Feeds:
Artigos
Comentários

Posts Tagged ‘arnaldo v. carvalho’

Jogos: como usar para educar

Palestra sobre Jogos na Educação com Arnaldo V. Carvalho, pela Escola Alecrim, Teresópolis – RJ acontece no próximo sábado 10 de novembro

Os jogos de mesa ocupam pouco destaque na educação brasileira, bem como em suas tradições em família. Países com alto IDH tem a cultura do jogo de tabuleiro como uma ferramenta sócio educacional amplamente difundido e praticado.

No entanto, engana-se quem acha que os jogos de tabuleiro utilizados na educação se restringem aos tradicionais como Dominó ou Xadrez, ou ainda aos “clássicos” do século XX como Banco Imobiliário ou War.

No século XXI, o jogo de tabuleiro se caracteriza por uma grande diversidade de propostas temáticas, impressionante qualidade de materiais e engenhosidade de regras – o que os torna altamente atrativos para os estudantes, e altamente útil aos educadores! E é sobre isso que será conversado na palestra gratuita “Jogos: Como usar para Educar”, com o Prof. Arnaldo V. Carvalho, a acontecer no próximo dia 10 (sábado), em Teresópolis.

“A proposta desta palestra é apresentar essa possibilidade mágica de unir o lúdico ao educativo, no utilizar do jogo como estratégia de aprendizagem pelas famílias e pela escola”, diz Arnaldo. Pai, educador e terapeuta, nos últimos dois anos ele tem sido o responsável pelas oficinas e palestras sobre jogos na educação no Instituto de Educação do Rio de Janeiro (ISERJ).

A palestra é gratuita e aberta ao público, sendo parte de um ciclo de palestras do Jardim Escola Alecrim. Organizado pela empresa parceira Ecofocus. Acontece no bairro de Vargem Grande, em Teresópolis, Rio de Janeiro. O horário programado é de 15H as 17H30m, e o telefone de contato é (21) 99449-6891.

***

Anúncios

Read Full Post »

Esse menino nasceu e cresceu durante a ditadura militar. Ele não sabia. Para onde ele olha? Um bichinho, uma distração do fotógrafo?

arn_3anos.jpg

Onde estará esse brilho, esse brilho nos olhos, nesse menino hoje, com quarenta e poucos anos? Porque ele precisará reencontrar esse olhar e de novo, atravessar os novos tempos. Agora, sabendo.

* * *

Essa foto eu ia publicar no dia das crianças, participando pela primeira vez desse movimento bonitinho das pessoas apresentarem “a criança que foram” em fotos antigas. Mas o clima do momento… O texto era outro. Deixa pra lá.

Arnaldo V. Carvalho, pai, escritor, terapeuta, professor.

Read Full Post »

Era um casal bonito aquele. Agora é mais.

O rapaz viajou. Foi uma longa viagem, e a primeira vez – desde a adolescência, que ficara para trás vinte anos antes – que ele havia se afastado dela.

No início, sentiu saudade e solidão. A solidão cresceu. Ele resolveu mexer o corpo para passar o tempo e quem sabe, sentir-se melhor. Emagreceu. Encontrou uma energia que não conhecia. Sentiu-se após alguns meses, pela primeira vez, bem com ele – independente dela. Adaptou-se a poder ser apenas ele. A solidão continuava.

Ele ainda pensava nela todos os dias quando foi cortejado. Meses depois, por um instante não pensou. E viveu aquele romance de exaltação ao próprio eu. Foi curto, já era quase hora de voltar.

Ela sofria de saudades. Sabia que ele também tinha muitas. Era verdade. Mas ao contrário dela, que seguia-se sentindo com um pedaço a menos da própria carne, ele não, se conjuntou em outra conjuntura. Ao menos parcialmente.

No dia do voo, ele tremia de excitação. E culpa. E medo.

O retorno foi a reconjunção do casal bonito, que tanto se amava, que tanto ardia um pelo outro, que tanto era Um.

Mas com um algo qualquer de diferente, inexplicável.

Ele não aguentou. Seu coração decidiu deixar pistas. Ela encontrou. A verdade veio a tona. Ele chorou, chorou, chorou, por ter sido traído por seu próprio ego. Chorou porque nunca quis deixar de ser Um com ela. Nunca, a não ser naquele curto momento, em que o desejo de se firmar como ele mesmo tenha vencido.

E ela chorou, chorou, chorou. Principalmente por raiva. Muita raiva. Raiva de sua própria escolha de ter seguido com um pedaço a menos por todo esse tempo. Raiva por não ter feito nada por si. E obviamente, pela atitude dele. Infiel.

Mas havia verdade na dor e no choro dele, e ela sabia.

E ele curvou-se ante dela, cabisbaixou-se a parti de seu erro, e submeteu-se ao purgatório.

Por que? Chorava ela raivosa, toda noite, por noites e noites?

Por que? Ela gritava irritada, com os dentes amostra.

Você não podia… Ela trazia e meio a uma conversa qualquer sobre qualquer outro assunto.

Foi assim por semanas; Semanas não, meses.

Mas ela sabia do arrependimento, podia senti-lo; E por todo aquele tempo, ele não esteve em nenhum lugar errado, nenhum lugar que não fosse o de pedir perdão, reafirmar o amor, e desejar ali estar.

Ela perguntou tudo o que queria perguntar – e foi bastante doído, mas ela queria saber. E ele contou tudo o que ela pediu. As vezes perguntava a ela se aquilo era realmente tão importante. As vezes era. Uma tortura. Mas dava o que pensar.

A mente dela, a existência dela, não saía mais daquele lugar.

Até que houve um limite. Não foi imposto. Foi sugerido.

– Se não conseguir parar, não conseguiremos.

Foi ele quem disse. E ela sabia que era verdade. Ela já sabia tudo. Inclusive que não era possível apagar, menos ainda voltar no tempo. Ela sabia e o amava e desejava ardentemente.

Doía nos dois. E era inviável seguir sendo apenas memória e dor. Aquele casal de antes havia morrido.

O Amor, semente eterna das transformações que perduram e fazem bem, não!

Inteligente, ela começou a observar que precisava ser Um sem ele, que ele havia voltado uma pessoa melhor em vários sentidos e isso era inspirador.

Ele sabia que não conseguiria mas não ser o Um que era com ela, sem ser um Um ele mesmo.

E ambos agora sabiam que queriam ser Um juntos mas serem Um eles mesmos.

Não podiam esquecer. Nem era para. Mas era preciso limites, era preciso avançar para além da marca que ficou. Era preciso olhar para a cicatriz pensando no tanto que aquilo representava – não só na dor do momento, mas no processo de cura da ferida e o quanto o Todo se tornou mais forte. E o quanto a experiência de ser humano se fazia ali. Muitas lições numa mesma situação.

Foi desse amor que nasceu a cura, o perdão, um casal novo, quente, mais belo e jovial que o de antes.

Foi desse amor que nasceu um fruto que hoje dá muitas alegrias a esse casal. Quem diria, antes, quando eram Um sem serem para si mesmos, perseguiram tanto esse filho e nada. Agora sim, inteiros os dois, vingou aquele que representa um pouco do todo de cada um.

E eles são felizes para quase sempre e assim seguirão.

*-*-*

Essa é uma história verídica que acompanhei em consultório. Um processo muito doído e difícil. E que nos ensina sobre Amor, mas sobretudo, sobre a paciência necessária de quem erra ou representa o erro, e a necessidade de limites em relação a memória.

Eu a trouxe nesse momento, porque é patente que a sociedade entenda a importância da memória. De não se passar borracha nos erros – não devem ser esquecidos. Mas que sim, ao mesmo tempo deve haver um limite sobre isso.

É um tema em Roma e outras cidades históricas na Itália e outros países, o quanto se deve explorar o território em termos arqueológicos. Eles sabem que debaixo das vilas, cidades, debaixo de praticamente toda as casa da Itália, a chance de se encontrarem vestígios importantes da antiguidade são enormes. Mas as pessoas que lá vivem também precisam viver! Precisam ocupar esses espaços, olhar para frente.

Então, trazendo para a realidade brasileira, não, não podemos esquecer a escravidão, a genocídio indígena, a ditadura, as explorações diversas, momentos de sangue e dor por todo o país. É fato. É passado. Deve ter marcos e serem tratados com seriedade e respeito. E ocupar aquele momento do dia e da vida em que devemos nos perguntar: para onde queremos ir?

A dor do negro, dos indígenas, das mulheres, de todos os oprimidos precisa ser ouvida. Será ouvida muitas vezes, à exaustão, por gerações. É NECESSÁRIO! Não se desfaz a dor na psique coletiva em uma vida gente. São várias. O tempo é de aprender a escutar, de baixar a cabeça (os “Eles” – as pessoas que tiveram acesso a uma situação sóciocultural privilegiada – majoritariamente brancas), e humildemente de pedirem perdão (não com comiseração mas agindo pela construção de uma nova história), e afirmarem o Amor ou sair do caminho e deixar que Elas (as pessoas que já nasceram desprivilegiadas, em um Brasil de tantos erros e distorções sociais históricas) encontrem seus espaços (isso é respeito, e é o mínimo).

Minha escolha é pelo Amor. Da ação pelo fim das diferenças valorativas enntre as pessoas.

A todos os meus amigos cujo lugar de fala é repleto dessas memórias de repressão, machismo, misoginia, eu digo: sejam como essa “Ela”! Não deixem “Ele” esquecer! Gritem, revoltem-se, e não tolerem nada além de paciência, voz baixa e arrependimento sincero. Fiquem atentas a sinceridade de “Ele”.

Com as gerações sendo continuamente ouvidas, vai passar. Em algum momento, a dor vai tomar outra forma, uma cicatriz dará lugar ao buraco. Poderá a realidade irreparável da cicatriz social ser ponto de olhar e lembrar, com dor mas também para a importância da reparação no crescimento da sociedade. Escolheremos.

Será o tempo de se pensar no fim das armas, das guerras, dos cantos tristes. Será o fim dos cativeiros emocionais, porque cada um poderá ser Um e poderá ser o Um-Todo ao mesmo tempo.

Mas isso é uma outra história, uma história ainda distante de nosso tempo.

***

Arnaldo V. Carvalho e filho de um pai imigrante português (possivelmente com raízes árabes cristãs novas), com uma mãe neta de portugueses, indígenas e sabe-se lá quantas etnias atrás disso. Classe média, vida simples. Educador, pai, terapeuta, cidadão brasileiro.

 

 

Read Full Post »

Resultado de imagem para education

Educações: Qual a real solução?

Roda de conversa com Arnaldo V. Carvalho no Museu da República (RJ), no próximo sábado (dia 29/09/2018).

Sábado agora (29/09/2018) estarei com uma roda de conversa com o tema: “Educações: qual a real solução?”. Em uma linha, será um bate-papo sobre as realidades da educação escolar e não escolar, pública e privada, na busca de soluções viáveis que atendam as diversidades e suas necessidades. Esse papo vai acontecer na Virada Política RJ, um evento APARTIDÁRIO, criado por pessoas comuns. Queremos discutir problemas e soluções como cidadãos. Vale muito conhecer (veja programação aqui)!

Um pouco mais

O pensamento político nacional encontra-se polarizado, gerando um desgastante debate entre o público e o privado, entre a escola e a família, etc. Queremos ultrapassar isso, visitar modelos de transição e pensar em como podemos enquanto sociedade enfrentar os desafios atuais de modo a evitar distorções e políticas que privilegiem uns em detrimento de outros.

Assim, os temas guias da conversa situam-se entre a criação de filhos, a responsabilidade de escola x família nessa criação, de um lado; e de outro, o que é possível se pensar em educação para o século XXI e como gerar acesso por todos a isso, incluindo o que surge de melhor não importa se no público ou privado.

Nossa Roda, que vai acontecer no salão do segundo andar do museu, as 15:30, terá um tempo curto, o que nos forçará a sermos objetivos em um tema tão complexo. Mas são sementes.

Sobre mim e porque coordeno a Roda de Conversa Educações

Aos que não me conhecem ainda, explico porque estarei responsável sobre falar de educação: Estou mergulhado no tema desde sempre.

Passei por muitas escolas, públicas e privadas, o adolescente rebelde percebendo que a educação dos anos de 1980 e 1990 como uma furada. Naquele tempo mesmo comecei a ler sobre outros modelos de educação, incluindo o montessoriano e a pedagogia Waldorf, mas me encantando – e lendo tudo sobre – Summerhill, a mãe das escolas democráticas e não-diretivas.

Mal cresci virei pai, e errei a beça nesse e em todos os outros papeis de minha vida. Nessa mesma época, me conectei com Zoë Redhead de Summerhill, me tornei um penpal friend de uma estudante de lá, e propaguei em 1999 a campanha Save Summerhill (a escola na época era ameaçada de fechamento pelas autoridades). Também fui moderador da maior comunidade no Orkut sobre o tema, o Summerhill Brasil. Nessa época então já atuava como terapeuta, professor e palestrante de cursos e oficinas na área de saúde natural e qualidade de vida.

Hoje dirijo uma escola de Shiatsu, fomento o projeto Parapapais, sou graduando em pedagogia pelo Instituto Superior de Educação do Rio de Janeiro – e lá ministro oficinas sobre: Jogos na Educação;  Sono e Sonhar na Educação; Postura e Consciência Corporal na Educação. Sou membro ativo da rede Creative Learning, ligada ao MIT, entre outras.

E ainda erro! Mas também aprendo, muito, cada vez mais. E essa é uma das premissas da aprendizagem. É preciso viver e enfrentar o medo de errar para se poder, mesmo com uma queda ou outra, transformar-se. Você não pensa assim? Ótimo, precisamos de você lá, queremos te ouvir!

Vamos aprender e desenhar juntos uma nova educação, para pessoas de todas as idades. Educação é um direito de todos, em todas as idades!

Para entenderem o que é o evento Virada Política

A Virada Política é um festival anual, de entrada franca, que reúne num mesmo espaço pensadores e pensadoras, ativistas e artistas para discutir política para além dos partidos. O evento propõe atividades de diversas naturezas, como: diálogos (painéis com palestra seguida de debate); oficinas e workshops mãos na massa para a aplicação de ideias; intervenções artísticas e outras, ou seja, expressões políticas em diversos formatos. O festival já acontece há 4 anos em São Paulo e esse ano terá sua segunda edição no Rio de Janeiro, em 29 de setembro, no Museu da República, no Catete.

PROGRAMAÇÃO COMPLETA:

https://drive.google.com/file/d/1LjlsCNVk4bjOpziR5UeVUnjXeRNqUDa7/view

Read Full Post »

– Tentando votar direito –

Critérios que uso na hora escolher em quem voto

Parte 2:

Já vimos que busco olhar para os candidatos sem idolatrias, buscando sua história, suas propostas e seus alinhamentos com pessoas, grupos e ideias. E também que minha escolha passa preferencialmente por políticos que entendam a sociedade como um todo, não somente defendam um trecho com o qual se identifique. É hora de esmiuçar cada um desses critérios, antes de continuarmos. Para isso, notem bem as preliminares conceituais de nossa realidade e como a vejo:

Direita e esquerda

Preciso acrescentar que também não enquadro imediatamente os candidatos segundo a noção que pode ser bastante ampla e subjetiva de “direita e esquerda” (não deixe de ler esse artigo)/(já escrevi um pouco sobre isso aqui). Para mim, a polarização é negativa, simplista, e atrapalha a percepção das pessoas e o diálogo, ao invés de ajudar. Rotular pessoas e sistemas é contraprodutivo e as vezes fico achando que tem muita gente que lucra com isso e a quem interessa “ver o circo pegar fogo” entre as pessoas e suas teorias enquadradoras e reducionistas.

Privilégios: sempre eles?

O país é declaradamente capitalista, mas que mistura elementos anteriores à república: preconceitos graves e diversos; desigualdade sem oportunidades equivalentes na base, clara confusão/mescla/associação entre os poderes governamentais, corporativos e midiáticos; crença na violência como forma de organizar, ordenar, progredir; cultura de privilégios – os historiadores que me rebatam como sempre fazem. Se não há uma cultura de privilégios oficial, há uma oficiosa, grave, e que está cada vez mais escancarada, com menos vergonha de mostrar sua cara. Está aí o “centrão”, as perigosas ligações entre juízes, partidos e políticos, etc… E os silenciosos reis “sem cara”, a fornecer os tais privilégios a que me refiro (empresários, do Brasil e do mundo). Claro que há diferenças: as posições são mais misturadas que antes. Um rei pode ser político, pode ser empresário, líder religioso, membro de um cargo alto da justiça. Pode ser tudo isso ao mesmo tempo, e flertar com outros reis, e jogar seus títeres para lá e para cá.

Afinal, quem são os titereiros por trás dos nomes que elegemos? Quem é o 1% mais rico que detem quase um terço de todas as riquezas do país? Isso é fundamental.

Raízes nefastas, liberalismo utópico, pseudosocialismo

Para quem não entendeu quando na introdução deste artigo, disse que gosto do jogo bem jogado, que fique claro o recado: é muito fácil quem teve acesso a comida, casa, educação, experiências diversas, falar em meritocracia. Compete com uma maioria absoluta de gente miserável, que não teve acesso nem oportunidades reais. Esse é um ponto fundamental: as velhas estruturas de poder comprometem demais a mobilidade social pelo mérito. E quanto a entrada equânime no jogo, disso não abro mão. Já que é para jogarmos um jogo, ou disputarmos uma corrida para algum lugar… Mas há medo, quem não é miserável morre de medo de uma competição ainda mais acirrada do que já enfrenta. Enfrentem seus medos, famílias não materialmente miseráveis! Quero ver o que fazem ante a um aumento de 80% nos números de concorrentes em concursos de atividades bem pagas… Quero ver quando os favelados tiverem acesso a boa escola, boa comida e ricas experiências de vida, o que farão quando virem o número de pessoas vagas crescer para 1000, 2000 para uma só. Quero ver quando negras e negros invadirem por mérito a bolsa de valores, quando os primeiros bilionários negros surgirem no país, terem seus carrinhos particulares nos campos de golfe (VIVA TIGER WOODS!) e os filhos estudando na PUC. A esperança de um liberalismo pra valer, que pode ser encontrado entre as premissas do MISES por exemplo, é injusta se essa base em comum não for antes corrigida.

Por outro lado, precisamos falar sobre pseudosocialismo. Essa palavra socialismo, aliás, dá muita confusão, como dá confusão as ideias de comunismo versus as práticas sociopolíticas tais como foram experienciadas nos países da cortina de ferro e seus seguidores (China e Cuba). É não se estudando os autores originais e a história de uma forma macro que as pessoas passem a acreditar que sistemas são piores do que outros per si; Quando o que conta, sempre, é a maneira como o sistema se exerce. Igualdade de direitos é uma premissa capitalista e uma premissa socialista – teoricamente falando. Se a igualdade de direitos não se aplicou em um regime, não é pela teoria, mas pelos valores pré-infiltrados nas pessoas. Isso aconteceu e segue acontecendo nos diferentes países, dos diversos sistemas. E é por isso que um “capital-socialismo de estado” como os que vemos acontecer nos países escandinavos consegue fazer com que o índice de qualidade de vida das pessoas por lá sejam os mais altos do mundo há anos. O que temos em termos sociais aqui é uma piada de mal gosto. Já virou cinza a conquista social do – doa a quem doer – governo Lula, que alavancou verbas para setores miseráveis, fez a pobreza chegar a universidade (viva Marielle!). Que fique claro: não votei no Lula (e nem votaria!) e discordo totalmente da maneira com que ele realizou os pontos positivos de seus governos (longa discussão), que se mostrou inclusive, como eu já dizia a todos na época das “vacas gordas”, insustentável. Então para medidas sociais, que coloquem todo mundo na corrida em condições competitivas – já que a escolha do país parece ser essa, é preciso muito mais inteligência, criatividade, empatia e estudo do que as manobras que são feitas. E não, não vale espremer o dinheiro da classe média e ajudar os pobres. A distribuição de renda passa por ajustes outros de fluxo financeiro, e outros de fluxo de mentalidades.

– Continua –

Arnaldo V. Carvalho, pai, terapeuta, educador, cidadão.

Read Full Post »

Amanhã começa o Ciclo de Palestras 2018 da Escola Alecrim, em Teresópolis, RJ. Vida, ecologia, consciência, energia, prazer, saúde e educação.

Grandes profissionais com grandes temas com a escola se abrindo para a comunidade, em atividades gratuitas, clima agradável e amor no coração.

Sou grato à escola e aos meus amigos Silvia e Cadu, pais da escola e organizadores do evento, pela oportunidade.

palestras_alecrim.png

Read Full Post »

– Tentando votar direito –

Critérios que uso na hora escolher em quem voto

Parte 1: Quem o político deve representar?

É isso aí, temos que votar de novo.

Presidente COM vice, governador local, dois senadores, e dois deputados (um estadual e um federal). Como você fez suas escolhas? As minhas são baseadas numa combinação de valores, visão de vida e sociedade, e muita pesquisa. Então, para saberem como eu aplico essa combinação nos meus critérios de pesquisa, preciso falar um pouco sobre esses valores e visão de vida.

Eu acredito que o mundo social é movido por Ego, e que 100% das pessoas são egoístas. A diferença básica entre elas é que umas satisfazem seus egos através da felicidade alheia, e outras que encontram satisfação somente em si mesmas. A maioria das pessoas sente que a felicidade alheia é importante porque primitivamente somos animais sociais, ou seja, temos uma forte ligação instintual, somos de bando, de matilha, de alcatéia, de grupo (pleonasmo intencional). É isso o que nos faz “bons”, ou “capazes e afins à bondade”. O nome do sentimento que provoca isso é EMPATIA.

Essa crença pode parecer comum, e é fácil de sustentá-la pois há inúmeros artigos científicos sobre empatia, inteligência coletiva, vínculo/apego, ego, egoísmo e generosidade, etc. O que nunca vi em estudos, porém (me ajudem com isso por favor porque deve existir), é o limite dessa formação de bando, do ponto de vista individual. Ou seja, o quanto uma pessoa é capaz de enxergar quem está muito fora de seus laços óbvios – parentes, amigos próximos, colegas de profissão, etc. – como seus pares. E o quanto isso passa por criação?

Ou seja, qual é a capacidade de João de Deus, nascido na periferia de Salvador, querer que Quincas Welch, rapaz classe média seja tão feliz quanto ele, e vice-versa?

No plano da votação, a primeira pergunta que precisei me responder é: estou votando para sentir que minha cor, minha atividade profissional, minha faixa socioeconomica, seja contemplada, ou quero para todos?

Um amigo me disse nas eleições passadas que votaria em fulano porque ele ia cuidar dos interesses do bairro em que ele mora (zona sul, classe alta do Rio), e outra amiga me disse que votaria em ciclano porque ele era o candidato da categoria profissional dela.

São escolhas, e não as julgo. A minha, porém, é por gente que consiga olhar o macro da situação, consiga se distanciar de sua própria realidade, e enxergar o todo da sociedade, não apenas os setores que acredite me trazer retornos/benefícios mais diretos (isso é especialmente importante para os cargos executivos).

– CONTINUA –

Arnaldo V. Carvalho, pai, terapeuta, educador, escritor, cidadão.

Link para a introdução deste artigo: https://arnaldovcarvalho.wordpress.com/2018/09/18/tentando-votar-direito-1/

 

 

Read Full Post »

Older Posts »

%d bloggers like this: