Qual é a melhor sala de cinema no Rio de Janeiro para assistir o último Star Wars (e seus outros filmes preferidos)?

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Nota prévia: esse artigo analisa como um todo a qualidade salas de cinema de Niterói e da Zona Sul e Zona Norte do Rio de Janeiro.

Parte 1: Sala especial? O que são exatamente? São diferentes? Vale a pena assistir Star Wars: Ascensão Skywalker numa delas?

Por Arnaldo V. Carvalho*

Ainda lembro da sensação. As luzes se apagam e logo após o icônico texto em scroll, o gigantesco cruzador espacial, maior nave do Império surge em 3D como detrás de nós na direção do espaço infinito da tela. Valeu cada centavo ter assistido ao Star Wars anterior (o “8”, “O Último Jedi”) na sala XD do Cinemark em Niterói, RJ! Big tela, resolução excelente, som excelente. O som aliás é capaz de reproduzir até mesmo o som de um objeto se deslocando de um lado para o outro. Isso faz uma incrível diferença lúdica nas incríveis batalhas à laser.

Como a tecnologia melhora a cada ano, mais uma vez fui ao encalço da melhor experiência visual, sonora e de conforto no Rio de Janeiro, que não fosse absurdamente longe de mim (sinto muito Barra da Tijuca), nem absurdamente cara (sinto muito cadeirinhas que tremem).

Na busca por encontrar o melhor, quebrei a cabeça no emaranhado de informações dispersas e superficiais na Internet, e finalmente entendi o que significa realmente o conceito de “sala especial de cinema” para as empresas. Independente da sala pertencer à UCI, Kinoplex, Cinemark, etc.: as empresas padronizam um “pacote” de recursos oferecidos e lhes dão um nome. Esse pacote inclui equipamentos de exibição melhores (projetor de vídeo, equipamento de som e suas caixas e distribuição), formato das cadeiras e seu espaçamento e a arquitetura geral da sala. Mas as diferenças são apontadas sempre de forma vaga. Qual então será a melhor sala especial para vermos Star Wars no Rio de Janeiro?

A resposta não é simples. Basicamente, porque há três fatores principais que influenciam no resultado final:

  1. A adequação da tecnologia de exibição à tecnologia utilizada para a gravação do filme;
  2. A adequação arquitetônica aos aparelhos;
  3. O fator presencial humano.

O fator 1 é: Star Wars: Ascensão Skywalker foi gravado com a tecnologia IMAX, e seu som é disponibilizado em mais de um formato (os principais são Dolby Atmos e Auro 11.1). Em tese, a melhor sala é a que oferece o máximo potencial de exibição que a própria gravação permite. Trocando em miúdos: não adianta colocar um filme gravado com tecnologia de última geração numa TV dos anos de 1980 e esperar fidelidade de som ou imagem. A tecnologia de exibição tem que acompanhar ao máximo a de reprodução. Então a priori, a melhor sala em termos visuais seria a IMAX, no UCI Barra da Tijuca. Mas como já adiantei, lá é longe para mim.

O fator 2 pode reduzir a experiência. O tamanho da tela, importante para que se favoreça a imersão do expectador, passa por aí também. É preciso que, para ter uma tela gigante, o aparelho dê conta de projetar sem perda de resolução. Em conversa com a professora da Escola de Cinema Darcy Ribeiro, minha amiga Renata Palheiros, ela explicou que por vezes a sala de cinema não está preparada adequadamente para os aparelhos de última geração que recebe, o que justifica diferença de desempenho entre salas diferentes usando os mesmos projetores. Será que a incrível sala IMAX da UCI consegue alcançar o máximo potencial da tecnologia de gravação do Star Wars? Testem e comentem aqui!

O fator 3, me explicou Renata, é que hoje não há projetistas profissionais que preparem a exibição dos filmes de modo personalizado. Um projecionista poderia fazer diferença na exibição de um filme, checando e adequando volume de som, brilho etc. de sala para sala. Com o aumento da tecnologia, essa é uma profissão praticamente extinta.

Talvez porque essa padronização de salas sofra variáveis dentro das unidades de uma mesma empresa parece haver uma espécie de “acordo secreto”, onde as empresas de compromete a falarem de forma superficial sobre as características dessas salas. Como saber quais são as diferenças reais entre as salas especiais? Isso explica porque qualquer tentativa de buscar a informação na Internet parece inútil, e as experiências relatadas em fóruns e redes sociais é uma verdadeira confusão de opiniões, para além de uma questão de gosto pessoal.

Quando assisti o Star Wars: Os Últimos Jedis, a sala XD do Niterói Plaza Shopping foi realmente incrível. Ela continua sendo top, mas esse ano não pretendo atravessar a Baía de Guanabara. Por aqui, na Zona Sul do Rio, há um concorrente de peso: as salas Kinoevolution, do Kinoplex, instaladas no Rio Sul. Como o Cinemark e sua sala XD, Kinoevolution promete tela gigante e som fabuloso. Essa será minha escolha essa ano, e depois conto para vocês.

Quer saber mais sobre as salas especiais do Rio de Janeiro e as tecnologias nelas empregadas? Na parte 2 escrevo detalhes sobre as tecnologias 3D usadas nas salas do Rio de Janeiro: IMAX, XD, XPLUS, Kinoevolution, etc., e na parte 3 bato o martelo sobre qual é a melhor sala, oferecendo de bônus uma tabela completa de salas, preços, horários e locais para você escolher a melhor opção!

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*Arnaldo V. Carvalho, pai, pedagogo, terapeuta, adora qualidade de vida, tecnologia, cinema e compartilhar descobertas com amigos!

Dia de chamamento.

Arnaldo V. Carvalho

Esse dia é um chamamento. É só um chamamento. Um chamamento aos irmãos de África, ao que há de África em você. Você sabe. És humano. Todos viemos de lá.

Mas você também sabe. Diferente de nossos mais antigos ancestrais nômades, desbravadores do globo, nossos irmãos de África viveram espalhamento forçado nos últimos 600 anos. Por todos os continentes, homens, mulheres e crianças, enviados em tumbeiros fétidos. Escravizados.

Nenhum território recebeu tantos como o nosso Brasil. 4,8 milhões, quase a metade do total de negros que vieram às Américas. Você sabe, nossos irmãos foram humilhados, torturados, tratados como bicho nenhum jamais fora tratado por seus semelhantes. Mas você sabe? Você consegue admitir?

Eles continuam sendo.

De muitos territórios da África, seguem emigrando, forçados pela fome, pelas guerras, pela miséria. Migram da África para todo lado. Por aqui, migram também: dos miseráveis interiores de um Brasil afroindígena para suas bordas mesquinhamente mais ricas.

A africanidade, porém, nunca deixou de ser e sempre será riqueza fundamental da humanidade. As histórias tristes que costumam nos marcar como “o que é África” não devem e não podem ofuscar tantas outras, tão diferentes e esplendorosa. Lembra-nos a escritora Chimamanda, a história única é um perigo! Lembra-nos a historiadora Nívia Pombo,  a África é um caleidoscópio de riquezas culturais, étnicas, linguísticas. Seus indivíduos têm o dom de construir histórias de vida plenas de significado humano.

Então é hora de voltar a reconhecer os irmãos e sua força, a origem comum, a humanidade.

Esse dia é um chamamento.

Negro não é cor da consciência que nos chama. Negra é a cor de tudo o que está sob a terra onde não bate a luz e as plantas vão buscar alimento. É a cor do inconsciente e da raiz que nutre a todos nós.

Eu quero trazer uma música para esse dia. Uma música de chamamento. Um hino. Pensei em “Carne” da Elza Soares.

Eu quero algo brasileiro, quero trazer a vocês uma cantora preta, poderosa, para a todos dizer: preta é poder!

Elza Soares, Teresinha de Jesus, Carmen Costa, Jovelina Pérola Negra; quem sabe Teresa Cristina ou Alcione, quem sabe Iza, Nara Couto ou Bia Ferreira (por favor, descubram esse nomes todos no Youtube, são fundamentais).

Aí vem minha infância branca de classe média e apartamento de bairro bom, amante dos brancos Beatles e Carpenters… E tudo o que não é brasileiro. Que teve mãe preta (que saudades, Antonieta!), “tratada com carinho” pela família (embora comesse só, na cozinha, embora seu quartinho fosse minúsculo, mal arejado e jamais pudera ser arrumado a seu gosto, tendo de dividi-lo com trapos e quinquilharias da minha avó). Ela era “minha”, minha “Tia Anastácia” pessoal –  a fazer bolinhos de arroz deliciosos e a me ameaçar com a colher de pau quando eu tentava furtar alguns antes de irem para mesa. Eu tinha mais prazer da ameaça falsa, da fuga da cozinha às risadas do que pelo bolinho. Naturalmente a minha segurança de patrãozinho branco revelava uma relação de poder impensável em minha visão de mundo atual. Foi esse mesmo Eu que teve seu primeiro amigo preto somente aos sete anos de idade, e que já rapaz jamais pensara um dia em se apaixonar por uma preta, “não por preconceito só não me atrai”.

A memória de quem já fui ainda se ancora em mim, e me tornou mais permeável à música americana. Então não me entenda mal, a música que oferecerei a você nesse dia de chamamento é americana. É aquela que me fez tremer pela primeira vez ao ouvir uma música. E ela é negra, feminina, poderosa, libertada/libertadora. É verdade, não me permiti tremer ante à força de uma música, antes de ouvir Nina Simone pela primeira vez. Quando digo tremer, é a catarse física mesmo, que começou por um arrepio na espinha, do dorso ao alto da cabeça, e em trechos dos braços e pernas; passou por um marejado de olhos e finalizou em tremedeira. Atribuo a tremedeira a um passo dado à uma importante ruptura de identificações estabelecidas no meu Eu.

Ain’t got no / I got Life marcou meu chamamento, há uns anos atrás. “Eu sou negro”, eu dizia ouvindo Simone dentro de mim, talvez iludido. “Eu sou negro!” “Somos negros!”, “Somos todos negros!”, “TEMOS DE SER NEGROS!”, “ENTENDI”!

Não há caminho, meus amigos. Porque não há negros. Não há brancos. Há oprimidos marcados pela forma. Os oprimidos devem e estão nos ensinando. Nos ensinando a nos Libertar – de verdade – por dentro e por fora.

A cor? A cor é uma construção das relações destrutivas de poder. Esse poder que cala corpos e polui a humanidade com a malévola névoa de diferenças pela aparência e escolhas. Como se houvesse mais de um tipo de humano!

Que possam ouvir Nina Simone em silêncio, estando só para ela. Que se permitam ao impacto. Que ela chacoalhe a alma de vocês e liberte. O que é nosso jamais poderá ser tirado de fato.

Arnaldo V. Carvalho, 20 de novembro de 2019.

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Posfacio (ou agradecimentos às lembranças)

Este texto foi feito sob a permissão interna de uma chuva de lembranças distantes do meu passado. Apenas algumas relatada no escrito. Mas não posso deixar de agradecer por outras que me acompanharam no meu processo de escrita. Agradeço ao escotismo, com sua diversidade econômica e étnica presente no grupo no qual fiz parte, que me deu muitos amigos pobres e pretos (não lembro de um único amigo escoteiro preto que não fosse pobre). Minha amizade por eles me fez subir os morros e comunidades da cidade de Niterói, onde cresci. Salvou-me a acolhida negra dos amigos do hospital universitário onde minha mãe trabalhava. Pobres de grana, riquíssimos em amor, alegria, vida. Nadia, Cristina, Maurício, Antonio Carlos. O carinho do preto para com o molequinho branco não será esquecido. Obrigado amados amigos, onde quer que estejam. Acho que foi nessa época em que minha mãe aos poucos começou a me salvar do Apartheid que ainda acomete alguns conhecidos da infância branca por mim vivida.

Para você sempre saber qual é a música

Por Arnaldo V. Carvalho*

Tem hora que você quer saber qual é a música que está tocando na rádio, na rua, ou na sua cabeça. Bem, a tecnologia que está na sua mão pode te ajudar em qualquer circunstância! Seguem aqui 3 opções:

1) Identificador de música do Assistente Google (para o celular)

Aí você se encantou com uma música que está tocando no rádio do Uber em que você está. Mas quem está cantando? Qual é o nome?

Tem vários jeitos de saber! O mais fácil é pedir ao Assistente Google no seu celular (Android). Ativa ele e pergunta pro celular: “que música é essa?”. Ele vai “ouvir” a música e identifica-la para você!

Reprodução

Para saber mais sobre como usar esse recurso, vá no artigo original do Olhar Digital: https://olhardigital.com.br/dicas_e_tutoriais/noticia/melhor-que-o-shazam-como-identificar-musicas-por-meio-do-google-assistente/78636

2) Um app para o seu celular: Soundhound ou Shazam:

Esses são apps concorrentes, você baixa e aciona quando quer reconhecer uma música. Não sei dizer qual é melhor, nem se vencem o recurso do Google. Já usei satisfatoriamente o Shazam. Se você tem a experiência com algum deles, por favor escreva nos comentários que será útil para os leitores!

3) A música está só dentro da sua cabeça? Murmure ela para o Midomi!

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Eu fiz meu “hmm.. mmm” no Midomi e ele colocou a música certa (Eye in the Sky do Alan Parsons Project) como primeira opção!

Esse site é sensacional, e pode ser acessado direto do seu computador. Basta murmurar a música com hum-hum-hum ou nã-nã-nã… rs, e ele te retorna a música provável ou opções do que poderia ser… Sensacional!

Midomi também é uma rede social de “karaokê”. As pessoas podem gravar sua voz cantando “a seco” (voz pura), ou seu solfejo, ou mesmo fazer uma produçãozinha melhor. Assim é possível escutar muitas versões caseiras, espontâneas e amadoras das músicas que você gosta… Ou gravar as suas próprias.

* Arnaldo V. Carvalho, pai, pedagogo, terapeuta e entusiasta do compartilhar coisa boa ou que faz pensar.

 

Alma que não se esquece.

 

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– Esperou eu morrer para aparecer? Cretino.
– Puxa, Dona Ângela…
– Ó, não faz isso comigo não!
– Não faço… É que…

Não gostava de despedidas. Nenhuma delas.

E não gostava nada da ideia de partir.
Viver não é grande coisa, talvez algum código nas sombras de sua mente lhe repetissem continuamente. E daí que ela fugiu muito dela, por muitos meios.

O contato humano, contudo era a certeza da vida. E a salvava. Por isso a falta de contato sempre fora rejeitada, insuportável que era.

Sobretudo, na alegria dos filhos. Eles a ancoravam por aqui. O orgulho deles mostrado em cada bronca, a maioria dela falsa mas que ela jurava serem verdadeiras.

– Pim eu não quero saber.
– Ah Carol não vem com essa.

Ela ainda fala comigo, aqui dentro de mim. Esbraveja. Eu a abraço e tudo se desfaz. No final ela me perdoa por eu ter de deixa-la mais uma vez. E sei que, entre nós, está tudo bem. Sempre.

Dona Ângela, mãe do meu compadre, irmão espiritual querido, chegou e partiu desse mundo no mesmo dia – dia 5 de julho – e no mesmo local. Um ciclo que e fecha, e com muito desenvolvimento, redenção e beleza. (Arnaldo)

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Antes do sol sair

Céu sobre Mergulhão Praça XV

Em 2014, o celular anterior ainda tirava fotos melhores do que o atual. Esta aqui deve ter uns três anos. Para chegar ao trabalho no RJ uma de minhas alternativas era chegar ao Rio de Janeiro de barca. Próximo a estação, o ponto de ônibus se situava em um mergulhão. Do plano mais baixo, isso é o que se via na madrugada que acompanhava minha ida à labuta.

Em SP, por outro lado, chegava na rodoviária e ainda levava quase meia hora dentro dos subterrâneos paulistas, para o metrô finalmente me deixar na Dr. Arnaldo e me encantar com a beleza da manhã.

#o alvorecer é lindo #alvorecerlindo

Arnaldo, 22 de Jul de 2014

PS: as fotos de SP um dia as tive, pena não encontra-las para compartilhar.

Carinha nova no blog

Amigos, precisei trocar a carinha do blog, depois de tantos anos. Eu gosto mais até da versão antiga, mas ela não funciona bem nos celulares… Sinal dos tempos, e da vida pedindo para a longeva ponte outonal dar lugar ao vale iluminado do verão.

Fica aqui imagenzinha da velha, para quem quiser recordar. (Arnaldo)

PS: todos os conteúdos estão mantidos!

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