaven must’ve programmed you
The moment you fell inside my dreams
I realized all I had not seen
I’ve seen many other souls before
Ah but Heaven must’ve programmed you
Oh, will you, will you, will you?
I go where true love goes
I go where true love goes
I go where true love goes
I go where true love goes
And if you walk along and if you lose your way
Don’t forget the one who gave you this today
Follow true love, follow true love
Follow true love, follow true love
Oh, will you, will you, will you?
I go where true love goes
I go where true love goes
I go where true love goes
I go where true love goes
And if a storm should come and if you face away
That may be the chance for you to be safe
And if you make it through the trouble and the pain
That may be the time for you to know his name
The moment you walked inside my door
I knew that I need not look no more
I’ve seen many other souls before
Ah but Heaven must’ve programmed you
The moment you fell inside my dreams
I realized all I had not seen
I’ve seen many other souls before
Ah but Heaven must’ve programmed you
The moment you said I will
I knew that this love was real
And that my faith was seen
Oh, Heaven must’ve programmed you
The moment I looked into your eyes
I knew that they told no lies
There would be no good byes
Ah ‘cause Heaven must’ve programmed you
I go where true love goes
I go where true love goes
I go where true love goes
I go where true love goes
Compositores: Yusuf Islam

Tempos de prece (2)

 

A paz

A paz invadiu o meu coração
De repente, me encheu de paz
Como se o vento de um tufão
Arrancasse meus pés do chão
Onde eu já não me enterro mais
A paz fez um mar da revolução
Invadir meu destino, a paz
Como aquela grande explosão
Uma bomba sobre o Japão
Fez nascer o Japão da paz
Eu pensei em mim
Eu pensei em ti
Eu chorei por nós
Que contradição
Só a guerra faz
Nosso amor em paz
Eu vim
Vim parar na beira do cais
Onde a estrada chegou ao fim
Onde o fim da tarde é lilás
Onde o mar arrebenta em mim
O lamento de tantos “ais”
Compositores: Lucas Correa De Oliveira / Wilibaldo Neto
Intérprete: Gilberto Gil

Tempos de prece (1)

Amo.

My sweet Lord by George Harrison (tradução? clique aqui)

My sweet Lord
Mm, my Lord
Mm, my Lord
I really want to see you
Really want to be with you
Really want to see you, Lord
But it takes so long, my Lord
My sweet Lord
Mm, my Lord
Mm, my Lord
I really want to know you
I really want to go with you
Really want to show you, Lord
That it won’t take long, my Lord
(Hallelujah)
My sweet Lord
(Hallelujah)
My Lord
(Hallelujah)
My sweet Lord
(Hallelujah)
I really wanna see you
I really wanna see you
I really wanna see you Lord
I really wanna see you Lord
But it takes so long, my Lord
(Hallelujah)
My sweet Lord
(Hallelujah)
Mm, my Lord
(Hallelujah)
My my my Lord
(Hallelujah)
I really wanna know you
(Hallelujah)
I really wanna go with you
(Hallelujah)
I really wanna show you, Lord
That it won’t take long, my Lord
(Hallelujah)
Mmm
(Hallelujah)
My sweet Lord
(Hallelujah)
My my Lord
(Hallelujah)
Mmm
My Lord
(Hare Krishna)
My my my Lord
(Hare Krishna)
My sweet Lord
(Krishna, Krishna)
Oohh
(Hare Hare)
Now I really wanna see you
(Hare Rama)
I really wanna be with you
(Hare Rama)
I really wanna see you Lord
But it takes so long, my Lord
(Hallelujah)
Mmmm
My Lord
(Hallelujah)
My my my Lord
(Hare Krishna)
My sweet Lord
(Hare Krishna)
My sweet Lord
(Krishna, Krishna)
My Lord
(Hare Hare)
Mmmm
(Gurur Brahma)
Mmmm
(Gurur Vishnu)
Mmmm
(Gurur Devo)
Mmmm
(Maheshwara)
My sweet Lord
(Gurur Sakshaat)
My sweet Lord
(Parabrahma)
My, my my Lord
(Tasmayi Shree)
My, my my my Lord
(Guruve Namah)
My sweet Lord
(Hare Rama)
(Hare Krishna)
My sweet Lord
(Hare Krishna)
My sweet Lord
(Krishna Krishna)

aaa

Misturar para confundir, dividir para conquistar: O caldeirão ferve e a Bruxa ri

Por Arnaldo V. Carvalho

Aos que foram atentos a história do antigo Império Romano, devem saber que sua origem vitoriosa ocorreria com o fim da República de Roma, após o famoso general ditador Caio Júlio César (100a.C-44a.C.) anexar as Gálias (basicamente toda a Europa Ocidental) e reclamar na capital poder absoluto para si.

César desenvolveu uma estratégia quase infalível, que permitiu a Roma anexar territórios inteiros com um uso de força minimizado. A tática divide et vinces* foi descrita pelo César (embora já utilizada com sucesso por Alexandre o Grande e posteriormente por Napoleão Bonaparte) tratava de uma guerra de informação, onde ele basicamente enviava espiões que, infiltrados nos grupos de interesse, tratavam de plantar a “semente da discórdia” entre clãs rivais, criando todo tipo de intrigas, enquanto enviavam preciosas informações que permitiam a ele estudar as características e pontos fracos de cada povo.

Plantar confusão nos dias de hoje envolve misturar conceitos, fatos, etc., e é aí que se forma o caldo das divisões. Formam-se divisões em assuntos os quais na verdade todos querem soluções reais. Ou seja, interessam a todos, dizem respeito a todos, e podem sim alcançar a todos. A mistura quente, que confunde situações tangentes, é a dinamite da bruxa, como denuncia a música Na Pressão (1999), de Lenine (1959-).

Olho na pressão, tá fervendo
Olho na panela
Dinamite é o feijão cozinhando
Dentro do molho dela

A bruxa mexeu o caldo
Se liga aí, ô galera
Tá pingando na mistura
Saliva da besta-fera

Trecho da música Na Pressão, de Lenine.

Temos aí uma multiplicidade de violências institucionalizadas e culturalizadas, e na pressão que o medo provoca, a bruxa ri. Fatos ocorridos e que vão para as notícias de jornal – assassinatos, torturas, discriminações, estupros, roubos, etc., se juntam ao que não vai estar na mídia – como o desprezo e cada um deles é dinamite, cada um deles se soma, temperada pela saliva da besta-fera do ódio, ácida, quente. A bruxa é a anti-vida sorrindo diante de nossas divisões.

O que tenho visto no caso Marielle Franco, por exemplo, é icônico. Tenho recebido em meus grupos sociais uma série incrível de comentários onde diferentes pontos reivindicatórios – todos legítimos – entram em choque.

Uma das maiores confusões é em relação à atenção que se têm dispensado à execução da socióloga versus a de todos os outros assassinatos cometidos diariamente no país. Me repetindo em relação a comentário que fiz em cima de um post do Facebook:

“Nenhuma morte deve passar despercebida. Cada uma deve ser cobrada pela particularidade que a envolve.

Morreu depois de ser assaltado? É uma cobrança, não pode acontecer.

Morreu executada porque se meteu em área “dominada”? É outra cobrança.

Morreu de fome? É outra cobrança.

Matou? É outra cobrança (afinal a sociedade tem sim ligação com a origem de pelo menos a maior parte dos assassinos)

Mandou matar? Mais uma cobrança.

Consumiu o produto que gera uma cadeia de mortes? Outra cobrança.

Enfim, para cada uma deve haver da sociedade uma cobrança. Por respostas, por atitudes.

Misturar tudo não ajuda. Dividir o povo não ajuda”.

Cada pessoa e/ou grupo, que além de se manifestar precisa viver sua vida – trabalhar, estar com os seus em suas alegrias e doenças, cuidar de si, sua mente e corpo, etc. – tem todo o direito de escolher seus temas, e um não diminui o outro. Tudo é muito, muito grave e precisa igualmente de atenção.

Um amigo fez o outro tipo de afirmativa-cobrança, na verdade já uma mistura entre a primeira que comentei – por que a morte dela está parecendo mais importante que outras), e uma segunda: esse barulho todo é porque ela era do partido X (no caso, o PSOL, que se auto-define como um partido “de esquerda”). Minha resposta segue a mesma linha, é simples (em relação à escrita original, adicionei links aqui no blog):

“Amigo, não sou PSOL nem nada disso. Nenhuma morte deve passar em branco, nenhuma.

Agora, você pode usar a memoria e se perguntar: por que o medico morto a facada na Lagoa Rodrigo de Freitas (2015) teve visibilidade da imprensa e um monte de gente assassinada de forma barbara, que no máximo aparece em jornais estilo “O Povo” não tem? E a juiza executada com 21 tiros (2011) em Niterói?

O que traz visibilidade de imprensa a uma morte?

Te dou duas hipóteses: ou o crime aconteceu em área de alta circulação dos grupos privilegiados (caso do médico) ou a pessoa executada tinha algum tipo de atuação extremamente incomoda, talvez sabendo coisas que “não deveria saber”. Foi o caso da juíza e é o caso da Marielle.

Vejam mais sobre a briga da juíza Patrícia Acioli com o lado podre da polícia

Ambas foram mortas no embate com a “banda podre” da Polícia Militar, e em breve tenho certeza que pessoas começarão a ligar os pontos.

Não esqueça meu amigo que tivemos um colega (no meu caso amigo) morto por assalto no mês passado, e assassinato seguido de roubo é um serio problema a ser denunciado e execução planejada de queima de arquivo é outro problema.

Ambos precisam parar e para isso devemos cobrar das autoridades. Mas por favor não vamos cair no erro de misturar as coisas”.

Nem misturar, nem diminuir qualquer um dos fatos.

Os temas reivindicatórios devem ser sempre claros, para não confundir e enfraquecer. Aqui estamos claramente conversando sobre o eixo da “violência”, e suas ramificações precisam ser desembaraçadas se quisermos enxergar as situações com lucidez.

Então, caros leitores, máxima atenção: se continuarmos confundindo, seguiremos divididos, e permaneceremos presas fáceis da Bruxa que está a solta.

Arnaldo V. Carvalho pai, terapeuta, pedagogo, cidadão.

 

* A célebre frase de Júlio César já havia sido citada por mim no artigo “Risada sem Graça” na ocasião do golpe contra a presidência da república eleita por voto popular. Possivelmente a citarei outras vezes, visto que esse é o principal ingrediente do caldo da Bruxa que destrói a humanidade e seus povos.

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