Crítica equivocada e repleta de tendenciosismos sobre Karl Marx

Crítica ao filósofo Karl Marx e sua vida é marcada por equívocos (ou inverdades?) e tendenciosismos

Focado em denegrir Karl Marx e o socialismo, texto que circula na Internet sob autoria anônima tem como alvo associar um “mau Karl Marx” com o Socialismo, e este com os governos do PT atual. Que salada! Dissecamos o mesmo para quem quer a verdade acima das ideologias (corro delas!).

Por Arnaldo V. Carvalho*

 

Após um seminário sobre Marx e Educação, uma colega me perguntou sobre a veracidade das informações de um texto sobre Karl Marx circulando na Internet.

O texto, de “autoria desconhecida”, demonstra, para alem dos equívocos acerca da vida de Marx, desconhecimento sobre a cultura do século XIX e um numero de preconceitos arraigados ao longo de cada sentença.

Não sou especialista em marxismo ou socialismo. Tudo o que li das fontes originais de Karl Marx me fez ver que não há em Marx (como não há em Engels) Deus ou Diabo, como querem os radicais de todos os lados. Mas, considerando o contexto de época, Marx expõe raciocínios muito interessantes. Por outro lado, o que li não dele mas SOBRE a obra de Marx costura suas ideias com a de muitos outros, e os resultados são os mais variados.
A agressividade dos adjetivos empregados pelo escrito que criticarei aqui deixa a certeza de que seu único propósito é denegrir o pensamento marxista e a visão socialista da sociedade. Em tempos de descontentamento com o poder vigente, encabeçado pelo Partido dos Trabalhadores (PT) – em sua origem um herdeiro ideológico do socialismo -, este tipo de texto costuma surgir, insuflando as massas e aumentando a tensão politica.

Segue o texto na integra e em seguida o mesmo dissecado por mim, oferecendo ao leitor a oportunidade de rever a própria historia de Marx, do socialismo e dos preconceitos entranhados na cultura brasileira. Relativizar é preciso!

Karl Marx foi sustentado pela esposa por 16 anos enquanto escrevia “O Capital” até que ela ficasse pobre. Só teve um único emprego fixo em 64 anos de vida, e foi como correspondente do jornal “New York Herald” por breve período e que não resultava em quantias suficientes para manter a família.
Embora estudioso de economia, era cronicamente irresponsável nas finanças pessoais e sempre passou necessidades. Em 1852, quando morava em Londres sem ter mais para onde correr, Marx tentou penhorar alguns talheres de prata com o brasão da família da esposa quando o dono da loja, desconfiado daquela criatura de cabelos desgrenhados e mal vestida, chamou a polícia.
Viu 4 de seus 7 filhos morrerem ainda bebês pela vida insalubre e miserável que sua vagabundice impôs à família, viu duas de suas três filhas sobreviventes se suicidarem, traiu a mulher que o sustentou por anos a fio com a melhor amiga dela, e ainda deu o bebê nascido desta relação para o amigo rico Engels criar. Morreu pobre, intelectualmente debilitado e com um abscesso no pulmão. Somente 11 pessoas incluindo Engels foram ao seu enterro.
Esse é o ídolo da esquerda. O “pai do socialismo”. Sujeito ordinário, preguiçoso e imoral, que não conseguiu sequer colocar a própria vida em ordem. É este pilantra, em muitos aspectos similar ao Lulla, o criador do sistema que tem a pretensão de trazer a solução para o mundo?
Pois é. Cada um tem a referência que merece.
E o Paul Johnson cita no livro “The Intelectuals” que esse energúmeno, além de tudo, não tomava banho e não fazia a barba por muito tempo. Seus seguidores também deixam a barba crescer sem saber por que.
Mas, suas ideias errôneas, ainda estão por aí, a estrepar com o mundo, a azarar com a sociedade. Pior de tudo é que estamos sendo vítimas desses sórdidos caolhos, gigolôs da miséria, parasitas e aproveitadores, os Schmarotzers, na línguagem de seus conterrâneos alemães. Até quando, como diria Catilina, o senador romano? (autor desconhecido)

Radiografia do tendenciosismo no texto:

Karl Marx foi sustentado pela esposa por 16 anos enquanto escrevia “O Capital” até que ela ficasse pobre.

– Marx e sua esposa passaram por fortes privações em razão da perseguição que sofreram. O filósofo e advogado não levou 16 anos escrevendo “O Capital”. Até onde se sabe, a relação entre Marx e Jenny von Westphalen sua esposa era de grande companheirismo.
– Aqui temos uma grave demonstração de machismo. O autor considera negativo que um homem seja sustentado por sua mulher para estudar, pesquisar e gerar algumas das teses mais importantes de seu tempo. Se O Capital tivesse sido escrito por uma mulher sustentada por seu marido, teria problema? Se foi uma escolha do casal utilizar o patrimônio, fosse originalmente da família do homem ou da mulher, para uma grande realização, haveria problema?
– Os problemas financeiros da Família Marx foram causados pela constante perseguição e necessidade de mudança (de país!), o que somente estabilizou em 1841 quando chegam em Londres (já em complicada situação financeira).

Só teve um único emprego fixo em 64 anos de vida, e foi como correspondente do jornal “New York Herald” por breve período e que não resultava em quantias suficientes para manter a família.
– Na verdade, Marx foi correspondente do New York Tribune. Desconfio que autor saiba disso, pois à época, o “Herald” era tido como jornal sensacionalista, enquanto que o Tribune, uma alternativa mais séria aos leitores americanos. Ambos os jornais se fundiram muitos anos depois (1924).

– Esse, porém, não foi o único trabalho de Marx, que aliás, trabalhou por toda a sua vida. Infelizmente, a renda obtida por direitos autoriais de “O Capital” somente foram repassados a família de Marx após sua morte.

– Seu contrato no Tribune, embora tenha lhe gerado proventos estáveis, não funcionava exatamente como um “emprego fixo” como entendemos hoje. O  pensamento empregatício, amplamente impregnado em nossa sociedade, é algo que não corresponde. Marx era filósofo. Era um profissional liberal, e liberais não trabalham obrigatoriamente em “emprego fixo”, ou seja, não necessariamente possuem um patrão, uma carteira assinada, etc. Essa frase indica que o autor do texto está escrevendo para as massas, já alienadas e presas à mentalidade empregatícia.

– Também busca hierarquizar as próprias condições de emprego, onde o fixo tem mais idoneidade que o temporário, o sob demanda, freelance etc. Desvaloriza-se assim o trabalho intelectual, ressaltando a virtude capitalista de valorização dos que “vencem por meio do suor braçal” (vale lembrar que são poucos os que tem essa trajetória de sucesso no capitalismo).

– A importância de sua obra foi reconhecida por Engels e foi em boa parte patrocinada. Muitos intelectuais, cientistas e artistas dependem de mecenas para seguirem realizando suas obras.

 

Embora estudioso de economia, era cronicamente irresponsável nas finanças pessoais e sempre passou necessidades.

– “Sempre passou necessidades” não é verdade. Mas com certeza priorizou seu dinheiro para seus estudos, suas campanhas junto às massas, deixando o necessário para o “sobreviver”.
Em 1852, quando morava em Londres sem ter mais para onde correr, Marx tentou penhorar alguns talheres de prata com o brasão da família da esposa quando o dono da loja, desconfiado daquela criatura de cabelos desgrenhados e mal vestida, chamou a polícia.

– Não consegui apurar essa informação, mas é bem possível. dado o contexto em que se encontrava nesse ano, onde passava os dias mais difíceis de sua vida. Sujeito mal trapilho, entra em uma loja com objetos caros, qual é o raciocínio? “Só pode ser roubado”. Jean Valjan (personagem de Victor Hugo, protagonista do clássico “Os Miseráveis”) encarna o popular que já passou por isso. Você já passou? Então com certeza não sabe o que é.

 

Viu 4 de seus 7 filhos morrerem ainda bebês pela vida insalubre e miserável que sua vagabundice impôs à família,

– Após ser expulso de três países diferentes, por insistir em fazer a aplicação prática de suas teses cientificas, denunciando a exploração junto aos trabalhadores, chegou em condições muito difíceis mesmo na Inglaterra. Os anos 50 os castigaram, e apesar de “O Capital” ser nesse momento um best-seller na Europa, Marx jamais recebeu os royalties por sua publicação (o dinheiro chegou a família vários anos após sua morte). A miséria fez com que eles passassem fome e frio, com impossibilidade de contar com assistência médica ou outras. Vagabundice?

 

viu duas de suas três filhas sobreviventes se suicidarem,

– Os suicídios ocorreram apos a morte de Marx, e portanto ele não os viu. As razões foram bem diferentes e em nada se relacionam com o pai ou sua criação.
traiu a mulher que o sustentou por anos a fio com a melhor amiga dela, e ainda deu o bebê nascido desta relação para o amigo rico Engels criar.

– Embora não haja provas documentais, tudo leva a crer que Isso de fato aconteceu. A mulher em questão se chamava Helene Demuth, trabalhava na casa de Marx e lá vivia. Ela fôra empregada na casa dos Westphalen, e após o casamento de Marx e Jenny, foi viver com o casal e com eles ficou até o fim dos dias. Politizada, era também do partido comunista e ajudava a rever os escritos de Marx. Apesar de sua contribuição e atividade, viveu no ostracismo intelectual por ser mulher, amante, condenada até mesmo pelos marxistas da época, que elaboraram o comportamento idealizado de um cidadão comunista.

 

Morreu pobre, intelectualmente debilitado e com um abscesso no pulmão.

– Pois é, morrer pobre é um problema. Na programação neoliberal, um homem de vulto, “bem sucedido” tem que morrer com dinheiro. Esse é o projeto de vida do capitalista.
Somente 11 pessoas incluindo Engels foram ao seu enterro.

– Os números divergem, mas até onde consta, foram poucos mesmo, talvez uns quinze. É preciso levar em conta que Marx passou por muitas agruras na Inglaterra, e seu círculo mais próximo era sem dúvida limitado. Talvez, mais do que o número, devêssemos levar em conta a qualidade das pessoas que lá estavam.

– A doutora em história Nívia Pombo**, ao revisar esta minha refutação acrescentou que: “Em uma época de severa repressão do Estado, dificilmente algum trabalhador (se é que seriam esses os homens que o autor do texto esperava localizar no funeral) poderia faltar um dia de trabalho para homenagear uma persona non grata por todos os empresários”.

 

Esse é o ídolo da esquerda. O “pai do socialismo”. Sujeito ordinário, preguiçoso e imoral, que não conseguiu sequer colocar a própria vida em ordem.

– Seria possível, sem se dobrar ao status quo do capitalismo que nascia na total ausência de direitos trabalhistas?

 

É este pilantra, em muitos aspectos similar ao Lulla, o criador do sistema que tem a pretensão de trazer a solução para o mundo? Pois é. Cada um tem a referência que merece.

– Finalmente o autor declara seu propósito: sujar para sujar. Associou a imagem prejudicada de Marx a do Lula, (escrito com dois eles para vincular ao rejeitado ex-presidente Collor), e assim atacou simultaneamente o PT, o socialismo, e finalmente – esse é o ponto, contextualizado pelo momento atual em que o texto circula (o governo Dilma).

 

E o Paul Johnson cita no livro “The Intelectuals” que esse energúmeno, além de tudo, não tomava banho e não fazia a barba por muito tempo.

– Não conhecia o Paul Johnson e sua obra. Mas dando uma olhada, é assustador. Um escritor que se “especializou” em criar livros com “Mini-biografias” depreciativas, com olhar destrutivo sobre todo tipo de gente famosa. E acima de tudo, um hipócrita, cuja vida pessoal, pelo que consegui perceber, é facilmente alvo de críticas muito semelhantes à que ele faz a Marx.

– A barba de Marx não é exótica em seu tempo, pelo contrario, era o costume típico da elite dominante da época. Veja Charles Darwin, Engels, Dom Pedro II, todos bem barbados. A barba caiu em desuso com o tempo, e as culturas que a mantiveram (como a árabe), propositalmente rebaixada, é associada a sujeira e a barbárie… A estrategia aqui esta sendo usada contra a aparência de Marx.

 

Seus seguidores também deixam a barba crescer sem saber por que.

– o autor aqui tenta associar a imagem das pessoas que compreendem o socialismo como alternativa ao sistema neoliberal à de pessoas crédulas, alienadas, que seguem às cegas uma ideologia.
Mas, suas ideias errôneas, ainda estão por aí, a estrepar com o mundo, a azarar com a sociedade. Pior de tudo é que estamos sendo vítimas desses sórdidos caolhos, gigolôs da miséria, parasitas e aproveitadores, os Schmarotzers, na línguagem de seus conterrâneos alemães.

– O autor acredita que, a essa altura, o leitor já estará bem incomodado com Marx, por força de sua retórica. Isso lhe dá permissão para borrifar uma linha de xingamentos inconsistentes e mais uma vez com doses de preconceito (caolhos são sórdidos), e acaba em sua empolgação até mesmo errando no português.

 

Até quando, como diria Catilina, o senador romano?

– A frase é: “Qvosque tandem abvtere, Catilina, patientia nostra? (Até quando, Catilina, abusarás de nossa paciência?)

E é desferida por Cícero (106-43 a. C.) contra Lúcio Sergio Catilina (108-62 a. C.) senador condenado por conspirar contra a República Romana. Seus contemporâneos o tinha como uma pessoa ambiciosa, ardilosa e cruel.

– A citação equivocada nos faz pensar, tamanho seu absurdo, que o texto é apenas uma piada de mau gosto, que tenta testar a cultura, ou a inteligencia, ou a visão critica de quem o lê.

– Por curiosa coincidência, refutei esse texto (apenas acrescentando este parágrafo posteriormente) pouco antes e o publiquei dias após a atual fase da “Operação Lava Jato”, denominada Catilinárias. Trata-se de uma referência aos homens públicos investigados que atentam contra a democracia e o interesse geral da nação.

 

(Desconheço o autor)

– Nada como se esconder atrás do anonimato, após ter a coragem de publicar algo tão ofensivo, repleto de calúnias e tendenciosismo!

– Sete adjetivos e muitas mais interjeições depreciativas, em seis parágrafos que, de fato, não merecem atenção, e se gasto alguma energia nisto é porque, como minha colega, muitas outras pessoas podem estar nesse momento – por desconhecimento, ou até uma pré-construção cultural – lendo o livro e sendo incitadas ao ódio.

 

*  *  *

 

* Arnaldo V. Carvalho, polímata, adora caçar apócrifos e desmascarar idólatras. Deixa claro que nunca votou no Lula, na Dilma ou no PT. Não é filiado a partido algum, não é socialista ou liberal, comunista ou conservador. Detesta rótulos. E relativiza.

** Doutora Nívia Pombo, atualmente professora de História da UERJ, é também minha digníssima esposa – nada como ter uma cientista ao lado, para me revisar e evitar gafes!

 

Referências úteis

  • GAY, Peter. O Século de Schnitzler –  a formação da cultura da classe média (1815-1914). São Paulo: Companhia das Letras, 2002.

 

5 thoughts on “Crítica equivocada e repleta de tendenciosismos sobre Karl Marx

  1. Uma refutação de Marx bem colocada passa pela epistemologia. O método dialético (usado por são Tomás de Aquino) proposto por Marx surge como ferramenta hábil contrapondo o ‘cientificismo” da época. Afortunada ou desafortunadamente, o calcanhar de aquiles do método dialético é a mudança dos contextos no momento da contraposiçao da tese e antítese.
    Esta “técnica” ou melhor, este truque de prestidigitação ganha hoje em dia o nome eufemistico de “relativização”. (devia se chamar mais própriamente, desonestidade intelectual). Existem análises epistemológicas apontando o conflito de interesses que envolve a ideologia e os métodos do discurso marxista, são necessáriamente intrincados e em inglês. Leiturta indigesta, mas talvez necessária.

    Fora do mundo da filosofia das ciências, há o aspecto econômico. Os dissidentes de marx criaram escolas de pensamento onde uma que se destaca se chama praxeologia. Igualmente intrincado para quem ão é economista, tem crescido como tendência de linha de pensamento econômico, Também chamada “escola de Frankfurt” debate principalmente as teses de Ludwig Van Mises, hayek, e outros. Como ocorre com todas as tendencias e teorias nem sempre há consenso entre os autores (como também ocorre entre os marxistas). Estes autores assim como Marx, também criticam as práticas monopolistas de mercado associadas pelos marxistas como “capitalismo”.

    Por último, temos um tiroteio caracterizando uma guerra no plano mental de onde saem pérolas do absurdo, de parte de extremistas “de direita” bem como de extremistas “de esquerda”. Textos “fáceis” publicados em murais e a propaganda de guerra são assim mesmo, argumentos são apenas um detalhe criado com o objetivo da cooptação (juízo de valor e não discussão). Num momento que uma oligarquia de esquerda está dominando, é apenas natural a reação – mas é bom lembrar que há tiros vindos nas duas direções.
    A bunda de todos simpatizantes da esquerda está sujíssima por conta de 13 anos destes fulanos arrepiando no poder. Eu se fosse escolher um lado, ficava com os reacionários. Sou Neo-reaça, portanto.

    Só que escolher lado é que nem votar – você continuará não estando representado. (ué, porque? Você está? Sério? Pense nisso.) “Lados” nas tendencias políticas de direita e de esquerda levam sempre à tutela do estado. Do jeito que está, ser pacifista é suicídio (a propaganda continua sendo algo execrável). Quem sabe das cinzas vai surgir uma nova possibilidade de emancipação dos indivíduos pelo compartilhamento do raciocínio, das opiniões e das idéias. Ao contrário da crença da maioria dos simpatizantes do socialismo, individualidade é diferente de individualismo e não significa necessáriamente falta de compaixão ou de altruísmo. A diferença está na compulsoriedade advogada pelos estatistas.

    • Hehehe fantástico Ary! Não conseguiria me colocar como “Neo-reaça” ehehehe, nem coisa nenhuma… Sigo achando que uma sociedade saudável não precisa de rótulos, nem ser “esquerda” ou “direita”, e mais: qualquer sistema funcionará desde que a empatia (a força de ligação entre as pessoas, ou a capacidade de se sensibilizar – e impulsionar o fazer algo com isso – com o que o outro sofre) cante mais alto.

  2. Bem, sinceramente eu não li seus escritos, mas fazendo uma alusão aos dias de hoje, acredito que muitos que presenciamos como seus seguidores estão de fato “mamando” sem se esforçar. Sempre fui a favor da conquista através do merecimento, essas coisas que tudo cai do céu não acredito. Meu pai metalúrgico conheceu o Lula, realmente ele teve uma trajetória meteórica à frente do sindicato com suas idéias camufladas mas se percebia que ele queria era “sombra e água fresca” ou seja, enriquecer em meia a política como vemos todos os políticos sem excessões (esquerdas ou direitas). Gostaria sim que desse certo a gestão do Lula e CIA devido os seus pensamentos em prol dos descamisados, mas como estamos vendo, ficaram ricos as custas de dinheiro público, afundaram o país, lavaram dinheiro em países que os apoiaram, agora resta tentar colher as migalhas que foi deixada por todos eles. Sou realista em que DEUS AJUDA QUEM CEDO MADRUGA.

    • Prezado José Antonio, agradeço sua visita e leitura atenta. O texto é sobre o Karl Marx, sua obra e trajetória, não sobre seus “seguidores”.

      Eu não sei quem criou essa associação entre Lula e Marx, porque 1) Lula nunca fez um governo sequer aparentado com as premissas Marxistas; 2) nunca vi Lula sequer citar Marx ou suas teorias (e cá entre nós acho pouquíssimo provável que ele tenha lido ou estudado o autor). Então não sei se dá para chamar Lula e sua turma de seguidores de Marx. Quanto ao ex-presidente, fico por aqui pois realmente não é objetivo do texto.

      Bem como não é o objetivo discutir governos brasileiros, meritocracia, corrupção e afirmativas políticas e sua autoria. Essas quem sabe ficarão para outros artigos, que se escrever vou ter o prazer de te-lo mais uma vez como leitor.

      A ideia deste aqui é, tão simplesmente, esclarecer sobre Karl Marx em função do texto que recebi, repleto de má fé.

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