Blackbird – Pássaro negro (Melro): Uma canção para a suave cortina de melancolia…

É muito difícil encontrar na Internet uma versão original dos Beatles com som de qualidade e imagens que traduzam o sentimento da música, como o que destaquei no post Mother Nature’s Song (http://wp.me/ptqTX-4a). Assim, optei por versões de qualidade, mas que passam um pouco da beleza melancólica do silêncio natural, quebrado pela alegria da alvorada proposta pelos Melros e traduzida tão bem para música humana por Lennon & McCartney.

Enjoy. Arnaldo

É ou não tradução do som original? Comprove:

Blackbird

Melro (Pássaro Negro)


Blackbird singing in the dead of  night Melro cantando no meio da noite
Take these broken wings and learn to fly Pegue estas asas quebradas e aprenda a voar
All your life Toda a sua vida
You were only waiting for this moment to arise. Você estava só esperando por este momento para decolar.

Blackbird singing in the dead of night Melro cantando no meio da noite
Take these sunken eyes and learn to see Pegue estes olhos fundos e aprenda a ver
All your life Toda sua vida
You were only waiting for this moment to be free. Você só estava esperando por este momento para ser livre.

Blackbird fly, Blackbird fly Voe, Melro. Voe, Melro!
Into the light of the dark black night. Na luz da noite escura e negra

Blackbird fly, Blackbird fly Voe, Melro. Voe, Melro!
Into the light of the dark black night. Para dentro da luz da noite escura e negra

Blackbird singing in the dead night Melro cantando no meio da noite
Take these broken wings and learn to fly Pegue essas asas quebradas e aprenda a voar
All your life Toda sua vida
You were only waiting for this moment to arise Você estava só esperando este momento chegar
You were only waiting for this moment to arise Você estava só esperando este momento chegar
You were only waiting for this moment to arise. Você estava só esperando este momento chegar Tradução: Arnaldo V. Carvalho

… e na pacífica versão japonesa “Hanaregumi” (com direito a sotaque japa –  “Blackbir fry, blackbird fry!!”, rsrs):

Martha Medeiros – Mentiras consensuais

Mentiras consensuais

Existem pessoas felizes e pessoas infelizes, e todas elas se questionam. Umas bebem champanhe e outras água da torneira, e se fazem as mesmas indagações. Se existe uma coisa que nos unifica são as dúvidas que trazemos. São pequenas angústias que se manifestam silenciosamente, angústias que não gritam, ou gritam somatizadas em úlceras, insônias e depressões. Angústias diante das mentiras consensuais.

Mentiras consensuais são aquelas que todos passam adiante, como se fosse verdade. Aquelas que ouvimos de nossos pais, eles de nossos avós, e que automaticamente passamos para nossos filhos, colaborando assim para o bom andamento do mundo, para uma sanidade comum. O amor, o sentimento mais nobre e vulcânico que há, tornou-se a maior vítima deste consenso.

Mentiras consensuais: o amor não acaba, não se pode amar duas pessoas ao mesmo tempo, quem ama quer filhos, quem ama não sente desejo por outro, amor de uma noite só não é amor, o amor requer vida partilhada, amor entre pessoas do mesmo sexo é antinatural.

Tudo mentira. O amor, como todo sentimento, é livre. É arredio a frases feitas, debocha das regras que tentam lhe impor. Esta meia dúzia de coordenadas instituídas como verdades fazem com que muitas pessoas achem que estejam amando errado, quando estão simplesmente amando. Amando pessoas mais jovens ou mais velhas ou do mesmo sexo ou amando pouco ou amando com exagero, amando um homem casado ou uma mulher bandida ou platonicamente, amando e ganhando, todos eles, a alcunha de insanos, como se pudéssemos controlar o sentimento. O amor é dono dele mesmo, somos apenas seu hospedeiro.

Há outros consensos geradores de angústia: o mito da maternidade, a necessidade de um Deus, a juventude eterna. Sobem e descem de ônibus milhares de passageiros que parecem iguais entre si, porém há entre eles os que não gostam de crianças, os que nunca rezaram, os que estão muito satisfeitos com suas rugas e gorduras, os que não gostam de festas e viagens, os que odeiam futebol, os que viverão até os cem anos fumando, os que conversam telepaticamente com extraterrestres, os ermitões, enfim, os desajustados de um mundo que só oferece um molde.

Todos nós, que estamos quites com as verdades concordadas, guardamos, lá no fundo, algo que nos perturba, que nos convida para o exílio, que revela nossa porção despatriada. É a parte de nós que aceita a existência das mentiras consensuais, entende que é melhor viver de acordo com o estabelecido, mas que, no íntimo, não consegue dizer amém.

Martha Medeiros

Martha Medeiros é natural do Rio Grande do Sul; escritora, colunista do jornal Zero Hora (Porto Alegre) e O Globo (Rio).

2-4 MILHÕES de jovens e crianças serão vendidas pelo tráfico sexual no próximo ano.

A cambojana Somaly Mam tem em seu passado a marca da escravidão sexual. Morta em vida, seu raro destino a levou à fuga e à redenção em país estrangeiro. O futuro lhe reservava um retorno aos bordéis do Camboja; Dessa vez, para salvar e proteger milhares e milhares de crianças com então o mesmo futuro.

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Atualmente, Somaly Mam dirige uma fundação reconhecida mundialmente, e que todos nós podemos ajudar. Conheça a fundação de Somaly Mam (inglês):

http://www.somaly.org/

A história de Somaly Mam retratada em Seleções:

http://www.selecoes.com.br/revista/6281/Livrai-as-de-todo-o-Mal.html#topo

Eu sinceramente espero que o exemplo dela inspire às ONGs brasileiras que atuam com a mesma finalidade no Brasil, um dos países-alvo do turismo sexual, infelizmente famoso pela prostituição infantil, de percepção clara, fácil e abundante nos estados do norte e nordeste, mas que ocorre de forma velada em todos os cantos desta pátria.

Arnaldo