Feeds:
Artigos
Comentários

Archive for Agosto, 2010

brincadeirinha boba mas boa, sem dúvida dá pra expandir bem esse fluxograma.. hehehe.

Lindo!! :) Eis algo que não se vê todos os dias: um fluxograma que nos ajuda a escolher a nossa religião. Aviso: é profundamente sarcástico, por isso não é aconselhável a pessoas sem sentido de humor, ou pior ainda, a fundamentalistas acéfalos. Mas as pessoas inteligentes irão concerteza rir-se com o gráfico, e ainda mais ao ler os comentários no blog original. Só tenho pena que seja tão reduzido, havia muito mais para lá pôr. 😉 Enjoy! … Read More

via Anus Cerebralis

Anúncios

Read Full Post »

Contundente crítica do Prof. Douglas Carrara. Recomendo expressamente a leitura.

Arnaldo

Dráuzio Varella e a Fitoterapia no Brasil

Prof. Douglas Carrara

Sou antropólogo e pesquisador de medicina popular e fitoterapia há vários anos no Brasil. Imaginem a surpresa e a indignação ao ler a matéria na revista Época de Agosto/2010 sobre a prática da fitoterapia no serviço público no Brasil. No entanto é necessário agradecer ao Dr. Dráuzio Varella pela iniciativa. Agora temos um representante da indústria farmacêutica com quem dialogar. Sinal dos tempos! A fitoterapia e o projeto Farmácias Vivas já começam a incomodar e a causar prejuízos à indústria farmacêutica …

Analisando os países mais avançados do mundo e que utilizam em grande escala os medicamentos produzidos pela indústria farmacêutica, verificamos que os resultados obtidos pela medicina considerada científica são pífios. Os Estados Unidos possuem os índices de câncer de mama e de próstata mais elevados do mundo. Em 1993 haviam nos EUA, 8 milhões de diabéticos, uma das mais altas do mundo. Com relação às doenças cardio-vasculares também os americanos são campeões.  Nesse país onde se utiliza a “medicina de rico”, no entender esclarecido do Dr. Dráuzio Varella, os pacientes são tratados com medicamentos de última geração e equipamentos modernos de alto custo. Investe-se muito em medicina e quase nada em saúde da população.

Por outro lado, nos países onde se pratica a “medicina de pobre”, para citar novamente o ilustre médico Dr. Dráuzio Varella, os índices de doenças degenerativas, tais como, cânceres, doenças cardio-vasculares, diabetes, são baixíssimos. Nos EUA, ocorrem 120 casos de câncer de mama por 100.000 habitantes, enquanto na China apenas 20.

Inclusive as imigrantes  chinesas que vivem nos Estados Unidos, acabam atingindo os índices absurdos e epidêmicos da população americana. Em São Francisco, a cada ano surgem 160 casos de câncer de mama por 100.000 habitantes que migraram da cidade de Xangai, na China, enquanto, na mesma faixa etária, as que permaneceram, apenas 40 casos surgiram da mesma doença.

Portanto a medicina avançada dos países do primeiro mundo não colabora em nada para promover a saúde de seus habitantes. Por que então importarmos a mesma medicina que não se preocupa com a promoção da saúde e que parece considerar a doença um negócio melhor do que a saúde?

O que diferencia as populações dos países asiáticos é a prática de terapêuticas de origem milenar: fitoterapia, acupuntura, shiatsu, assim como os medicamentos alopáticos, sempre que necessário.

Portanto, Dr. Dráuzio Varella, que modelo de medicina devemos escolher e utilizar no tratamento das doenças da população brasileira de baixa renda? O modelo americano ou o asiático? Como confiamos na sua boa formação matemática e que as estatísticas epidemiológicas não são mentirosas, o melhor caminho para o Brasil forçosamente terá que ser o modelo asiático.

Mesmo sabendo que todos os profissionais da saúde, pesquisadores, fitoquímicos, fitofarmacologistas, etnobotânicos, farmacêuticos, fitoterapeutas e antropólogos da saúde são ignorantes, segundo a douta opinião do Dr. Dráuzio Varella, acreditamos que um dia vamos conseguir atingir os índices baixos de morbidade obtidos atualmente pelos países asiáticos.

Para melhorar o nível de nossos profissionais, pesquisadores da área de plantas medicinais, basta que o próprio governo aumente as verbas para pesquisa com plantas medicinais, que há séculos vem sendo utilizadas sem nenhum apoio do governo no tratamento de seus problemas de saúde pela população pobre, sem recursos, que conta apenas com a experiência de seus ancestrais para tratar de suas doenças. Esta é a realidade da nossa população humilde de interior, cujos serviços de saúde, todos sabemos, são precários e péssimos.

Imagine o Dr. Dráuzio Varella, se a população simples do interior não possuísse nenhum conhecimento da ação das plantas medicinais. Se toda vez que alguém adoecesse tivesse que procurar o serviço de saúde de seu município. Imagine o caos que seria. Em primeiro lugar, porque a maioria dos médicos está concentrada nas capitais dos estados. Em segundo lugar, porque na medida em que nos afastamos dos grandes centros, os recursos na área da saúde diminuem. E por isso faltam medicamentos, faltam leitos de hospital, faltam médicos e enfermeiros. Ainda assim os poucos profissionais que existem no interior foram mal formados na faculdade. As faculdades atualmente se preocupam em formar médicos especialistas em  monitoramento de UTI’s. Enfim são formados para exercer a “medicina de rico”. São pouquíssimos os médicos clínicos disponíveis capacitados para receitar fitoterápicos, mesmo porque não se estuda fitoterapia nas faculdades de medicina no Brasil! E muito menos dispomos de faculdade de fitoterapia, tais como, as que existem na Inglaterra, na França, na Índia, na China.

Não estranhamos, portanto que o Dr. Dráuzio Varella, tenha encontrado muita ignorância nos projetos de Farmácias Vivas estabelecidos em diversas regiões do país. Há, na verdade, uma carência muito grande pesquisas na área de plantas medicinais no Brasil. Por outro lado, a ignorância encontrada pelo ilustre médico  não é decorrente do descaso ou por falta de amor pelo paciente. Além de não ter recebido nenhuma informação, e, muito menos formação, na faculdade onde estudou, o médico que atua nos atendimentos fitoterápicos não dispõe de nenhum apoio logístico. Para praticar a fitoterapia as informações são escassas e mesmo as pesquisas que a Universidade brasileira promove, que o Dr. Drázio Varella, se referiu com tanto desprezo, dificilmente chegam ao seu conhecimento.

Portanto tudo o que o douto Dráuzio Varella considera idiotices são deficiências que ocorrem em um país que até hoje escolheu o modelo da “medicina rica” que promove a doença e não investe na saúde da população. Ao acusar um médico que receita fitoterápicos de idiota, porque não conhece farmacologia, teria que acusar também os demais médicos brasileiros que também não conhecem, porque todos sabemos que a farmacologia moderna é uma caixa preta, cujo conhecimento é de domínio exclusivo dos grandes laboratórios. Para o médico chega apenas a bula dos medicamentos…

Mas agora sabemos que o único cidadão brasileiro que não é idiota e que sabe farmacologia em profundidade é o Dr. Dráuzio Varella, porque provavelmente recebeu informações confidenciais dos grandes laboratórios e pode falar com conhecimento de causa. Como percebeu a deficiência na formação dos médicos que entrevistou, vai agora colaborar e esclarecer e orientar os idiotas, profissionais de saúde, que atuam nos projetos de Farmácias Vivas, idealizado pelo provavelmente também idiota, Dr. Francisco José de Abreu Matos, farmacêutico químico e professor da Universidade Federal do Ceará, infelizmente falecido em 2008. Se estivesse vivo com certeza explicaria as dificuldades para desenvolver e implantar o projeto de Farmácias Vivas no Ceará, com uma experiência profissional de 50 anos.

Sabemos que, segundo o Aurélio, idiota é um indivíduo pouco inteligente, estúpido, ignorante, imbecil e em alguns casos, até mesmo, uma categoria psiquiátrica, a idiotia. Portanto não consideramos correto e muito menos ético, considerar idiotas inúmeros profissionais da área da saúde,  que atuam nos projetos de Farmácias Vivas no Brasil. As deficiências por ventura encontradas pelo ilustre médico deveriam, com certeza, ser avaliadas, mas evidentemente com o respeito que qualquer indivíduo merece, independente de sua formação intelectual.

Quanto à experimentação dos fitoterápicos, a que o Dr. Drázio Varella se referiu, gostaríamos de questionar porque inúmeros medicamentos alopáticos são proibidos e retirados do mercado, após causar inúmeros danos aos pacientes. Por acaso a talidomida que gerou inúmeras crianças defeituosas no mundo inteiro foi submetida a experimentação científica antes de ser colocada á venda no mercado? Quantos aditivos e demais produtos químicos são colocados no mercado, expondo seres humanos e seres vivos aos seus efeitos cancerígenos que somente são percebidos depois que contaminaram todo o planeta. Basta lembrar dos PCB’s, os bifenilos policlorados, óleo conhecido no Brasil como ascarel, que quando foram produzidos em 1929 não se sabia nada de seus efeitos altamente nocivos para os seres vivos e para o meio ambiente. Sua fabricação foi proibida em 1976, mas os efeitos maléficos cumulativos e persistentes que atingiram toda a cadeia alimentar do planeta, não. A contaminação continua até os dias de hoje e, provavelmente o ilustre médico Dr. Dráuzio Varella também deve estar contaminado com PCB’s, o que explicaria sua atitude pouco ou nada cortês com demais indivíduos de sua espécie. Este é apenas um trágico exemplo, mas existem mais de 800 aditivos químicos ainda não estudados utilizados na fabricação de alimentos. São proibidos apenas quando, após experiências com animais, se descobre que são cancerígenos. Nesse caso, as cobaias não foram os pobres camondongos, foram os seres humanos que, sem  serem consultados, foram submetidos à experimentação.

Também consideramos necessário experimentar previamente as plantas medicinais. Os ensaios toxicológicos são evidentemente necessários, inclusive para estabelecer uma posologia adequada para um possível atendimento fitoterápico. Por outro lado, a etnobotãnica e a antropologia da saúde fornecem uma contribuição muito importante para a ciência ao estudar o conhecimento de raizeiros e pajés indígenas que conhecem os efeitos de cada planta a partir da experiência recebida de seus ancestrais e da utilização da planta por si mesmo. Podemos dispor desse modo de uma informação preciosa a respeito de plantas potencialmente tóxicas e perigosas. Na verdade tudo o que sabemos de cada planta considerada medicinal, tem origem na medicina popular, indígena, ou através dos conhecimentos trazidos pelas etnias africanas introduzidas no Brasil como escravos desde o início do processo de conquista e colonização do Brasil.

Na verdade todas as plantas medicinais estudadas pela Universidade no Brasil são oriundas da medicina popular. Não existe nenhuma planta medicinal cujo conhecimento não seja difundido entre a população.  Portanto quem decide o que estudar em termos de ação medicinal, são os intelectuais existentes nas comunidades simples do interior brasileiro, os raizeiros, os mateiros, as parteiras, os rezadores, os umbandistas, os curadores de cobra, etc.  São eles que informam aos etnobotânicos e antropólogos da saúde o que vale a pena estudar no reino vegetal. Se não fosse assim porque a Universidade iria formar etnobotânicos, etnofarmacologistas, especialistas em estudar o pensamento médico popular, com o objetivo de encontrar plantas, com grande potencial terapêutico. E tal fato vem acontecendo no mundo inteiro. A planta medicinal, Stevia rebaudiana foi descoberta pelos índios guarani do Paraguai e classificada pelo cientista suíço Moisés Bertoni. Pois bem, a estévia é um adoçante 300 vezes mais potente do que o açúcar de cana e não produz diabetes. Não por acaso foi proibido o seu uso nos Estados Unidos!

Assim necessitamos cada vez mais reduzir nossa ignorância aprendendo com quem sabe: os praticantes da medicina popular, porque ninguém é totalmente sábio ou totalmente ignorante. O acesso ao saber é um processo contínuo de busca e por isso para deixar de ser ignorante é necessário trilhar sempre o caminho da pesquisa e humildemente reconhecer que, mesmo quando avançamos, sabemos apenas que sabemos pouco ou quase nada.

Entretanto quando julgamos os que realmente pesquisam e buscam o conhecimento, totalmente ignorantes e idiotas, estamos reconhecendo que nada sabemos do que necessita ser conhecido.

Pelo menos o Dr. Dráuzio Varella reconheceu que o atendimento fitoterápico é profundamente diferente do atendimento alopático. O médico fitoterapeuta escuta durante muito tempo as queixas e o histórico do paciente e faz uma anamnese correta e completa. Nenhuma novidade nisso. Todo médico deve fazer isso. “O doente vai ao médico e ele nem olha na cara”, segundo Dr. Dráuzio Varella. Realmente esta é a realidade da “medicina de rico” aplicada ao pobre.  O médico de formação alopata não olha o paciente, porque não necessita individualizar o paciente, basta receitar um analgésico ou antibiótico qualquer, para despedir seu paciente. Este é o modelo que o Dr. Dráuzio Varella defende em sua entrevista. Parabéns pela inteligência do Dr. Dráuzio Varella!

Enfim, vamos aguardar a reportagem do dia 29/08/2010 na Globo, para avaliar melhor a proposta do Dr. Dráuzio Varella.

Read Full Post »

Fantasma: Cada um tem o seu

A grama do vizinho parece sempre mais verde. Esta já é uma frase conhecida, até batida. Mas nunca é demais pensar um pouco sobre isso. É importante que a gente reflita para não esquecer jamais que fantasma, cada um tem o seu.

Ter consciência disso nos serve, ou pelo menos deveria servir para nos tornar mais tolerantes com o outro. Mas, o que vemos por aí, em abundância, é intolerância, facilidade de criticar negativamente, apontar, rejeitar…

Ser tolerante tem a ver também com acolhimento e aceitação, inclusive das diferenças. Tem a ver com flexibilidade, jogo de cintura, maturidade e, principalmente, amor. Se até crianças tem os seus fantasmas, imagine nós adultos?!

E afinal o que são esses fantasmas?

Principalmente traumas adquiridos e não resolvidos ao longo da vida. Separações; agressões, todas elas, físicas e verbais na própria pessoa ou em familiares; imposições sem direito a negociação; bullings na escola, e agora já se fala em bullings também no ambiente de trabalho; rejeição; intimidação; traições, todas, de amores, de amigos, de colegas de trabalho, cada uma vai deixando a sua marca.

Os fantasmas são, em resumo, feridas abertas e que aparentemente cicatrizaram, mas basta acontecer algo parecido, que nos remeta, mesmo que inconscientemente, a algum fato que traz um sentimento ou emoção ruim já vivido, que funciona como um dedo tocando a nossa ferida.

Sabendo disso, o que podemos fazer então? Acolher o outro nos seus momentos difíceis, confusos, de indecisões, medos, etc. Com certeza isso muitas vezes não é fácil porque mexe com os nossos fantasmas e então buscamos uma saída rápida daquela situação, seja ignorando, desmerecendo, querendo impor a nossa percepção do fato e até levando para a brincadeira.  Mas isso não traz para junto, ao contrário, afasta, inclusive nós de nós mesmos.

Tem uma música do Skank que eu gosto muito: Sutilmente.
Esta é uma parte da letra:

E quando eu estiver triste
Simplesmente me abrace
Quando eu estiver louco
Subitamente se afaste
Quando eu estiver fogo
Suavemente se encaixe
E quando eu estiver bobo
Sutilmente disfarce
Mas quando eu estiver morto
Suplico que não me mate,
Dentro de ti, dentro de ti

É uma música que fala de aceitação, compreensão e maleabilidade. É uma música que fala principalmente de amor.

Por Sandra Rosenfeld – escritora, coach pessoal, palestrante e instrutora de meditação.
E-mail:
contato@sandrarosenfeld.com.br / http://www.sandrarosenfeld.com.br

Read Full Post »

Faça CTRL+ALT+DEL na sua máquina e dê uma olhada geral nos processos ativos. Se encontrar um arquivo de nome SeaPort.exe, tenha quase rteza que sua máquina está mais lenta do que merece, mesmo que por pouco.

Desconfiado que minha máquina pudesse estar infetada com algum vírus ou malware, acabei descobrindo o arquivo seaport.exe a rodar de forma silenciosa no sistema operacional.

Pesquisando, descobri que não se trata de vírus, mas de um programa da própria microsoft.

Recomendo a todos eliminarem esse bichinho, especialmente os que estão achando o micro lento.

Abaixo segue minha tradução do melhor artigo que encontrei sobre o tema:

Como deletar o Seaport

Brian Nelson

Você atualizou seu Windows Live Writer, ou baixou algum outro programa do Windows Live e agora seu PC roda seaport.exe o tempo todo. Não há desinstalação, então você tem que deleta-lo você mesmo.

Guia para explodir o Seaport.exe

SeaPort.exe é instalado por vários aplicativos do Windows Live. oficialmente, ele é parte da Barra de Navegação do Windows Live e deveria somente ser instalado como parte dele, mas tem havido constantes registros de que isso não é exatamente uma verdade. Atenção, se você quer remover o Seaport.exe você deve faze-lo manualmente, porque nao há um programa de desinstalação provido pelo serviço.

Por que deletar o serviço SeaPort

seaport-propertiesO serviço Seaport é configurado como um serviço automatico do Windows, o que significa que ele roda no momento do boot toda vez que a máquina reinicia. Isso aumenta o que pode já ser uma dolorosa sequencia de inicialização do Windows. Além do mais, seaport.exe roda continuamente em background. Isso custa por volta de 4.5 MB de RAM. E, toda vez que o Seaport decide que é hora de checar por atualizações e baixa-las, isso vai consumir velocidade de conexão ainda por cima.

Como sempre, o movimento prudente é pesar os benefícios contra os custos. A descrição da Microsoft sobre o Seaport é que ele é usado para fazer download e instalar arquivos de configuração de aplicativos de pesquisa. Especificamente, a pesquisa na história. Se você não pesquisa histórico, ou está bem com a versão atual, então você não precisa do Seaport e o recurso é simplesmente disperdício.

Mesmo que você use os recursos avançados da ferramenta de pesquisa histórica, há a questão de se os benefícios são grandes o suficientes. Se um processo está configurado para rodar continuamente em cada reinício, um usuário deve esperar frequentes atualizações a caminho que são importantes para a funcionalidade necessária. Todavia, isso não mostra que os arquivos são atualizados todo dia ou semana, o que nos faz questionar o porque de algo ‘sempre-on” é necessário.

Delete SeaPort permanentemente Passo a Passo

Deletar SeaPort é um saco, mas não é difícil. Se você se informou que ele está rodando, então está familiarizado com as ferramentas que vai precisar para fecha-lo ou remove-lo.

Primeiro, no Gerenciador de Tarefas do Windows (dê um CTRL+ALT+DEL e ele aparece), feche o SeaPort clicando o botão “finalizar processo”.

Segundo, configure o método de inicialização do SeaPort do automático para “desabilitado”.

Para a maioria dos usuários, isto deve ser suficiente, mas algumas pessoas relataram que o Seaport está se reativando de alguma forma. Se este é o caso, ou se você simplesmente quer ter certeza, então vá em \Program Files\Microsoft\Search Enhancement Pack\SeaPort\ e exclua ou renomeie o arquivo seaport.exe.

Excluir o arquivo, claro, remove completamente o componente de seu PX, enquanto renomea-lo oferece a oção de renomear d volta caso surja uma situação em que você passe a realmente precisar do seaport.

Esperançosamente a Microsoft vai repensar o método por ela usado desta vez para adicionar esse serviço adicional, e ser mais zelosa no futuro oferecendo opção em primeiro plano de não instalar o serviço, bem como a opção de remover o serviço depois caso um usuário em particular veja que não necessita mais dele.

TRADUÇÃO de Arnaldo V. Carvalho

Read Full Post »

Quer fazer sua faculdade online? Eu também e por isso pesquisei a fundo a questão. Minhas perguntas giravam em torno de diversos temas, tais como: qualidade, confiabilidade, respaldo, tempo de curso, métodos e sistemas, valor, e as necessidades presenciais.

A primeira coisa que entendi é que quase nenhuma universidade tem cursos 100% online. A maioria delas é na verdade semi-presencial, ou seja, você tem de ir lá uma vez por semana, ou em alguns casos, uma vez por mês. Considero online um curso que dispensa presença. A que mais se aproxima disso é a UCB e a UNIP, onde há necessidade de se efetuar provas presenciais. Contudo, seja nas faculdades semi-presenciais, seja nas online, há grande oferta de polos, que são como escritórios para dar suporte local ao aluno. Assim, uma universidade em Santa Catarina poderia por exemplo ter um polo em Manaus, e o aluno poderá resolver qualquer necessidade presencial através deste – das provas a questões referentes a documentação.

Depois de pesquisar nos sites especializados, no MEC, em revistas sobre graduação online, e junto as próprias Universidades, montei uma grande tabela (um pouco incompleta, é verdade), ligada a cursos de meu interesse; de qualquer forma, a oferta de graduações online não para de crescer. Qualquer matéria que possa ser encontrada numa escola, pode ser encontrada online. Além desses, os cursos ligados a tecnologia, administração, marketing e muitos outros.

Note ainda que não há detalhes a cerca de várias universidades, pois ao descobrir que a mesma não oferecia polos de ensino próximos de mim, já descartava, mesmo que tivesse uma boa apresentação.

Acredito que minha pesquisa , mesmo assim, seja útil a qualquer um que esteja começando a pensar numa faculdade e não tem disponibilidade presencial.

Curso Univ Tempo Presença Material $(2009) Polos*
Ciências sociais ULBRA 3 anos 1x semana RJ
Pedagogia ULBRA 3 anos 1x semana RJ
Ciências Sociais Metodista 3 anos 1xsemana R$ 200,00 SP
Filosofia Metodista 3 anos 1x semana R$ 200,00 SP
Filosofia UFPI MUITO RUIM (site extremamente desorganizado)
Filosofia UCB 3,5 anos 3x semestre R$ 370,60 RJ
Pedagogia UCB 4 anos 3x semestre R$ 370,60 RJ
Filosofia Unifran 3 anos 1x mês R$ 205,00 Franca
Pedagogia
Sociologia Unijui 4 anos 2x ano R$ 240,00
Ciências Biológicas Cederj
Pedagogia Castelo Branco 4 anos R$ 154,14
Pedagogia UNITINS 3,5 anos Sábados
Pedagogia Unip 3 anos 3x semestre Incluso R$ 200,00 Niterói ou RJ
Pedagogia Unicoc Semanal
Filosofia Unicoc
Pedagogia UDESC 4 anos Crisciúma
Filosofia UNIS 4 anos 2xsemestre R$ 288,00 Varginha ou Betim
Filosofia ou Pedagogia Claretiano 3 anos 1xmês R$ 260,00 SP ou BH
Pedagogia ou Filosofia Unisul 4 anos 1x bimestre R$ 297,96
Pedagogia UFSCAR 4 anos 1x semana Iguaba, S. José V. R Preto
Filosofia UNOPAR 3,5 anos
Pedagogia UNOPAR 4 anos
Pedagogia UNIUBE 3,5 anos 1x mês
Pedagogia UCS (RS) 4 anos 1x mês
Pedagogia UNIGRAN 3 anos Presença ao final de cada módulo Incluso R$ 210,00 Grande Dourados -MS
Pedagogia UFJF 3 anos 2x semestre – (pública)
Pedagogia Vez do Mestre (UCM) 1x mês + 1 avaliação

As faculdades em amarelo são para mim as campeãs. Consegui rapidamente as informações que precisava, havia polo perto de mim, e finalmente, tinham preços de razoáveis a excelentes.

Outras faculdades pesquisadas e descartadas:

UNINOVE, UNISA, UNIMES, INSEP, CEAD UNB, FINOM, UFES, UFAL, CEDERJ, UFOP (só professor de escola pública), UNIMONTES, UEM, UFG

Os motivos do descarte são relacionados a dificuldade de encontrar informações no site, ou porque não há polos na região sudeste, entre outros. A maioria não tem um site suficientemente preparado, e para uma graduação online isso me parece inconcebível.

Caso você mesm@ queira fazer sua pesquisa, a dica que dou é antes de mais nada verificar a existência de polo próximo da sua casa. Já pensou ter que fazer as provas 3 mil quilômetros distante de sua casa de 2 em 2 meses, por exemplo?

Espero ter sido útil.

Arnaldo V. Carvalho

Read Full Post »

Última chamada... restam apenas DUAS vagas para o Shiatsu Emocional em Niterói! E o curso em edição especial ainda pode te dar um final de semana na serra grátis!!! O Curso de Shiatsu Emocional promovido em Niterói para os dias 14 e 15, 28 e 29 de agosto está em contagem regressiva para o início. Uma turma já bem composta em um curso concorrido; infra-estrutura de primeira (o Espaço Levemente que já é excelente estará contando com colchonetes especiais de Shiatsu!, além do coffee break), professor de nível internacional, conteúdos e materiais fundamentais do Shiatsu e outros exclusivos… o próximo curso de … Read More

via Shiatsu Emocional

Read Full Post »

“Em poesia a razão é acessório”

Nascido em Cuiabá em 19 de dezembro de 1916, Manoel de Barros  é considerado um dos maiores poetas vivos do país. Recebeu os mais importantes prêmios literários brasileiros, entre eles dois Jabutis, dois Nestlé, um prêmio da ABL e ainda um da Biblioteca Nacional.

Posto aqui pequena seleta poética de sua obra. Para mim, ele é eloqüente a moda brasileira, brinda a natureza com um mix de autenticidade a Guimarães Rosa e simplicidade dos Haicais japoneses. Pitadas quintanescas e tio manoelinas… Desfrutem a vontade.

http://carmezim.files.wordpress.com/2009/06/manoel-de-barros2.jpg“O que eu gostaria de fazer é um livro sobre nada. Foi o que escreveu Flaubert a uma sua amiga em 1852. Li nas Cartas exemplares, organizadas por Duda Machado. Ali se vê que o nada de Flaubert não seria o nada existencial, o nada metafísico. Ele queria o livro que não tem quase tema e se sustente só pelo estilo. Mas o nada de meu livro é nada mesmo. É coisa nenhuma por escrito: um alarme para o silêncio, um abridor de amanhecer, pessoa apropriada para pedras, o parafuso de veludo, etc, etc. O que eu queria era fazer brinquedos com as palavras. Fazer coisas desúteis. O nada mesmo. Tudo que use o abandono por dentro e por fora”.

ESSA FUSÃO COM A

natureza tirava minha
liberdade de pensar.
Eu queria que as
garças me sonhassem.
Eu queria que as
palavras me
gorjeassem. Então
comecei a fazer
desenhos verbais de
imagens. Me dei bem.
Perdoem-me os
leitores desta entrada
mas vou copiar de
mim quatro desenhos
verbais que fiz para
este livro. Acho-os
como os “impossíveis
verossímeis” do nosso
mestre Aristóteles.
Dou quatro exemplos:
1) É nos loucos que
grassam luarais; 2) Eu
queria crescer pra
passarinho; 3) Sapo é
um pedaço de chão
que pula; 4) Poesia é
a infância da língua.
Sei que os meus
desenhos verbais
nada significam.
Nada. Mas se o nada
desaparecer a poesia
acaba. Eu sei. Sobre o
nada eu tenho
profundidades.

Trecho da apresentação de Manoel de Barros para sua “Poesia completa”

EU QUERIA FAZER PARTE DAS ÁRVORES COMO OS
pássaros fazem.
Eu queria fazer parte do orvalho como as
pedras fazem.
Eu só não queria significar.
Porque significar limita a imaginação.
E com pouca imaginação eu não poderia
fazer parte de uma árvore.
Como os pássaros fazem.
Então a razão me falou: o homem não
pode fazer parte do orvalho como as pedras
fazem.
Porque o homem não se transfigura senão
pelas palavras.
E isso era mesmo.

Poema de “Menino do mato”, de Manoel de Barros

NA­DAS

“Sei que os meus de­se­nhos ver­bais na­da sig­ni­fi­cam. Na­da. Mas se o na­da de­sa­pa­re­cer a poe­sia aca­ba. Eu sei. So­bre o na­da eu te­nho pro­fun­di­da­des. Des­co­bri aos 13 anos que o que me da­va pra­zer nas lei­tu­ras não era a be­le­za das fra­ses, mas a doen­ça de­las. Co­mu­ni­quei ao Pa­dre Eze­quiel, um meu pre­cep­tor, es­se gos­to es­qui­si­to. (…) Ele fez um lim­pa­men­to em meus re­ceios. Ma­noel, is­so não é doen­ça, po­de mui­to que vo­cê car­re­gue pa­ra o res­to da vi­da um cer­to gos­to por na­das… E se riu. Vo­cê não é de bu­gre? – ele con­ti­nuou. Que sim, eu res­pon­di. Ve­ja que bu­gre só pe­ga por des­vios, não an­da em es­tra­das – Pois é nos des­vios que en­con­tra as me­lho­res sur­pre­sas e os ar­ti­cuns ma­du­ros. Há que ape­nas sa­ber er­rar bem o seu idio­ma. Es­se Pa­dre Eze­quiel foi o meu pri­mei­ro pro­fes­sor de gra­má­ti­ca.”

SA­BE­DO­RIA

“Pa­ra apal­par as in­ti­mi­da­des do mun­do é pre­ci­so sa­ber: a) Que o es­plen­dor da ma­nhã não se abre com fa­ca; b) O mo­do co­mo as vio­le­tas pre­pa­ram o dia pa­ra mor­rer; c) Por que é que as bor­bo­le­tas de tar­jas ver­me­lhas têm de­vo­ção por tú­mu­los; d) Se o ho­mem que to­ca de tar­de sua exis­tên­cia num fa­go­te tem sal­va­ção; e) Que um rio que flui en­tre 2 ja­cin­tos car­re­ga mais ter­nu­ra que um rio que flui en­tre 2 la­gar­tos; f) Co­mo pe­gar na voz de um pei­xe; g) Qual o la­do da noi­te que ume­de­ce pri­mei­ro. Etc. Etc. Etc.”

POE­SIA

“No Tra­ta­do das Gran­de­zas do Ín­fi­mo es­ta­va es­cri­to: Poe­sia é quan­do a tar­de es­tá com­pe­ten­te pa­ra dá­lias. É quan­do ao la­do de um par­dal o dia dor­me an­tes. Quan­do o ho­mem faz sua pri­mei­ra la­gar­ti­xa. É quan­do um tre­vo as­su­me a noi­te. E um sa­po en­go­le as au­ro­ras.”

PRIN­CÍ­PIO

“No des­co­me­ço era o ver­bo. Só de­pois é que veio o de­lí­rio do ver­bo. O de­lí­rio do ver­bo es­ta­va no co­me­ço, lá on­de a crian­ça diz: Eu es­cu­to a voz dos pas­sa­ri­nhos.”

CON­JEC­TU­RAS

“As coi­sas que não têm no­me são mais pro­nun­cia­das por crian­ças.”

“A gen­te é ras­cu­nho de pás­sa­ro. Não aca­ba­ram de fa­zer…”

ÁGUAS

“Es­cu­to o meu rio: é uma co­bra de água an­dan­do por den­tro de meu olho.”

“Mi­nha bo­ca es­ta­va se­ca igual do que uma pe­dra em ci­ma do rio.”

“Um gran­de rio de poe­sia atra­ves­sa-me, do­ce…”

“A he­ra ves­te meus prin­cí­pios e meus ócu­los. Só sei por ema­na­ções por ade­rên­cia por in­crus­ta­ções. O que sou de pa­re­de os ca­ra­mu­jos sa­gram. A uma pe­dra­da de mim é o lim­bo. Nos mon­tu­ros do poe­ma os uru­bus me far­reiam. Es­tre­la é que é meu pe­na­cho! Sou fu­ga pa­ra flau­ta e pe­dra do­ce. A poe­sia me des­bra­va. Com águas me ali­nha­vo.”

“A água é ma­du­ra. Com pe­nas de gar­ça. Na areia tem raiz de pei­xes e de ár­vo­res. Meu cór­re­go é de so­frer pe­dras, mas quem bei­jar seu cor­po é bri­sas…”

“No chão da água lua­va um pás­sa­ro por so­bre es­pu­mas de ha­ver es­tre­las. A água es­cor­ria por en­tre as pe­dras um chão sa­ben­do a aro­ma de ni­nhos. (…) Ár­vo­res com o ros­to ar­reia­do de seus fru­tos ain­da chei­ra­vam a ve­rão. Du­ran­te bor­bo­le­tas com abril es­se cór­re­go es­cor­reu só pás­sa­ros…”

CON­VER­SA

“Vo­cê brin­cou de mim que uma bor­bo­le­ta no meu de­do ti­nha sol? Vo­cê ia pe­gar ago­ra o que fu­giu de meu ros­to ago­ra? Na bei­ra da pe­dra aque­le car­deal, vo­cê viu? Fez um lin­do ni­nho es­con­di­do bem pa­ra a gen­te não ir apa­nhar seus fi­lho­tes, que bom. Ó meu car­deal, vo­cê não é um su­jei­to bro­coió à toa! Vo­cê é um pas­sa­ri­nho atra­ves­sa­do…”

————————————————————-

A maior riqueza do homem
é a sua incompletude.
Nesse ponto sou abastado.
Palavras que me aceitam como
sou – eu não aceito.
Não agüento ser apenas um
sujeito que abre
portas, que puxa válvulas,
que olha o relógio, que
compra pão às 6 horas da tarde,
que vai lá fora,
que aponta lápis,
que vê a uva etc. etc.
Perdoai
Mas eu preciso ser Outros.
Eu penso renovar o homem
usando borboletas.

* * *

“Por viver muitos anos dentro do mato
moda ave
O menino pegou um olhar de pássaro –
Contraiu visão fontana.
Por forma que ele enxergava as coisas
por igual
como os pássaros enxergam.
As coisas todas inominadas.
Água não era ainda a palavra água.
Pedra não era ainda a palavra pedra.
E tal.
As palavras eram livres de gramáticas e
podiam ficar em qualquer posição.
Por forma que o menino podia inaugurar.
Podia dar às pedras costumes de flor.
Podia dar ao canto formato de sol.
E, se quisesse caber em uma abelha, era
só abrir a palavra abelha e entrar dentro
dela.
Como se fosse infância da língua”.

BARROS, Manoel de. Poemas rupestres. Rio de Janeiro: Record, 2004.

http://2.bp.blogspot.com/_3Ojximob-0A/SDDJ90rkV3I/AAAAAAAACK0/7uPWwHJY0QA/s400/manoel%2Bde%2Bbarros%2B(desenho).jpg

Read Full Post »

Older Posts »

%d bloggers like this: