Clínica Revital (Cáceres, Espanha): Exemplo de Infra-estrutura em sinergia com profissionais gabaritados

Quando estive em Madri para me apresentar no Congreso Internacional de Shiatsu, no ano passado, tive a oportunidade de onhecer muita gente nova, e muita gente competente. Uma dessas pessoas é o terapeuta Oscar, de Cáceres.

Defino como competente aquele que é capaz de somar virtudes humanas como respeito ao próximo e amabilidade com a habilidade geral e conhecimentos adquiridos. Grandes conhecedores nem sempre são competentes no meu ponto de vista. Podem ser habilidosos. Onde falta humanidade, a competência não pode atingir eu potencial pleno.

E assim resumo minha avaliação acerca do trabalho de Oscar. Em poucas conversas, pudemos os olhar nos olhos; Pude ver sua paixão, seu sorriso ao falar do que acredita, e desfrutei de um pouco de sua filosofia de trabalho. Com o que tinha, já o achava competente, mesmo nunca tendo-o visto e em uma sessão de trabalho. Agora ele me convidou para conhecer a Clínica Neurológica Revital. Não tive dúvidas de que o site complementava a minha visão.

Recomendo a todos os que não vivem próximos a visitarem seu site e observarem o que é uma clínica bem estruturada. E os que estão na Espanha, que visitem e recomendem o trabalho do Oscar.

Boa visita: Clínica Neurológica Revital – http://www.clinicarevital.com/

Oscar, fica aqui meu abraço. Congratulaciones Hermano!

Arnaldo.

“Despedida” – René J. Trossero (en español y português) – comentários meus.

DESPEDIDA

¡Lo más triste no es despedirse, sino no saber hacia adónde ir…!  ¡Y lo más triste no es despedir al que parte, sino no saber dónde y para qué te quedas!

O mais triste não é despedir-se, senão não sber até onde ir…! E o mais triste não é despedir-se de quem parte, senão não saber onde e para que ficas!

Si toda la vida es un camino, y si toda la vida es una búsqueda, acéptalo, aunque te duela, toda la vida es una despedida.  ¡Y sólo aprendiste a vivir, cuando aprendiste a despedirte!  Y no habrás aprendido a caminar en libertad, buscando lo no alcanzado, mientras no te hayas despedido de lo andado y lo logrado.

Se a vida inteira é um caminho, e se toda a vida é uma busca, aceita, ainda que te doa, toda a vida é uma despedida. E só aprendeste a viver, quando aprendeste a despedir-se! E não terás aprendido a caminhar em liberdade, buscando o não alcançado, enquanto não tenhas se despedido do já andado e alcançado.

La libertad y la valentía que no tienes para despedirte de todo lo dejado y lo perdido, son la libertad y la fuerza que te faltan para seguir andando.

A liberdade e a valentia que não tens para despedir-se de tudo o que foi deixado e o perdido, são a liberdade e a força que te faltam para seguir andando.

Despídete: de los padres que ya no necesitas, y cuida de ti mismo haciéndote responsable de tu vida.

Despede-te: dos pais que já não necessitas, e cuida de ti mesmo fazendo-se responsável por sua vida.

Despídete: de los hijos que ya no te necesitan, y déjalos ser libres.

Despede-se: dos filhos que já não te necessitam, e deixa-os serem livres.

Despídete: de lo bueno que viviste, sin apegarte al tiempo que pasó, por temor del presente y el futuro.

Despede-se: do bom que viveste, sem apegar-se ao tempo que passou, por temor do presente e o futuro.

Despídete: del mal que cometiste, sin atarte con culpas y reproches; perdonándote a ti mismo.

Despede-se: do mal que cometeste, sem amarrar-se a culpas e reprovações; perdoando-se a si mesmo.

Despídete: de las ofensas que te hirieron, sin esclavizarte en la prisión del rencor y la amargura.

Despede-se: das ofensas que te feriram, sem escrvizar-te na prisão de rancor e amargura.

Despídete: de los que, muriéndose, partieron, para que dejes de esperar su regreso, y camines tu camino en la esperanza, de encontrarte tú con ellos…

Despede-se: dos que, morrendo, partiram, para que deixes de esperar sua volta, e caminhes seu caminho na esperança de encontrar-te tu com eles.

Despídete: Deja correr el río de la vida, llevándose las aguas que estás viendo, para que tengan lugar ante tus ojos las aguas que no viste todavía, y ya están viniendo…

Despede-te: Deixa correr o rio da vida, levando-se as águas que estás vendo, para que tenham lugar ante seus olhos as águas que não viste até então, e que já estão chegando…

René Trossero

(psicólogo e escritor argentino)

Tradução Arnaldo V. Carvalho

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Em geral, nao gosto de textos diretivos, textos de auto-ajuda, fórmulas prontas de como ser feliz… Mas considerei esse texto bacana: ele lista com precisao os pontos onde o ser humano geralmente se apega, os pontos por onde lhe escapa a felicidade e que evidenciam a dificuldade de aceitar a condução da Vida; vida levar, sair do controle… A despedida fala disso, da gratidão do que se tem e do que se viveu, em oposição a “cuspida no prato” da vida quando se lamuria pelo que não se viveu. Sim, o texto fala de uma sabedoria, a sabedoria do desapego.

O desapego nada tem a ver com gostar menos, com não sentir saudades… O desapego é a compreensao exata – e consequente harmonia real do ser humano – para com o tempo e espaço que cada um ocupa, no aqui-agora e nos demais tempos… A compreensao de que tudo tem o momento, e o espaco é móvel…

Arnaldo V. Carvalho


Tim Burton desenlouquece o mundo dos sonhos e o torna previsível – Crítica ao filme Alice no País das Maravilhas dirigido por Tim Burton

Prestes a assumir um noivado indesejado, a sonhadora Alice, que passa a infância visitando um mundo mágico e todo especial, acaba sendo atraída e mais uma vez retorna para viver finalmente sua viagem derradeira a Terra dos Sonhos.

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Crítica – Por Arnaldo V. Carvalho

—> A nova versão de Alice no País das Maravilhas deixou de ser uma viagem encantada de sonhos que beiram ao psicodélico e faz os adultos pensarem ao mesmo tempo em que diverte as crianças e o lado adulto de cada um, para tornar-se mais um ultra-utilizado clichê da protagonista que cai num mundo polarizado entre bem e mal, e resolve a situação pelo lado do bem.

A película dirigida por Tim Burton, é uma aventura “sessão da tarde”, que se apropria do ambiente e dos personagens do original de Lewis Carrol.

Infelizmente, tal apropriação não preserva a inteligência por trás da loucura onírica observada originalmente em cada personagem, como a lagarta, o chapeleiro, a lebre, o coelho, ou os irmãos Tweedle. Agora, eles aparecem mais humanizados, enigmáticos, sujeitos à regras mais próxims de um mundo lógico, não sonhado. Aparecem por vezes, inclusive, sem adicionar qualquer função à história, talvez para no máximo saudar saudosistas fãs do clássico Disney ou dos livros de Carrol. Personagens geniais são sumariamente descartados, outros aparecem de forma anacrônica em relação ao filme original – como a lagarta azul, que segue lagarta mesmo após ter virado borboleta nas histórias de criança de Alice (sem problemas, caso a mesma não tivesse sido reportada no próprio filme como tendo acontecido anos antes).

Johnny Depp, sem dúvida o queridinho de Burton, como sempre faz seu papel de modo brilhante. O problema é que aqui, seu personagem foi “esticado” para muito além do que deveria, e responde por uma fração do filme que chega ofuscar a personagem principal. O chapeleiro maluco,  trama, é transforado em uma espécie de “artista traumatizado”, que vive no máximo uma “loucura” 100% consciente.

Fato é que não se soube decidir por continuar uma história ou criar uma totalmente nova. Fica esquecido que Alice, para os personagens originais, é “Mariana”, e em oposição, todo o Mundo dos Sonhos está a espera da “verdadeira Alice”, ou ainda a “Alice certa”.

A nova rotina de provações por que passa Alice, agora uma moça a entrar na fase adulta não tem a marca do inusitado; Alice também é sempre maior que seus desafios: estar perdida não a desespera. Tudo fica parecendo fácil demais.

A rainha branca não parece de fato boa, somente.. Manipuladora. Mesmo assim, ela é parece ser a opcao possível na hora de se tomar posicao… Sim, o filme sai da idéia de um mundo inconsciente a revelar aspectos não tão claros na mente da Alice menina, como seu próprio crescimento, seus medos etc., e torna-se, como já dito tão somente mais uma guerra entre “bem e mal”.

E assim, finalmente Tim Burton desenlouquece o mundo dos sonhos, e o torna previsível.

Pequenas pérolas cômicas, visual impressionante, e o desejo de que em algum momento o filme traga de volta a magia de Alice de Lewis Carrol, ou mesmo do clássico desenho animado da Disney impede que você desista do filme no meio do caminho.

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Mudanças na produção, falha na divulgação: Imagens da pré-produção se mostram diferentes do apresentado no filme. Nessa image, a rainha branca está com batom carmim.. No filme, vemos um tom quase negro.

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Aqui, em mais uma foto típica de pré-produção, já temos o que será a versão final da cor da boca da Rainha Branca; Por outro lado, esqueceram de encolher o corpo (ou aumentar a cabeça) da Rainha Vermelha

NOTA 5 ou ** (duas estrelas!)

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Imagens maneiras do filme:

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