Feeds:
Artigos
Comentários

Insanity laughs, under pressure we’re breaking
Can’t we give ourselves one more chance
Why can’t we give love that one more chance
Why can’t we give love?

Do Bowie e do Queen, uma pérola de sabedoria, com muita sintonia com o agora. Conheça a letra. (Arnaldo)

Letra e sua tradução: https://www.letras.mus.br/queen/64294/traducao.html

Anúncios

“Como era tentador, por exemplo, simplesmente ignorar o falastrão nazista. Mas por mais sedutor que possa ser render-se a tais tentações e isolar-se em sua própria psique, o resultado sempre será uma perda do humano junto com a deserção da realidade”.

Hanna Arendt, filósofa alemã-judia (1906-1975)

Imagem relacionada

Jogos: como usar para educar

Palestra sobre Jogos na Educação com Arnaldo V. Carvalho, pela Escola Alecrim, Teresópolis – RJ acontece no próximo sábado 10 de novembro

Os jogos de mesa ocupam pouco destaque na educação brasileira, bem como em suas tradições em família. Países com alto IDH tem a cultura do jogo de tabuleiro como uma ferramenta sócio educacional amplamente difundido e praticado.

No entanto, engana-se quem acha que os jogos de tabuleiro utilizados na educação se restringem aos tradicionais como Dominó ou Xadrez, ou ainda aos “clássicos” do século XX como Banco Imobiliário ou War.

No século XXI, o jogo de tabuleiro se caracteriza por uma grande diversidade de propostas temáticas, impressionante qualidade de materiais e engenhosidade de regras – o que os torna altamente atrativos para os estudantes, e altamente útil aos educadores! E é sobre isso que será conversado na palestra gratuita “Jogos: Como usar para Educar”, com o Prof. Arnaldo V. Carvalho, a acontecer no próximo dia 10 (sábado), em Teresópolis.

“A proposta desta palestra é apresentar essa possibilidade mágica de unir o lúdico ao educativo, no utilizar do jogo como estratégia de aprendizagem pelas famílias e pela escola”, diz Arnaldo. Pai, educador e terapeuta, nos últimos dois anos ele tem sido o responsável pelas oficinas e palestras sobre jogos na educação no Instituto de Educação do Rio de Janeiro (ISERJ).

A palestra é gratuita e aberta ao público, sendo parte de um ciclo de palestras do Jardim Escola Alecrim. Organizado pela empresa parceira Ecofocus. Acontece no bairro de Vargem Grande, em Teresópolis, Rio de Janeiro. O horário programado é de 15H as 17H30m, e o telefone de contato é (21) 99449-6891.

***

Esse menino nasceu e cresceu durante a ditadura militar. Ele não sabia. Para onde ele olha? Um bichinho, uma distração do fotógrafo?

arn_3anos.jpg

Onde estará esse brilho, esse brilho nos olhos, nesse menino hoje, com quarenta e poucos anos? Porque ele precisará reencontrar esse olhar e de novo, atravessar os novos tempos. Agora, sabendo.

* * *

Essa foto eu ia publicar no dia das crianças, participando pela primeira vez desse movimento bonitinho das pessoas apresentarem “a criança que foram” em fotos antigas. Mas o clima do momento… O texto era outro. Deixa pra lá.

Arnaldo V. Carvalho, pai, escritor, terapeuta, professor.

Nem precisou as eleições estarem decididas. O “estrago” já foi feito há tempos. É um estrago benéfico, eu penso. É o fim da falsa imagem. Segue o texto de um dos maiores autores lusófonos da atualidade, José Eduardo Agualusa, publicado no jornal O Globo na véspera das eleições. (Arnaldo)

O novo rosto do Brasil no mundo

Imagem relacionadaO mundo ama o Brasil. Isto parece-me algo extraordinário, pois o mundo não ama o mundo. As nações odeiam-se uma as outras, desde o início dos tempos, vizinhos contra vizinhos, pobres contra poderosos, pobres contra pobres e poderosos contra poderosos. O Brasil, contudo, sempre foi a alegre exceção.

Países muito diversos, que se guerreiam uns aos outros, com bruto vigor e perseverança, convergem na simpatia pelo Brasil: israelitas e palestinos amam o Brasil; sauditas e iranianos amam o Brasil; angolanos e congoleses amam o Brasil; sérvios e croatas amam o Brasil. O Brasil, enfim, é o Nelson Mandela dos países.

Ou tem sido assim até agora. Infelizmente, o Brasil está em vias de se tornar um país normal — ou seja, odiável, como todos os outros.

Bem sei que, como qualquer paixão, também esta assenta (ou assentava) num logro ingênuo: amamos o Brasil porque queremos acreditar, ou porque precisamos acreditar, que em algum lado deste planeta devastado por furacões de ódio e de rancor, existe uma praia tropical, estendida ao sol de um verão perpétuo, na qual um povo moreno canta o amor e festeja a vida, harmonizando com talento acordes dissonantes. Sim, sabemos da violência, da insegurança, da pobreza, das desigualdades sociais. Afinal de contas, todos nós vimos “Cidade de Deus”. Acontece que mesmo na violência explícita havia uma possibilidade de redenção. Pelo menos era nisso que acreditávamos.

Ao longo das últimas semanas o Brasil vem mostrando ao mundo um outro rosto, nada simpático. Lendo a imprensa internacional somos confrontados com o horror que este novo rosto do Brasil vem provocando: Bernard-Henri Lévy, filósofo e escritor neoliberal francês, protestou na edição em português do “El País” contra “as declarações desse sujeito (Jair Bolsonaro), assim como o programa que as acompanha, que vão contra tudo aquilo de que o Brasil pode se orgulhar: sua multietnicidade, sua tradição e suas práticas de acolhida, seu liberalismo verdadeiro e a coabitação, em suas cidades imensas e belas, de múltiplas crenças”. Disse ainda: “Custa a crer que a pátria de Chico Buarque e Chico Mendes se deixe assim tentar por um retorno a um passado atroz, que deixou tantas cicatrizes ainda abertas”.

Marine Le Pen, líder da extrema direita francesa, acusou Bolsonaro de dizer “coisas extremamente desagradáveis, que não poderiam ser ditas em França”. Depois acrescentou: “São culturas diferentes”. Parece que para Marine Le Pen será normal os brasileiros dizerem “coisas extremamente desagradáveis”.

É este o perigo: o de avaliar um país através dos dirigentes que o seu povo escolhe. Claro que isso não faz sentido. O mesmo país que elegeu Obama, elegeu Trump, e isso não significa que os americanos degeneraram, passando de um povo elegante, culto e sofisticado, a brutos cor de laranja semi-letrados. Contudo, de uma forma consciente ou não, todos nós tendemos a tomar a parte pelo todo.

Falo por mim. Apaixonei-me pelo Brasil porque aos 12 anos ouvi Chico Buarque cantando os versos de João Cabral de Melo Neto. Se tivesse conhecido o Brasil unicamente através da obra (vamos chamar-lhe assim) de Alexandre Frota, ou da filosofia política (vamos chamar-lhe assim) de Jair Bolsonaro, teria hoje uma opinião muito diferente sobre os brasileiros.

Amanhã, com o resultado das eleições, ficaremos sabendo se a imagem do Brasil no mundo irá sofrer ou não danos irreparáveis.

José Eduardo Agualusa. 27/10/2018.

Resultado de imagem para fake whatsapp

Áudio destinado à cristãos do Brasil para induzir ao voto em Bolsonaro é exemplo de como tentam manipular a mente das pessoas

Às vésperas das eleições 2018, senhora evangélica me mandou um áudio pró Bolsonaro. Ela mandou tentando ser útil. O áudio é tão perverso em seus 4m35s que precisei de onze páginas para dissecá-lo, ponto a ponto. Tenho pouca esperança de que a senhora tenha lido.
Decidi publicar, porque mostra mais uma vez onde chega a maldade e o poder de manipulação das pessoas. A perversidade se agrava porque de um lado a mensagem tem aparência de mensagem simples e de outro porque se destina a uma população socialmente fragilizada.
A análise do discurso demonstra uma série de mensagens subliminares sutis, que envolvem distorções graves e confundem os ouvintes.
Quem desejar antes de ler, ouvir o áudio, pode baixa-lo aqui:

Chimamanda e o perigo da história única

– O vídeo exibe uma incrível palestra da escritora nigeriana Chimamanda Ngozi Adichie (1977-), uma das mais importantes da língua inglesa da atualidade –

Viveremos. O poder da alegria se infiltrará nos cantos mais escuros.

Jamais deixaremos a narrativa sombria que vem sendo encharcada nas mentes e corações de brasileiras e brasileiros vença.

Vamos reconhecer nossas múltiplas histórias, justapostas. Vamos compreender a força de cada um, de cada grupo e de cada povo!

Que nossos sorrisos sejam resistência!

Chimamanda! Obrigado! Obrigado por nos lembrar, ou ensinar. Obrigado por ser África, mãe, sábia, berço de toda a humanidade.

(Arnaldo)

%d bloggers like this: