Para você sempre saber qual é a música

Por Arnaldo V. Carvalho*

Tem hora que você quer saber qual é a música que está tocando na rádio, na rua, ou na sua cabeça. Bem, a tecnologia que está na sua mão pode te ajudar em qualquer circunstância! Seguem aqui 3 opções:

1) Identificador de música do Assistente Google (para o celular)

Aí você se encantou com uma música que está tocando no rádio do Uber em que você está. Mas quem está cantando? Qual é o nome?

Tem vários jeitos de saber! O mais fácil é pedir ao Assistente Google no seu celular (Android). Ativa ele e pergunta pro celular: “que música é essa?”. Ele vai “ouvir” a música e identifica-la para você!

Reprodução

Para saber mais sobre como usar esse recurso, vá no artigo original do Olhar Digital: https://olhardigital.com.br/dicas_e_tutoriais/noticia/melhor-que-o-shazam-como-identificar-musicas-por-meio-do-google-assistente/78636

2) Um app para o seu celular: Soundhound ou Shazam:

Esses são apps concorrentes, você baixa e aciona quando quer reconhecer uma música. Não sei dizer qual é melhor, nem se vencem o recurso do Google. Já usei satisfatoriamente o Shazam. Se você tem a experiência com algum deles, por favor escreva nos comentários que será útil para os leitores!

3) A música está só dentro da sua cabeça? Murmure ela para o Midomi!

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Eu fiz meu “hmm.. mmm” no Midomi e ele colocou a música certa (Eye in the Sky do Alan Parsons Project) como primeira opção!

Esse site é sensacional, e pode ser acessado direto do seu computador. Basta murmurar a música com hum-hum-hum ou nã-nã-nã… rs, e ele te retorna a música provável ou opções do que poderia ser… Sensacional!

Midomi também é uma rede social de “karaokê”. As pessoas podem gravar sua voz cantando “a seco” (voz pura), ou seu solfejo, ou mesmo fazer uma produçãozinha melhor. Assim é possível escutar muitas versões caseiras, espontâneas e amadoras das músicas que você gosta… Ou gravar as suas próprias.

* Arnaldo V. Carvalho, pai, pedagogo, terapeuta e entusiasta do compartilhar coisa boa ou que faz pensar.

 

Alma que não se esquece.

 

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– Esperou eu morrer para aparecer? Cretino.
– Puxa, Dona Ângela…
– Ó, não faz isso comigo não!
– Não faço… É que…

Não gostava de despedidas. Nenhuma delas.

E não gostava nada da ideia de partir.
Viver não é grande coisa, talvez algum código nas sombras de sua mente lhe repetissem continuamente. E daí que ela fugiu muito dela, por muitos meios.

O contato humano, contudo era a certeza da vida. E a salvava. Por isso a falta de contato sempre fora rejeitada, insuportável que era.

Sobretudo, na alegria dos filhos. Eles a ancoravam por aqui. O orgulho deles mostrado em cada bronca, a maioria dela falsa mas que ela jurava serem verdadeiras.

– Pim eu não quero saber.
– Ah Carol não vem com essa.

Ela ainda fala comigo, aqui dentro de mim. Esbraveja. Eu a abraço e tudo se desfaz. No final ela me perdoa por eu ter de deixa-la mais uma vez. E sei que, entre nós, está tudo bem. Sempre.

Dona Ângela, mãe do meu compadre, irmão espiritual querido, chegou e partiu desse mundo no mesmo dia – dia 5 de julho – e no mesmo local. Um ciclo que e fecha, e com muito desenvolvimento, redenção e beleza. (Arnaldo)

***

Antes do sol sair

Céu sobre Mergulhão Praça XV

Em 2014, o celular anterior ainda tirava fotos melhores do que o atual. Esta aqui deve ter uns três anos. Para chegar ao trabalho no RJ uma de minhas alternativas era chegar ao Rio de Janeiro de barca. Próximo a estação, o ponto de ônibus se situava em um mergulhão. Do plano mais baixo, isso é o que se via na madrugada que acompanhava minha ida à labuta.

Em SP, por outro lado, chegava na rodoviária e ainda levava quase meia hora dentro dos subterrâneos paulistas, para o metrô finalmente me deixar na Dr. Arnaldo e me encantar com a beleza da manhã.

#o alvorecer é lindo #alvorecerlindo

Arnaldo, 22 de Jul de 2014

PS: as fotos de SP um dia as tive, pena não encontra-las para compartilhar.

Carinha nova no blog

Amigos, precisei trocar a carinha do blog, depois de tantos anos. Eu gosto mais até da versão antiga, mas ela não funciona bem nos celulares… Sinal dos tempos, e da vida pedindo para a longeva ponte outonal dar lugar ao vale iluminado do verão.

Fica aqui imagenzinha da velha, para quem quiser recordar. (Arnaldo)

PS: todos os conteúdos estão mantidos!

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Um ano depois, prisão e exílio.

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Mas é isso que é a juventude que diz que quer tomar o poder? Vocês têm coragem de aplaudir, este ano, uma música, um tipo de música que vocês não teriam coragem de aplaudir no ano passado! São a mesma juventude que vão sempre, sempre, matar amanhã o velhote inimigo que morreu ontem! Vocês não estão entendendo nada, nada, nada, absolutamente nada. Hoje não tem Fernando Pessoa. Eu hoje vim dizer aqui, que quem teve coragem de assumir a estrutura de festival, não com o medo que o senhor Chico de Assis pediu, mas com a coragem, quem teve essa coragem de assumir essa estrutura e fazê‑la explodir foi Gilberto Gil e fui eu. Não foi ninguém, foi Gilberto Gil e fui eu! Vocês estão por fora! Vocês não dão pra entender. Mas que juventude é essa? Que juventude é essa? Vocês jamais conterão ninguém. Vocês são iguais sabem a quem? São iguais sabem a quem? Tem som no microfone? Vocês são iguais sabem a quem? Àqueles que foram na Roda Viva e espancaram os atores! Vocês não diferem em nada deles, vocês não diferem em nada. E por falar nisso, viva Cacilda Becker! Viva Cacilda Becker! Eu tinha me comprometido a dar esse viva aqui, não tem nada a ver com vocês. O problema é o seguinte: vocês estão querendo policiar a música brasileira. O Maranhão apresentou, este ano, uma música com arranjo de charleston. Sabem o que foi? Foi a Gabriela do ano passado, que ele não teve coragem de, no ano passado, apresentar por ser americana. Mas eu e Gil já abrimos o caminho. O que é que vocês querem? Eu vim aqui para acabar com isso! Eu quero dizer ao júri: me desclassifique. Eu não tenho nada a ver com isso. Nada a ver com isso. Gilberto Gil. Gilberto Gil está comigo, para nós acabarmos com o festival e com toda a imbecilidade que reina no Brasil. Acabar com tudo isso de uma vez. Nós só entramos no festival pra isso. Não é Gil? Não fingimos. Não fingimos aqui que desconhecemos o que seja festival, não. Ninguém nunca me ouviu falar assim. Entendeu? Eu só queria dizer isso, baby. Sabe como é? Nós, eu e ele, tivemos coragem de entrar em todas as estruturas e sair de todas. E vocês? Se vocês forem… se vocês, em política, forem como são em estética, estamos feitos! Me desclassifiquem junto com o Gil! junto com ele, tá entendendo? E quanto a vocês… O júri é muito simpático, mas é incompetente. Deus está solto! Fora do tom, sem melodia. Como é júri? Não acertaram? Qualificaram a melodia de Gilberto Gil? Ficaram por fora. Gil fundiu a cuca de vocês, hein? É assim que eu quero ver.
Chega!

(E canta É proibido Proibir)

Minha mãe ganhou um disco (CD) do Caetano. Eu me lembro. Ficou esquecido ao lado da vitrola, fui eu quem resolveu botar para tocar. Outras Palavras era o nome do álbum. De fato, algumas músicas dali eu ouço muito pouco por aí, não estão entre as mais populares. Eu amo aquela, quando ele fala: “como dois robôs, mas ninguém mais quente que nós, DE QUE NÓS”. Não sei de quando é o disco. Sei que fiquei muito assustado quando dele começaram a sair berros. Um som estranho, uma guitarra intrépida que tentava vencer os gritos. Eram vaias.

Irrompe a voz de Caetano.

Possesso.

Possuído.

Soa o medo, mas soa muito mais a coragem. Quanta força. SABE O QUE ESTÃO PARECENDO? MATAR AMANHÃ O VELHOTE INIMIGO QUE MORREU ONTEM! Não precisei escutar de novo. Nem reler. Ouvi e gravei para sempre essa frase. E também: QUEM TEVE CORAGEM DE ENTRAR E SAIR DAS ESTRUTURAS, FOI GILBERTO GILLLL!!! GILBERTO GIL E FUI EU!!! Eu era jovem, tinha o quê? Vinte anos? Nunca esqueci do arrepio no braço e na coluna, indo até o alto da cabeça, enquanto ouvi aquilo. Estremeci em seguida. Para todo e qualquer amigo que chegava, eu mostrava essa faixa. Não entendia completamente o contexto, mas sua força. Todos se impressionavam.

Não se falava de ditadura na minha casa. Não era proibido, acho que em casa nada era muito proibido. Simplesmente não se falava. Talvez porque fosse passado.

Não existia Internet.

Fiquei com o discurso, e compreendi a crítica à cegueira da juventude, que segue votando errado, segue apostando em causas inúteis. Não é culpa nossa (falo como o “Eu” jovem que escutou o CD pela primeira vez). E não é mesmo.

Merecíamos chegar nessa idade tão potente bem mais preparados para compreender o lugar onde estamos e o que é preciso fazer.  (Arnaldo V. Carvalho)

***

Agora tem Internet, tem acesso fácil. Caetano e gravadoras do Caetano, espero que não se importem com essa humilde postagem.

 

Estarei hoje na manifestação em prol da Educação Pública no Brasil.

Bom dia! Hoje estarei nas manifestaçoes pela Educação Pública, com meu livro: “Liberdade sem Medo: Summerhill”, escrito pelo diretor da escola inglesa que foi a primeira democrática do mundo. Esse livro mudou minha vida quando li ainda na adolescência, e se hoje sou um pedagogo, devo a ele.

Estarei lá mesmo que chova e mesmo que tentem reprimir, seja com os recuos de fala que caracterizam esse governo, seja com aparato policial.

Eu estarei lá porque a educação pública não pode ser moeda de troca pela reforma da previdência.

Estarei lá porque quero não só reverter os cortes, mas cobrar das autoridades mais respeito em relação às universidades e escolas públicas. Balbúrdia é o que vejo no governo, com cuecas cheias de dinheiro, helicóptero de cocaína e laranjas e milicianos para todos os lados.

Estarei porque sou pedagogo e qualquer aprendente que me olha está automaticamente observando cada ato meu, e avaliando e aprendendo quando for o caso.

Eu realmente não acredito no “vão lá, façam por mim”. Sou do aprendizado Maker , mão na massa, trabalho em equipe, projeto de vida, democracia.

Ninguém fica para trás, ninguém solta a mão de ninguém. Hoje, a bella não receberá ciao, pois ela estará comigo também. Vamos todos.

Convoco vocês meus amigos. Todos somos educadores!

Arnaldo V. Carvalho