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Archive for the ‘literatura’ Category

Em mais um conto bem humorado de Voltaire, “O Homem dos Quarenta Escudos” traz um retrato de incongruências sociais na França de seu tempo, e revela que as desigualdades, o pensamento e o economês avançaram bem pouco.

Deixo aqui o trecho “Conversação com um geômetra”, segundo capítulo desta obra que, por cinco anos (entre 1768, quando de seu aparecimento, a 1773) manteve seu autor no anonimato, e foi condenado nesse tempo tanto pelo parlamento francês como pelo papa.

Algum leitor consegue marcar correspondências entre aquele contexto e o que estamos vivendo?

(Arnaldo)

 

A obra completa é de domínio público, e pode ser lida sem restrições através do site:

http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/cv000059.pdf

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sweeney

O barbeiro demônio retorna em alto nível

Em curta temporada, montagem do diretor João Gofman emociona plateia e traz aos palcos cariocas o gênero comédia-terror

 

Por Arnaldo V. Carvalho

 

No pequeno teatro da Biblioteca Parque Estadual, no centro da cidade do Rio de Janeiro, um seleto público se emocionava na estreia de Sweeney Todd: O Barbeiro Demônio da Rua Fleet.

 

Conhecida no Brasil principalmente através do filme hollywoodiano de Tim Burton (estrelado por Johnny Depp e Helena Bonham Carter), a história do barbeiro tem origem no século XIX, publicada em jornais dedicadas ao gênero da época. Mas ficou mesmo conhecida do público atual através do musical da Brodway que modernizou o roteiro e já teve dezenas de versões e montagens.

 

Esse musical vai agradar a um público maior do que os fãs do gênero: quem aprecia enredos que misturam comédia e horror encontram no Sweeney do diretor João Gofmann uma refinada combinação, onde é possível se arrepiar segundos antes ou após uma bela gargalhada.

 

Das sombras do bosque para o terror doentio da cidade

 

Ano passado João Gofman e o Utópico brindaram o teatro carioca com a divertidíssima montagem de Into the Woods. Com um elenco de primeira e muitas inovações cênicas, foi sucesso de público e crítica. Da experiência super bem sucedida, que encheu o principal teatro da UERJ, Gofman preservou talentos como a diretora de arte Evelyn Cirne, que parece ter alcançado seu ponto alto, com um figurino impecável e um cenário funcional e criativo, e ao mesmo tempo com a dose de vazio necessária ao abrilhantamento dos atores e seus personagens. Também o jovem versionista Victor Louzada, que em poucos anos tem se mostrado o mais profícuo e competentes dos tradutores de musicais, o que é uma arte rara. Gofman também avançou no processo da preparação de atores, que levou seis meses intensos, sobre os quais o diretor previu aqui. E finalmente, deu a virtuosa Roberta Galluzzo, que protagonizou Chapeuzinho Vermelho na peça anterior, um papel de donzela “fora de padrão”, compondo um dos trunfos de originalidade da peça: personagens repaginados e prontos para o mundo da diversidade.

 

Ousadia do diretor: aposta em talento, sem preconceitos

 

Uma donzela “fofinha” (gordinha não tem que fazer só a engraçadinha, e pode sim fazer drama e viver romances), Sweeney e Lovett protagonistas londrinos encarnados em atores negros (negro pode ser protagonista, e inglês não tem que ser branco), um bedel, também negro, magro e grandalhão (normalmente o personagem é retratado como “o gordinho baixo, atrapalhado e arrogante”). Ao inovar na desconstrução dos estereótipos emprestados aos personagens durante décadas, e optar por talento acima de aparências, o resultado final do trabalho do diretor é oferecer a plateia um universo de personagens clássicos com novos e incríveis temperos. Incrível como um detalhe tão sutil conta pontos em uma sociedade que finalmente permite-se a discutir sobre preconceito, intolerância e inserção social.

 

Não bastassem boas ideias, o elenco possui um trio de talentos de tirar o fôlego. Muita atenção aos intérpretes de Sweeney, Juiz e o algoz do barbeiro demônio, Pirelli. Juntos, roubam a cena uns dos outros, o tempo todo. Porque são simplesmente divinos, completos. Em voz e movimento. Atores de nível profissional, que poderiam estar atuando nos melhores teatros do país ou fora. Porque cantam, dançam e interpretam como se os papeis tivessem nascidos para eles. Mérito do diretor, deles próprios ou da sinergia entre todos? Creio que todas as respostas se aplicam. Talvez se reclame que o ator que faz Sweeney Todd seja um pouco jovem para o personagem, que certamente não é jovem. Mas garanto: dê a esse grupo mais recursos e o pecado da juventude do personagem se desfaz já não mais só no vozeirão e banho de expressividade do ator Dennis Pinheiro – maquiagem e luz sofisticada custam caro.

 

Para quem gosta dos detalhes por trás de tudo, a peça possui coro e orquestra ao vivo, e é de tirar o fôlego.

 

Eu fui no primeiro sábado. O que dizer? Encanto. Para mim, foi uma noite inesquecível, em que me diverti muito. Os mais críticos poderão talvez reclamar de limitações na iluminação (o teatro possui dificuldades técnicas importantes que impedem um trabalho melhor), ou de certa imperfeição no cantar de Miss Lovett, mas o todo é tão bom, os personagens e texto são tão incríveis, a música, os músicos e os atores são talentosos que tudo o mais compensa. Aliás, a atriz Jéssica Freitas, ao interpretar Lovett, é tão deliciosamente natural, com uma movimentação no palco e uma interpretação tão maestral, que é capaz de brincar até com seus erros, transformando o que poderia ser seu ponto fraco em motivo para mais risadas – e aplausos.

 

É muito difícil ir aos extremos entre drama, comédia, horror. E essa trupe – Utópico Coletivo de Teatro – consegue tirar isso da peça. Para além da encenação, profundo respeito com o público: peça começou na hora, tempo de intervalo enxuto, mimos especiais na saída (não conto!).

 

Adorei mesmo e pretendo ver de novo enquanto é tempo.

 

Sweeney Todd: O Barbeiro Demônio da Rua Fleet está em cartaz na Biblioteca Parque Estadual, no Centro da cidade do Rio de Janeiro, de quarta a sábado as 19H. Esta é a última semana.

 

Para saber mais sobre a peça, endereços, etc.:

 

*   *   *

 

* Arnaldo V. Carvalho, blogueiro, terapeuta, meio politizado e meio artistizado, pai, escritor e crítico do que vê e gosta.

 

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*** Por favor, prestigie o autor do poema visitando seu site: www.poetrybycharlescfinn.com/ Please, let´s prestige Poet Charles C. Finn. Visit his webpage (adress above) ***
Guardei por anos esse texto, entitulado “Máscaras” e de “autoria desconhecida”. Contudo, o nome do texto é outro, e o autor é americano, vivo, e tem um site muito amável colocado no ar por sua maior fã: sua esposa (o que torna tudo ainda mais belo). Seu nome é Charles C. Finn. Tenho a responsabilidade de creditar os textos aos seus devidos autores, e preservar tanto quanto possível a integridade de seus escritos. Esse é um texto fantástico, que trata de uma realidade interna de cada um de nós, manifestando-se em direção ao Outro. Assim, publico aqui o original em inglês, a versão que mais circula em e-mails pela Internet e minha tradução direta do original. Desfrutem. Arnaldo.
.
Minha tradução:
Não seja enganado por mim.
Não seja enganado pela face que visto.

Por eu vestir uma máscara, um milhar de máscaras,

máscaras que eu temo tirar
e nenhuma delas sou eu.
Fingir é uma arte que é uma segunda natureza para mim,
mas não seja enganado,
Pelo Amor de Deus, não se deixe enganar.
I dou a você a impressão de que sou seguro,
de que tudo é ensolarado e sem perturbações comigo, por dentro e por fora,
que confiança é meu nome e sangue frio é meu jogo,
que as águas são calmas e eu estou no comando
e que eu não preciso de ninguém,
mas não creia-me.
Minha superfície pode parecer gentil, mas minha superfície é minha máscara,
sempre mudando e sempre escondendo,
Por baixo, desvela-se a não complacência.
Por baixo desvela-se confusão, e medo, e solidão.
Mas eu escondo isto. Eu não quero que ninguém saiba.
Entro em pânico ao pensar na minha fraqueza exposta.

É por isso que freneticamente eu crio uma máscara para por trás esconder-me

uma fachada sofisticada indiferente

para me ajudar a fingir,

para escudar-me da olhadela que sabe.

Mas uma olhadela dessas é precisamente minha salvação, minha única esperança,
e eu sei disso.
Isto é, se ela é seguida de aceitação
se é seguida de amor.
É a única coisa que pode me libertar de mim mesmo

dos muros da prisão que construí eu mesmo

das barreiras que eu ergui tão dolorosamente.
É a única coisa que vai me assegurar
de que eu não posso me assegurar,
que eu realmente tenha algum valor.
Mas eu não digo isso a você.
Eu não me atrevo, estou com medo.
Estou com medo que sua olhadela não seja seguida de aceitação,
que não vá ser seguida de amor.
Eu tenho medo que você pense menos de mim,
que você ria, e sua risada poderia matar-me.
Estou co medo que bem lá dentro eu não seja nada
e que você vai ver isso e me rejeitar.
Então eu jogo, meu jogo, meu desesperado jogo de fingir,
com uma fachada de segurança por fora
e uma criança a tremer por dentro.
Então começo o desfile brilhante mas vazio de máscaras,
e minha vida se torna um front.

Converso com você sem propósito, nos suaves tons de diálogo superficial.
Eu digo a você tudo que na verdade é nada,
e nada que na verdade é tudo,

o que está a chorar dentro de mim.
Então quando eu for para minha rotina
não seja enganado pelo que estou dizendo.
Por favor, escute atentamente e tente escutar o que eu não estou dizendo,
o que eu gostaria de conseguir dizer,
o que para sobreviver eu preciso dizer,
mas o que eu não posso dizer.
Eu não gosto de esconder.
Eu não gosto de jogar jogos falsos e superficiais.
Eu quero parar de joga-los.
Eu quero ser genuíno, espontâneo e eu mesmo
Mas você tem que me ajudar.
Você tem que estender sua mão
mesmo quando esta é a última coisa que eu pareço querer.

Somente você pode enxugar para longe de meus olhos
o olhar fixo e vazio de morto-vivo.
Somente você pode invocar minha vivacidade
Cada vez que você é doce, sutil e encorajador,
cada vez que você tenta entender porque você realmente se importa,
meu coração começa a desenvolver asas —
asas bem pequenas,
asas bem débeis,

mas asas!

Com seu poder de me tocar os sentimentos

você pode soprar vida em mim.
Eu quero que você saiba disso.
Quero que você saiba o quão é importante para im,
O quão você pode ser um criador – um honesto criador de Deus –
dessa pessoa que sou eu.
se você escolher faze-lo.
Você pode, você mesmo, quebrar o muro sob o qual eu tremo,
Você pode, você mesmo, remover minha máscara,
Você pode, você mesmo, me libertar de meu mundo sombrio de pânico,
de minha prisão solitária,
se você escolher faze-lo.
Por favor, escolha faze-lo.

Não passe por mim.
Não será fácil para você.
Um a longa convicção de menos-valia constrói muros fortes.
Quanto mais perto você se aproximar de mim
o escurecedor eu posso contra atacar.
É irracional, mas a despeito do que os livros dizem sobre o homem
frequentemente eu sou irracional.
Eu luto contra cada coisa que eu choro perder.
Mas me disseram que o amor é mais forte que muros fortes
e nisto reside minha esperança.

Por favor tente vencer essas muralhas
com mãos firmes porém gentis
para uma criança que está bastante sensível.

Quem eu sou, você pode vislumbrar?
Eu sou alguém que você conhece muito bem.
Por eu ser cada homem que você encontra
e ser cada mulher que você encontra.

Charles C. Finn, Setembro de 1966
Charles C. Finn (+- 1946-*) **
Tradução de Arnaldo V. Carvalho
.
.
O Original:
.
Please Hear What I’m Not Saying

Jester mask Don’t be fooled by me.
Don’t be fooled by the face I wear
For I wear a mask, a thousand masks,
Masks that I’m afraid to take off
And none of them is me.

Pretending is an art that’s second nature with me,
but don’t be fooled,
for God’s sake don’t be fooled.
I give you the impression that I’m secure,
that all is sunny and unruffled with me,
within as well as without,
that confidence is my name and coolness my game,
that the water’s calm and I’m in command
and that I need no one,
but don’t believe me.

My surface may be smooth but
my surface is my mask,
ever-varying and ever-concealing.
Beneath lies no complacence.
Beneath lies confusion, and fear, and aloneness.
But I hide this. I don’t want anybody to know it.
I panic at the thought of my weakness exposed.
That’s why I frantically create a mask to hide behind,
a nonchalant sophisticated facade,
to help me pretend,
to shield me from the glance that knows.

But such a glance is precisely my salvation,
my only hope, and I know it.
That is, if it is followed by acceptance,
If it is followed by love.
It’s the only thing that can liberate me from myself
from my own self-built prison walls
from the barriers that I so painstakingly erect.
It’s the only thing that will assure me
of what I can’t assure myself,
that I’m really worth something.
But I don’t tell you this. I don’t dare to. I’m afraid to.

mask I’m afraid you’ll think less of me,
that you’ll laugh, and your laugh would kill me.
I’m afraid that deep-down I’m nothing
and that you will see this and reject me.

So I play my game, my desperate, pretending game
With a façade of assurance without
And a trembling child within.
So begins the glittering but empty parade of Masks,
And my life becomes a front.
I tell you everything that’s really nothing,
and nothing of what’s everything,
of what’s crying within me.
So when I’m going through my routine
do not be fooled by what I’m saying.
Please listen carefully and try to hear what I’m not saying,
what I’d like to be able to say,
what for survival I need to say,
but what I can’t say.

I don’t like hiding.
I don’t like playing superficial phony games.
I want to stop playing them.
I want to be genuine and spontaneous and me
but you’ve got to help me.
You’ve got to hold out your hand
even when that’s the last thing I seem to want.
Only you can wipe away from my eyes
the blank stare of the breathing dead.
Only you can call me into aliveness.
Each time you’re kind, and gentle, and encouraging,
each time you try to understand because you really care,
my heart begins to grow wings —
very small wings,
but wings!

With your power to touch me into feeling
you can breathe life into me.
I want you to know that.
I want you to know how important you are to me,
how you can be a creator–an honest-to-God creator —
of the person that is me
if you choose to.
You alone can break down the wall behind which I tremble,
you alone can remove my mask,
you alone can release me from the shadow-world of panic,
from my lonely prison,
if you choose to.
Please choose to.

Do not pass me by.
It will not be easy for you.
A long conviction of worthlessness builds strong walls.
The nearer you approach me
the blinder I may strike back.
It’s irrational, but despite what the books may say about man
often I am irrational.
I fight against the very thing I cry out for.
But I am told that love is stronger than strong walls
and in this lies my hope.
gold mask Please try to beat down those walls
with firm hands but with gentle hands
for a child is very sensitive.

Who am I, you may wonder?
I am someone you know very well.
For I am every man you meet
and I am every woman you meet.

By Charles C. Finn (+- 1946-*) **

O texto que circula na Internet

Máscaras

“Não deixe se enganar por mim. Não se engane com as máscaras que uso, pois eu uso máscaras que eu tenho medo de tirar, e nenhuma delas sou eu.
Fingir é uma arte que se tornou uma segunda natureza para mim, mas não se engane.

Eu dou a impressão de que sou seguro, de que tudo está bem e em paz comigo, que meu nome é confiança e tranqüilidade;
é meu tema que as águas do mar são calmas e eu que estou no comando sem precisar de ninguém.
Mas não acredite, por favor.

Minha aparência é tranqüila, mas é apenas uma aparência, é uma máscara superficial, mas é a que sempre varia e esconde.
Por baixo não há tranqüilidade, complacência ou calma.
Por baixo, está meu mal em confusão, medo e abandono.
Mas eu oculto tudo isso, pois eu não quero que ninguém veja.

Fico em pânico ante a possibilidade de que minha fraqueza fique exposta,
e é por isso que eu crio máscaras atrás das quais eu me escondo com a fachada de quem não se deixa tocar,
para me ocultar do olhar que sabe.
Mas esse olhar é justamente minha salvação. Eu eu sei disto.
É a única coisa que pode me libertar de mim mesmo, dos muros da prisão que eu mesmo levantei,
das barreiras que eu mesmo tão dolorosamente construo.

Mas eu não digo muito disso à você. Não sorria, tenho medo.
Tenho medo que seu olhar não seja de amor e atenção.
Tenho medo que você me menospreze, que ria de mim, me ferindo.
Tenho medo de que lá dentro do interior de mim mesmo, eu não valha nada e que você acabe vendo e me rejeitando.

Então eu continuo a viver meus jogos, meus jogos de fingimento, com a fachada de segurança de fora e sendo uma criança tremendo por dentro.
Com um desfile de máscaras, todas vazias, minha vida se tornou um campo de batalha.
Eu converso com você uma conversa infantil e superficial.
Digo à você tudo que não tem a menor importância e calo o que arde dentro de mim.
De forma que, não se deixe enganar por mim.
Mas por favor, escute e tente ouvir o que eu não estou dizendo e que eu gostaria de dizer.

Eu não gosto de me esconder, honestamente eu não gosto.
Eu tão pouco gosto de jogos tolos e superficiais que faço.
Eu gostaria mesmo era de ser genuíno, espontâneo, eu mesmo, e você tem que me ajudar, segurando a minha mão,
mesmo que quando esta for a última coisa que eu aparentemente necessitar.

Cada vez que você me ajuda, um par de asas nasce no meu coração.
Asas pequenas e frágeis, mas asas.
Com sua sensibilidade, afeto e compreensão, eu me torno capaz.
Você me transmite vida. Não vai ser fácil para você.
A idéia de que eu não valho nada vem de muito tempo e criou muros fortes.
Mas o amor é mais forte que os muros, e aí está a minha esperança.

Por favor ajude-me a destruir esses muros, com mãos fortes, mas gentis,
pois uma criança é muito sensível e eu sou uma criança.

E agora você poderia se perguntr quem sou eu? Eu sou uma pessoa que você conhece muito bem. Porque eu sou todo homem,toda mulher, toda criança… todo o ser humano que você encontra!”

*   *   *

** A idade de Charles C. Finn é um mistério entre seus fãs. A família, embora possua um site muito carinhoso onde se encontra o poema original e outros textos do mesmo autor, não revela em momento nenhum a idade do autor. Como sabemos que Finn publicou seu texto em 1966 no início de sua carreira como professor, podemos calcular que ele tinha seus vinte e poucos anos.

Referências / Para saber mais

http://www.poetrybycharlescfinn.com/pleasehear.html

http://www.jwjonline.net/poems/poem/mask/

http://www.reflexos-da-alma.com/mascaras.html

http://thinkexist.com/quotes/charles_c._finn/

http://www.bookfinder.com/author/charles-c-finn/

 

*** Por favor, prestigie o autor do poema visitando seu site: www.poetrybycharlescfinn.com/ Please, let´s prestige Poet Charles C. Finn. Visit his webpage (adress above) ***

Minha aparência é tranqüila, mas é apenas uma aparência, é uma máscara superficial, mas é a que sempre varia e esconde.
Por baixo não há tranqüilidade, complacência ou calma.
Por baixo, está meu mal em confusão, medo e abandono.
Mas eu oculto tudo isso, pois eu não quero que ninguém veja.

Fico em pânico ante a possibilidade de que minha fraqueza fique exposta,
e é por isso que eu crio máscaras atrás das quais eu me escondo com a fachada de quem não se deixa tocar,
para me ocultar do olhar que sabe.
Mas esse olhar é justamente minha salvação. Eu eu sei disto.
É a única coisa que pode me libertar de mim mesmo, dos muros da prisão que eu mesmo levantei,
das barreiras que eu mesmo tão dolorosamente construo.

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vilma-guimaraes-rosa-grande-sertao-variacoes-moschella

Há algum tempo divulguei o excelente blog Escuta! Acabo de ter a otícia que seu autor foi premiado, ainda não pelo blog em si, mas por mais uma de suas iniciativas. Criativo, original e extremamente belo, Alexandre Moschella criou um recital onde intercala citações de Grande Sertão: Veredas e composições de Villa-Lobos – e cá entre nós, o fez de forma sublime (quem já ouviu poderá confirmar, fui por graça do destino um dos privilegiados).

Depois do cancelamento do apoio à turnê europeia do espetáculo Grande Sertão: Variações (veja post aqui), uma boa notícia: a Funarte acaba de premiar o projeto de autoria de Alexandre Moschella com a Bolsa de Circulação Literária (confira a notícia no site). O projeto é o único entre os premiados que utiliza a música erudita como canal de divulgação da literatura.

Como diz Alexandre em seu blog:

“É uma felicidade saber que os trechos de Guimarães Rosa, acompanhados pela música de Villa-Lobos e outros, vão passear pelo Brasil nos próximos meses, com apresentações do espetáculo em duas regiões: Sudeste (São Paulo e Minas) e Nordeste (Pernambuco)”.

A última apresentação desse recital, até agora, fora oferecida à filha do escritor, Vilma Guimarães Rosa, durante evento na USP (foto acima).

Parabens ao amigo Alexandre pelo sucesso, que possa se propagar aos quatro cantos do mundo.

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Quem leu e gostou os clássicos da literatura infanto-juvenil modernos, como Harry Potter e Eragon, agora pode descobrir uma nova saga de fantasia que promete dar muito o que falar. Trata-se da Saga de Alamar, romance inédito onde uma guerreira lendária segue no tempo ao momento em que seu mundo encontra-se em grava crise. Da premiada autora portuguesa Diana Franco, prodígio da literatura com apenas 17 anos, uma história imperdível.


(2010) A Saga de Alamar – Início
(Romance)

Sinopse: “Início” é o primeiro livro de “A Saga de Alamar”, um romance que nos traz o mundo do fantástico, numa linguagem pródiga. Fluidez narrativa e imaginação é o que o leitor vai encontrar neste volume.

ISBN: 978-989-8261-93-9 – Pág.: 164 – PVP: € 15,00

Saiba mais: http://www.temas-originais.pt/index.htm

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