Mapeamento das emoções revela a forte conexão Mente-Corpo

do com as tradições ancestrais da Índia, emoções são geradas e armazenadas em diferentes sistemas de energia em nosso corpo, conhecido como Chakras. Concluímos que o corpo E a mente atuam na experiência da sensação, podemos agora dar um passo adiante na exploração do por que algumas emoções são universalmente experienciadas nos mesmos lugares nos corpos de todos nós.

Fonte: Mapeamento das emoções revela a forte conexão Mente-Corpo

“Tenho medo de ficar viciada em terapia”

Por Arnaldo V. Carvalho

Volta e meia escuto de algum cliente ou mesmo amigo: “a terapia me faz muito bem, mas estou com medo de ficar dependente dela”. A uma pessoa que muito quero bem, escrevi umas linhas, que publico aqui com acréscimos, por achar que pode ser útil a todos que têm essa dúvida e/ou esse medo.

Esse conceito de dependência e tão relativo!

Para mim, ele é relacionado com a turma das coisas que dão prazer mas não fazem bem e as coisas que não dão prazer e fazem bem. Explico, no mundo tem quatro tipo de ação ou experiência que você pode fazer/viver:

  • As que não fazem bem e não dão prazer (todo mundo quer distância!)
  • As que não fazem bem mas dão prazer (aí mora o perigo, tem um monte de coisa que dá prazer mas não faz bem – e muitas delas viciam).
  • As que fazem bem mas não dão prazer (de remédio ruim, passando por dieta a academia de ginástica, essa é a turma das coisas que não encontra com facilidade uma adesão permanente. Elas até podem fazer bem, mas geram resistência nas pessoas, que precisam sentir prazer no que fazem para aderir legal. Aí é que as pessoas começam e param, começam e param essas coisas, repetidamente!)

E, finalmente…

  • As ações/experiências que fazem bem e dão prazer (tem um monte! Mas as pessoas estão tão condicionadas que já não conseguem aderir de forma concreta, mesmo que seja uma maravilha em todos os sentidos. Exemplo: um casal de amigo chama o leitor para jantar com eles. O jantar foi maravilhoso, comida super saudável, diferente. O leitor chega a pegar a receita dos pratos… Mas ela fica esquecida, e o leitor segue comendo tudo o que comia antes…)

Se uma terapia oferece algum benefício (ex: fazer refletir) mas nenhuma forma de prazer (ex: encontrar respostas), a pessoa desanimará e não ficará. Se, ao inverso, ela oferecer um prazer, mesmo que secundário (ex: alívio ao despejar os problemas em um ambiente neutro, dando-se a sensação de ter “colocado para fora”), mas não faça bem (a terapia bem orientada deve oferecer ferramentas para que a pessoa LIDE e/ou transforme o que foi externado), essa terapia será inconsistente, e a chance da pessoa se ver como uma “viciada” é enorme! Ela sentirá alívio, mas não mudará seus padrões, e assim as fontes de angústia permanecerão em sua vida, estabelecendo um ciclo vicioso.

Esse artigo é sobre a BOA terapia, a terapia bem feita, a que funciona em função da competência do profissional, da vontade do indivíduo e da qualidade de vínculo ou parceria entre terapeuta e cliente.

Aquilo que é bom, dá prazer e faz bem é o que onde vale fazermos brotar a sintonia constante, que é o inverso do vício. É o peixinho q limpa o tubarão, o alimento para  a alma.

Houve um tempo em que grandes pensadores se pensaram vítimas do nós, e desejaram ser “livres” de gente, da sociedade, de Deus, das próprias neuras… Direito legítimo, eles reivindicaram a autonomia do Eu. Mas… A autonomia eremítica é de fato da natureza humana? As vantagens da convivência não criaram aliás, toda uma categoria de animais coletivos, à qual o Homo sapiens encontra-se inserida?

– Xoooô Nietzsche! – Sem pensar esse incrível filósofo desejou ser superultraindependente e ainda chamou isso (esse) de Übermensch (ultra-homem!). Criptonita nele!Mas tudo bem. No contexto sufocante século XIX e suas cristiandades radicais e partidas ele precisava romper. Precisava de seu ultrahomem para sobreviver psiquicamente, tanto quando adesões às suas ideias (todo autor quer ser lido!).

Ultra-independência, ultra-autonomia, quem tem é a ameba, que é unicelular. Só no corpo de uma pessoa habitam mais de 100 TRIlhões de bactérias, sem as quais morreríamos! Dependemos da vida na Terra e do que vem do Espaço para vivermos. Dependemos uns dos outros, e toda essa energia. Se isso pode ser chamado de “Deus”, então ele não tem nenhuma chance de estar morto.

A sintonia constante com o que é bom de fato é sempre não impositiva, sem prejuízo para quaisquer das partes, e aliás, com benefícios para todas elas. É o bom hábito, a coisa que se termina a gente fica com saudades também boas. é o desencontro para o crescer. É o filho que fala para o pai: “chegou a hora de eu seguir pai!”. É o desenlace inesquecível que marcará a vida dos dois para sempre – mas que se compreende com tal força que não há resistências ou desejos de voltar atrás.

Assim também acontece com a boa terapia, onde o profissional atento encontra-se cúmplice do olhar do cliente, que após processo bem sucedido, não importa se mais ou menos longo, saberá despedir-se do setting terapeutico, senão permanentemente, até que surja um outro ciclo de necessidades do corpo, da mente, da alma (indivisíveis).

Somos sociais, sociáveis, precisamos, adoramos e merecemos todo o contato de cuidado, que são e prazerosos num só tempo.

Shiatsu é tema em Congresso Online de Massoterapia

Shiatsu é tema em Congresso Online de Massoterapia

Semana que vem rolará essa ideia superoriginal da Manauense Maria Helena. Grandes nomes e temas participarão do I Congresso Online de Massoterapia. Pode ficar melhor? Pode – É DE GRAÇA!!! Estarei lá representando o Shiatsu.

Comunidade Intencional e Escola

Shiatsu é tema em Congresso Online de Massoterapia

Palestra do Prof. Arnaldo V. Carvalho é um dos destaques

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O  1º CONABEMA – Congresso Nacional online sobre os Benefícios da Massoterapia – será realizado  nos dias 08 a 14 de dezembro de 2014. O Congresso é 100% virtual, com as palestras exibidas online. Assim, será possível assistir de qualquer lugar, e o melhor, gratuitamente.

Nele, serão abordados temas de máxima relevância para os adeptos da Massoterapia, e entre eles, o Shiatsu.

O Prof. Arnaldo V. Carvalho, de nossa Escola de Shiatsu  – Shiem – será o representante do Shiatsu no congresso. Com o tema: “Shiatsu como caminho de desenvolvimento interior”, Arnaldo discorrerá sobre as raízes culturais que permitem à prática do Shiatsu funcionar como um “Dô”, um caminho de desenvolvimento psíquico e espiritual, oferecendo o mais profundo dos muitos benefícios desta terapia.

Para se inscrever e obter maiores informações sobre esta…

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Jejum

 

A redescoberta do jejum

Jejum e bem-estar parecem ser conceitos completamente antagônicos nos dias de hoje. Se comer passou a ser muito mais uma forma de aliviar as tristezas e ansiedades, fechar a boca para todas as delícias que a indústria alimentícia nos oferece é visto como um sacrifício supremo. Mas, na contra-mão dessa idéias, algumas pessoas começam a descobrir agora que o jejum, se bem utilizado, é uma excelente terapia para viver com mais saúde.

O naturopata e terapeuta corporal Arnaldo V. Carvalho é um dos que recomendam – e praticam – essa milenar forma de tratamento e limpeza orgânica. Por um dia a cada mês, Arnaldo alimenta-se apenas com água ou suco de frutas e garante que a prática pode oferecer muitos benefícios: o jejum limpa as mucosas intestinais, elimina metais tóxicos e oxigena o organismo. “Jejuar pode ajudar ainda a combater doenças infecciosas, diminuir a pressão arterial e melhorar a acuidade mental”, diz Arnaldo.

A prática não tem origem oriental, como parece. No ocidente, Hipócrates, o pai da medicina, já utilizava o jejum terapeuticamente, na Grécia. Mas, com o advento da medicina moderna a partir do século 16, a prática do jejum acabou restrita apenas a atos religiosos, para limpeza espiritual, e políticos, como forma de protesto. No oriente, entretanto, onde a medicina e a religiosidade sempre andaram juntas, o jejum alimentar nunca deixou de ser praticado.

Segundo Arnaldo Vilhena, o próprio estilo de alimentação que adotamos faz com que o jejum não seja um sacrifício para o corpo: “Não apenas comemos mal como também comemos em excesso, muito mais do que precisamos. Por isso, quando em jejum, o corpo trabalha com as suas reservas, que são muitas, e de forma alguma será prejudicado pela falta do alimento”, diz ele.

Um tempo para o corpo

Os processos alimentares despendem uma quantidade muito grande da energia que circula em nosso corpo. Depois de uma refeição, por exemplo, cerca de dois terços do sangue se concentram no processo digestivo. Como comemos em excesso e mastigamos pouco, os outros processos orgânicos acabam prejudicados, já que o corpo fica constantemente envolvido com a alimentação. Com o jejum, o organismo consegue o tempo necessário para reequilibrar os seus processos fisiológicos, fazendo com que todos os órgãos sejam igualmente “assistidos”.

Essa necessidade natural do corpo pode ser muito bem observada nas crianças. Quando elas contraem uma doença infecciosa, por exemplo, perdem logo o apetite e só o recuperarão depois que o organismo estiver livre da infecção. Essa recusa do corpo em comer é a forma que ele encontra de concentrar-se na cura da infecção.

Segundo Arnaldo, acostumamo-nos a ver a cura como um processo externo, quando na verdade ela é um processo tão natural quanto respirar. O corpo está constantemente se auto-curando e o jejum permite que essa cura seja mais eficiente, promovendo tempo e espaço para que os mecanismos curativos do corpo atuem onde estão sendo necessários. Por isso, o jejum é terapêutico por si só. “Na verdade, o período de sono é um pequeno jejum. O que se faz é prolongar este período, dando ao organismo mais chances de se curar, de se regenerar”, diz Arnaldo.

O bom jejum

Em geral, quem pratica o jejum terapêutico o faz com regularidade: priva-se dos alimentos por um dia inteiro a cada período de tempo, normalmente um mês. Apesar dos apelos de consumo alimentar, a demanda vem aumentando aos poucos e o jejum vem sendo utilizado até mesmo para emagrecimento. Segundo Arnaldo, a prática é eficaz para combater os hábitos compulsivos de alimentação: “Quanto mais se come, mais se estimula as papilas gustativas e mais se tem vontade de comer. Se esse estímulo é interrompido, a compulsão pela comida acaba ou diminui”.

Há cerca de 30 anos, o jejum foi utilizado como alternativa de emagrecimento e acabou virando moda. Alguns médicos chegavam a internar seus pacientes em hospitais, para que deixassem de comer e assim emagrecessem. Como qualquer método drástico para perder peso, a moda do jejum logo se mostrou ineficaz.

“Quando utilizado de forma rotineira para emagrecimento, o jejum é muito prejudicial e há várias contra-indicações para a prática, como diabetes, problemas renais e de coração”, alerta o endocrinologista Mário Negreiros, professor da Universidade Federal Fluminense e autor do livro Obesidade – mitos e verdades, da editora Cultura Médica. Ele lembra ainda que o jejum sem acompanhamento médico pode levar também à anorexia e não recomenda a prática para crianças e adolescentes.

Segundo Arnaldo, ainda que sem os exageros do passado, muitas pessoas estão descobrindo que é melhor ficar sem comer um dia inteiro do que se privar dos alimentos que gostam em nome da boa forma. Além de desintoxicar o corpo e permitir que os alimentos sejam melhor digeridos, o jejum pode colaborar para o emagrecimento por um outro processo: estudos recentes descobriram que o jejum é capaz de queimar as cetonas, que são gorduras incompletas que normalmente não conseguem ser reabsorvidas pelo organismo e ficam depositadas nas células.

Seja com a finalidade de emagrecimento, cura ou desintoxicação, todo jejum precisa ser orientado por um especialista, principalmente por conta das distorções que a prática possui. O jejum deve começar assim que se acorda e quem jejua pode praticar suas atividades normalmente. Ao contrário do que se imagina, pessoas de saúde normal quando em jejum terapêutico podem trabalhar, se divertir, levar a vida normalmente, já que o corpo possui muitas reservas que podem ser utilizadas nesse período.

É muito importante beber bastante água e, de acordo com a finalidade do jejum, ela pode ser substituída por chás ou sucos de frutas frescos e naturais. Limão, pera e abacaxi são as mais utilizadas, pois são consideradas depurativas. Quanto à fome, Arnaldo afirma que muitas pessoas sequer a sentem. No entanto, deve-se sempre respeitar os limites do corpo e da mente: “Em alguns casos, beber mais água é o suficiente, mas só se deve manter o jejum enquanto ele puder ser feito confortavelmente”, diz Arnaldo.

Outro alerta é em relação aos limites do jejum. Normalmente, 24 horas é suficiente para beneficiar o organismo. Por fim, deve-se comer alimentos leves na noite anterior ao início do jejum e nunca comemorar o término do período num rodízio de pizza, por exemplo. O melhor é voltar ao ritmo alimentar normalmente, para que os benefícios do jejum sejam permanentes. “Se o indivíduo é saudável e pratica o jejum terapeuticamente, para desintoxicar o organismo, certamente irá se beneficiar”, diz o dr. Mário Negreiros.

PUBLICADO ORIGINALMENTE NO SITE PLANETA VIDA – Um informativo que foi descontinuado. Por volta do ano 2000.

ATENÇÃO LEITOR: Se você conhece a jornalista que preparou esta matéria, por favor faça contato comigo.

Reequilíbrio corporal – Caso

Esse caso ocorreu entre 200 e 2004, e penso ter sido publicado no extinto Jornal Naturalmente, mas não estou certo. É útil em especial aos meus alunos, e novos terapeutas, no sentido de inspirar ao senso investigativo. O caso tem ainda alguns outros aspectos interessantes. Um deles diz respeito a uma observação quase sempre negligenciada em terapia corporal: o centro de gravidade de uma pessoa. Menciono ainda os testes de Hans-Kraus, tão pouco conhecidos no Brasil, e de utilidade imensa no campo das terapias. Como registro histórico de minhas pesquisas e contribuições, o caso finalmente revela os primórdios da associação toque-visualização, que depois ganharia fundamentação e corpo prático no trabalho original conhecido como Recepção Ativa. (Arnaldo) Avatar do blog atual

REEQUILÍBRIO CORPORAL

Por Arnaldo V. Carvalho

A AVALIAÇÃO

C. S. V., 26 anos, recém-casada, sem filhos. Procurou a terapia procurando livrar-se de dores que vinha sentindo no meio das costas, na altura do tórax. Seu desconforto era tamanho, que a dor passou a fazer parte de seu dia-a-dia. Fiz sua avaliação, e nela ficou constatado ansiedade (para que as coisas em sua vida “acontececem logo” – estabilidade financeira), uma operação de redução mamária e alguma deficiência intestinal, tendo sua alimentação provida de carnes, massas brancas e pouquíssimo valor fibroso.
Executei-lhe os testes Hans-Kraus (H-K), verificando que seus músculos abdominais e flexores da perna eram fracos.

CONDUTA

Qual era a resposta para seu tratamento? Poderia ser qualquer uma das coisas, poderiam ser todas somadas. Resolvi iniciar aplicando-lhe uma massagem corporal, baseada na calatonia de Pethö Sandor.

Assim, poderia fazer com que o próprio corpo encontrasse a chave para resolver seu problema.
Expliquei-lhe alguns exercícios para serem feitos em casa e lhe dei orientação nutricional.

Na segunda seção, C. S. V. relatou que a frequência das dores diminuíra, e que só as sentiu nos últimos três dias (houve um intervalo de uma semana).

Apliquei um novo teste, onde encontrei um indicativo de seu problema, na parte física. Após a redução mamária, seu corpo estava com o centro de gravidade – responsável pelo equilíbrio dinâmico e trocas de peso na coluna vertebral – deslocado.

A partir dessa conclusão, tudo ficou mais claro. Minha tarefa era, em primeira instância, fazer com que o corpo percebesse sua nova conformação. Continuei com as massagens e iniciei exercício de visualização, para que a mente começasse a reestruturar o corpo, e colocasse o centro de gravidade no lugar. A partir da terceira seção a paciente não tinha mais dores, mas segui com a mesma técnica por mais cinco seções, para confirmar o trabalho e certificar que o reequilíbrio corporal havia sido definitivamente recuperado. Na quinta seção, reapliquei os testes H-K e constatei sensível melhora. No primeiro, C. S. V. havia falhado em três testes. Neste em apenas um, e por pouco.
Da quinta seção em diante, fiz apenas exercício de manutenção e no sentido de aumentar seu equilíbrio emocional. Na oitava seção, encerramos o trabalho.

CONCLUSÃO

Embora a redução mamária tenha aumentado sua autoestima, seu corpo continuava se comportando de acordo com a configuração original. Parte disso se deve à inteligência corporal, nem sempre bem integrada com o consciente.
Fica a mensagem aos leitores do aspecto humano do terapeuta, que muitas vezes não pode efetuar uma avaliação conclusiva logo na primeira sessão. Contudo, o terapeuta logo de início deve ter humildade para indicar outro terapeuta e/ou tratamento caso ele não esteja certo de que pode cuidar do caso.

Tsunamis Emocionais

 

Esse texto foi publicado no início de 2005, no site “Portal Verde”. Em dezembro do ano anterior, um cismo no Oceano Índico disparou uma série de tsunamis fatais, que deixaram mais de 285.000 vítimas. O artigo foi escrito em duas partes: um com a visão naturológica sobre o fenômeno e sua relação com os desequilíbrios ambientais. A outra, em viés psicológico, explica sobre os “tsunamis internos” que surgem no plano emocional dos seres humanos, e foi onde o termo “tsunami emocional” foi usado pela primeira vez (o termo foi adotado e passou a ser usado em diversos textos de outros autores posteriormente). Essa parte, inclusive, chegou a ser publicada na mesma época, de forma independente na Revista UNNO. (Arnaldo)

 

LIÇÕES DO TSUNAMI

Por Arnaldo V. Carvalho

 

Uma informação preliminar: O TSUNAMI NÃO TEM A VER COM O DESEQUILÍBRIO NA TERRA(?)

A princípio, não. A onda gigante é provocada por um grande terremoto submarino, que acontece muito, muito abaixo do fundo do oceano! Ele desloca um volume monstruoso de água num golpe repentino. Assim, cria-se uma onda de superfície, que ao chegar na inclinação formada pela costa típica do pacífico e parte do índico, a onda desacelera e ganha altura, para desabar com toda a força, devastando tudo numa distância bem longa!

O Tsunami nos mostra nossa real dimensão para a Terra:

Não somos muito diferentes de formigas passeando pela pia da cozinha. Basta a Terra passar uma esponjinha ali, no caminho das formigas, e pronto. lá se vão. Como a gente, ela até sabe que tem muito mais “formiga” na cozinha, milhões nos ninhos, mas simplesmente não vai deixar de viver para ficar matando as formigas.

Sorte das formigas-rainhas, que estão sempre muito bem protegidas no seu ninho. Sabem quando um maremoto como esse vai atingir países como os EUA? Ninguém sabe, mas as chances existem. Mas sabem quantos lá morrerão? NEM UM SER HUMANO!!! Pois eles tem equipamentos e recursos necessários capazes de mover a população da costa inteira se necessário em tempo hábil.

Vocês ainda acham que para Ela, somos mais que formigas? Talvez sejamos menos!

A Terra respira. Tem vida própria, que sempre funcionou bem sem o ser humano. Sempre houve morte em massa de suas “células” por causa de seus movimentos. São os vulcões, terremotos, períodos longos (eras inteiras) de frio ou de calor… não somos mais importantes para a terra do que as células que matamos quando coçamos a mão. São milhares ou milhões, de uma vez. A Terra está viva, e fenômenos como esse mostram, que embaixo de nossos olhos, ela segue reinando.

É tempo de renovação e agradecimento
Mas, tal qual as células que morrem e se renovam a cada dia, podemos nos renovar. Podemos continuar crescendo, vivendo nessa grande Mãe Terra, agradecendo por ela estar viva e nos trazer todo o alimento e energia necessários.

O tempo é de agradecer pelo que Ela nos dá. É quando Ela tira que mais podemos ter a noção do quanto nos dá. Do quanto Dela dependemos. Sem a força natural da Terra, com todos os seus Tsunamis, não somos nada.

TSUNAMI X POLUIÇÃO X PETRÓLEO – TSUNAMI NÃO TEM A VER COM O DESEQUILÍBRIO ECOLÓGICO?

Se vocês pensam que na natureza tudo tem sua função, e sua razão, devem acreditar que o petróleo não está lá no fundo da Terra à toa. É material fóssil, que demorou milhões de anos para se formar? É. Mas sem função? Não é possível.

Pode-se especular se o petróleo pode servir como proteção térmica entre a parte mais superficial da terra (crosta) intermediária (manto); Ou como uma espécie de “amortecedor de impacto” que reduziria a ação dos impactos da superfície sobre o subsolo, entre outras coisas. Isso sem pensar que o petróleo pode abrigar a própria história geobiológica da terra, passível de codificação… Ficção científica? Talvez. Mas talvez não.

O fato é: Ninguém sabe qual a importância do petróleo para a Terra e seu equilíbrio. Carecem estudos. Utilizar o petróleo é como um analfabeto olhar um papel com coisas escritas e queimá-lo sem saber que pode se tratar de um documento importante.

Agora, mesmo que você não acredite que o petróleo sirva para a natureza, deve saber que a industrialização – que requer petróleo – e seus processos químicos, aquecem a terra, destróem a camada de ozônio, alterando os níveis de água na terra. Níveis de água alterados nos oceanos, aumenta a pressão no subsolo. O quanto este peso extra em certas bacias oceanográficas pode ter de impacto? Ninguém sabe. Melhor evitar.

O que pode ser feito

A Terra não precisa de orações, nós sim. A Terra precisa é de ações. Paremos de ficar quietos e dizermos que já fazemos o suficiente por pagarmos impostos. Estamos tão ocupados com coisas inúteis que não podemos ao menos nos esclarecer sobre esse mundo que está aí?

Podemos tentar passar a comer mais legumes e verduras frescos, evitando a industrialização, que por sua vez polui, e com sua poluição aquece e destrói quimicamente o ozônio, cujas consequências já foram descritas acima e sentidas por todos nós, com os el ninos da vida, cada vez mais frequentes. Podemos evitar o desperdício no uso de material plástico em geral (derivados de petróleo), produtos que possuam óleo mineral, isopor, e até os carros, pode-se buscar utilizar mais veículos coletivos, além de se dar preferência pelos modelos a ácool ou biflex (que também aceitam álcool).

OS PREJUÍZOS DOS TSUNAMIS EMOCIONAIS

“Dentro de mim há marés. De vez em quando, algo muito profundo, guardado há muito tempo, vem a tona. Mexe com todo o meu corpo. E as vezes, é uma mexida tão intensa, que promove uma grande onda emocional: Sinto raiva, medo, ódio, insegurança, desprazer, desgosto, ressentimento, vontade de sumir, tudo isso ao mesmo tempo e muito mais”.

Acredito que se alguém pudesse descrever um rompante emocional seria assim: Uma onda avassaladora, um tsunami emocional.

Um tsunami emocional é capaz de avançar pela garganta, fazer gritar com quem se estiver na minha frente, pelo menor motivo. Ou afogar a pessoa, fechando ela em si mesmo, a onda gigante criando um caos emocional por onde passa, derrubando o equilíbrio, não permitindo que um único pensamento claro de harmonia fique de pé. A ansiedade passa a varrer a energia, até que a depressão vem e condena a pessoa a um quarto ou um computador, onde os pensamentos permanecem dispersos, o mundo isolado do mundo…

Um verdadeiro tsunami, que joga a mente pra longe, e no isolamento mantém a pessoa, sem condições de interagir com mais ninguém.

Tsunamis emocionais geram todos os dias prejuízos incalculáveis ao ser humano. São famílias destruídas, relações que pareciam sólidas serem abaladas, da noite para o dia… Quanta amargura, incompreensão, quanta onda de mágoa já geraram esses tsunamis…

Depois do tsunami, vem sempre o risco das doenças. A energia fica contaminada, pela força negativa que brotou das profundezas da psique. As possibilidades das relações feridas infeccionarem são muitas. Os venenos se misturam ao alimento. Hordas de maus pensamento se aproveitam da situação para saquear a esperança e violentar a lucidez. A comunicação com outras mentes se torna precárea, e o recebimento de ajuda se torna difícil. Ainda mais se as estradas do orgulho estiverem muito feridas.

Reconstruir as emoções é complicado, e leva tempo. As relações que se tem com as pessoas, mais ainda, pois são estruturas que uma vez maculadas, muitas vezes acabam fiquem muito frágeis.

O preço para reconstruir tudo é altíssimo, e ninguém sabe se vai haver condições de pagar. Sem ajuda, a reconstruçãoé quase impossível. É preciso entender que aceitar essa ajuda é muito importante. É terapia, remédio, nutrição, oração, tudo pode e deve ser bem vindo.

Alguns porém, temerão a ajuda: Pensam que, de alguma forma, essa ajuda será cobrada. Talvez tenham razão. Tudo tem um preço. Mas é preciso que não se aumente as coisas: A culpa e sentimento de dívida costumam viver nas entranhas do mar emocional, onde terremotos nas profundezas da psique ocasionam os tsunamis emocionais. Ainda assim, se houver condições, convém avaliar que tipo de ajuda é essa. Alguma tem que ter, e o quanto antes. Para isso existem os bons profissionais especializados, psicoterapeutas de formações variadas (psicologia, terapia holística, terapia corporal, PNL, entre outros).

O ideal, claro, é prevenir. Monitorar as águas-emoções, as possiblidades de onda, saber evacuar na hora certa para não ser atingido nem deixar ninguém o ser, e buscar todos os dias uma melhor compreensão da natureza, do fenômeno. De resto é permitir que a natureza aja: Se o tsunami emocional vier, passará sem conseguir causar os mesmos estragos.

A sabedoria da natureza está muito além de nossa capacidade de entendê-la.

 

*   *   *

Arnaldo V. Carvalho, naturologo,  é Terapeuta, e há cinco anos fundou o Portal Verde, organização dedicada ao equilíbrio interior dos seres humanos, equilíbrio do planeta e equilíbrio nas relações entre o homem e a natureza.

Fuga dos funcionários das galinhas

 

Anos atrás, fui convidado por uma empresa de consultoria a analisar o perfil de stress dos funcionários de uma fábrica de frango instalada no Rio de Janeiro. O motivo era descobrir porque a mesma tinha um índice de pedidos mensais de demissão na ordem de 30%, por longo tempo (estamos falando de um universo de 2000 (dois mil) funcionários . A quantidade de funcionários afastados por lesão e L.E.R./DORT também era impressionante.

A primeira coisa que me chamou a atenção é que o responsável geral pelo processo produtivo, um veterinário, me mostrava entusiasticamente como o frango era processado, como o ambiente era higienizado, como eles eram eficientes  – mas em nenhum momento se remetia aos funcionários. Contou-me sem remorsos que no início de cada turno a esteira (linha de produção) começava com uma velocidade x, mas aos poucos era acelerada para render mais. Os frangos, que já não tinham boa vida na granja, também não tinham boa morte. Tal como na animação “Fuga das Galinhas” mostra, eles são brutalmente manipulados, tomam choque, chegam as vezes na máquina que os depena ainda com um fio de vida… É muito fácil esquecermos diante de um quadro desses, das pessoas que lá estão.

Estive nas instalações da fábrica por três vezes*, acompanhando todo o processo produtivo, e meus olhos lacrimejavam o tempo todo, por conta do forte odor dos produtos de  limpeza misturados aos vapores dos frangos; o barulho em alguns setores era excessivo, e as proteções auriculares desconfortáveis – com adesão muito limitada da parte dos funcionários. Acessórios de proteção como as luvas de aço usadas pelo pessoal do corte não impediam ferimentos, embora sem dúvida evitasse que o funcionário perdesse dedos ou a mão inteira. Manipular os frangos antes a potente serra de corte era trabalho de homens grandes e fortes, que sob tensão eram os principais candidatos a lesão por esforço repetitivo. Mesmo com vestimentas especiais, o setor de refrigeração congela o que fica de fora do seu corpo (especialmente o rosto) em poucos minutos, e a ordem é que não se fique mais de dez minutos lá dentro. Mas é impossível, porque os homens precisam empilhar, descarregar e carregar, e as vezes ficam bem mais que o estipulado. Há uma carga horária brutal e uma supervisão truculenta. Homens e frangos são tratados de um só modo, nessa RICA indústria. O que mais esperar? A industria avícola é uma fábrica anti-vida.

Ao ler o artigo abaixo, publicado na revista Radis, não pude deixar de me lembrar de tudo o que vi. Já não como frango há muitos anos; Se quando tomei essa atitude foi por pensar em mim mesmo (o frango de granja oferece a menos saudável das carnes), hoje digo que o mais importante em deixar de consumir frango industrializado é não alimentar essa cadeia produtiva nociva.

Arnaldo V. Carvalho, naturopata

* Infelizmente, quando chegamos na fase das entrevistas individuais, a consultoria foi dispensada e o trabalho foi interrompido.

 

Dores e excesso de trabalho

A Comissão de Justiça e Direitos Humanos da Câmara dos Deputados analisou em dezembro as conseqüências do ritmo intenso de trabalho na indústria avícola, que vem gerando uma legião de trabalhadores lesionados e inválidos, vítimas da aceleração do ritmo das nórias (as correntes que transportam o frango até os trabalhadores na linha de produção). Segundo a Folha de S. Paulo, os parlamentares acompanharam os depoimentos com lágrimas nos olhos. “A situação é bem mais grave do que se imaginava. Ficamos emocionados com o grau de crueldade dessa guerra econômica, que produz um exército de mutilados”, disse a deputada Luci Choinacki (PT-SC).

As exportações do setor avícola vêm crescendo vertiginosamente — de 879 milhões de dólares, em 2000, para 2 bilhões e 862 milhões de dólares, até outubro de 2005. Para atender a essa demanda, as empresas aceleram a produção. Um dos problemas dos trabalhadores é a síndrome do túnel do carpo, inflamação do nervo mediano que causa dor aguda da mão ao ombro, incapacitando a vítima e exigindo cirurgias.

FONTE: Revista Radis Súmula, fevereiro e 2006 (ed. 46)

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Aproveito para convida-los a conhecer a animação MEATRIX e suas continuações, que retratam em pouquíssimos minutos boa parte dos sérios problemas da indústria de criação de frangos, porcos e gado confinado em todo o mundo:

 

Blogueiro usa o verbete Shiatsu para falar mal contra regras impostas ao seu verbete preferido na Wikipedia – e ainda fica parecendo que a culpa é minha!

Venho por meio de meu Blog pessoal denunciar publicamente a equivocada crítica ao verbete Shiatsu presente na Wikipedia e seus conteúdos, em especial os que contaram com minha colaboração. No artigo sou inclusive acusado de colaborar para obter benefícios comerciais, isso só pra começar. Um horror!

O autor do artigo não me ofereceu chance de defesa, pois a carta que tentei inserir nos comentários não foi aceita. Dessa maneira, a carta passa a ficar publicada aqui, de maneira aberta para quem quiser. Ficam minhas boas vindas ao Igor, que pode obviamente contra-argumentar e quem sabe se sua sensatez lhe propiciar, se retratar pela forma com que lidou com o tema. Ataque gratuito, tiro sem perguntar, o que é isso companheiro?

O artigo do Igor encontra-se publicado em: http://scienceblogs.com.br/uoleo/2013/12/a-wikipedia-em-portugues-e-a-panelinha-editorial-pseudocientifica/ e precisa ser lido antes da carta que abaixo segue.

Arnaldo

Bom dia Igor!

Muito bom o artigo, no sentido da defesa a seriedade da Wiki e seus colaboradores.

Gostaria de defender algumas situações particulares concernentes ao verbete Shiatsu, alvo da análise que sustenta a crítica, e quem sabe colaborar um pouco para que o senhor possa seguir fazendo seu bom trabalho.

Quando encontrei o verbete pela primeira vez, ele de fato era pequeno, e cheio de erros técnicos. Não havia referências bibliográficas também. Como praticante e amante do Shiatsu, achei fundamental que o verbete da maior enciclopédia do mundo fosse um excelente e completo verbete. A primeira medida foi limpar os erros técnicos. A segunda, tornar o texto mais palatável e neutro (há muitas escolas e estilos de shiatsu). A terceira e mais significativa, foi traduzir material a partir das wikis em inglês, italiano, espanhol e francês (não pude ir além por não dominar línguas não latinas além do inglês), e compila-las para o verbete Shiatsu. A página do verbete em inglês de fato é a mais enxuta de todas, o que para mim não é sinônimo de seriedade, mas incompletude. Sabe Igor, fui criado em meio a enciclopédias impressas, e sem dúvida aprendi muito pela antiga Espasa-Calpe, a maior do mundo impressa. Quando eu queria informação rápida, ia na Britânica, na Barsa, Delta-Larousse, Labor, e outras (tínhamos umas 10 diferentes em casa), mas quando eu queria saber muito mais sobre um tema, era na Espasa que eu encontrava textos com mais do que três ou quatro linhas sobre o tema desejado. Talvez isso marque um pouco da diferença de visão entre americanos e europeus, e isso torna as versões linguísticas do verbete bastante antagônicas em concepção, quando se compara a versão em inglês com as das línguas latinas. Sem dúvida o caminho europeu me é muito mais abrangente e completo.

Mas vamos prosseguir. Depois de arrumar medianamente os textos, iniciei o processo de Wikificação por orientação da moderação e do próprio sistema Wiki. Todos os passos definidos nas páginas sobre tal ação foram rigorosamente cumpridos, e em ordem, e notificados devidamente na página de discussão do verbete. Também foi seguido o padrão pedido pelo “Wikipedia: livro de estilo”. Os pilares da Wiki, o senhor bem sabe, são clareza, qualidade da informação (que deve ser verificável) e a imparcialidade. Sob esses três aspectos, fiz o possível para que o verbete alcançasse a excelência. Como o senhor não teceu comentários a respeito da clareza do texto, então pontuarei as críticas no tocante a menção da ciência, e da imparcialidade (onde o senhor acertadamente se preocupa que este ilustre desconhecido esteja buscando tomar proveito da Wiki para obtenção de benefícios econômicos):

A seção “validação e produção” científica tem poucas linhas, e em nenhum trecho desta, ou qualquer outra parte do verbete, o Shiatsu é descrito como científico. Apenas a seção faz referência a um interesse crescente da ciência pelo assunto. Aliás, a ciência tem se mostrado interessada em compreender os mecanismos pelos quais operam uma série de terapias, em especial as que implicam em alguma forma de utilização de energia vital. Abundam estudos sobre o Reiki, Acupuntura, e outros. O Shiatsu está aí também. Se observares a data dos artigos encontrados por exemplo no Pubmed, verá que a medida que o tempo passa o interesse cresce.

O fato da ciência se interessar em compreender não transforma um saber ou uma prática em ciência. Considero que a seção é relevante porque hoje em dia estamos passando por um período de desmistificação e/ou racionalização dos métodos terapêuticos que tem se mostrado eficazes por longos períodos. E a ciência tem papel fundamental nisso, e inclusive em conhecer não só o potencial mas as limitações de uma técnica. Además, se uma terapia alcança alguma popularidade, torna-se do interesse da própria sociedade que ela seja cientificamente investigada, não concorda? Fazer notar a embriogênese deste processo é sim relevante. Mas vale saber fazer que os professores de Shiatsu que defendem um “Shiatsu científico” constitui a porção minoritária.

A maioria considera que a introdução da racionalidade científica no tocante sobretudo à PRÁTICA é mais contraprodutiva do que benéfica. Os argumentos giram em torno da capacidade intuitiva e da razão não facilitar a promoção do equilíbrio energético na relação terapeuta-atendido. Obviamente a questão da “energia vital” é tema de discussões muito fora do escopo de seu artigo e de minha participação, mas vêm sendo alvo de investigação científica praticamente desde o surgimento do próprio método científico e é uma sugestão de abordagem para um artigo posterior de sua autoria.

Concordo que a seção supracitada precisa de revisão e novas colaborações. Ficarei bem satisfeito quando isso acontecer! Seria muito útil que o senhor ao verificar que há centenas e não milhares de citações, então imediatamente corrigisse o mesmo (já não lembrarei como cheguei por pesquisas à casa do milhar). Por não lembrar e não dispor do tempo para uma nova verificação, já fui lá alterar o trecho, confiando integralmente em vossa pesquisa.

Não é um problema para um verbete haver um colaborador ativo. O problema é haver poucos ou apenas um colaborador profícuo. Para o verbete Shiatsu, fui às comunidades de Shiatsu nas redes sociais, logo no início do meu trabalho, e pedia que entrassem e participassem. A adesão a participação é baixa, infelizmente. Pouca gente se interessa em aprender a usar o sistema, ler as regras da Wiki, incluir conteúdo relevante e imparcial. Como seria bom se minhas contribuições correspondessem a 0,1% do verbete, não porque fossem menos, mas porque o verbete seria amplamente enriquecido por uma quantidade e diversidade de especialistas!

Sobre outros aparentes equívocos de informação, não sei bem onde encontraste a informação sobre o Shiatsu ser milenar. Não voltarei lá, mas se essa informação errada foi inserida em algum momento, não foi por minha pessoa. E não me admiraria se, caso tenha visto essa informação, de tê-la eliminado, porque seria incorreto. O próprio verbete principia explicando exatamente que o Shiatsu surgiu na virada do sec. XIX para o XX.

Em relação a remoção das contraindicações, o fato é que quanto mais se aprende sobre Shiatsu, mais se observa que seus benefícios se estendem a sãos e enfermos de todos os graus e idades. Talvez você não saiba, mas cada vez mais o Shiatsu tem sido indicado como terapia complementar em oncologia. Aliás, em novembro passado a Associação Brasileira de Shiatsu recebeu Mercedes Avellaneda, uma profissional argentina que por mais de vinte anos vêm sendo indicada pelos médicos de Buenos Aires para tratamento complementar do câncer. É um tema que ainda é pouco conhecido no Brasil, que tem uma formação bastante deficiente em Shiatsu (um curso da técnica na Europa tem entre 3 ou 4 anos, na Argentina 2 a 3 anos, no Brasil apenas meses). Em Madrid, ninguém me contou, eu VI os bebês sendo tratados em UTIs neonatais com Shiatsu – belíssimo trabalho coordenado pelo espanhol Arturo Valenzuela, e que vem se ampliando para diversas áreas dos hospitais públicos de lá. Será o Shiatsu “só mais uma massagem”? Convido-o a conhecer mais a fundo a terapia e suas bases.

Nota benne: não estamos falando de Shiatsu como método de cura, mas de tratamento. O Shiatsu se funda em cuidar da pessoa e não de lidar com doenças, e sob este paradigma opera seus resultados, coadjuvantes às diversas iniciativas curativas que venham a ser adotadas por quem o pratica.

Sobre o julgo de ter colaborado com a Wiki com intenções comerciais, considero a afirmativa tola ou ingênua (má fé tenho certeza que não é). Claro que quando um especialista participa da Wiki em verbete que lhe é tema de estudo, recebe o benefício de tornar seu tema predileto mais e melhor conhecido, e isso eventualmente pode despertar o interesse do leitor em aprofundar-se. Se o benefício indireto de tal fato pode aleatoriamente fazer com que alguém venha buscar por uma aula ou terapia com o profissional que colaborou com a enciclopédia, então os especialistas devem ser todos proibidos de escrever, pois isso é inevitável! Tomei e tomarei sempre o cuidado da imparcialidade. Não há menções diretas a minha pessoa no verbete, e por mim nem haverá a menos que em algum momento minha vida profissional ofereça alguma colaboração contundente e marcante no cenário do Shiatsu. Quanto as menções indiretas, está citado o meu livro “Shiatsu Emocional”, que trata em especial de minhas investigações acerca das possibilidades de convergência teórica entre os princípios do Shiatsu e das psicoterapias de base analítica e reichiana. Ele foi editado em 2007 sob o selo Portal Verde, que por sua vez está apenas mencionado como editora na referência bibliográfica. Devemos retirar o livro porque o colaborador é seu autor? Ele deve ser retirado mesmo sendo relevante e tendo sido mencionado em função do texto corrente? Deve ser retirado da bibliografia mesmo tendo sido usado na colaboração, sendo ainda um dos poucos livros de Shiatsu de autor nacional?

Uma informação ligeira: O Portal Verde é uma marca que funciona como uma Ong, e além da edição do livro, é um site que disponibiliza uma série de artigos sobre saúde natural, de diversos autores, sendo um serviço não lucrativo que presto por ideologia própria. Mas isto não é utilizado em momento algum do verbete, não tem porque. Mas aproveitando o parênteses, ao contrário do afirmado, meu currículo não está lá, e sim em: http://www.arnaldovcarvalho.com

Agora, achei bem curiosa a associação do Shiatsu como uma “terapia de brancos” em função de sua pesquisa no Google Imagens. O Shiatsu, como sabe, é de origem japonesa. Coloque na ferramenta de busca o termo em Kanji: 指圧 e a predominância das imagens passa a ser de pessoas orientais. Infelizmente, pessoas com traços afro e/ou indígenas são menos vistas pelo mesmo infortúnio pelo que passam todos os descendentes dos povos oprimidos por dominação territorial pela força, espúria e sem sentido: acesso atrasado a terapias que chegam às Américas e a Europa através de pessoas com situação socioeconômica mais privilegiada.

O senhor deseja com razão que tão breve como possível as notificações da moderação observáveis no verbete “Pseudociências” seja removida. E eu faço coro, incentivando-o a seguir o mesmo processo que segui, descrevendo cada passo seu na página de discussão do verbete. Foi assim que aos poucos, as notificações da moderação foram sendo removidas. O pedido para que a página do verbete Shiatsu seja Wikificada retornou, e com certeza já é hora de revisão, melhoria, ampliação. Rogo que ocorra logo e repito, com colaborações de muitos outros usuários, principalmente de especialistas.

Torço para que o senhor um dia experimente as “dedadas” do Shiatsu, desmanche a má impressão e reforce suas energias para continuar o bom combate à informação desencontrada, à pseudociência e ao charlatanismo.

Um abraço, e no que precisar ou desejar fico a disposição. Bom 2014!
Arnaldo

Alzheimer, depoimento LÚCIDO de um portador

Meu amigo Fran me mandou. Ele convive de perto com o Alzheimer em função de parentes. Eu também convivi, tendo acompanhado avô e tios-avós com o problema. O depoimento do Dr. Arthur Rivin é brilhante, por uma série de motivos.  Um deles é o fato de testemunhar um MILAGRE: O Dr. Rivin conseguiu resultados concretos contra a doença, após ter ficado bastante confuso pelo que dá entender. Como respondi ao meu amigo, estar preparado para uma eventualidade incapacitante é uma decisão sustentável sob todos os pontos de vista. Espero que o texto faça refletir, que sirva de alerta e alento a todos, e que nenhum de nós precise passar pelas dificuldades do Alzheimer, e passando, não passe pelo Alzheimer teimoso de uma personalidade endurecida demais para permitir ajuda.

Emocionado. Arnaldo


O Alzheimer, pelo paciente*

Arthur Rivin – O Estado de S.Paulo de 03/02/2010

Sou médico aposentado e professor de medicina. E tenho Alzheimer. Antes do meu diagnóstico, estava familiarizado com a doença, tratando pacientes com Alzheimer durante anos. Mas demorei para suspeitar da minha própria aflição.
Hoje, sabendo que tenho a doença, consegui determinar quando ela começou, há 10 anos, quando estava com 76. Eu presidia um programa mensal de palestras sobre ética médica e conhecia a maior parte dos oradores. Mas, de repente, precisei recorrer ao material que já estava preparado para fazer as apresentações. Comecei então a esquecer nomes, mas nunca as fisionomias. Esses lapsos são comuns em pessoas idosas, de modo que não me preocupei.
Nos anos seguintes, submeti-me a uma cirurgia das coronárias e mais tarde tive dois pequenos derrames cerebrais. Meu neurologista atribuiu os meus problemas a esses derrames, mas minha mente continuou a deteriorar. O golpe final foi há um ano, quando estava recebendo uma menção honrosa no hospital onde trabalhava. Levantei-me para agradecer e não consegui dizer uma palavra sequer.
Minha mulher insistiu para eu consultar um médico. Meu clínico-geral realizou uma série de testes de memória em seu consultório e pediu depois uma tomografia PET,que diagnostica a doença com 95% de precisão. Comecei a ser medicado com Aricept,que tem muitos efeitos colaterais. Eu me ressenti de dois deles: diarreia e perda de apetite. Meu médico insistiu para eu continuar. Os efeitos colaterais desapareceram e comecei a tomar mais um medicamento, Namenda.Esses remédios, em muitos pacientes, não surtem nenhum efeito. Fui um dos raros felizardos.
Em dois meses, senti-me muito melhor e hoje quase voltei ao normal. Demoramos muito tempo para compreender essa doença desde que Alois Alzheimer, médico alemão, estabeleceu os primeiros elos, no início do século 20, entre a demência e a presença de placas e emaranhados de material desconhecido.
Hoje sabemos que esse material é o acúmulo de uma proteína chamada beta-amiloide. A hipótese principal para o mecanismo da doença de Alzheimer é que essa proteína se acumula nas células do cérebro, provocando uma degeneração dos neurônios. Hoje, há alguns produtos farmacêuticos para limpar essa proteína das células.
No entanto, as placas de amiloide podem ser detectadas apenas numa autópsia, de modo que são associadas apenas com pessoas que desenvolveram plenamente a doença. Não sabemos se esses são os primeiros indicadores biológicos da doença.
Mas há muitas coisas que aprendemos. A partir da minha melhora, passei a fazer uma lista de insights que gostaria de compartilhar com outras pessoas que enfrentam problemas de memória: tenha sempre consigo um caderninho de notas e escreva o que deseja lembrar mais tarde.
Quando não conseguir lembrar de um nome, peça para que a pessoa o repita e então escreva. Leia livros. Faça caminhadas. Dedique-se ao desenho e à pintura.
Pratique jardinagem. Faça quebra-cabeças e jogos. Experimente coisas novas. Organize o seu dia. Adote uma dieta saudável, que inclua peixe duas vezes por semana, frutas e legumes e vegetais, ácidos graxos ômega 3.
Não se afaste dos amigos e da sua família. É um conselho que aprendi a duras penas. Temendo que as pessoas se apiedassem de mim, procurei manter a minha doença em segredo e isso significou me afastar das pessoas que eu amava. Mas agora me sinto gratificado ao ver como as pessoas são tolerantes e como desejam ajudar.
A doença afeta 1 a cada 8 pessoas com mais de 65 anos e quase a metade dos que têm mais de 85. A previsão é de que o número de pessoas com Alzheimer nos EUA dobre até 2030.
Sei que, como qualquer outro ser humano, um dia vou morrer. Assim, certifiquei-me dos documentos que necessitava examinar e assinar enquanto ainda estou capaz e desperto, coisas como deixar recomendações por escrito ou uma ordem para desligar os aparelhos quando não houver chance de recuperação. Procurei assegurar que aqueles que amo saibam dos meus desejos. Quando não souber mais quem sou, não reconhecer mais as pessoas ou estiver incapacitado, sem nenhuma chance de melhora, quero apenas consolo e cuidados paliativos.

Texto REVISADO por Arnaldo V. Carvalho a partir de seu original em inglês. Pequenas diferenças em relação a primeira tradução, atribuída ao Estado de São Paulo.

ARTHUR RIVIN FOI CLÍNICO-GERAL E É PROFESSOR EMÉRITO DA UNIVERSIDADE DA CALIFÓRNIA

Arthur Rivin practiced internal medicine in Los Angeles and is a professor emeritus at UCLA. He wrote this for the Los Angeles Times.

I am a retired physician and an emeritus professor of medicine. I also have Alzheimer’s disease.

Before my diagnosis, I was certainly familiar with the disease, having seen patients with Alzheimer’s over the years in my internal-medicine practice. But I was slow to suspect my own affliction.

Now that I’ve been diagnosed, I can trace my problems back some 10 years, to when I was 76. I had been chairing a monthly program in medical ethics, and I knew most of the speakers and found it easy and enjoyable to introduce them. Then, suddenly, I found I had to rely on prepared material to make the introductions. I started to forget names, though never faces. These kinds of lapses are common in aging brains, so it was easy for me to write them off to “senior moments.”

In the following years, I had coronary surgery and then two TIAs (transient ischemic attacks), or small strokes. My neurologist attributed my problems to them, but my mind continued to deteriorate even though I had no more strokes. The final blow was the occasion one year ago when I was receiving a citation for service in my hospital. I stood up to thank the presenters and found that I could not say a word.

It was my wife who insisted I go to the doctor for a diagnosis. As much as I was in denial and tried to dismiss my lapses as normal aging (doctors are often not willing patients), she knew something was wrong. My internist put me through a few memory tests in the office and then ordered a PET scan of the brain, which predicts Alzheimer’s with 95 percent accuracy.

After the diagnosis, I was started on a medicine called Aricept, which has been used for many years and which has many side effects. I had two of them – bad diarrhea and appetite loss. I’d had a few Alzheimer’s patients in my practice who had taken this medicine with no benefit, so I wasn’t expecting much. I wanted to abandon it because of the side effects, but my doctor urged me to continue. The side effects disappeared and another drug, Namenda, was added. These drugs are by no means miracle cures, and in many patients they have little effect. I was one of the rare lucky ones.

In two months I was much better, and I am now close to normal. At my worst, I had difficulty speaking, did not know the names of my grandchildren or my doctor, could not add or subtract or find my way home. Now I can do all these things.

We’ve come a long way in our understanding of the disease since Dr. Alois Alzheimer, a German physician, first established a link in the early 20th century between dementia and the presence of plaques and tangles of an unknown material. That material is now known to be the accumulation of a peptide called Beta-amyloid. The leading hypothesis for the mechanism of Alzheimer’s disease is that Beta-amyloid accumulates in brain cells, leading to neurodegeneration.

Since my improvement, I have developed a list of insights I’d like to share with others facing memory problems.

Carry a small book and write notes whenever there’s something you want to recall later. When you cannot remember a name, make a joke and ask the person to repeat it, then write it down. Read books. Take walks. If you cannot walk, exercise in bed. Draw and paint. Garden, if you can. Do puzzles and games. Try new things. Organize your day. Learn to prepare food, eat, dress, wash and go to bed in an efficient way. Eat a healthful diet that includes fish twice a week, fruits and vegetables and omega-3 fatty acids. A reliable and good-humored book on a serious subject is “The Memory Bible” by Dr. Gary Small.

Don’t withdraw from your friends and your family. This is advice I had to learn the hard way. Afraid of being pitied, I tried to keep my condition a secret, and that meant pulling away from people I cared about. But now that I’ve decided to be open, I’ve been gratified to see how accepting people are and how willing to assist.

For help with your own or a loved one’s severe memory failure, the best source is the Alzheimer’s Association. It has information about caregivers, treatments and research, and it exists to help.

I know that I, like every other human, will eventually die. So I made myself aware of the documents that I needed to examine and sign while I was still able and alert, things like advance directives, living wills and POLSTs (physician’s orders for life-sustaining treatment). I’ve tried to make sure that those who love me know my wishes. When I do not know who I am, or recognize anyone, and I am incapacitated with no chance of improvement, I want comfort and palliative care only.

 

 

Arthur Rivin practiced internal medicine in Los Angeles and is a professor emeritus at UCLA. He wrote this for the Los Angeles Times.

Conselhos para infartar

Esse post dá um livro. Foi um e-mail que o Flavio meu amigo passou, desses que circulam por aí… Ele deve ter mesmo ficado preocupado comigo. Flavio fuma, é ansioso, adora carnes vermelhas e gorduras, bem desregrado perto do que seria o meu “perfil exemplar”. Faço atividade física, meu arroz é integral, carne praticamente só de peixe, muita fibra, muita água, durmo e levanto cedo… Mas é verdade, fora esses fatores positivos, tenho tantos dos presentes nessa lista que há uma boa chance de morrer antes dele. (Arnaldo)


DOZE CONSELHOS
PARA TER UM INFARTO FELIZ!!!
Dr. Ernesto Artur – Cardiologista

Quando publiquei estes conselhos ‘amigos-da-onça’ em meu site, recebi uma enxurrada de e-mails, até mesmo do exterior, dizendo que isto lhes serviu de alerta, pois muitos estavam adotando esse tipo de vida inconscientemente.

1. Cuide de seu trabalho antes de tudo. As necessidades pessoais e familiares são secundárias.

2 Trabalhe aos sábados o dia inteiro e, se puder também aos domingos.

3. Se não puder permanecer no escritório à noite, leve trabalho para casa e trabalhe até tarde.

4. Ao invés de dizer não, diga sempre sim a tudo que lhe solicitarem.

5. Procure fazer parte de todas as comissões, comitês, diretorias, conselhos e aceite todos os convites para conferências, seminários, encontros, reuniões, simpósios etc.

6. Não se dê ao luxo de um café da manhã ou uma refeição tranquila. Pelo contrário, não perca tempo e aproveite o horário das refeições para fechar negócios ou fazer reuniões importantes.

7. Não perca tempo fazendo ginástica, nadando, pescando, jogando bola ou tênis. Afinal, tempo é dinheiro.

8. Nunca tire férias, você não precisa disso. Lembre-se que você é de ferro, (e ferro, enferruja!).

9. Centralize todo o trabalho em você, controle e examine tudo para ver se nada está errado. Delegar é pura bobagem; é tudo com você mesmo.

10. Se sentir que está perdendo o ritmo, o fôlego e pintar aquela dor de estômago, tome logo estimulantes, energéticos e anti-ácidos. Eles vão te deixar tinindo.

11. Se tiver dificuldades em dormir não perca tempo: tome calmantes e sedativos de todos os tipos. Agem rápido e são baratos.

12. E por último, o mais importante: não se permita ter momentos de oração, meditação, audição de uma boa música e reflexão sobre sua vida. Isto é para crédulos e tolos sensíveis.

Repita para si: Eu não perco tempo com bobagens.

 
 ______________IMPORTANTE:_____________________________

OS ATAQUES DE CORAÇÃO

Uma nota importante sobre os ataques cardíacos.
 
 Há outros sintomas de ataques cardíacos, além da dor no braço esquerdo (direito). Há também, como sintomas vulgares, uma dor intensa no queixo, assim como náuseas e suores abundantes.

Pode-se não sentir nunca uma primeira dor no peito, durante um ataque cardíaco. 60% das pessoas que tiveram um ataque cardíaco enquanto dormiam não se levantaram… Mas a dor no peito, pode acordá-lo dum sono profundo.

Se assim for, dissolva imediatamente duas Aspirinas na boca e engula-as com um bocadinho de água. Ligue para Emergência (192, 193 ou 190) e diga ”ataque cardíaco” e que tomou 2 Aspirinas. Sente-se numa cadeira ou sofá e force uma tosse, sim forçar a tosse, pois ela fará o coração pegar no tranco; tussa de dois em dois segundos, até chegar o socorro. NÃO SE DEITE!!!!