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Archive for the ‘Músicas, músicos e afins’ Category

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Olá amigos,

Muitos estão curtindo saber mais sobre o Butô e o mestre Kazuo Ohno. Separei aqui um conjunto de links e indicações de livros lindos sobre o tema, para facilitar o encontro.

Que desfrutem! (Arnaldo)

Livros:

Writing on Drawing: Essays on Drawing Practice and Research: Por Steve Garner

 The Wise Body: Conversations with Experienced Dancers Por Jacky Lansley,Fergus Early

Na Internet:

 https://patricianoronha.com/2008/04/04/segundo-kazuo-ohno/

http://alfarrabio2.blogspot.com/2008/03/exposio-kazuo_25.html

https://en.wikipedia.org/wiki/Kazuo_Ohno
https://pt.wikipedia.org/wiki/Butoh

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sweeney

O barbeiro demônio retorna em alto nível

Em curta temporada, montagem do diretor João Gofman emociona plateia e traz aos palcos cariocas o gênero comédia-terror

 

Por Arnaldo V. Carvalho

 

No pequeno teatro da Biblioteca Parque Estadual, no centro da cidade do Rio de Janeiro, um seleto público se emocionava na estreia de Sweeney Todd: O Barbeiro Demônio da Rua Fleet.

 

Conhecida no Brasil principalmente através do filme hollywoodiano de Tim Burton (estrelado por Johnny Depp e Helena Bonham Carter), a história do barbeiro tem origem no século XIX, publicada em jornais dedicadas ao gênero da época. Mas ficou mesmo conhecida do público atual através do musical da Brodway que modernizou o roteiro e já teve dezenas de versões e montagens.

 

Esse musical vai agradar a um público maior do que os fãs do gênero: quem aprecia enredos que misturam comédia e horror encontram no Sweeney do diretor João Gofmann uma refinada combinação, onde é possível se arrepiar segundos antes ou após uma bela gargalhada.

 

Das sombras do bosque para o terror doentio da cidade

 

Ano passado João Gofman e o Utópico brindaram o teatro carioca com a divertidíssima montagem de Into the Woods. Com um elenco de primeira e muitas inovações cênicas, foi sucesso de público e crítica. Da experiência super bem sucedida, que encheu o principal teatro da UERJ, Gofman preservou talentos como a diretora de arte Evelyn Cirne, que parece ter alcançado seu ponto alto, com um figurino impecável e um cenário funcional e criativo, e ao mesmo tempo com a dose de vazio necessária ao abrilhantamento dos atores e seus personagens. Também o jovem versionista Victor Louzada, que em poucos anos tem se mostrado o mais profícuo e competentes dos tradutores de musicais, o que é uma arte rara. Gofman também avançou no processo da preparação de atores, que levou seis meses intensos, sobre os quais o diretor previu aqui. E finalmente, deu a virtuosa Roberta Galluzzo, que protagonizou Chapeuzinho Vermelho na peça anterior, um papel de donzela “fora de padrão”, compondo um dos trunfos de originalidade da peça: personagens repaginados e prontos para o mundo da diversidade.

 

Ousadia do diretor: aposta em talento, sem preconceitos

 

Uma donzela “fofinha” (gordinha não tem que fazer só a engraçadinha, e pode sim fazer drama e viver romances), Sweeney e Lovett protagonistas londrinos encarnados em atores negros (negro pode ser protagonista, e inglês não tem que ser branco), um bedel, também negro, magro e grandalhão (normalmente o personagem é retratado como “o gordinho baixo, atrapalhado e arrogante”). Ao inovar na desconstrução dos estereótipos emprestados aos personagens durante décadas, e optar por talento acima de aparências, o resultado final do trabalho do diretor é oferecer a plateia um universo de personagens clássicos com novos e incríveis temperos. Incrível como um detalhe tão sutil conta pontos em uma sociedade que finalmente permite-se a discutir sobre preconceito, intolerância e inserção social.

 

Não bastassem boas ideias, o elenco possui um trio de talentos de tirar o fôlego. Muita atenção aos intérpretes de Sweeney, Juiz e o algoz do barbeiro demônio, Pirelli. Juntos, roubam a cena uns dos outros, o tempo todo. Porque são simplesmente divinos, completos. Em voz e movimento. Atores de nível profissional, que poderiam estar atuando nos melhores teatros do país ou fora. Porque cantam, dançam e interpretam como se os papeis tivessem nascidos para eles. Mérito do diretor, deles próprios ou da sinergia entre todos? Creio que todas as respostas se aplicam. Talvez se reclame que o ator que faz Sweeney Todd seja um pouco jovem para o personagem, que certamente não é jovem. Mas garanto: dê a esse grupo mais recursos e o pecado da juventude do personagem se desfaz já não mais só no vozeirão e banho de expressividade do ator Dennis Pinheiro – maquiagem e luz sofisticada custam caro.

 

Para quem gosta dos detalhes por trás de tudo, a peça possui coro e orquestra ao vivo, e é de tirar o fôlego.

 

Eu fui no primeiro sábado. O que dizer? Encanto. Para mim, foi uma noite inesquecível, em que me diverti muito. Os mais críticos poderão talvez reclamar de limitações na iluminação (o teatro possui dificuldades técnicas importantes que impedem um trabalho melhor), ou de certa imperfeição no cantar de Miss Lovett, mas o todo é tão bom, os personagens e texto são tão incríveis, a música, os músicos e os atores são talentosos que tudo o mais compensa. Aliás, a atriz Jéssica Freitas, ao interpretar Lovett, é tão deliciosamente natural, com uma movimentação no palco e uma interpretação tão maestral, que é capaz de brincar até com seus erros, transformando o que poderia ser seu ponto fraco em motivo para mais risadas – e aplausos.

 

É muito difícil ir aos extremos entre drama, comédia, horror. E essa trupe – Utópico Coletivo de Teatro – consegue tirar isso da peça. Para além da encenação, profundo respeito com o público: peça começou na hora, tempo de intervalo enxuto, mimos especiais na saída (não conto!).

 

Adorei mesmo e pretendo ver de novo enquanto é tempo.

 

Sweeney Todd: O Barbeiro Demônio da Rua Fleet está em cartaz na Biblioteca Parque Estadual, no Centro da cidade do Rio de Janeiro, de quarta a sábado as 19H. Esta é a última semana.

 

Para saber mais sobre a peça, endereços, etc.:

 

*   *   *

 

* Arnaldo V. Carvalho, blogueiro, terapeuta, meio politizado e meio artistizado, pai, escritor e crítico do que vê e gosta.

 

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With My Own Two Hands – Com Minhas Próprias Mãos

(autor: Jack Johnson > interpretado por Ben Harper)

 

I can change the world

With my own two hands

 

Make it a better place

With my own two hands

 

Make it a kinder place

With my own two hands

 

With my own

With my own two hands

 

I can make peace on earth

With my own two hands

 

I can clean up the Earth

With my own two hands

 

I can reach out to you

With my own two hands

 

With my own

With my own two hands

 

I’m going to make it a brighter place

With my own two hands

 

I’m going to make it a safer place

With my own two hands

 

I’m going to help the human race

With my own two hands

 

With my own

With my own two hands

 

I can hold you

With my own two hands

 

I can comfort you

With my own two hands

 

But you’ve got to use

Use your own two hands

 

Use your own

Use your own two hands

 

With our own

With our own two hands

 

With my own

With my own two hands

 

 

Eu posso mudar o mundo

Com as minhas próprias mãos

 

Torna-lo um lugar melhor

Com as minhas próprias mãos

 

Torna-lo um lugar mais amável

Com minhas próprias mãos

 

Com minhas próprias

Com minhas próprias mãos

 

Eu posso fazer paz na Terra

Com minhas próprias mãos

 

Eu posso limpar a Terra

Com minhas próprias mãos

 

Eu posso chegar até você

Com minhas próprias mãos

 

Com minhas próprias

Com minhas próprias mãos

 

Eu vou fazer dele um lugar mais brilhante

Com minhas próprias mãos

 

Eu vou fazer dele um lugar seguro

Com minhas próprias mãos

 

Eu vou ajudar a raça humana

Com minhas próprias mãos

 

Com minhas próprias

Com minhas próprias mãos

 

Eu posso segurar você

Com minhas próprias mãos

 

Eu posso confortar você

Com minhas próprias mãos

 

Mas você tem que usar

Usar suas próprias mãos

 

Use suas próprias

Use suas próprias mãos

 

Com nossas próprias

Com nossas próprias mãos

 

Com minhas próprias

Com minhas próprias mãos

 

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De tudo aqui, arrisco dizer que Reich só não concordará que “o amor só é bom se doer”. Nem eu!

Vai, vai, vai, vai amar! Vai, vai, vai, vai  sofrer! Vai, vai, vai, vai chorar! Vai, vai, vai, vai dizer!

Vai, vai, vai, vai VIVER!

e VIVA VINÍCIUS!


O homem que diz “dou” não dá
Porque quem dá mesmo não diz
O homem que diz  “vou” não vai
Porque quando foi já não quis
O homem que diz “sou” não  é
Porque quem é mesmo é “não sou”
O homem que diz “estou” não  está
Porque ninguém está quando quer
Coitado do homem que cai
No canto  de Ossanha, traidor
Coitado do homem que vai
Atrás de mandinga de  amor

Vai, vai, vai, vai, não vou
Vai, vai, vai, vai, não vou
Vai,  vai, vai, vai, não vou
Vai, vai, vai, vai, não vou
Que eu não sou ninguém  de ir
Em conversa de esquecer
A tristeza de um amor que passou
Não, eu  só vou se for pra ver
Uma estrela aparecer
Na manhã de um novo  amor

Amigo sinhô
Saravá
Xangô me mandou lhe dizer
Se é canto de  Ossanha, não vá
Que muito vai se arrepender
Pergunte pro seu Orixá
Amor  só é bom se doer

Vai, vai, vai, vai amar
Vai, vai, vai, vai  sofrer
Vai, vai, vai, vai chorar
Vai, vai, vai, vai dizer
Que eu não  sou ninguém de ir
Em conversa de esquecer
A tristeza de um amor que  passou
Não, eu só vou se for pra ver
Uma estrela aparecer
Na manhã de  um novo amor

Link:  http://www.vagalume.com.br/toquinho-e-vinicius/canto-de-ossanha.html#ixzz2FoOBHDPI

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De voz doce e energia contagiante, Alê Kali é cantora que merece ser ouvida e colocada entre algumas das mais belas vozes da MPB contemporânea. Já tem uns dias que tive notícias que a a moça, de quem sou amigo e fã, desembarcara a Paris para shows. Trés chic! Anos atrás, foi ela que me contou que “baiano não nasce, estreia”. Nessa época, fui o privilegiado de escutar algumas de suas primeiras gravações, reunidas num lindo CD “rouge et noir”, cujas fotos você confere em primeira mão aqui no Blog.

Essa é meu humilde desejo de que a moça tenha todo o sucesso que merece em sua fase mais internacional.

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Alexandre Moschella

violão e narração

Não perca esta viagem musical pelo grande sertão em Garanhuns!

 Grande Sertão: Variações

Uma viagem musical pela obra de Guimarães Rosa.

Com o premiado violonista clássico Alexandre Moschella.

No Centro Cultural Alfredo Leite Cavalcanti – Teatro Luiz Souto Dourado – Antiga Estação Ferroviária – Centro

Sábado, 14 de maio, 19h

Domingo, 15 de maio, 15h

ENTRADA FRANCA

Qual música está dentro do grande sertão?

Qual é o grande sertão que está dentro da música?

O espetáculo grande sertão: variações é uma viagem por palavras e sons. As palavras vêm do romance ‘Grande Sertão: Veredas’, do escritor mineiro João Guimarães Rosa (1908-1967). No livro, o ex-jagunço Riobaldo conta suas aventuras guerreiras e espirituais, em uma linguagem profunda e criativa. A obra é um universo infinito de atmosferas e sensações. Às vezes, as palavras são tão bem escolhidas e organizadas pelo escritor que sugerem música.

No espetáculo, o jornalista e músico Alexandre Moschella alterna a leitura de trechos do livro com a apresentação de peças clássicas para violão escritas por compositores contemporâneos de Guimarães Rosa.

Muitos elementos aproximam texto e música. Pode ser uma indicação direta: o Prelúdio número 1 de Villa-Lobos leva o subtítulo de “Homenagem ao sertanejo”, personagem central da obra rosiana. Pode ser um parentesco sonoro: as sílabas “ser-tão” encaixam-se perfeitamente nas duas primeiras notas do Prelúdio número 1. Ou ainda a sugestão cênica, como o ritmo endiabrado de Elogio de la Danza, de Leo Brouwer, acompanhando uma das imagens mais fortes da obra de Guimarães Rosa: “O diabo na rua, no meio do redemunho.” A melhor associação, no entanto, é aquela que não se explica pela técnica ou pelo intelecto, mas se revela sem avisar no universo sonoro, tal uma magia rosiana – na entrelinha do texto ou no silêncio entre as notas.

O que você escuta entre as palavras? E nas pausas da música? Pode ser o mistério do grande sertão e suas veredas. Riobaldo, o herói do livro, diz: “O sertão está em toda a parte”.

Também podemos dizer: “O som está em toda a parte”.

PROGRAMA

Heitor Villa-Lobos (Brasil, 1887-1959)

Valsa-Choro

Convite à viagem pelo sertão. Convite ao sonho.

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Heitor Villa-Lobos

5 Prelúdios

Prelúdio n. 1 – “O sertão está em toda a parte.”

Prelúdio n. 2 – O singelo encontro com uma prostituta… que tem todos os dentes.

Prelúdio n. 3 – “Saudades, dessas que respondem ao vento; saudade dos Gerais.”

Prelúdio n. 4 – Cruzando a terra árida.

Prelúdio n. 5 – O amor, o medo, a coragem. Estamos perto do que é nosso, mas não sabemos.

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Marlos Nobre (1939)

Momentos I

Rastejando no mato, preparando a emboscada.

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César Guerra-Peixe (1914-1993)

Prelúdio n. 4

Prelúdio n. 5

“O diabo não há! (…) Existe é homem humano. Travessia.”

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Leo Brouwer (Cuba, 1939)

La Espiral Eterna

“Tudo o que já foi, é o começo do que vai vir.”

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Leo Brouwer

Elogio de la Danza

“O diabo na rua, no meio do redemunho…”

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Pois é, eu toquei violão na adolescência, nessas rodinhas de amigos a cantar junto… Músicas pop e rock, brasileiras e gringas, lá estavam elas, nos alegrando. A maioria desse tempo pega o jeito rápido para as batidas comuns, toca um pouquinho, mas aí vem a chata da adultice e o violão fica pegando poeira, os dedos enferrujam, não se evolui… Mas fica o sonho. “Um dia vou tocar de novo o violão”. E ao sonho acrescenta-se doses de adultice: “É só passar essa fase, os filhos já crescem e o dinheiro estabiliza, arrumarei um tempo, estudarei violão e tocarei ainda melhor que antes”
Pois é, nas peripécias violonisticas tardias da adultice, e pelas vias no meu caso mais naturais mas ao mesmo tempo mais inesperadas, acabei conhecendo há algum tempo um casal de violonistas (ela também alaudista): Alexandre Moschella e Fernanda Bertinatto, que tem um som imperdível. Eles é que me apresentaram o site do Movimento Violão, e me contaram que o DVD 2010 desse movimento estava lá no youtube, e é daí que estou aqui para dar a notícia. Mas o que é o Movimento Violão?
Eu não sabia! fui descobrir isso no site deles, http://www.movimentoviolao.com.br, que reúne diversos dos grandes violonistas contemporâneos. Então para não estragar a surpresa, fico aguardando os comentários de quem visitou.. e curtiu. Você sabia que a história do violão começou há mais de 2000 anos? Sabia que o todo mês tem festival de violão em três cidades paulistas reunindo  o que há de melhor do Brasil e exterior?
Se você um dia começou a tocar e parou, vai querer voltar. Se nunca tocou, vai querer aprender. E se não é doente do ouvido, vai apreciar… e se emocionar.

Abaixo, segue seleção de faixas disponíveis no youtube gratuitamente pelo próprio Movimento Violão:

O DVD do Movimento Violão estará sendo disponibilizado na íntegra no youtube no canal movimentoviolao2010.

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