Ricardo Boechat aborda adulteração de combustível pela Usina Canabrava

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No último  domingo (20/11) tratei de uma situação peculiar envolvendo a Usina Canabrava que foi punida pela Agência Nacional de Petróleo (ANP) por estar misturando metanol no álcool produzido para uso veicular (Aqui!).

Pois, eis que agora o jornalista Ricardo Boechat resolveu comentar o caso da Usina Canabrava em seu programa radiofônico que é veiculado nacionalmente, trazendo novas e interessantes revelações sobre o tamanho do problema da adulteração que teria sido cometida (ver vídeo abaixo).

Pelo que mostra Ricardo Boechat, o caso é mais grave do que qualquer veículo da mídia corporativa já indicou, não apenas pelo volume de combustível adulterado como também pela aparente inércia em punir examplarmente os eventuais culpados.

E como já mencioei anteriormente, e não custa nada lembrar, a Usina Canabrava é uma das beneficiadas pela farra fiscal promovida pelo (des) governo do Rio de Janeiro.

Em tempo, um dos mitos urbanos locais é de…

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H Stern, beneficiária da farra fiscal, vendia jóias e fazia entrega a domícilio para Sérgio Cabral

No dia 07 de Julho de 2016 publiquei aqui neste blog uma nota sobre a concessão de benefícios fiscais à joalheria H. Stern, a qual me pareceu para lá de estranha naquele momento (Aqui!).

Eis que hoje estourou mais uma bomba no caso em que o ex (des) governador Sérgio Cabral é acusado de ter formado uma verdadeira quadrilha para sangrar os cofres estaduais. É que diferentes veículos da mídia corporativa nos trouxeram a informação de que parte das jóias apreendidas na residência de Sérgio Cabral foram adquiridas, coincidência das coincidências, na joalheria H. Stern, tendo sido pagas em dinheiro e entregues a domícilio (Aqui!Aqui! e Aqui!) !

Afora, os detalhes mais prosaicos que foram revelados, tal como o custo de R$ 100 mil para uma única peça, há ainda a revelação de que a informante da H. Stern informou que o tratamento VIP dado…

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Corpo concreto, Universo abstrato: Kazuo Ohno e Marcel Marceau

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Fizeram parte de minha invisível vida emocional. Partes de mim que quase ninguém mais conhece, nem mesmo alguns de meus eus… Mas eles vivem aqui, e participam da orquestração do que sofro, do que expresso, do que gozo, respiro, choro e sorrio.

Um é a forma concreta, trazida do invisível. Materializa em pleno ar o limite, e brinca com a liberdade dentro dos contornos rígidos que mais ninguém via até então. O outro, é a própria expressão sentimental que não pode, não pode ser contida. Um é o Ocidente fazendo o raso enxergar o que não se pode ver, mimetizando a própria forma no etéreo. O outro é a entranha da terra, é o próprio magma a vazar da falésia funda da Alma Cósmica.

Ohno é a única possibilidade humana de, através do próprio anthropos, fazer-se Universo.

Marceau é o Universo em alma dizendo ao humano: “é tão simples! aceite, seja!… És pequeno mas isso… É divertido, aproveite”!

Arnaldo V. Carvalho*

– Homenagem à mímica e ao butoh, que em minha alma habitam; ao Marceau e ao Ohno que me atravessam inteiro, a me fazer mais Ser.

***

*Arnaldo V. Carvalho, fazedor diário da própria alma.


Setor de cosméticos é o principal beneficiário da farra fiscal no RJ e L´Oreal é campeã das generosidades recebidas

Imagens acima são de uma cerimônia realizada no dia 04/09/2012 para celebrar a parceria entre o (des) governo do Rio de Janeiro e a L´Oreal.

Graças ao mandato do deputado estadual Eliomar Coelho (PSOL) acaba de ser identificado que o setor cosméticos foi o principal beneficiado da farra fiscal comandada pelos (des) governos de Sérgio Cabral e Luiz Fernando Pezão, num total de R$ 1,5 bilhão, sendo que a multinacional francesa L´Oreal e suas associadas abocanharam quase R$ 1,0 bilhão!

Assim, não é à toa que a direção da L´Oreal pediu e obteve uma audiência com o (des) governador Luiz Fernando Pezão no dia 11 de Novembro para tratar supostamente a política de desenvolvimento do estado do Rio de Janeiro (Aqui!). Eu fico imaginando como deve ter transcorrido a tal reunião, já que multinacionais não são de se reunir com (des) governantes para oferecerem medidas de auto-sacrifício.

De…

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A crise seletiva do Brasil: milhões de desempregados de um lado, milhares de novos milionários de outro

Quem leu uma matéria publicada pela sucursal do Rio de Janeiro do jornal Folha de São Paulo no dia 13 de Outubro descobriu que naquele momento (este número já deve ter aumentado até aqui), o número de trabalhadores brasileiros desempregados havia atingido o astronômico número de 22,7 milhões (Aqui!).

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Quem vê esse número de desempregados sai logo com a explicação: é a crise! E não culpo as pessoas que ingenuamente compram a ideia de que temos tantos desempregados por causa da situação que coloca o Brasil num panorama recessivo que faz parecer que voltamos ao início da década de 1980.  

Mas eis que ontem o insuspeito “ESTADO DE SÃO PAULO” publicou uma matéria assinada por seu correspondente internacional  Jamil Chade que relativiza o impacto da crise que estamos vivendo ao apresentar os resultados de um estudo do também insuspeito Credit Suisse que descobriu que o Brasil é um…

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Cabral: Lembranças tristes de uma promessa

Por Arnaldo V. Carvalho

Vou escrever de memória, sem pesquisa nem revisão.

Me lembro com muita nitidez e carinho do meu primeiro contato com Sergio Cabral. Eu era um jovem sonhador, e no recém-inaugurado shopping de minha cidade, havia um quiosque da rede “Albergue da Juventude” (Hostelling International). Nele, um folder muito simpático falava em tom pessoalista sobre a proposta, então inovadora em se tratando de Brasil, de hostel, hospedagens populares, marcadas pela simplicidade e alta interação entre os seus usuários. Quem assinava o folder era Cabral.

Com o Albergue da Juventude, conheci lugares e pessoas que amo, e durante meu tempo de sócio, recebi algumas cartas do Cabral. Que simpatia, que embaixador da juventude ele parecia ser.

Tempos depois, ele foi para o outro lado da linha da vida. Criou projetos para a terceira idade, igualmente entusiasmantes. Essa era a visibilidade que me chegava sobre o ex-governador.

Só daí a melancolia da queda já me bate.

Juntamos isso com o fato de ser filho de pessoas sempre muito bem quistas pela população (o compositor Sergio Cabral e a pedagoga e museóloga Magaly Cabral), e temos um boa-praça, que teria tudo para ajudar a transformar o Rio em coisa boa. Puxa, que pena Cabral, que pena! Que promessa você foi!

Aí veio a “política pesada”. Sempre envolvido com o PMDB, partido que “levou a melhor” no início da democracia Brasileira pós ditadura, foi ele crescendo, crescendo, crescendo… Virou governador. E apesar dos pesares, de uma certa menor atenção aos mais necessitados, de rumores para lá e para cá, Cabral trouxe umas ideias, e oportunidade para a tal boa transformação não faltou: Beltrame-UPPs, Copa, Rock’n Rio, Olimpíadas… Cabral teve participação em muita ideia boa… Não completou nenhuma, não brigou para que nenhuma fosse bem implantada (bem implantada, isto é, com seus impactos aproveitados para o que realmente é importante – e sobre isso escreverei amanhã, prometo).

Fico reprisando a história que vivi, e sem pesquisar, me pergunto: em que ponto ele “se foi”? Quando se perdeu? Quando deixou de ser apenas um convicto na iniciativa privada, na melhoria da zona sul, e passou a desviar dinheiro, a entrar em esquemas? Dizem que seu sogro é o grande monopolista do transporte de massa no Rio. Não vou conferir isso agora. Dizem muitos dizeres, e parte de tudo pode ser verdade ou não. Meu texto não é sobre isso. É sobre o fim da dignidade e como todo fim de dignidade me entristece.

Agora, lá está ele, em uma cela, humilhado, removido de sua condição plena de humano, pai, marido, filho. E o velho alberguista, triste como um filho que descobre da pior maneira que seu pai vale pouco. Só que sem surpresas… Estou velho demais para isso, e alienado de menos para tanto. Lá está Sergio Cabral Filho, saindo do mundo de ilusões de relógios e iates de bilionários, e entrando na cadeia-realidade.

Podia ter entrado para a história como um grande homem. Agora, possivelmente será só mais um no chafurdar da lama do Rio de Janeiro político atual.

*    *   *

Arnaldo V. Carvalho é cidadão do Rio de Janeiro.

 

Crise, que crise? (Des) governo Pezão continua com a farra fiscal

Há algo definitivamente de muito estranho acontecendo dentro do (des) governo Pezão.  É que enquanto se alega que não existe dinheiro para pagar os salários e aposentadorias relativos ao mês de Outubro, a farra das isenções fiscais continua firme e forte e, pasmemos todos, de forma retroativa a 2013!

É o que mostrou ontem em sua coluna no jornal EXTRA, a jornalista Berenice Seara em relação às generosidades fiscais concedidas a uma joalheria (Aqui!(ver reprodução abaixo).

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O interessante é que recentemente a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) aprovou uma lei que determina que novas isenções deverão passar pelo crivo do legislativo com projeto que demonstra de forma cabal a importância da concessão da isenção fiscal, bem como os possíveis ganhos que a mesma trará para as combalidas finanças estaduais.

Ao que parece nada parece demover os mentores da farra fiscal no que se refere à…

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Yes, nos temos Plano B! MUSPE entrega carta a Picciani com alternativas ao Pacote de Maldades de Pezão

O Movimento Unificado dos Servidores Públicos Estaduais (Muspe) entregou ao presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, deputado Jorge Picciani (PMDB), uma carta com uma série de medidas alternativas ao pacote de maldades do (des) governo Pezão (ver reprodução abaixo).

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Apesar de muitas das proposições do Muspe já serem de conhecimento público, o fato delas terem sido colocadas num só documento é fundamental, já que representam uma alternativa clara ao pacote de maldades do (des) governo Pezão. E frise-se, algumas das medidas apresentadas pelo Muspe beiram o senso comum, mas se implementadas pdoeriam representar uma guinada importante na condição comatosa em que se encontram as finanças estaduais.

Agora, se me perguntarem se as propostas do Muspe tem alguma chance remota de serem incorporadas pela presidência da Alerj, a minha resposta é um sonoro não. É que mais do que qualquer outro político fluminense, Jorge Picciani não apenas é um…

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Prisão de Sérgio Cabral facilita criação da CPI da Farra Fiscal na Alerj

Uma das primeiras consequências da prisão do ex (des) governador Sérgio Cabral foi a obtenção do número necessário para a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) para apurar a política de farra fiscal que custou em torno de R$ 200 bilhões aos cofres estaduais (ver reprodução da matéria assinada pela jornalista Paloma Savedra para o jornal O DIA).

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Resta saber agora duas coisas. A primeira é se o presidente da Alerj, deputado Jorge Picciani (PMDB), vai permitir a instalação e funcionamento dessa CPI. A segunda, igualmente importante, é se os 28 deputados que assinaram o pedido de abertura da CPI vão manter seus nomes ou se alguns deles serão “desconvencidos” em nome de sabe-se-lá-o-que.

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Uma coisa é certa: as prisões de Sérgio Cabral e alguns de seus mais íntimos colaboradores ainda vão causar muitos desenvolvimentos inusitados na política fluminense, quiçá…

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