Feeds:
Artigos
Comentários

Despido ao público

Encenação baseada nos diários do fotógrafo Alair Gomes chega à sua última semana no Teatro Laura Alvin (Rio) emocionando a plateia

Por Arnaldo V. Carvalho*

Estive no último final de semana e recomendo a todos – independente de convicções sexuais, de conhecimento acerca da fotografia e da obra de Alair Gomes. Aliás, elegante,  e extremamente atual, “Alair” convida a se conhecer um pouco da personalidade do internacionalmente mais famoso fotógrafo brasileiro: Alair Gomes.

Se a proposta é interessante, a dramaturgia é uma pérola, do texto, passando pela luz, à interpretação apaixonada de Edwin Luisi.

Tudo isso está disponível apenas até domingo no pequeno e charmoso teatro da Casa de Cultura Laura Alvin, no coração de Ipanema.

“Alair” é sobre o corpo, o masculino, a paixão e a negação dos sentidos que nossa sociedade vive. Em 70 minutos, a plateia imerge no ritual hedônico de uma vida inteira, cuja leveza insustentável culmina em lágrimas e palmas pela força do personagem vivido por Luisi. Seu texto, construído a partir de registros de viagem e notas de diário pessoal de Alair Gomes, narra seu encantamento pela beleza energética do jovem masculino, suas formas e nuances. Ao longo da peça, apenas homens em cena. Todos são Alair, de algum modo: Alair e seus vislumbres.Image result for "alair gomes"

A escolha do roteiro é impecável: apresenta Alair, leva-o para sua viagem à Europa, mostra suas impressões de mundo a partir destas, e volta novamente ao Rio de Janeiro onde ele vive suas paixões artísticas, sexuais e afetivas.

Passeia, aos poucos por contrastes, do deleite à solidão, da luz nos olhos ao horror captado por uma alma de rara sensibilidade. Um exemplo: ao mesmo tempo que admirar com os próprios olhos a estátua de Davi mostra-se uma experiência divisora de águas, um encontro com a própria natureza Divina,  sua passagem pela Itália lhe leva ao Coliseu, onde Alair sofre e revela seu horror à violência, e à destruição do corpo humano, da vida, amplificada pela destruição em caráter de espetáculo.

Não pude nesse momento deixar de me remeter à paixão do pintor Renoir pela pele, pela beleza do corpo, e pela luz e sombra… Talvez porque o feminino seja o foco de Renoir, e o masculino o de Alair, no primeiro abundam as cores, no segundo, os tons e matizes entre o branco e o negro não permitem qualquer dispersão para além do objeto retratado. Objeto este que se torna puro desejo.

Image result for "alair gomes"

Enfim, a peça tem ares de monólogo, embora o protagonista, interpretado por um ícone do teatro e da televisão brasileira, conte com a presença dos jovens André Rosa e Raphael Sander, a cumprir de forma irreprimível seus seus papéis múltiplos como “os rapazes de Alair”. A escolha dos dois foi acertadíssima: Rosa exibe um corpo praiano, esculpido, cabeleira típica dos anos 80, é o masculino a negar o próprio narcisismo. Sander representa os que embarcam na trip de Alair, seduzidos mas ao mesmo tempo, iludindo e desiludindo o fotógrafo.

As cenas reproduzem de forma natural, e com belas passagens de cena, algumas das mais conhecidas fotos e sequências de Alair Gomes. Sua iluminação limpa de cores respeita a própria concepção de uma fotografia que procurou salientar detalhes corporais e enaltecer cada milímetro do corpo. Remete à sutileza, ao desejo, enquanto revela, constrói e joga os personagens em luzes e sombras, tal qual se caracterizava o trabalho fotográfico do artista.

Quem assistir perceberá um trabalho primoroso, de imenso respeito à Alair Gomes, sua vida e sua obra. Ao mesmo tempo, é uma ode ao masculino, a beleza da forma, o sagrado, e à juventude. A cereja do bolo é a consequência dramática de tanta paixão, que se constrói ao longo da trama-em-torno-de-si-mesmo de Alair… e denunciará a sociedade repressora e as negações experimentadas por quem nela é criada (é assistir para descobrir).

 

Image result for "alair gomes"

Na noite em que estive lá, Edwin Luisi, visivelmente comovido, fechou sua atuação nos contagiando com seu pedido, para que ajudemos a peça, que não conta com patrocínio algum, a encher o teatro.

     – Com todo o prazer, Luisi! E salve Alair!

*  * *

PARA SABER MAIS E IR À PEÇA:  http://www.casadeculturalauraalvim.rj.gov.br/programacao/alair/

 

*Arnaldo V. Carvalho é terapeuta, estudante de pedagogia, e adora compartilhar o que vê e gosta.

https://i0.wp.com/www.datacenterjournal.com/wp-content/uploads/2013/06/big-data61313.jpg

Para organizar seus arquivos espalhados por: computadores, celular, hd externo, pen drives…

Conheça os melhores programas de comparação e sincronização e livre-se da “bagunça virtual”

Arnaldo V. Carvalho*

Pois é, espalhou tudo: Você tem arquivos no celular, no computador, no tablet, no laptop, no HD externo, no pen drive. Alguns são quase idênticos – qual será o mais atual?

Quando a vida digital começa a ficar bagunçada demais pelo excesso de locais para armazenar arquivos, está na hora de uma faxina, e em seguida, adotar um programa de sincronização.

São programas que “olham” para o que você tem nos diferentes locais e vai coordenando as atualizações de um lado e outro, até que fique tudo atualizado e do jeito que te interessa.

O que você precisa saber sobre esses programas e o que eles precisam ter para você ficar segur@:

Como comentei, os programas de sincronia entre dispositivos olham os arquivos. O que torna o processo seguro é a existência da tecnologia “byte-to-byte”.

Comparação byte-a-byte: Esse programas de comparação e sincronização de arquivos têm muitos recursos e configurações. Mas para ser seguro eles precisam oferecer a comparação byte-a-byte entre arquivos antes de sincronizar. Byte a byte quer dizer que mesmo a menor alteração no arquivo será considerada – o que garante a exclusão acidental de, por exemplo, duas versões diferentes de um mesmo arquivo. Afinal, a máquina não tem como adivinhar qual você prefere.

Bi-direcional: Há sincronizadores que se prestam a transmitir alterações de A para B, por exemplo, do celular para o computador, e não ao contrário. O ideal é que ele seja bi-direcional, e qualquer alteração de qualquer dispositivo possa ser atualizado nos demais.

Tempo Real: Esse recurso faz com que qualquer inclusão, exclusão e alteração que você faça nos seus arquivos seja percebida pelo software de sincronização, que imediatamente atualiza os conteúdos dos outros dispositivos que também contém o arquivo. Útil sobretudo aos esquecidos.

Naturalmente, é desejável que o programa de comparação de arquivos tenha versão em português, seja livre de propagandas, e consiga sincronizar tanto offline quando online, com diferentes dispositivos.

A escolha do melhor programa

Como hoje em dia a oferta é imensa, custei um pouco para tomar a minha decisão. Busquei indicação em sites especializados, li análises e comentários, fui nos sites das empresas.

Os aplicativos que ficaram numa “finalíssima”, antes de minha escolha foram:

Pagos:

Liuxz: Esse eu entrei por propaganda paga no google. Parece ser confiável e mais simples de usar que os demais. Só que não testei e não vi comentários de usuários.

Goodsync: Esse é um software que embora pago tem ótimas referências de usuários na Internet. Não paguei porque acredito haver um opensource de qualidade, mas o valor não é caro para um software que cumpre o que promete (gira por volta dos 30 dólares). A vantagem de um software pago é a clarza, a facilidade de usar, e o suporte (normalmente em inglês).

Grátis (freemium e opensource)

Aplicativos “freemium” são geralmente ofertados por empresas que não ligam se o usuário doméstico utilizar seus produtos. O alvo da versão paga são as empresas. Assim, disponibilizam o programa completo para uso caseiro. Já o Opensource são programas produzidos por comunidades de programadores, e geralmente são gratuitos, vivendo a comunidade de donativos espontâneos.

Syncbackfree: Bem falado, fui ao site, que é honesto e mostra as diferenças entre a versão paga para empresas e a gratuita.

Allways Sync: Parece muito bom, versão free parece ótima e confiável.

Synchredible: Aplicativo alemão em lingua inglesa. A versão free é exatamente igual a comercial, só não dá suporte. Parece mesmo excelente. Por pouco não fiquei com eles.

PureSync: Foi o segundo mais mencionado por especialistas. De fato é grátis para usar em casa. Na página da empresa as explicações são muito claras e ele faz tudo o que eu pessoalmente busco.

FreefileSync: Essa foi a minha escolha de software. Muitos especialistas recomendando, centenas de usuários satisfeitos em diferentes páginas de download, comunidade ativa e software atualizado recentemente, possibilidade de uso em português, e faz tudo o que preciso. Além disso é leve e não traz propagandas escondidas!

Para um guia rápido de uso, recomendo os links abaixo:

Fora isso, é dar a dica: instale em todos os seus dispositivos logo e nunca mais morra de dúvida para saber se “está tudo lá” no seu equipamento. Com o FFS estará tudo lá, em todos os lugares.

***

* Arnaldo V. Carvalho, pai, terapeuta, cidadão. Fuçador de coisas de computador e tecnologias afins, costuma compartilhar com o mundo suas descobertas e conquistas no mundo cibernético.

Agradecimentos: A Wikipedia tem um verbete só sobre esse tipo de programa e tabelas interessantes me ajudaram a decidir e mesmo escrever este artigo:

https://en.wikipedia.org/wiki/Comparison_of_file_synchronization_software

Lamento pelas quedas

Lamento pelas quedas

Arnaldo V. Carvalho*

Toda e qualquer polarização, onde há um “vencedor” e um “perdedor”, o Todo perde. Perdemos sempre. Tornamo-nos piores.

Não comemoro quedas: Collor, Cunha, Garotinho, Cabral… Não comemoro a captura de bandidos, corruptous ou assassinos. Não comemoro punições de qualquer ordem. Sempre que esses episódios ocorrem, que uma realidade hedionda vem a tona, me entristeço. A humanidade perdeu de novo. Ter que prender e punir é a materialização da incompetência da sociedade em construir bases éticas, materiais, afetivas, psíquicas, sociais, entre os seus.

Com os anos, fui deixando de achar graça em irônias, escárnios, comemorações ácidas de derrotas, mesmo de “inimigos” (veja meu artigo sobre a “risada sem graça” de Michel Temer). Eu realmente só lamento, lamento muito. Sinto tristeza por esses políticos. Sinto, como dizem agora os jovens, “vergonha alheia”. Chegaram a lugares de poder muito altos. Podiam ter feito tanta coisa a mais e melhor… Podiam ter sido mais felizes e feito tanta gente mais feliz.

Mas não. Especulo que não foram gerados ou nascidos com amor, nem amparados nos contornos necessários ao nascimento. Fato: não foram criados com amor ou limites (o que dá no mesmo). É isso: pessoas assim parecem não ter senso de limite – e talvez por isso estejam incapacitados de amar.

É preciso um mundo que pare de precisar prender. É preciso um ser humano que não sinta necessidade de roubar ou matar. É preciso, é urgente, que a gente encare de forma um pouquinho menos resignada, e mais madura e responsável, o fato de que vivemos uma sociedade que cria esse tipo de gente, com tamanhos distúrbios de caráter – e tantas instituições espelhadas nessa que é uma intensa psicopatia humana.  Combater uma sociedade que, como um diz Tomio Kikushi, é mais do que louca: é enlouquecedora.

A saída, a grande virada, não está na escola ou na família, no governo ou na iniciativa privada: está no coração de cada um. Nele, e só nele, há a capacidade de escolha pelas doses amorosas de auto-limites, que cada um precisa se dar, em nome da Vida dos outros.

***

* Arnaldo V. Carvalho, terapeuta, pai, cidadão.

 

Verdade impronunciável

“Não é verdade que os momentos mais comoventes da nossa vida nos encontram sempre sem palavras?”

Marcel Marceau (1923-2007)

Resultado de imagem para marcel marceau silencio

Por Arnaldo V. Carvalho*

Pois é amigos,

Fazia tempo que não postava mais “Dicas de computador” aqui. Agora é uma dica de celular. Dá quase no mesmo. Fato: recentemente restaurei o celular para as configurações de fábrica, retornando o aparelho ao “zero”. Claro que fiz backups de tudo… Bem, QUASE tudo. E o pouco que não fiz (mensagens SMS) depois se revelaram importantes para mim.

Na tentativa de recupera-los (até agora não bem sucedido e com poucas esperanças), enveredei pelo mundo dos programas de computador, aplicativos de celular etc., que prometem recuperar dados perdidos em todo o tipo de situação: apagados por acidente, celulares danificados, e mesmo celulares “formatados” como o meu.

Vou aqui dar dicas para você não deixar acontecer o que houve comigo, a corrigir falhas simples, e adiantar caminho, pois consultei dezenas de páginas, fui a vários fóruns, experimentei um monte de “soluções” e deu para entender algumas coisas:

  1. Se você só apagou algo sem querer, ou se arrependeu, provavelmente conseguirá recuperar (desde que não tenha passado muito tempo, e/ou você já tenha feito muita coisa no seu celular – é isso o que faz com que apague em definitivo, pois uma gravação em cima de outra torna a “arqueologia” do resgate de dados impossível.
  2. Se você fez o que eu fiz e restaurou as configurações de fábrica, provavelmente NÃO conseguirá recuperar, pois os programas simplesmente não conseguem puxar nada por baixo de um processo tão radical.
  3. A grande, absoluta maioria dos programas que prometem recuperar dados gratuitamente são na verdade pagos, e não têm a eficiência prometida, com exceção de situações simples como apagar uma foto, se arrepender, imediatamente usar um programa desses e recupera-la. Vou descrever as experiências que tive com cada um deles.

Os softwares e apps que testei:

Antes de mais nada você precisa saber duas coisas: o que é “root” e quais seriam as vantagens de usar um programa de computador para usar seu celular, ao invés de simplesmente baixar um app direto nele e sair tentando recuperar os dados.

ROOT: Muitos apps e programas vão dizer que precisam de “root”, ou “rootear” seu celular. “Dar root” quer dizer, na linguagem do celular, permitir que o usuário através de programas, possa entrar literalmente no cerne lógico do computador, ir na RAIZ (Root) dele. Isso significa, como todos os programas gostam de deixar claro, que ao mesmo tempo que as varreduras atrás de informação perdida são as mais profundas possíveis, por outro lado podem oferecer RISCOS ao celular. Riscos que, segundo li, podem detonar mesmo seu celular. É como um neurocirugião mexer no seu cérebro, saca? Pode curar, pode… Ferrar de vez. Então o primeiro passo é sempre, sempre, tentar não usar. E se nada mais der certo, e se o que você tem para recuperar valer até mesmo o risco de perder o celular… Então pode-se ir em frente. Como não fui bem sucedido sem root, entrei na fase de explorar todas as alternativas com root. A experiência de “rootear” é um capítulo a parte, que publiquei neste artigo.

SOFTWARE x APP: A vantagem de baixar um programa para o seu computador, e através dele (conectado por cabo usb) rastrear o celular é simples: você não está colocando mais dados dentro do celular, e isso quer dizer que as chances de você gravar por cima do que quer encontrar estão reduzidas – maior a possibilidade de “vitória”! Então, recomendo que você primeiro tente fazer esse procedimento. Se nada mais der certo, então pode-se partir para os apps.

Agora, sim, veja o que já testei e os comentários:

  • Wondershare Dr. Phone Toolkit para Android (inglês): O software é muito bem organizado e os desenvolvedores tem uma página de suporte e uma comunidade em torno que parece ser bem ativa. O programa explicitamente é mais “esperto” para interagir com a marca SAMSUNG do que com os outros. Ele é fácil de usar, faz um “root” seguro e temporário. Ele permite você procurar apenas por contatos e sms… mostra todos os resultados que obteve, você pode visualiza-los. Mas caso queira traze-los de volta, precisa se registrar. Acho justo. Já os demais itens procuráveis (fotos, vídeos, documentos, etc. etc., só pagando até para procurar. Na minha experiência com o celular ALCATEL não fui bem sucedido, ele não achou o que eu queria (mensagens SMS), então não perdi tempo, passei para o próximo.

COM ROOT: Ele realmente tem uma experiência macia, positiva na conexão com o celular. Boa interface, pede educadamente autorização para o “Superuser” (é o programa da Kingo que passa a controlar as “coisas root” uma vez que você instale o “Kingo Root”, e uma vez dada, a tela do celular informa da autorização, enquanto que a tela do computador mostra o percentual do trabalho. Rapidamente ele concluiu seu trabalho… Infelizmente não achou minhas mensagens, o que me desanimou bastante.

  • Aiseesoft Free Android Data Recovery da empresa: Bem mais simples, ele foi lá, varreu e nada achou além do que o Dr. Phone. Com uma diferença, ele nem procura mas por outras coisas além de contatos de telefone e logs de chamadas (ridículo), mas pelo menos te permite resgatar. No meu caso, muito grave, ele não achou nada, e pediu para eu baixar outro software (Kingo Root) da mesma empresa para “dar o root” e ir mais fundo. Resolvi passar para outro.

COM ROOT: Ele recomendou o Kingo Root mas quando tentei conecta-lo rooteado a segurança avisou que ele estava tentando instalar o Towelroot. Não teriam a mesma função? Esperei um pouco e o programa se “cansou”, dizendo que não conseguiu acessar o root. Ele então diz que se quiser fazer uma leitura profunda tem que apertar o botão com root e ele somente abre uma página no navegador, apontando para o Kingo novamente…

COM ROOT (Segunda tentativa): Como nada consegui com os outros, resolvi aceitar as regras do jogo dele. Achei que ia de novo pedir o Towelroot… Mas não. No lugar dele, instalou o FoneGO. Rastreou, achou um pouquinho mais de contatos que antes. Muito  danificados… Deixa pra lá…

  • Tenorshare Android Data Recovery: Esse “cara” tem um jeito diferentão. Na primeira página da empresa eles já anunciam inclusive recuperar dados de celulares como o meu, cujos dados se foram na restauração de configuração de fábrica. Instalação rápida, e ele pede para esperar com paciência, pois ele vai “conseguir autorização de superusuário”. Ele quis dizer foi buscar informações de meu celular como se ele estivesse rooteado. Como não está por enquanto, abriu uma página de como eu posso fazer root. Fiquei por aí mesmo.

COM ROOT: Foi o primeiro software que tentei com o root… O que aconteceu? Ficou mais de dez minutos tentando fazer algo com uma tela dizendo para eu esperar pacientemente de três a cinco… Desisti.

  • Eassos Android Data Recovery: Logo de cara pede Root, e me mostra que “não vai ter jeito”. Ele não me deu opções claras de buscar pelos SMS, tendo uma interface mais complicada que os demais. Mesmo fazendo root, o aplicativo da Eassos está fora da jogada.

COM ROOT: A tela bem seca dele abre e, se você não seleciona o que quer em um botão meio escondido, ele escaneia da cabeça dele. Tendo eu selecionado ou não, ele exibiu em segundos uma tela de que o processo não deu certo, e pede que eu troque o cabo USB!

  • Thundershare Free Android Data Recovery: Mesma coisa, conectou-se ao celular e pediu o root.

COM ROOT: Abriu e escaneou geral. Nada de SMS velho. Nada a mais que os outros. Quando pedi a título de teste que recuperasse três contatos que ele achou no lixo, entrou uma tela pedindo e-mail de registro e uma chave de registro… E um botão “comprar”. Não vale nada disso para recuperar três contatos fáceis. Que desanimo.

  • MobiKin Doctor for Android: Idem.

COM ROOT: WOW, o rastreamento dele foi rápido, rápido demais. Achou mais contatos que os demais! Diria que foi o melhor. Mas nada das minhas SMS.

Atenção sobre todos os softwares: As vezes você não percebe bem a tentativa do programa obter autorização do “superuser” para mexer na raiz do computador. Abra o superuser e veja se não tem uma autorização pendente, pois o Scan do programa pode ter ficado sem “ir fundo” (isso aconteceu com o Mobikin por exemplo).

Nem tentei:

  • 7-Data Android Recovery: Nem tentei, pois ele não foi desenhado para recuperar SMS. Parece um aplicativo mais simples, para quem apenas apagou uma foto sem querer por exemplo.
  • Remo Recover for Android: Idem, embora seja mais simpático que o 7-data.

Uma vez frustradas as tentativas de recuperação via computador, parti para os APPS.

Depois de buscar por dicas na Internet e pesquisar muito no Google App, baixei diversos deles, e antes de comentar um por um, devo dizer que a experiência me ensinou o seguinte:

  • Há uma infinidade de aplicativos para recuperação de imagens, que aparentemente são mais fáceis de trazer de volta que os SMS, que estão atrelados a arquivos do sistema;
  • Recuperação e Restauração são coisas muito diferentes. A maioria dos Apps é do tipo “Backup & Restore”, e isso significa que ele recupera tudo o que ele mesmo salvou previamente! Portanto, no meu caso, são inúteis. Muitos apps que prometem recuperar (recovery) são na verdade desse tipo;
  • Os apps são mesmo muito mais limitados que os softwares para PC que se conectam ao celular.

Dito isto, comento agora a experiência que tive com os seguintes aplicativos de celular:

  • GT Recovery: O app da empresa chinesa parece realmente tentar vasculhar as profundezas do celular. Mas no caso do SMS, nada encontrou. Um detalhe interessante é que pesquisando você encontrará vários “GT Recovery”. São todos iguais! A empresa deve lançar versões com “cores diferentes”, talvez para aparecer mais na lojinha de apps da Google, mas não muda nada.
  • GT SMS Recovery: Poxa, um específico da GT para meu problema! Só que deu no mesmo.
  • SMS Recovery: Esse aplicativo é uma piada. É mais um daqueles que na verdade é “Backup & Recovery”.
  • Dr. Fone: Esse talvez seja o mais badalado dos apps, pois é a versão app do software para PC. Na verdade, parece que é a única empresa que realmente se preocupou em tentar rastrear a memória interna profunda em busca de dados. Na leitura gratuita que ele fez, não visualizou nada de diferente de seu irmão para computador.
  • Undeleter: Esse é um programa clean, honesto, mas pelo visto o poder de fogo para SMS é pequeno. Nada feito. De qualquer forma, recomendo a tentativa para outras buscas.
  • Data Recovery Program: É desses “Backup & Recovery”.
  • Mobile Data Recovery: Também  desses “Backup & Recovery”.
  • Deleted Data Recovery: Uma lixeirinha com ícone de reciclagem. É só abrir e ele já rastreia, e te passa resultados, lindinho. Mas só varre mesmo mídias: vídeos, imagens, músicas, etc. Se faz isso bem eu não sei.

Conclusão…

(como sempre) Prevenir é a verdadeira solução para o futuro: não dê mole

Pois é minha gente, lá se foi meu patrimônio intelectual, além de horas e horas de vãs tentativas… Ao mesmo descobri o “root” e saio da experiência com um celular muito melhor do que antes. Fora isso, muito tempo e mufa queimada a toa, e por não querer que mais ninguém passe por isso, fica aqui a velha máxima, que serve para a saúde do corpo, da cabeça, e dos dispositivos eletrônicos todos. PREVENÇÃO. No caso dos celulares, instale de uma vez um app de backup na nuvem e seja feliz. Teste algumas vezes no primeiro mês, para ter certeza que o bicho funciona. O meu celular veio com um de fábrica, o “one touch”; ele não funcionou direito, e seja porque a tecnologia não era boa, seja porque eu não soube usar, sim, foi aí que me dei mal. Então… Teste e aprenda a fazer a coisa direitinho.

***

*Arnaldo V. Carvalho, cidadão do mundo, professor, terapeuta e pai, de vez em quando briga feio com a tecnologia que usa, e compartilha suas experiências (e agruras) com o lado high-tech da sociedade.

Dar root no celular Android e “turbina-lo”

Por Arnaldo V. Carvalho*

Precisei rootear meu celular para tentar recuperar mensagens perdidas. No processo de aprender, descobri uma infinidade de vantagens, que você pode querer igualmente para o seu celular. Uma delas pude aplicar imediatamente: finalmente consegui eliminar aplicativos chatos que vieram “de fábrica” e não podiam ser removidos. Isso porque “rootear” é ter o controle total do celular, e o fabricante, em princípio, impede que isso aconteça para que o usuário comum não consiga numa dessas, sem querer, estragar o sistema operacional e inutilizar o telefone.

Pois bem, uma vez convencido da necessidade de rootear meu celular, comecei a estudar como fazer isso da forma mais eficaz, tranquila e segura. O que vou mostrar é um “combo” no que aprendi nos seguintes sites, e mais alguns que basicamente se repetem:

Basicamente, os textos sobre Root explicam o que é, os riscos e como fazer. Sobre essa última etapa, cada texto indica um software diferente, muitas vezes ligado à empresa que publicou o texto e normalmente vende um app ou software que requer Root. Mas vamos seguir esse “script”.

O que é:

“Dar root” ou “Rootear” quer dizer, na linguagem do celular Android, permitir que o usuário através de programas, possa entrar literalmente no cerne lógico do computador, ir na RAIZ (Root) dele. Isso significa, como todos os programas gostam de deixar claro, que ao mesmo tempo que as varreduras atrás de informação perdida são as mais profundas possíveis, por outro lado podem oferecer RISCOS ao celular. Riscos que, segundo li, podem detonar mesmo seu celular. É como um neurocirugião mexer no seu cérebro, saca? Pode curar, pode… Ferrar de vez. Além disso, os fabricantes não querem que você remova aplicativos deles e de seus parceiros e condicionam a garantia do celular a NÃO DAR O ROOT (o meu celular por exemplo vem com apps da Vivo que são um saco, só ocupam memória, e não podem ser removidos). Então, se você é super satisfeito com a interface, o desempenho e as funcionalidades do seu celular, Root não é para você.

Por outro lado, um celular com “superacesso”como se fala das  autorizações do usuário quando o celular está “rooteado” pode utilizar apps poderosos, que só funcionam desse jeito. Ele pode fazer backups mais rápido, pode escolher de verdade todos os aplicativos que quer ter e remover todos os que não interessam, e ainda remover ou mudar aquela tela de abertura do celular. Ele também pode recuperar arquivos perdidos com facilidade, aumentar o espaço de memória interna, melhorar o desempenho, economizar bateria, etc., etc., etc. É tanta coisa boa que seu celular pode ganhar uma nova vida, literalmente – e muito melhor.

Mas a opção mais radical com o Root é para a galera que simplesmente usa um outro sistema operacional, uma configuração 100% nova no aparelho. É mais do que uma simples”tunagem”, é mesmo como uma outra alma no velho corpo. Essa eu deixo para os fortes…

Como fazer?

Rootear pelo visto é uma arte. Há diferentes softwares de Root, e cada um deles pede para você mexer em certas configurações do seu celular antes dele conseguir resolver seu problema. Diferentes softwares possuem diferentes preparações prévias. Além disso, os aplicativos de root precisam saber identificar com perfeição qual é o modelo de aparelho, porque sendo a arquitetura interna sempre diferente,não há um root “genérico” para todos. Os que foram indicados, dos textos que li são:

  • Towelroot
  • Superoneclick
  • Oneclickroot
  • iRoot
  • SuperRoot
  • Rootgenious
  • Kingo Root

Escolhi o que pareceu mais simples, rápido, gratuito e referenciado em mais de um texto: o Kingo root. Além de todas essas impressões, o pessoal da Kingo disponibilizou instruções específicas explicando sobre o root no Alcatel Onetouch, o meu celular (eles têm diversas orientações específicas para muitos modelos de celular, confira se tem para o seu). Esses são requisitos que você precisa pesquisar antes de dar o Root, sem dúvida.

Foi muito fácil! Baixei o programa, instalei, conectei meu celular ao computador pelo cabo USB. O programa se conectou ao celular e fez o resto. Celular rooteado, O Kingo Root instala para você também o “Kingo Superuser” que basicamente indica programas que usam root e são muito bons.

Está aí minha gente, celular com root é o que há, e se fizer direitinho não tem mistérios.

Fico a disposição para toda a sorte de dúvidas e comentários!

***

 

* Arnaldo V. Carvalho é encantado com a tecnologia, mexe com computadores desde oito anos, e adora fuçar em programas, software e hardware. De vez em quando se mete numa enrascada e publica soluções aqui.

 

 

Resultado de imagem para kazuo ohno“As feridas do nosso corpo fecham e se curam, mas existem as feridas escondidas, aquelas do coração. Se você souber aceitá-las descobrirá a dor e o prazer que são impossíveis expressar com palavras. Você encontrará a realidade poética que só o corpo pode expressar”.

Kazuo Ohno (1906-2010)

%d bloggers like this: