Não são de Paulo Freire

Frase e poema a ele atribuídos não são deles.

Não é dele.

A bela citação “a educação não muda o mundo, a educação muda as pessoas, as pessoas mudam o mundo” NÃO É de Paulo Freire. É de Carlos Rodrigues Brandão. Segundo o Instituto Paulo Freire (IPF), a referência correta é: BRANDÃO, Carlos Rodrigues. Minha Casa o Mundo. Aparecida-SP: Ideias & Letras. 2008, p. 164.

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Carlos R. Brandão

Na real, a frase de Brandão, na íntegra, é:

Paulo sabia bem que por conta própria a educação não muda o mundo. A educação
muda as pessoas. As pessoas mudam o mundo
.

Pelo menos foi assim que a encontrei em outro livro de Brandão (esse eu tenho), “Paulo Freire, educar para transformar: fotobiografia”, publicado pela Mercado Cultural em 2005.

A confusão, no entanto, não é a toa. Carlos R. Brandão (1940-), livre docente da UNICAMP, é um importante educador Freireano. Eu o li algumas vezes. Na primeira, anos atrás, no livrinho de bolso da Coleção Primeiros Passos “O que é Método Paulo Freire”. Para a educação, Brandão escreveu ainda nesta coleção “O que é educação”, “o que é educação popular”, e ainda “O que é Folclore”. Mas ele escreveu dezenas de livros, sobre a educação amorosa, pacífica e crítica. E sobre Paulo Freire – com certeza! Desde o retorno ao exílio Brandão foi amigo de Paulo Freire e com ele fez muitas viagens.

Ele dá um recado interessante nesse vídeo:

“A Escola”

O poema “A Escola” também não é dele. Segue a resposta original do IPF:

  • De acordo com os filhos de Paulo Freire, esse poema não foi escrito por ele e sim por uma educadora que estava assistindo a uma palestra dele. Com base no que ouvia, ela foi escrevendo o poema utilizando frases e ideias de Freire. No final da palestra aproximou-se dele e lhe entregou o papel, sem se identificar. Freire nunca publicou esse poema em nenhum de seus livros, embora suas ideias sobre a escola tenham sido captadas pela autora e traduzidas no poema. 

Seguem aí meus amigos, mais uma libertação da verdade, pelo fim dos apócrifos. Não precisamos de falsas autorias, por propósito algum. Precisamos, por outro lado, conhecer a verdadeira assinatura por trás das escritas ou as fontes confiáveis, a fim de que o estranhamento seja o primeiro passo para a a verdade.

Arnaldo V. Carvalho, pai, escritor, educador, terapeuta e caçador de apócrifos nas horas que não tem.

Terapia ética-responsável: o “Shiatsu Emocional Reichiano Biodançante” de Hirã Salsa

La Danse (Matisse) – Wikipédia, a enciclopédia livre
Fonte da foto: Wikipedia. Ver: https://pt.wikipedia.org/wiki/La_Danse_(Matisse)

Quero apresentar a vocês um pouco do trabalho de Hirã Salsa, que conjuga em sua formação essas “três frentes” poderosas de terapia: a Biodança, o Shiatsu Emocional e a Massagem Reichiana. Segue o fio!

Terapia ética-responsável: o “Shiatsu Emocional Reichiano Biodançante” de Hirã Salsa

Por Arnaldo V. Carvalho

La Danse, quadro de Matisse, foi eleita por Rolando Toro – criador da Biodanza – como símbolo da expressão coletiva, da alegria de viver, da importância da conexão para a existência plena, animal social que todo ser humano é. Não se pode reconectar apenas com a mente, sem a experiência “de corpo completo”, não se encontra caminho, na mente/linguagem, para a reconexão com essa forma de existir. Por isso a Terapia Reichiana vai além do verbo; o Shiatsu Emocional vai além do verbo; e a Biodanza (Biodança) vai além do verbo. Quanto a isso, estamos todos atentos, com você pode ler neste texto, escrito há quase dez anos: https://arnaldovcarvalho.wordpress.com/2012/05/01/um-tempo-para-o-corpo-e-para-o-coracao/. Uma boa terapia vale a pena, vale MUITO a pena! Mas claro, ela depende, como toda atividade humana, da qualidade do encontro. Isso é algo que o bom terapeuta precisa saber conduzir. E sem dúvida, formações relacionadas a Reich, incluindo o Shiatsu Emocional e a Biodança, ajudam muito nessa qualidade. Um pouco mais sobre essas terapias:

Terapia Reichiana e Massagem Reichiana: Wilhelm Reich, médico, cientista e psicanalista, foi o precursor das chamadas psicoterapias corporais. Ele percebeu que o material emocional reprimido nas pessoas sempre está presente e contido no corpo, e que os desequilíbrios fixados impediam a natural autorregulação dos sujeitos. Desenvolveu uma série de teorias e práticas que influenciaram a maior parte das psicoterapias corporais surgidas, como a Biossíntese, Biodinâmica, a Gestalt, a Bioenergética, a Biodança, o Shiatsu Emocional, dentre outras. Reich deu nome a três técnicas distintas de seu trabalho (que também caracterizam suas fases de pesquisa): a Análise do Caráter; a Vegetoterapia; e a Orgonoterapia. A chamada Terapia Reichiana é uma proposição metodológica baseada em autores que foram alunos ou pacientes de Reich – em especial Elsworth Baker; ou seus seguidores diretos; Podem utilizar, com diferentes ênfases, cada uma dessas fases. A Massagem Reichiana é uma técnica dentre outras muitas técnicas da Terapia Reichiana, mas pode ser realizada de modo independente do restante.

Shiatsu Emocional: a terapia japonesa Shiatsu é revista em sua teoria e prática, sob um olhar terapêutico fortemente focado nas emoções, e sob influência do pensamento reichiano. O trabalho utiliza a fala como forma de emersão superficial de conteúdos, que serão trabalhados em profundidade no contato corporal com Meridianos e Couraças. Ver mais

Biodanza (ou Biodança): Trabalho de grupo, com forte alinhamento às teorias reichianas, especialmente no conhecimento das couraças psíquicas inibitórias que se refletem no corpo. A Biodança utiliza música, expressão e interação humana para que as pessoas possam vivenciar, em ambiente seguro, o não vivenciado (e/ou o reprimido) , amadurecer e enfim tornar a vida fluida.

Três terapias que propõem, de diferentes formas, a resgatar uma habilidade latente porém por vezes adormecida, ou mesmo entorpecida, que é a de conectar com a vida. Três terapias que se completam, se potencializam na figura de um terapeuta único, sobre o qual desejo falar: Hirã Salsa.

Hirã Salsa

Anos atrás, recebi em uma palestra sobre Shiatsu e Ansiedade o atual professor de Shiatsu e facilitador de Biodanza Hirã Salsa. Em transição de vida e carreira, Hirã abraçou o Shiatsu, o Shiatsu Emocional, e com ele o mundo das psicoterapias corporais. De lá para cá, quantas vivências! Diversos cursos de Shiatsu Emocional comigo, aprofundando-se a cada um deles, indo às atividades dedicadas a quem já compreende e pratica o Shiatsu com maestria, fazendo a formação de professores. Hoje, é professor na Shiem – Escola de Shiatsu, a escola oficial de Shiatsu Emocional. Uma biblioteca inteira lida e por vezes discutida comigo; uma vivência incrível em Biodanza com a facilitadora didata (é como chamam pessoas de grau elevado nesta terapia) Gleice Marcondes; o Sotai com Arturo Valenzuela; a formação em Massagem Reichiana com meu antigo professor Sylvio Porto, incrível e orgulhoso de radicalizar nos pressupostos de Wilhelm Reich, o pai das psicoterapias corporais.

Hirã vive o desafio de agarrar-se a vida e ao prazer de viver “apesar de”. Como todos, é gente, é humano, tem suas angústias, tem seus obstáculos. Hirã não precisa esconder nada disso em terapia. Vive os processo com o Outro, não é um “Guru” tentando dizer como o outro deve ser, nem um “terapeuta-porta” que se faz hermético. Hirã também não vive a farsa típica de fingir, diante do Outro, ser figura indefectível. E essas são bases sólidas de sua terapia, ética-responsável, verdadeiro “Shiatsu Emocional Reichiano Biodançante”.

Como todo terapeuta que utiliza responsavelmente o Shiatsu Emocional, Hirã se permite o apenas ser quem é. Como todo facilitador de Biodanza, é quem é e é comprometido com a Vida. Como todo reichiano, reconhece que as transformações psíquicas são oriundas de um processo que não pode ser forçado a base de técnicas de extravasamento ocorridas sem uma estruturação devida.

Em suma, Hirã é uma indicação certa para uma terapia individual de continuidade (com forte base em Shiatsu Emocional), ou para uma terapia coletiva vivencial (Biodanza), ou ainda, para quem deseja aprender o Shiatsu e o Shiatsu Emocional.

Recomendo a todos os que vivem em Niterói ou Rio de Janeiro e buscam uma terapia, no intuito de tornarem suas existências mais significativas, de encontrarem recursos de harmonização com o meio ou simplesmente, fazer o dia a dia ser melhor, mais saudável e conectado com a Vida. Os contatos seguem nas imagens de chamada:

Arnaldo “de Barros”: haicais serelelepípedos

Arnaldo “de Barros”: haicais serelelepípedos

O vento mugiu feliz, ao atravessar o capim fresco.
(Arnaldo V. Carvalho)

*

Em paz, o sol contemplou o pôr-da-humanidade.
(Arnaldo V. Carvalho)

*

A formiga comprou uma cigarra, acendeu e seguiu trabalhando, certa de que o prometido inverno jamais lhe chegaria.
(Arnaldo V. Carvalho)

03/08/2021

Amo Manoel de Barros! E você? Gostou de algum nessa pequena homenagem? Repasse! Tens os seus? Coloque nos comentários!

Abraços, Arnaldo

*

Sobre meu capítulo no super livro “Brincar e Educar”

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O capítulo sobre jogos de tabuleiro passa por uma rápida diferenciação entre os jogos de tabuleiro e suas versões mais atuais, construídos sob as premissas de design de jogos de tabuleiro, surgida na virada do século XX para o XXI, e então entra na pegada prática, de como se utilizarem os jogos em educação. A ideia é apontar para o básico do que se preocupar para que os jogos sejam uma ferramenta bem utilizada e aprendentes e educadores possam viver uma experiência recompensadora de ensino-aprendizagem através deles. Adiciono ao capítulo um vídeo especial, acessado a partir de um QR Code incluso no próprio livro, com conteúdos complementares a este. Acho que no final ficou uma experiência introdutória proveitosa para aqueles que estão começando a perceber o poder dos jogos de tabuleiro em educação.

O geral do livro

Este livro compõe a incrível coleção da Editora Supimpa, toda focada em educação lúdica.

Como a própria editora apresenta em seu site:

 A obra nasce da nossa inquietação em apresentar caminhos para uma educação mais lúdica e que possa priorizar as experiências significativas para o desenvolvimento daquele que brinca, para todos! 

No sumário, vê-se que são muitos os autores e temas, o que justificam as 350 páginas em formato A4:

Sumário – Autores

O brincar na sua essência (André Barros) / Interesses culturais para o brincar e o educar (Luiz Pina) / Jogos comperativos (Arnaldo Villa) / Brincadeiras psicomotoras (Elma Veloso) / Jogos de tabuleiro (Arnaldo Carvalho) / O brincar (Marina Capistrano) / Brincadeira, jogo ou esporte? (Fabricio Monteiro) / A riqueza do simples brincar (Luciane Farias) / Brincando para o futuro (Jouener Araújo) / Práticas holísticas na escola (Cristiane Pelozato) / O Brincar livre e a natureza (Vanice M. Godines) / O jogo como ferramenta terapêutica (Vânia Durão) / Quem quer brincar põe o dedo aqui (Sandra Bittencourt) / O brincar na Educação Infantil (Fabiana Vieira) / O brincar em Festas (Tiago Nunes) / Jogos cooperativos (Veronica Rikansrud) / O brincar (Luis Veneziani) / Brincar desde cedo (Vera Melis) / Contação de histórias inclusiva (Cleide Almeida) / Brinquedo natureza (Alex Alves) / O novo desafio da recreação (Emerson Dorigatti) / Recreação em Piscinas (Virgilio Abrahão) / Analogias e metáforas na educação (Luciana Moreira) / O brincar na primeira infância (Jérsica Kuhn) / O faz de conta e o Aprender (Fernando Nery) / A sinestesia da arte no brincar (Fabiana Temponi) / Onde queremos chegar com a educação? (Rafael Pontes) / O lúdico que habita em mim (Joice Santos) / Caça ao tesouro geográfico (Mirella Rosenberger) / Integração espontânea (Gabriel Teixeira) / O brincar como inspiração pedagógica (Cecilia Prando) / O brincar, a psicomotricidade e a educação (Luciana Imperador) / O imaginário e as narrativas infantis (Luciana Souza) / Se aprende língua estrangeira brincando? (Jéssica Xavier) / O brincar na família (Leticia Garcia) / Jogos de mesa inclusivos (Priscila Ribeiro) / Eu brinco, tu brincas e nós brincamos (Bruno Rossetto e Carmen Lopes) / O brincar da cultura afro-brasileira (Hugo Victor) / A recreação na espiritualidade (Gleison Ribeiro) / O brincar e a cultura (Camila Evelyn) / A história da boneca de pano negra (Mirela Arruda e Rita de Cássia) / Percepção visual na infância (Amalia Cardoso) / A intencionalidade pedagógica no brincar (Dirce Soares) / O professor como agente transformador (Mindrea) / A autoestima das crianças em vulnerabilidade social (Anderson Caetano) / Aprender, brincar e incluir (Marli Vizim) / O brincar livre e a natureza (Tatiane Teixeira) / Os jogos a as habilidades psicomotoras (Cristiane Nunes) / A música na aprendizagem infantil (Julio Anderson) / Estimulação psicomotora na escola (Vivian Mazzeo) / Obesidade infantil no Brasil (Everton Silva)

Uma inovação do livro é que ele acompanha, utilizando QR Code, 60 vídeoaulas com conteúdos gravados pelos autores em seus capítulos.

Brincar e Educar pode ser adquirido diretamente na editora, em:

https://brincadeirasejogos.lojavirtualnuvem.com.br/produtos/brincar-e-educar-conceitos-praticas-e-inspiracoes/

É projeto.

– É projeto.

– Não, para. Apenas uma terrível coincidência. De fato o incêndio do Museu Nacional é algo triste, mas daí a dizer que é projeto? Não.

– É projeto.

– Olha só, isso não tem nada a ver. Foi comprado medicamento mas a imprensa quer desacreditar. Além disso tem muita coisa aí que tem sido plantada pelos comunistas. Genocidas são eles!

– É projeto.

– Querem colocar a culpa em quem? Os indígenas nem eram para estar ali.

– É projeto.

– Nada a ver. Os fazendeiros agora tem o direito de proteger suas terras e o governo só quis enaltecer esse benefício. Você não defenderia seu lar se pudesse?

– É projeto.

– Cinemateca? O que é isso?

ESTAMOS VIVENDO UM INTERMINÁVEL PROJETO DE 4 ANOS.
4 ANOS DO DIA DA MARMOTA ASSASSINA, TODOS OS DIAS.
FREIEM O MONSTRO. QUEBREM A MALDIÇÃO. VOTEM DIFERENTE.
ARNALDO V. CARVALHO

O futuro online dos editores vetoriais… chegou

Para todos os gostos e bolsos, plataformas de edição de imagens e desenhos vetoriais sofrem pipocam em toda a parte e prometem simplicidade e funcionalidade

Por Arnaldo V. Carvalho*

Ferramentas profissionais como Corel Draw e Adobe Ilustrator terão de conviver com uma miríade de plataformas online que prometem disponibilizar todas as funções básicas necessárias a confecção de ilustrações, gráficos e imagens vetoriais.

Uma alternativa aos programas caros e complexos, essas plataformas ainda tem a vantagem de não pesar na memória e processamento do computador, e assim pode ajudar também quem tem uma configuração de hardware mais limitada. Pelo mesmo motivo, também podem ser operadas em qualquer máquina com Internet – o que ajuda em trabalhos colaborativos. Não requerer instalação também é uma vantagem.

Conheça agora uma seleção dessas ferramentas gratuitas ou com versões gratuitas, que fiz especialmente para quem está buscando conhecer esse tipo de plataforma:

1. DESYGNER

Para pequenas peças destinadas às redes sociais, a versão gratuita serve perfeitamente. Importe uma imagem, adicione um pequeno texto e efeitos. E pronto. A ferramenta de desenho cumpre o básico. No Desygner, aparentemente, tudo gira em torno dele tentar vender as funcionalidades pagas, em especial os templates super legais.

Em meu teste achei que a principal vantagem é o botão “Share”, que você pode usar a qualquer momento da sua edição e já disponibilizar seu trabalhinho em todas as suas redes sociais.

2. VECTR

Já tem mais cara de editor profissional, e conta com uma interface limpa, bem funcional. Em cinco minutos já havia conferido as principais funcionalidades, é mesmo uma plataforma incrível e fácil de usar. Após concluir sua arte, você pode salva-la em seu computador, em .SVG, .PNG ou .JPG. Mas ele é bom para quem quer mesmo desenhar: não há templates, mostras ou figurinhas pré-prontas. Outra coisa legal dele é que cada arte sua fica em um endereço web compartilhável. Isso quer dizer que você pode desenhar e ser visto “em tempo real” por alguém que você queira, basta compartilhar o link. Assim, sessões coletivas de desenho, ou mesmo o uso do Vectr como vitrine de um artista que está trocando informações com seu contratatante é possível. Finalmente, eles prometem que a versão básica disponível será GRATUITA PARA SEMPRE (segundo a plataforma há pretenção de uma versão pro mas o que está hoje disponível veio para ficar).

3. FATPAINT

Esse editor gratuito permite que você, após concluir sua arte, a disponibilize para lojas virtuais que podem utiliza-la na confecção sob demanda de camisetas, bonés, canecas, etc… E assim o “dono” da arte já pode sair ganhando dinheiro!

Infelizmente não deu para testar, pois ele exige o Adobe Flash Player para rodar no navegador, e recentemente deixei de usa-lo.

4. Gravit

Esse é o queridinho da vez. Investiram pesado em marketing e a plataforma está se espalhando rápido. Muito fácil de usar, cheia de templates desde a versão gratuita, você exporta a sua arte uma vez que adquira a “versão pro” por R$100,00 (06/10/2020). Eu diria que vale cada centavo, especialmente comparado a outros sites e na comparação de custos com os softwares profissionais. Se tudo o que você precisa é de uma plataforma rápida de criação de chamadas, logos, banners etc. para seus eventos, redes sociais, cursos e demais atividades, pode ser mesmo uma excelente opção. AH, sim! Já tem em português!

Aqui estão as diferenças entre a versão gratuita e a paga.

5. SVG Editor (da Catscarlet)

Uma programadora ou um programador da China (Catscarlet) disponibilizou um editor vetorial gratuito online, com código aberto (opensource). Por enquanto ele é bem basicão, mas já conta com uma série de possibilidades. Até onde vi, é prático de operar, mas limitado por exemplo no uso de fontes de letras, dentre outras questões. De qualquer forma, compete com os demais serviços. Se você quer algo simples e ao estilo “quero me virar com a vida digital livre”, vale o teste!

6. YouIDraw

Me impressionei bastante com as possibilidades artisticas desse editor online. Gratuito. Mais um que tem a encrenca das fontes de letras (teoricamente ele importaria mas não consegui nada), o que o torna mais próprio para desenho e pintura. Há uma versão paga (sistema de assinatura mensal) para você poder exportar arquivos em formato vetorial (na gratuita é possível exportar em .PNG). O banco de templates dele é muito bom e há múltiplas possibilidades de pinceis, cores, camadas, conversão para curvas, etc., etc.

No fim, fico entre ou YouIDraw e o Gravit. E você?

Depois me conte. Um abraço, Arnaldo

* Arnaldo V. Carvalho, pai, terapeuta, pedagogo, não é artista mas é pai de artistas, e vive procurando alternativas que o ajudem a se virar quando precisa.

Caçador de apócrifos de citações lúdicas (1)

Não, Platão não falou sobre jogar para conhecer alguém

Por Arnaldo V. Carvalho*


Pois é. Quem estuda ludicidade e jogos de tabuleiro está sempre a citar grandes pensadores da humanidade… Mas sem checar. Já tem tempo que implico com isso, como sabem…

Então vamos à algumas das mais famosas que, em exame, percebe-se serem falsas ou terem sido “forçadas”:

"Você pode descobrir mais sobre uma pessoa em uma hora de jogo do que em um ano de conversa". (atribuída a Platão)

De acordo com o site americano de verificação de citações “Quote Investigator“, a autoria é falsa. Eles explicam que a menção a essa frase, embora pitoresca, nem positiva é: em 1670 o manual de conduta “A Letter of Advice to a Young Gentleman Leaveing the University Concerning His Behaviour and Conversation in the World” [Uma carta de conselho a um jovem cavalheiro que deixa a universidade sobre seu comportamento e conversação no mundo], escrito pelo reverendo Richard Lingard, refere-se (negativamente) aos jogos de azar.

Cópia do livro republicado em 1907, explica que esse foi o primeiro livro publicado em Nova Iorque! Um manual de conduta dedicada a Lord Lanesborough, recomendando entre outras coisas a moderação nos jogos**.

Traduzo aqui o trecho onde se encontra a frase original, que aos poucos foi se modificando, passou por citação sem autoria, e em algum momento atribuiu-se a Platão:

Fique atento ao jogar dados ou jogos de azar com frequência ou de forma intensa, pois isso é mais cobrado do que os sete pecados mortais; você até pode se permitir uma certa quantia que seja tranquila para gastar no jogo, agradar os amigos e passar as noites de inverno, e isso o tornará indiferente ao evento. Se você observar a disposição de um homem ao vê-lo jogar (apostar), então aprenderá mais sobre ele em uma hora do que em sete anos de conversa, e pequenas apostas irão o levarão rapidamente às grandes quantias, quando então ele estará fora da proteção do Senhor.

Tradução livre do excerto citado no Quote Investigator, por minha autoria (Arnaldo)

Para dar crédito à dúvida, ainda busquei pelos textos de Platão disponíveis em língua portuguesa, e nada encontrei. O estudo do Quote Investigator, portanto, me parece completo, é fantástico e merece a leitura. Mas o básico aí está.

***


* Arnaldo V. Carvalho, pedagogo e terapeuta, estuda jogos de tabuleiro e suas aplicações educacionais. Seu mestrado em educação pesquisa o chamado “professor do tabuleiro”, ou seja, educadores que hoje se encontram envolvidos com abordagens pedagógicas lúdicas, com ou baseadas em jogos não eletrônicos.

** Em inglês, há uma diferença importante entre jogo (game) e jogar (play), sendo jogo [game] tanto substantivo como verbo; quando verbo, ainda mais no contexto em que o texto foi escrito, o jogo é especialmente associado ao jogo de apostas ou de azar.

Seminário online sobre jogos de tabuleiro modernos na aprendizagem reúne quatro feras da área

Na próxima quarta-feira dia 8, a Necto Gamificação promoverá um encontro ao vivo com especialistas no uso educacional do jogo de tabuleiro. Estarão presentes a pioneira Laíse Lima do Oficinas Lúdicas, da Bahia; Carolina Modanezi, game designer que dirige a editora Fagulha Jogos; Arnaldo V. Carvalho, pedagogo coordenador do LabJog e o proprietário da Necto, Jorge Nolasco, idealizador do 1º Seminário Online de Jogos e Gamificação (jun/2020).

O “Encontro com Mentores ao Vivo: Jogos de Tabuleiros Modernos na Aprendizagem” acontece às 19h00 do dia 08 de julho (2020), ao custo simbólico de R$9,90. Inscrições podem ser feitas pelo Sympla:

https://www.sympla.com.br/encontro-com-mentores-jogos-de-tabuleiro-na-aprendizagem__892449

Live sobre Michel Odent na próxima quarta-feira

Nessa quarta (24/06/2020) estarei nessa live com a obstetra Heloísa Lessa, grande autoridade em parto ecológico do Rio de Janeiro. Conversaremos sobre mais um tema referente às contribuições científicas de Michel Odent para a humanidade: a enorme abrangência e alcance de seu pensamento.

Conhecido por sua atuação no cenário do nascimento, Odent, que completa 90 anos agora em julho, segue altivo na busca por formular perguntas cruciais à vida humana; Para tanto, combina os mais diversos campos da ciência de forma surpreendente.

Odent não se absteve de discutir acerca de polêmicas e propostas revolucionárias impressas em livros de diferentes áreas do saber. Como exemplo, menções surpreendentes ao Homo ludens de Huizinga, à medicina oriental e A função do Orgasmo de Wilhelm Reich constam em suas diversas obras.

Saberes não científicos, porém, por vezes seguem como base de inspiração para Odent filosofar em torno de dados recolhidos e analisados em pesquisas realizadas pelas grandes universidades do mundo. Seus pensamentos não tergiversam deixando pontas soltas ou sem afluírem para algo prático: tudo converge para uma necessidade, cuja urgência é anunciada de forma cada vez mais impactante, a cada livro que escreve, a cada palestra que oferece.

A quem deseja entender a atualidade do longevo cientista e professor, basta dizer que seu último livro, publicado em fins de 2017, utiliza em boa parte citações de trabalhos científicos com menos de dez anos – com uma amostra significativa de artigos publicados menos de um ano antes de sua escrita. Sempre foi assim.

Para uma humanidade que ainda tenta entender “quem somos, de onde viemos e para onde vamos?”, a obra de Odent despe o Homo de sua cultura e oferece pistas fundamentais acerca de nossa natureza e a escolha por respeitá-la – em nome da sobrevivência da espécie.

Vejo vocês lá!
ARNALDO