Feeds:
Artigos
Comentários

Archive for the ‘Cultura de paz’ Category

Image result for intolerância política

Por Arnaldo V. Carvalho*

Hoje fui atacado por um “xingamento generalizante”. Uma mulher que não conheço, pela rede social de um amigo, chamou generalizadamente os estudantes que se tem se manifestado contra a precarização da educação e toda a podridão ocorrendo no Rio de Janeiro de “petistas vagabundos”.

Sinto, mas nesse ponto eu e meu amigo (que replicou a mensagem da conhecida) temos posições opostas. Primeiro que não agrediria ninguém dessa forma. Segundo que nunca fui nem sou petista*, mas sou estudante de uma faculdade publica, casado com uma professora de universidade publica, e a ultima coisa que somos é vagabundos.

Não acredito em greves ou ocupações como saída real (na verdade ainda precisa surgir algum modelo pacifico, seguro e eficiente de resistencia politica-cidadã, eu, os demais estudantes e o mundo com certeza agradecerão boas sugestões!).

Mas sem duvida apatia, passividade, e resmungos interneticos nao podem vencer o rolo compressor que a maquina pública esta passando em cima das pessoas.

Desse modo, vejo as manifestações e reivindicações como legítimas, e torço para que mais brasileiros participem ou apoiem.

Em tempo, repudio vandalismos de toda a ordem. Inclusive xingamentos generalizantes como o da pessoa que atacou a mim e demais estudantes.

Segue aqui meu abraço de paz e o mesmo carinho de sempre para o meu amigo, a amiga dele, e todos vocês que me leem.

*   *   *

Arnaldo V. Carvalho, cidadão brasileiro, trabalhador e estudante, a acompanhar e participar ATIVAMENTE da sociedade em que vive e seus desafios.

* Notem bem, não é aí que está o xingamento! Não há problemas em ser ou em criticar o PT. Mas também não vale (para lado nenhum) vir com afirmações do tipo “petralha x coxinha”, como se ao adotar um lado tudo se santifica para este e tudo se demoniza para aquele. Não, não. Respeito as convicções políticas de cada um e, aliás, estou sempre aberto a ouvir os argumentos de quem defende ou adota posições fixas. Enfim, papo para outro momento, não cabe aqui nesse textinho! (Arnaldo)

Anúncios

Read Full Post »

https://i1.wp.com/infojovem.org.br/wp-content/uploads/2009/05/cultura-de-paz-1.bmp

“A segurança humana não é uma preocupação com as armas – é preocupar-se com a vida humana e com a dignidade” Mahbub ul Haq (Economista paquistanês, pioneiro da Teoria do desenvolvimento humano e criador do Relatório de Desenvolvimento Humano. 1934-1998)

Mais de U$1,7 trilhão são gastos por ano com o comércio de armas no mundo inteiro, uma média de U$230 para cada pessoa.

 

Estima-se que um gasto anual adicional de U$50 bilhões em serviços básicos poderia eliminar a inanição e a má nutrição em todo o mundo.

Outros U$39 bilhões por ano seriam suficientes para proporcionar educação básica a cada criança.

 

E U$35 bilhões por ano poderiam reverter a disseminação da AIDS e da malária.

Poderíamos suprir as necessidades humanas básicas de cada pessoa na Terra se U$100 bilhões –  menos de 6% dos gastos militares mundiais – fossem alocados para essa finalidade.

O que é mais seguro, o mundo fortemente armado em que vivemos atualmente ou um mundo em que todas as necessidades básicas das pessoas são supridas?

Transcrito do prospecto de divulgação da exposição “Da cultura de violência para a cultura de paz”, nesse momento ocorrendo na Biblioteca Parque, no Rio de Janeiro. Promovido por http://www.culturadepaz.org.br

Read Full Post »

https://i.ytimg.com/vi/oUTHDo_hhe0/hqdefault.jpg

Guerra ou política? Segundo Jacques Rancière, a política passa longe das artimanhas jurídicas e institucionais da política de gabinete. É uma forma de ação e de subjetivação coletiva que constrói um mundo em comum, no qual se inclui também o inimigo. A ação política cria identidades não-identitárias, um “nós” aberto e inclusivo que reconhece e fala de igual para igual com o adversário. A guerra, pelo contrário, tem como protagonista fundamental formações identitárias fechadas e agressivas (sejam elas éticas, religiosas ou ideológicas) que negam e excluem o outro do mundo partilhado. Entre o outro e o eu, nada em comum.

A verdadeira alternativa, segundo Rancière, não está na polarização que o discurso hegemônico nos apresenta: “populistas contra democratas”. Para ele, o melhor remédio possível neste momento é a própria ação política, autônoma em relação aos lugares, aos tempos e à agenda estatal. Só elaborando o mal-estar (o “ódio” diz Rancière) em chaves políticas de emancipação (coletivas, igualitárias, abertas e inclusivas) se poderá, por exemplo, disputar terreno com esta “lógica da guerra”. A politização do mal-estar é o melhor antídoto contra a sua instrumentalização por parte daqueles que querem encontrar bodes expiatórios entre os outros.

Essa é a forma como a Boitempo Editorial apresentou o pensamento do filósofo francês Jacques Rancière (1940-), professor emérito da Universidade de Paris. A esta apresentação seguiu-se a tradução de uma interessante entrevista, e compõe material que divulga o lançamento de seu último livro, lançado aqui pela citada editora. Sobre isso, leia direto em: https://blogdaboitempo.com.br/2016/05/10/como-sair-do-odio-uma-entrevista-com-jacques-ranciere/

Me interesso por todo aquele que pensa em alternativas ao ódio, e sobre isso as ideias de Rancière são de uma lucidez extraordinária e de um Amor ao próximo auspicioso. (Arnaldo)

Read Full Post »

%d bloggers like this: