Declaro-me estar vivo.

O texto abaixo é uma colcha de retalhos. Aforismos diversos, não exatamente conectados, senão pelo abstrasto senso do que é estar vivo e o que é não estar. Um texto interessante para pensarmos no papel do Fogo nas nossas vidas.

Foi compartilhado entre nosso grupo de estudos do shiatsu emocional pelo amigo Ary Bon, a quem agradeço pela sabedoria.

Que se convertam em ação. Para todos nós.
Arnaldo V. Carvalho.

Saboreio cada momento.

Antigamente me preocupava quando os
outros falavam mal de mim. Então fazia o que os outros queriam, e a
minha consciência me censurava. Entretanto, apesar do meu esforço para
ser bem educado, alguém sempre me difamava. Como agradeço a essas
pessoas, que me ensinaram que a vida é apenas um cenário! Desse momento
em diante, atrevo-me a ser como sou.

A árvore anciã me ensinou
que somos todos iguais. Sou guerreiro: a minha espada é o amor, o meu
escudo é o humor, o meu espaço é a coerência, o meu texto é a liberdade.

Perdoem-me,
se a minha felicidade é insuportável, mas não escolhi o bom senso
comum. Prefiro a imaginação dos indios, que tem embutida a inocência.

É possível que tenhamos que ser apenas humanos.

Sem Amor nada tem sentido, sem Amor estamos perdidos, sem Amor corremos de
novo o risco de estarmos caminhando de costas para a luz.

Por esta razão é muito importante que apenas o Amor inspire as nossas ações.

Anseio que descubras a mensagem por detrás das palavras; não sou um
sábio, sou apenas um ser apaixonado pela vida.

A melhor forma de despertar é deixando de questionar se nossas ações
incomodam aqueles que dormem ao nosso lado. A chegada não importa, o
caminho e a meta são a mesma coisa. Não precisamos correr para algum
lugar, apenas dar cada passo com plena consciência.

Quando somos maiores que aquilo que fazemos, nada pode nos desequilibrar. Porém,
quando permitimos que as coisas sejam maiores do que nós, o nosso
desequilíbrio está garantido.

É possível que sejamos apenas água fluindo; o caminho terá que ser feito
por nós.

Porém, não permitas que o leito escravize o rio, ou então, em vez de um
caminho, terás um cárcere.

Amo a minha loucura que me vacina contra a estupidez. Amo o amor que me
imuniza contra a infelicidade que prolifera, infectando almas e
atrofiando corações.

As pessoas estão tão acostumadas com a infelicidade, que a sensação de
felicidade lhes parece estranha.

As pessoas estão tão reprimidas, que a ternura espontânea as incomoda, e o
amor lhes inspira desconfiança. A vida é um cântico à beleza, uma
chamada à transparência. Peço-lhes perdão, mas….
DECLARO-ME VIVO!

Chamalú.
Indio Quechua

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