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Archive for the ‘terapia corporal’ Category

BABY MASSAGEM
Curso de Massagem em Bebês

com Arnaldo V. Carvalho

O que é a Massagem para Bebês

As massagens em bebês sempre existiram na humanidade, como instrumento de cura, desenvolvimento e comunicação. Com o tempo isso foi se perdendo, o que prejudica a saúde e as relações familiares.

Contudo, muitas culturas mantiveram essa saudável prática, assim como psicomotricistas, terapeutas, médicos e pais do mundo inteiro iniciaram um caminho de resgate à essas antigas práticas, tão naturais quanto nascer.

Os bebês são particularmente suscetíveis aos estímulos táteis de diversos tipos.

Ao serem tocados, reagem imediatamente produzindo substâncias que podem aliviar cólicas e outros desconfortos típicos do amadurecimento corporal dessa idade.

O cérebro do bebê acelera seus processos cognitivos e a compreensão de mundo se dá mais facilmente.

O bebê se torna mais feliz, mais regular, mais ativo, mais adaptável.

A família inteira será contaminada por essa energia de harmonia, que só um bebê feliz pode oferecer!

Público-alvo:

É recomendado a todos os pais e parentes que estarão em contato direto com um bebê de colo. Também é útil para profissionais de saúde que cuidam de bebês ou que possam vir a prestar orientação à família do bebê.

Objetivos: Ensinar um método simples e útil de massagem para bebês, com segurança e prazer.

Programa Básico (Carga horária 8H):

O desenvolvimento psicomotor do bebê e como interagir com ele; Utilização de óleos vegetais em massagens e banhos para bebês; Como lidar com alergias, cólicas e outros problemas simples; A forma de tocar o bebê em cada uma de suas fases – rotinas de massagem.

Técnicas: Holly touch (Massagem com bebê em semi imersão e óleos essenciais especiais), Shantala, Toque de Borboleta (precognizado pela psiquiatra infantil Eva Reich, filha de Wilhelm Reich – Terapia Reichiana), Shiatsu para bebês.

Em todos os cursos são propostas vivências que se intercalam com a teoria. As aulas são dinâmicas e interativas.

Data e Local das Próximas Turmas :

Ministrado sempre por convite e por isso mesmo nem sempre divulgado. Quando o for, basta consultar a Agenda Portal Verde

Certificação Especial e Apostila Completa Grátis

Professor:

ARNALDO V. CARVALHO
Terapia Corporal / Naturopatia

Pai de cinco filhas, fundador do Portal Verde, do site Calor Humano, do Projeto Parapapais, é Professor de Terapias Corporais e criador do Shiatsu Emocional; participa de movimentos em favor da gestação e do parto humanizado desde 1999, tendo formação em Gestação e Parto Ecológico com Heloísa Lessa, Laura Uplinger e Michel Odent. Vem estudando e desenvolvendo protocolos e técnicas de massagem para bebês desde esse tempo.

“Os pais pensam que quando estão massageando os bebês estão fazendo um bem ao mesmo. Não percebem que eles mesmos estão aumentando o vínculo com a energia pura do bebê, tornando-se pessoas melhores. A massagem no bebê não é só benéfica ao pequenino; é para ele e quem com amor o massagear. Assim que o bebê percebe o toque amoroso, torna-se reage imediatamente e se torna mais seguro e passa com mais facilidade pelos desafios de sua idade”.

*   *  *

PERGUNTAS FREQUENTES

1. O que esperar do curso de Massagem em bebês?

R – Deve-se esperar um curso eminentemente prático, cujas informações seguras sobre o como fazer e o que se está beneficiando a cada movimento e toque serão cuidadosamente detalhados.

2. Que teorias preciso conhecer para fazer uma massagem segura em um bebê?

R – Você precisa de sensibilidade. Há poucos profissionais que ensinam técnicas sutis pois não é fácil ensinar como ter sensibilidade ou mesmo bom senso. Nosso curso ensina as teorias biomédicas mais importantes para a prática segura. Mais ainda, ensina protocolos seguros e corrige com atenção cada detalhe nas práticas dos alunos, para que todos estejam seguros em praticar desde o princípio.

3.Que benefícios meu bebê poderá ter?

R – A primeira coisa que se observa em um bebê que recebe massagens regulares é a qualidade geral do vínculo familiar. O bebê se sentirá mais seguro, terá um sono melhor, será mais regular nas refeições, será mais risonho e ainda mais curioso. O segundo benefício é um grande avanço na coordenação motora, no aumento de tentativas de sucesso, e por fim, na cognição geral.

4. Ainda vou ter meu bebê. Posso fazer o curso?

R – Pode. Gestantes e pais que ainda terão seu primeiro bebê têm uma vantagem e uma desvantagem ao fazer esse curso previamente. A vantagem é que já será possível iniiciar um processo de contato tátil mesmo com o bebê dentro da barriga. Além disso, o bebê poderá receber massagens já nos seus primeiros dias de vida, o que é bom demais para ele e seu pai e mãe. A desvantagem é que o bebê terá que ser substituído por uma boneca ao longo da aula. E, cá entre nós, o bebê é sempre insubstituível né?

5. É necessário levar meu bebê para o curso?

Não é obrigatório, mas ele é muito bem vindo! Porém, será preciso um acompanhante que possa ficar com ele nas horas em que o(a) aluno(a) estiver aprendendo coisas não práticas.

6. Trabalho na área de saúde (medicina, psicologia, terapia corporal etc.) Esse curso seria útil para mim?

R – Sim, será muito útil, pois assim você poderá ensinar à seus clientes/pacientes sobre algo realmente inovador e que pode prevenir um grande número de problemas no bebê, como também ao longo da vida deste serzinho.

7. Esse curso tem algo a ver com Shantalla?

R – Tem sim. A shantala é uma das técnicas do curso. Shantala, por curiosidade, é uma massagem tradicional indiana, divulgada no ocidente por Frederick Leboyer, o “pai” do parto humanizado.

 

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Há muitos anos não dava esse curso… Está remodelado, enxuto, e segue muito bonito, um trabalho sensível que me emociona.

Escola de Shiatsu SHIEM

shiatsu_casais

Curso

Shiatsu para Casais

com Arnaldo V. Carvalho

O que é:

Oficina para leigos e profissionais.

Casal Pleno é um curso onde se pode aprender técnicas corporais fáceis de serem incluídas no dia a dia. Através de pressões nos pontos de energia (do-in), e ao longo dos meridianos (Shiatsu), é possível ajudar o companheiro a resolver dores de cabeça, ansiedade, stress, dores nas costas, entre outros A partir do momento em que passamos a exercitar uma nova forma de cuidar do outro, a harmonia do casal cresce e a renovação dos sentimentos se torna constante. Introduza maneiras de ajudar o outro com massagens orientais para aliviar problemas mais comuns (dor de cabeça, peso nas pernas, alergias, ansiedade, stress, entre outros), e aprenda ainda a utilizar a Aromaterapia para equilibrar o relacionamento. “Com técnicas simples nosso dia a dia com quem a gente ama pode ficar ainda melhor, e isso se…

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Por Arnaldo V. Carvalho

Volta e meia escuto de algum cliente ou mesmo amigo: “a terapia me faz muito bem, mas estou com medo de ficar dependente dela”. A uma pessoa que muito quero bem, escrevi umas linhas, que publico aqui com acréscimos, por achar que pode ser útil a todos que têm essa dúvida e/ou esse medo.

Esse conceito de dependência e tão relativo!

Para mim, ele é relacionado com a turma das coisas que dão prazer mas não fazem bem e as coisas que não dão prazer e fazem bem. Explico, no mundo tem quatro tipo de ação ou experiência que você pode fazer/viver:

  • As que não fazem bem e não dão prazer (todo mundo quer distância!)
  • As que não fazem bem mas dão prazer (aí mora o perigo, tem um monte de coisa que dá prazer mas não faz bem – e muitas delas viciam).
  • As que fazem bem mas não dão prazer (de remédio ruim, passando por dieta a academia de ginástica, essa é a turma das coisas que não encontra com facilidade uma adesão permanente. Elas até podem fazer bem, mas geram resistência nas pessoas, que precisam sentir prazer no que fazem para aderir legal. Aí é que as pessoas começam e param, começam e param essas coisas, repetidamente!)

E, finalmente…

  • As ações/experiências que fazem bem e dão prazer (tem um monte! Mas as pessoas estão tão condicionadas que já não conseguem aderir de forma concreta, mesmo que seja uma maravilha em todos os sentidos. Exemplo: um casal de amigo chama o leitor para jantar com eles. O jantar foi maravilhoso, comida super saudável, diferente. O leitor chega a pegar a receita dos pratos… Mas ela fica esquecida, e o leitor segue comendo tudo o que comia antes…)

Se uma terapia oferece algum benefício (ex: fazer refletir) mas nenhuma forma de prazer (ex: encontrar respostas), a pessoa desanimará e não ficará. Se, ao inverso, ela oferecer um prazer, mesmo que secundário (ex: alívio ao despejar os problemas em um ambiente neutro, dando-se a sensação de ter “colocado para fora”), mas não faça bem (a terapia bem orientada deve oferecer ferramentas para que a pessoa LIDE e/ou transforme o que foi externado), essa terapia será inconsistente, e a chance da pessoa se ver como uma “viciada” é enorme! Ela sentirá alívio, mas não mudará seus padrões, e assim as fontes de angústia permanecerão em sua vida, estabelecendo um ciclo vicioso.

Esse artigo é sobre a BOA terapia, a terapia bem feita, a que funciona em função da competência do profissional, da vontade do indivíduo e da qualidade de vínculo ou parceria entre terapeuta e cliente.

Aquilo que é bom, dá prazer e faz bem é o que onde vale fazermos brotar a sintonia constante, que é o inverso do vício. É o peixinho q limpa o tubarão, o alimento para  a alma.

Houve um tempo em que grandes pensadores se pensaram vítimas do nós, e desejaram ser “livres” de gente, da sociedade, de Deus, das próprias neuras… Direito legítimo, eles reivindicaram a autonomia do Eu. Mas… A autonomia eremítica é de fato da natureza humana? As vantagens da convivência não criaram aliás, toda uma categoria de animais coletivos, à qual o Homo sapiens encontra-se inserida?

– Xoooô Nietzsche! – Sem pensar esse incrível filósofo desejou ser superultraindependente e ainda chamou isso (esse) de Übermensch (ultra-homem!). Criptonita nele!Mas tudo bem. No contexto sufocante século XIX e suas cristiandades radicais e partidas ele precisava romper. Precisava de seu ultrahomem para sobreviver psiquicamente, tanto quando adesões às suas ideias (todo autor quer ser lido!).

Ultra-independência, ultra-autonomia, quem tem é a ameba, que é unicelular. Só no corpo de uma pessoa habitam mais de 100 TRIlhões de bactérias, sem as quais morreríamos! Dependemos da vida na Terra e do que vem do Espaço para vivermos. Dependemos uns dos outros, e toda essa energia. Se isso pode ser chamado de “Deus”, então ele não tem nenhuma chance de estar morto.

A sintonia constante com o que é bom de fato é sempre não impositiva, sem prejuízo para quaisquer das partes, e aliás, com benefícios para todas elas. É o bom hábito, a coisa que se termina a gente fica com saudades também boas. é o desencontro para o crescer. É o filho que fala para o pai: “chegou a hora de eu seguir pai!”. É o desenlace inesquecível que marcará a vida dos dois para sempre – mas que se compreende com tal força que não há resistências ou desejos de voltar atrás.

Assim também acontece com a boa terapia, onde o profissional atento encontra-se cúmplice do olhar do cliente, que após processo bem sucedido, não importa se mais ou menos longo, saberá despedir-se do setting terapeutico, senão permanentemente, até que surja um outro ciclo de necessidades do corpo, da mente, da alma (indivisíveis).

Somos sociais, sociáveis, precisamos, adoramos e merecemos todo o contato de cuidado, que são e prazerosos num só tempo.

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O Terapeuta Nu: Diálogo imaginário com Wilhelm Reich

ou De quando o terapeuta participa da resistência terapêutica com suas próprias neuroses

 

Por Arnaldo V. Carvalho (abril 2014)

 

Converso sempre com meus professores. Um deles é Wilhelm Reich (1897-1957), um dos maiores cientistas da natureza humana de todos os tempos. Meu Professor Reich – construído de leituras e devaneios –, é um sujeito extremamente objetivo, sempre com aquela paciência encurtada para com tudo o que crio em meu mar de ilusões, tudo o que me afasta da realidade.

Certa vez, reclamei com Reich a propósito das resistências surgidas em terapia.

– Reich, as pessoas não aguentam muito tempo.

– Diabos, é você que não os aguenta.

– Mas professor, faço meu trabalho direitinho… Acredito que estabeleço o contrato terapêutico adequadamente, explico minuciosamente que, por melhor que façamos, a psique não se reintegra da noite para o dia e, de quando em quando, incentivo-os a perceber o próprio progresso.

– Você não os aguenta, Arnaldo. Não suporta que o abandonem.

– …

– Sua necessidade os transforma em tiranos, tanto quanto há bebês tiranos a controlar suas mães. Afinal, você é ou não é uma mãe para eles?

– (voz embargada) Deixe disso Reich.

– É ou não é?

– Se está se referindo ao fato de tratá-los com o carinho que um ser humano merece, pode ser.

– E o seu orgulho de ser “humano”, facilitando horários, pagamentos, permitindo que eles ditem o ritmo da terapia, e usem todas as máscaras que desejam e os mantém confortáveis dentro do setting terapêutico? Isso é o quê? Você imita sua figura de referência Arnaldo, você quer ser a mãe sem fim que no final se estrepa – igualzinho a sua mãe. Seus “filhinhos”, nesse excesso de postura, às vezes vão embora antes de estarem equilibrados para isso.

– Já chega Reich! Também não sou como você! E, meus clientes também não são como os seus. Nosso mundo em meu tempo pede por mais suavidade, chegamos a um ponto onde, em contraste ao rigor agressivo nos inter-relacionamentos, há uma falta de Contato insuportável. Além disso, cada um tem seu ritmo, e preciso respeitar isso.

(Clap, clap – palmas irônicas surgem das mãos do professor):

– Bonito isso… – e mudando da ironia para a expressão de reprovação surpresa:

– E o que te faz pensar que dessa forma acaba por impedir que as pessoas amadureçam suas relações com frustrações? É assim que elas aumentarão o contato consigo mesmas, se apropriarão da realidade?!

Reich não pestanejou e seguiu disparando certeiro dentro do meu Ego.

– Já pensou que quando o sujeito procura sua terapia, está pedindo por uma mudança do velho ritmo? Que o modus operandi que ele utilizou até aqui mostrou-se um desastre? Então como é que se deixa a pessoa “conduzir a terapia em seu próprio ritmo”?

– Isso é verdade.

– Então como esperar mudança permitindo que ele fique no lugar comum que o levou até ali?

Reich já me tinha na palma de sua mão.  Mas, por algum modo inexplicável, seguia apostando em meu potencial. Resolveu sair da qualidade de atacante e, assumindo tom professoral, colocou-me em meu lugar, ao repetir aquilo que já havia me explicado um sem número de vezes.

– Em terapia sempre vai haver resistências. A mais grave é aquela que o terapeuta subsidia, através de suas próprias dificuldades emocionais. É assim que você, por exemplo, alimenta o bebê tirano que surge no processo transferencial de um cliente que te vê como figura paterna ou materna. Ele reassume o comando, e quando você finalmente decidir enfrentá-lo – provocando o sujeito ao apontar para esse aspecto regredido em sua personalidade –, ele cairá fora. Porque você deixou que se tornasse grande demais justamente o aspecto da psique bloqueado, que fará de tudo para permanecer.

– Parece que você fala como se esse “aspecto regredido”, como você nominou, fosse um ser vivo, com personalidade própria.

– Funciona como se tivesse. Aliás, não é você que, em textos e em sala de aula, tem falado dessa coisa de totens*, levando em conta que relacionamentos e  aspectos da psique funcionam com um ser vivo?  Então há uma vontade própria, sim desse aspecto regredido. Você mesmo teorizou que entre os princípios de todo o ser vivo está o desejo de permanecer. Ficou falando para mim sobre esse desejo, que é um mecanismo natural de sobrevivência, que está relacionado à punção de vida, mas que pode assumir um aspecto obsessivo… As fases, as divisões da psique, existem, tanto quanto existem diferente órgãos, diferentes funções do cérebro de acordo com suas zonas…

– … E todas as “partes” querem permanecer, só que a parte doentia precisa desaparecer, ou ser reintegrada, o que de certa maneira dá no mesmo. Mas isso tudo eu sei!

– Sabe, mas não aplica direito, porque ainda tem muita terapia para fazer como cliente, porque ainda não resolveu suas malditas couraças que construiu lá trás. Seu progresso é lento e isso pode ser um perigo potencial aos seus clientes. Sua fraca terapia deixa respirar e sustenta a praga emocional!

– Não Reich, aí também é demais. Isso não!

– Então mostre-me mais Herr Carvalho, eu quero ver.

Saí do papo com Reich revoltado, mal dei “tchau”. Era o que ele queria, afinal. Meus ombros ardiam, meus dentes cerravam, e senti vontade de jogar basquete. Lembrei, porém, de quando torci o pé ao jogar logo após um episódio de intenso sofrimento emocional. Então desisti. Usar um recurso que deveria ser positivo (esporte) para simplesmente me punir? Fiquei farto de mim mesmo nesse momento. Meu sangue em ebulição, porém, varria o inconsciente, juntava memórias. Era como se todos os anos de experiência como terapeuta e paciente passassem num só tempo por minha mente. O que me levava ali?

Minha própria resistência. Minha neurose adotou a estratégia de “misturar-se com o inimigo”, e assim, jamais ser descoberto. Isso é comum entre os terapeutas. Mas o meu Reich não deixava que isso passasse impune. Ele me denunciou a mim mesmo. Eu estava nu, e precisava escolher entre sentir vergonha fora da roupa ou assumir minha grandeza – que está em ser tudo e somente o que sou – e trabalhar direito.

 Arnaldo V. Carvalho é terapeuta, estudante da obra de Wilhelm Reich, aluno de Sylvio Porto.

 

* A teoria do Totem de Arnaldo V. Carvalho nada tem a ver com a noção psicanalítica de tabu/totem, mas se refere a natureza dos vínculos relacionais, originada a partir da combinação de facetas de personalidade dos componentes desse vínculo. A teoria do Totem está relatada em artigos de autoria e amplamente discutida no livro “Shiatsu Emocional Avançado” (no prelo).  

 

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Esse caso ocorreu entre 200 e 2004, e penso ter sido publicado no extinto Jornal Naturalmente, mas não estou certo. É útil em especial aos meus alunos, e novos terapeutas, no sentido de inspirar ao senso investigativo. O caso tem ainda alguns outros aspectos interessantes. Um deles diz respeito a uma observação quase sempre negligenciada em terapia corporal: o centro de gravidade de uma pessoa. Menciono ainda os testes de Hans-Kraus, tão pouco conhecidos no Brasil, e de utilidade imensa no campo das terapias. Como registro histórico de minhas pesquisas e contribuições, o caso finalmente revela os primórdios da associação toque-visualização, que depois ganharia fundamentação e corpo prático no trabalho original conhecido como Recepção Ativa. (Arnaldo) Avatar do blog atual

REEQUILÍBRIO CORPORAL

Por Arnaldo V. Carvalho

A AVALIAÇÃO

C. S. V., 26 anos, recém-casada, sem filhos. Procurou a terapia procurando livrar-se de dores que vinha sentindo no meio das costas, na altura do tórax. Seu desconforto era tamanho, que a dor passou a fazer parte de seu dia-a-dia. Fiz sua avaliação, e nela ficou constatado ansiedade (para que as coisas em sua vida “acontececem logo” – estabilidade financeira), uma operação de redução mamária e alguma deficiência intestinal, tendo sua alimentação provida de carnes, massas brancas e pouquíssimo valor fibroso.
Executei-lhe os testes Hans-Kraus (H-K), verificando que seus músculos abdominais e flexores da perna eram fracos.

CONDUTA

Qual era a resposta para seu tratamento? Poderia ser qualquer uma das coisas, poderiam ser todas somadas. Resolvi iniciar aplicando-lhe uma massagem corporal, baseada na calatonia de Pethö Sandor.

Assim, poderia fazer com que o próprio corpo encontrasse a chave para resolver seu problema.
Expliquei-lhe alguns exercícios para serem feitos em casa e lhe dei orientação nutricional.

Na segunda seção, C. S. V. relatou que a frequência das dores diminuíra, e que só as sentiu nos últimos três dias (houve um intervalo de uma semana).

Apliquei um novo teste, onde encontrei um indicativo de seu problema, na parte física. Após a redução mamária, seu corpo estava com o centro de gravidade – responsável pelo equilíbrio dinâmico e trocas de peso na coluna vertebral – deslocado.

A partir dessa conclusão, tudo ficou mais claro. Minha tarefa era, em primeira instância, fazer com que o corpo percebesse sua nova conformação. Continuei com as massagens e iniciei exercício de visualização, para que a mente começasse a reestruturar o corpo, e colocasse o centro de gravidade no lugar. A partir da terceira seção a paciente não tinha mais dores, mas segui com a mesma técnica por mais cinco seções, para confirmar o trabalho e certificar que o reequilíbrio corporal havia sido definitivamente recuperado. Na quinta seção, reapliquei os testes H-K e constatei sensível melhora. No primeiro, C. S. V. havia falhado em três testes. Neste em apenas um, e por pouco.
Da quinta seção em diante, fiz apenas exercício de manutenção e no sentido de aumentar seu equilíbrio emocional. Na oitava seção, encerramos o trabalho.

CONCLUSÃO

Embora a redução mamária tenha aumentado sua autoestima, seu corpo continuava se comportando de acordo com a configuração original. Parte disso se deve à inteligência corporal, nem sempre bem integrada com o consciente.
Fica a mensagem aos leitores do aspecto humano do terapeuta, que muitas vezes não pode efetuar uma avaliação conclusiva logo na primeira sessão. Contudo, o terapeuta logo de início deve ter humildade para indicar outro terapeuta e/ou tratamento caso ele não esteja certo de que pode cuidar do caso.

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