Eu sei mas não devia

Não é? (Para ler até o fim, é necessário clicar no “continuar lendo”, e assim você vai para o blog que publicou originalmente o texto!)

Sarau Benedito

Marina Colasanti

Marina Colasanti

Eu sei que a gente se acostuma. Mas não devia.
A gente se acostuma a morar em apartamentos de fundos e a não ter outra vista que não as janelas ao redor.
E porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora.
E porque não olha para fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas.
E porque não abre as cortinas logo se acostuma
a acender cedo a luz.
E a medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.
A gente se acostuma a acordar de manhã
sobressaltado porque está na hora.
A tomar o café correndo porque está atrasado.
A ler o jornal no ônibus porque não pode perder o tempo da viagem.
A comer sanduiche porque não dá para almoçar.
A sair do trabalho porque já é noite.
A cochilar no ônibus porque está cansado.

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Tinha de ser Mia Couto!

Mia Couto – Wikipédia, a enciclopédia livre

“Nós quase nada sabemos sobre os vírus e as bactérias. E essas duas entidades são a base da própria vida. Dizemos que essas criaturas são invisíveis apenas porque nós não as podemos ver. Chamamos-lhe de micro-organismos. Custa-nos a admitir, mas quem controla a existência e a evolução da vida são essas criaturas ditas invisíveis. Não somos nós. Essas criaturas estão, nesse sentido, mais próximas de Deus do que nós”.
(Mia Couto, poeta e biólogo 1955-)

Autocrítica, virtude cada vez mais escassa e cada vez mais urgente

Republico aqui o artigo de Leandro Konder sobre a importância da autocrítica. Filósofo marxista, em algum momento do texto ele dialoga mais diretamente com seus companheiros. Mas a ideia de “curriculum mortem”, de que está na hora a sociedade assumir suas chagas, assim como seus indivíduos, é para todos nós. Espero que o texto permita reflexões.

(Arnaldo V. Carvalho)

 

Nota: O texto está depositado no Scribd. Quem preferir, pode ler direto no site ou mesmo ir lá para fazer download: https://www.scribd.com/document/458964326/Curriculum-Mortem

 

Quem é o opressor?

Bertold Brecht: Teatro e Poesia (Download)

Da Violência

Do rio que tudo arrasta se diz que é violento.

Mas ninguém diz violentas

As margens que o comprimem.

(Bertold Brecht – 1898-1956)

(Tradução do escritor português Arnaldo Saraiva (1939-)

trânsito.

Resultado de imagem para cecília meireles“Nasci aqui mesmo no Rio de Janeiro, três meses depois da morte de meu pai, e perdi minha mãe antes dos três anos. Essas e outras mortes ocorridas na família acarretaram contratempos materiais, mas, ao mesmo tempo, me deram, desde pequenina, uma tal intimidade com a morte que docentemente aprendi essas relações entre o efêmero e o eterno (…) Em toda a minha vida , nunca me esforcei por ganhar nem me espantei por perder. A noção ou sentimento da transitoriedade de tudo é o fundamento mesmo da minha personalidade”.

Cecília Meireles (1901-1964)

Em meio a pressão, estamos quebrando? Uma nova chance ao amor, por favor!

Insanity laughs, under pressure we’re breaking
Can’t we give ourselves one more chance
Why can’t we give love that one more chance
Why can’t we give love?

Do Bowie e do Queen, uma pérola de sabedoria, com muita sintonia com o agora. Conheça a letra. (Arnaldo)

Letra e sua tradução: https://www.letras.mus.br/queen/64294/traducao.html

Porque não se isolar do falastrão nazista:

“Como era tentador, por exemplo, simplesmente ignorar o falastrão nazista. Mas por mais sedutor que possa ser render-se a tais tentações e isolar-se em sua própria psique, o resultado sempre será uma perda do humano junto com a deserção da realidade”.

Hanna Arendt, filósofa alemã-judia (1906-1975)

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