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Esse é o décimo-terceiro de uma série de cartões postais que estou publicando aqui no Blog. Linda arte, ótima mensagem, maravilhosa proposta da Binky para o Elos da Saúde, com ilustração da Mariana Massarani.

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Mais uma vez, discordo do Pedlowski, sempre torcedor fiel por uma reação do povo. Não vai acontecer. Mas as observações sobre a justiça e a especulação por ele levantada acerca de uma possível prisão de Lula são extremamente relevantes.

Resultado de imagem para lula rafael bragaA decisão unânime de três desembargadores do TRF-4 de não apenas manter a condenação do ex-presidente, mas também de aumentar sua pena e determinar sua prisão é um desses momentos muito úteis para que possamos ver o caráter de classe que vige na justiça brasileira. É que, ao contrário de tantos outros políticos que viram seus casos sumiram pelas frestas do decurso de prazo, como foi o caso recente do pedido de arquivamento de um processo movido contra o ainda senador José Serra, este processo de Lula transcorreu em uma velocidade inaudita e com resultado anunciado em rede nacional pela Band TV antes que os desembargadores o fizessem oficialmente. É aí que aparece o caráter de classe de uma justiça seletiva que pune com rigor os pobres, enquanto deixa que os “bem nascidos” cometam todo tipo de crime contra a maioria pobre do nosso povo. Em outras palavras, acaba de…

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Edifício Favela

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Próximo à Estação Luz, do metrô de São Paulo, existe um prédio-favela. Fico imaginando-o em tempos áureos, quando o céu azul testemunhava o vai e vem de seus usuários oficiais, trabalhadores da Companhia Nacional de Tecidos. É bem mais fácil do que imaginar o tipo de vida que levam os atuais ocupantes. (Arnaldo)

** Esse era o quadro que eu enxergava quando tirei essa foto, em maio de 2016. Ao decidir compartilhar com vocês leitores do blog, uma busca rápida na Internet me revelou um pouco mais sobre a história do edifício e de seus moradores. A principal e mais séria reportagem que encontrei foi publicada em fevereiro do mesmo ano, pelo jornal “El País“. Impressionante. O edifício se chama Prestes Maia, e é simplesmente o maior edifício ocupado do Brasil.

Esse é o décimo-segundo de uma série de cartões postais que estou publicando aqui no Blog. Linda arte, ótima mensagem, maravilhosa proposta da Binky para o Elos da Saúde, com ilustração da Mariana Massarani.

Instituto Ânima

Outro dia esbarrei com essa carteirinha, a segunda que tive no Instituto Anima, onde fiz cursos de controle mental com a professora Ananda (o primeiro foi em 1988). Nenhuma dúvida de que esses cursos influenciaram tudo o que aconteceu em minha vida pessoal e profissional. Fica meu carinho a essa maravilhosa iniciativa, e a gratidão eterna pela “descoberta” desse oásis por minha mãe, que se despencava comigo de Niterói para a Ilha do Governador diariamente, acordando cedo, pegando comigo barcas e ônibus para lá chegarmos.  IMG_20150228_161404.jpg

Esse é o décimo-primeiro de uma série de cartões postais que estou publicando aqui no Blog. Linda arte, ótima mensagem, maravilhosa proposta da Binky para o Elos da Saúde, com tirinha de Zoé e Zezé (“Baby Blues”, da dupla Jerry Scott e Rick Kirkman).

ou… Os jovens de agora e os Yuppies do futuro farão a diferença?

Por Arnaldo V. Carvalho*

Antonio Gramsci estaria descabelado com as novas formas de capitalismo que tomam conta do planeta… Mas esperançoso com os também novos movimentos reivindicativos, que organizam massas e resistem, e têm como diferença a forte presença do que chamava ele de “intelectualidade orgânica”: Gente oriunda de condições socioeducativas de mais qualidade, capazes de, para além de uma análise profunda e abrangente das diferentes situações, colocar a mão na massa, engajar, e fazer a diferença. São lideranças de coletividades inteiras, “lideranças preparadas”. É o que vemos no Brasil, por exemplo, no trabalho de Guilherme Boulos junto aos movimento dos sem teto: filósofo, psicanalista, e militante desde os quinze anos, ele representa uma leva de jovens que enxergam os males do sistema em que vivem para uma parcela de pessoas que é maioria absoluta. São jovens que estão hoje na busca não por “seu pirão primeiro”, mas pelo “Nós”.

Alguns desses, encontram-se engajados na política, e quase sempre, engrossam fileiras de partidos mais inclinados às causas dos desprivilegiados (porque “trabalhadores” não são só os pobres). Na Espanha, os movimentos populares deram origem ao “Podemos“, que é dirigido por um cientista político e ultrapassa as velhas ideias de “direita e esquerda”. Por aqui, com todas as críticas, vemos partidos como PSOL ou novos movimentos políticos apartidários, como Agora! e diversos outros, recebendo levas cada vez mais significativas de professores universitários, etc. Compenetrados em observar a sociedade a partir de um olhar “cientificamente menos egoísta”, ou para fora das estruturas socioeconomicas vigentes, essas pessoas são capazes de agir em perspectiva , na certeza de que o enfrentamento ao status quo é da máxima urgência para o futuro da humanidade.

Se um jovem de classe média ou alta, que tem acesso à boa educação, se sensibiliza com causas sociais e ambientais (vamos lembrar que essas causas são na verdade uma só), e decide fazer algo, imagine se desde criança elas já crescesse desenvolvendo esse tipo de consciência e proatividade.

Pois é o que começa a acontecer em todo o planeta, com as “superescolas”, que apostam em uma formação com ênfase em conceitos como cosmopolitismo, sustentabilidade e nova economia. No Brasil, já aportam Iniciativas globais como a Schumacher School, celeiro de educadores e educandos “holísticos”, ou a Avenues, escola para os filhos das elites (as mensalidades custam em torno de R$10.000,00), que prepara a criança para o mundo – literalmente, desenvolvendo habilidades de liderança com – em princípio – preocupações ambientais, sociais e mesmo existenciais.

Surgirá daí um coletivo de intelectuais orgânicos para fazer o sonho de Gramsci se tornar realidade?

Talvez disso dependa, para além de conteúdos oferecidos por uma escola, de uma farta oferta de carga emocional amorosa – capaz de preservar a latente sensibilidade que nasce com cada ser humano, e se não suspensa por mecanismos culturais, torna um indivíduo com sentimento de vínculo em relação a sua própria espécie homo sapiens (1). Em outras palavras, a educação formal possivelmente precisa estar associada à uma criação onde o potencial afetivo possa seguir sua direção natural. E quanto a isso, se não há escola, há iniciativas, métodos e discussões, como vemos por exemplo no trabalho da API – Attachment Parenting Internacional, que versa sobre criação com “apego” (sentimento de vínculo)(2).

Vamos torcer para que esses futuros novos “yuppies cosmopolitas” realmente cresçam não focados em aumentar os patrimônios de suas famílias, mas conscientes, desejosos de ver o mundo melhorar para além de seus umbigos protegidos por carros blindados e muros de condomínios de luxo – e dispostos a agir para isso.

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(1) Ver ODENT, Michel. Pode o homem sobreviver a medicina? Rio de Janeiro: IMO, 2017.(2) No Brasil, o API é representado pelo educador parental Thiago Queiroz.

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* Arnaldo V. Carvalho, terapeuta, pai, aprendiz de pedagogo, cidadão do mundo.

 

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