Sobre a ilusão – conversas imaginárias com Reich e Neill

Sobre a ilusão

Conversas imaginárias com Reich e Neill

Arnaldo V. Carvalho

Um dia, conversei na minha cabeça com o fundador da escola Summerhill, A. S. Neill, e seu velho amigo Wilhelm Reich.

Reich odeia a ilusão, porque entendeu que é nela que vive a não aceitação dos fatos, e portanto, todo o sofrimento humano.

A. S. Neill acha que a ilusão é coisa de criança, e portanto, fase passada no adulto sadio. Pontuei com o Neill da minha cabeça sobre minha teoria da acumulação de fases; após algum tempo refletindo com seu cachimbo, o velho educador, que conversa comigo já na beira dos seus 90 anos – concordou que, se um adulto puder trazer seu recurso lúdico nos momentos apropriados – ao brincar com uma criança, por exemplo – tendo o aparelho psíquico maduro, talvez isso traga uma graça a mais na vida e melhorem-se os conflitos de gerações.

Como foi Neill quem disse isso, Reich “meio que” respeitou. Fez aquela cara feia,
comprimindo as sobrancelhas, e após uns segundos de nariz torcido, decidiu:

– Não tenho tempo para lidar com isso, Neill. Tenho coisas mais importantes a pensar e a fazer.

Arnaldo V. Carvalho, terapeuta, estuda a obra de A. S. Neill e Wilhelm Reich há muitos anos, e adora “conversar” com seus autores mais influentes.

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