Feeds:
Artigos
Comentários

Archive for the ‘Uncategorized’ Category

Tenho ouvido de colegas que existem servidores estaduais do Rio de Janeiro que ainda caem na conversa fiada de que a privatização da lucrativa Companhia Estadual de Águas e Esgotos (CEDAE) tinha como causa prioritária a normalização do pagamento dos salários atrasados. Pois bem, hoje, exatas 48 horas após a Assmebleia Legislativa do Rio de […]

via Primeiro privatiza, depois bloqueia os servidores e aposentados que se explodam — Blog do Pedlowski

Read Full Post »

“O único movimento que tem significado é aquele que deriva da alma”.

Kazuo Ohno (1906-2010)

Resultado de imagem para kazuo ohno

Read Full Post »

Taxistas “do mau” queimam o filme dos demais

Por Arnaldo V. Carvalho

Tenho publicado artigos sobre a violência e antipatia dos taxistas em sua insana perseguição aos motoristas do Uber. É difícil as vezes de entender como profissionais que lidam com pessoas podem cometer hostilidades como a que temos reportado.

Quero acreditar que seja uma minoria os motoristas que fazem isso por pura má fé, espírito de porco, pensamento pequeno, mesquinhez. Esses fazem as contas, e sabem que há vantagens em permanecer taxistas e aproveitar algumas regalias, como descontos na compra de carros e impostos como IPVA. Eles devem se sentir afrontados porque talvez o Uber lhes tire um bocado da zona de conforto, onde estão acostumados a prestar mau serviço, e acreditam que o Uber é que é o concorrente. Em serviços, meus senhores, posso garantir que o verdadeiro concorrente é a própria pessoa. Quem tem qualidade sempre tem lugar no mercado. Essa gente é do tipo que espalha um monte de boatos por aí. Também é o mesmo que dá uma fechada no outro taxi para chegar na frente e pegar um passageiro que fez sinal na rua. Os taxistas “do mal” habitam principalmente locais de grande concentração de passageiros, como aeroportos e rodoviárias, e adoram inventar tarifas absurdas ao invés de cobrar corretamente, no relógio. São sem dúvida candidatos ao título de “portadores da peste emocional”, termo criado por Wilhelm Reich no início do século XX para designar pessoas cujo desequilíbrio contamina as demais. E conseguem contaminar. Talvez a maioria dos taxistas hostis sejam até gente honestas. Mas eles ouvem do colega “do mal” uma porção de bobagem, como “Uber é pirata”, que eles não pagam impostos, que em caso de acidentes o passageiro não tem cobertura, etc. Os que não se informam direito recebem e reproduzem as falsas propagandas. E é assim que surgem hordas inteiras dispostas ao vandalismo para defender uma causa toda errada.

No final das contas, esses grupos de taxistas queimam o filme de todos os demais, e assim causam uma perda significativa de clientes para a categoria. Desserviço. “Obrigado por nada”. Mas para eles, vou deixar uma dica especial:

– Querem ganhar do Uber e mesmo de seus “colegas-concorrentes”? Não é difícil! Basta um serviço decente, que reúna tecnologia + preço + qualidade + atendimento + mimos… E fique antenado com o mundo, 24H por dia, para não se atrasar na próxima revolução digital, que tem ocorrido toda semana… Fazendo isso, garanto, muitos clientes Uber também passarão a pegar taxi. Ou então… Mudem para Uber, e fim de papo.

***

Arnaldo V. Carvalho, cidadão brasileiro e passageiro UBER

 

Read Full Post »

Como sempre digo, o problema não é privatizar, mas como as coisas são feitas. O preço é o menor dos males, garanto… (Arnaldo)

via Petroquímica Suape: mais uma que se vai por preço camarada no saldão do (des) governo Temer — Blog do Pedlowski

Read Full Post »

Governo cortará R$ 1,41 bi dos projetos de pesquisa e inovação Em vez de presente em 2017 no setor de Ciência & Tecnologia, por causa de adequações no orçamento, brasileiros terão de conviver com suspensão de projetos de inovação e de milhares de bolsas de pesquisa. Pasta afirma que pretende reverter a situação Por Eduardo Militão […]

via (Des) governo Temer age para inviabilizar a ciência nacional com corte de R$ 1,4 bi — Blog do Pedlowski

Read Full Post »

Blog do Pedlowski

Mesmo aproveitando de  um curto perído de férias assisti várias posses de prefeitos que mais parecerem novos eventos da campanha eleitoral que acabaram de vencer. As mais marcantes foram as de João Dória Jr em São Paulo e a de Marcelo Crivella no Rio de Janeiro, pois ele juntaram em sua declarações de posse o que há mais atrasado e rancoroso em termos de política partidária. É como se o fundo do poço não vai chegar jamais para esses personagens pós-golpe.

Mas também em Campos dos Goytacazes pude verificar que o prefeito empossado, Rafael Diniz, decidiu manter o ritmo de campanha em promessas de enfrentamentos com seus adversários derrotados. Até uma promessa de auditoria nas contas da Prefeitura foi renovada, como se o Tribunal de Contas do Estado não viesse fazendo o seu trabalho! Melhor faria o novo prefeito se, por exemplo, reordenasse a aplicação do orçamento para beneficiar as áreas…

View original post mais 278 palavras

Read Full Post »

Marcel Marceau, dança, terapia e eu

Por Arnaldo V. Carvalho*

Quando criança, era deslumbrado com o controle corporal e suas ilusões de movimento. Minhas primeiras lembranças mais organizadas (cinco, sei anos de idade) são permeadas pelo fascínio pela mímica, apresentada por minha mãe, com referências, é claro, a Marcel Marceau.

Nos anos 70, década em que nasci, Marceau passou pelo Rio de Janeiro, apresentando-se na Monsieur Pujol (casa de espetáculos do falecido Miele). Também teria quadros exibidos no “Fantástico”… O pantomimo estava no auge, o mundo se encantava, e eu, tão pequeno, simplesmente não sabia mas respirava tal encanto.

Como eu gostava de empurrar paredes invisíveis e sentir-lhes a forma! Foi natural que já maiorzinho, “criança anos 80”, tivesse, através deste gosto Marceaunesco o apreço por Michael Jackson, que à época lançava seu Moonwalker e os sucessos “Billy Jean”, “Bad” e “Thriller”. E não é que Michael também era fã de Marceau?

O “break-dance”, filho do soul e do funk, pai do Hip-hop e do Rap estava nascendo e eu comprava revistas que ensinavam o passo-a-passo de manobras, entre as quais me atraiam as que simulavam o “robô” – pura mímica dançada.

A adolescência veio e me distraiu com a descoberta do amor, com acampamentos, esportes, e com escola (a “má distração”)… Mas do coração a mímica nunca saiu.

Em 1997 tive minha grande oportunidade de assistir Marcel Marceau no Teatro Municipal do Rio de Janeiro, e compreendi profundamente o sentido da materialização pelo vazio. O silêncio e o movimento me fizeram rir e chorar, e hipnotizado e agradecido, saí do teatro com uma lembrança eterna.

A mímica inspira a dança, e a dança inspira o Shiatsu

Nesse momento eu já praticava Shiatsu, e pouco depois estudei um pouco de ballet, jazz e sapateado, em paralelo com outras formações corporais terapeuticas. Conheci e tornei-me fã da obra do mestre Kazuo Ohno, da dança Butô (mesmo mais velho, Ohno fez aulas com Marceau, vejam só). E ao mesmo tempo, ao longo desses anos, segui estudando diversos trabalhos de contato corporal. Foi assim que passei pela massagem thai, o lomilomi, a massoterapia ocidental, espondiloterapia, ayurvedica, aromaterapia, drenagem linfática e outros. Mas foi o professor de Ohashiatsu Marco Duarte, bailarino, que me apontou o caminho para que eu encontrasse a dança dentro de minha terapia. Ohashi é o maior mestre vivo de Shiatsu, e trouxe para a terapia uma organicidade inédita, um sistema de movimentação que é base para todas as demais formas de expressão e estilos de Shiatsu fluídos.

Mesmo assim, mesmo com tantas formações, eu queria mais. Queria descobrir um corpo diferente daquele visto pela terapia, pois em minha área, chega a um momento em que sentimos como se todas terapias se repetissem – já não há nada novo, porque o corpo é um só, e no fim das contas, as terapias corporais são apenas variações de umas poucas fontes originais(1).

Para seguir crescendo, percebi que precisava ir para fora da terapia, precisava ir ao corpo são, ao corpo expressivo, às possibilidades ainda não exploradas… E lembrei da mímica. E foi ali que, na busca por ela, encontrei o mímico Alberto Gaus e o Solar da Mìmica. Descobri um outro gênero expressivo, e o trouxe para a terapia.

Foi assim que, aos poucos, a mímica em mim inspirou a dança, que fez imergir a terapia para dentro da alma; e a terapia, finalmente, se percebeu impossível fora do contexto de uma relação – da superfície da racionalidade e das palavras, à imensidão oceânica do inconsciente eu-outro. Se terapia é relação, se faço dela uma dança onde convido meus atendidos a dançar a Dança da Vida, então ela tem de ser boa e saudável para os dois envolvidos. Sobre isso, tenho insistido junto aos meus alunos: terapia não pode ajudar ao Outro e torna-lo doente! Essa percepção profunda tem sido uma das minhas bandeiras enquanto professor.

Em 2009, no Congresso Internacional de Shiatsu em Madrid, encantei-me com o ideograma “Odori” (dança) na versão Shodo de Kazuko Hagiwara. Arrematei a peça, então a venda, e desde então ela segue me inspirando no movimento de yin-yang.

Nessa mesma época, Sylvio Porto me mostrava, através de duras sessões de massagem e terapia reichiana, a arte da expressão da alma sem condicionamentos. Tais movimentos me permitiram uma sustentação para momentos pessoais muito difíceis.

Iniciava-se em minha vida um período de sofrimento, perdas na carne, reviravoltas na vida e nas relações. Mas também vieram novas descobertas, pessoas e possibilidades. Tudo muito intenso. Afinal, é na temperatura alta que se forja o aço e se fundem especiarias em novos sabores. Independente da dor e do prazer, lá estava minha mãe para seu eterno filho pródigo, com a sabedoria de seu silêncio acolhedor e cheio de arestas invisíveis, pantomímicas.

Por volta de 2010, minha “Fênix Interior”, minha identidade tal como eu havia construído, tão cheia de divisões, morrera para ressurgir com uma qualidade mais complexa.

Surgiu aí o encontro derradeiro da mímica-terapia-dança em mim, junto com a experiência um tanto inédita de integração-integridade psicoafetiva. No processo, aprendi mais sobre a ver, ouvir, expressar, e coloquei tudo na dança de minha terapia, a serviço das pessoas.

Não foi um processo rápido: Sete anos se passaram.

Em 2016, me fiz em silêncio, reduzi meus cursos e imergi em outra esfera de aprofundamento e maturidade. Iniciei a travessia de minha quadragésima década com a paz do reconcílio com meus referenciais masculinos e femininos. Mergulhei na pedagogia, e para ela, o terapeuta oferece o que sabe. Mas principalmente aprende para, quem sabe, deixar de existir – por tornar-se desnecessário. Odori mais uma vez me transportou, do butô para a mímica, da mímica ao butô, da somas destes para a terapia. Não há dança nem terapia que não seja relacional, e no movimento do silêncio operam-se transmutações das almas ali alinhadas. Expectador-Artista, Atendido-Terapeuta, expansões e recolhimentos encarnados a guardar um a semente do outro.

Seguirei recolhido em 2017 ou estarei pronto para uma nova expansão? Já não importa verdadeiramente. Importa-me o agora. Neste momento, a quietude me alcança,  e reencontro minha Mãe-Marcel_Marceau, após um dia de sessões em que danço, no chão e descalço, a dança da vida.

Posfácio

Um presente da minha mãe

Estamos em tempo de comemorar a possibilidade de existir da Sagrada Família, em cada lar. Através da imagem do nascimento, nossa cultura homenagem a chegada do novo, da esperança, e do ciclo de aprendizagem do casal através de seu abençoado filho.

Para mim, esse texto é sobre um filho que cresceu. E reconheceu. É um presente de Natal para mim mesmo e para minha mãe. E está estendido a vocês que me leem. Pequeno texto-memória-ensaio, está pleno de ternura em direção aos meus atendidos, tão vitais em minha caminhada. Através dele, saberão que, não fosse também por minha mãe, eu não poderia atende-los do jeito particular com que o faço. Muito obrigado a todos.

É a primeira vez que falo das influências dela no meu trabalho, aliás. Então o texto fica também como uma correção histórica. O sentimento de gratidão não costuma ser expressado em público para além dos prêambulos rituais dos livros… Mas quem sabe, essa homenagem poderá inspirar outros filhos a também agradecerem às suas mães? Tenho pessoalmente agradecido ela sempre, há anos. Porque não ia querer que aquela árvore generosa saísse desse mundo sem saber – mesmo que jamais me cobre.

Aqui, a gratidão se direciona a oportunidade que sua sensível alma me ofereceu lá atrás – e eu agarrei. Mas para as tantas outras coisas, que não caberia em texto ou livro nenhum, vale ser genérico: Obrigado por tudo mãe.

***

* Arnaldo V. Carvalho é terapeuta e trabalha na ilusória linha entre corpo-mente-energia.

(1). A consciência disso me fez ousar ao apresentar em 2007, no congresso internacional Fitness Brasil, um curso ensinando três técnicas “distintas”, utilizando a análise comparada para obter bons resultados.

 

Read Full Post »

Older Posts »

%d bloggers like this: