Feeds:
Artigos
Comentários

Posts Tagged ‘consciência política’

https://i1.wp.com/www.pambazuka.org/sites/default/files/field/image/Petty%20Anderson-Brasil.jpg

O professor de história da Universidade da California, Perry Anderson, escreveu um verdadeiro “dossiê” sobre os últimos acontecimentos no Brasil. Compreendendo como poucos a complicação político-econômica que no Brasil estão perigosamente fundidas, Anderson é daqueles intelectuais que conseguem enxergar de fora o que os brasileiros tem dificuldade de ver.

 

O ORIGINAL:

http://www.lrb.co.uk/v38/n08/perry-anderson/crisis-in-brazil

O original inclui uma réplica de Fernando Henrique Cardoso e sua devida tréplica. Sensacional!

 

UMA TRADUÇÃO LIVRE PARA O PORTUGUÊS:

O golpe no Brasil, segundo Perry Anderson

 

NO SCRIBD:

Crise No Brasil Perry Anderson

https://www.scribd.com/embeds/313797001/content?start_page=1&view_mode=scroll&show_recommendations=true

BOA LEITURA!

Read Full Post »

 
A avaliação abaixo vem do PSOL. Embora tenha sido escrito por um partido político, considero que não há grandes equívocos, sendo um bom resumo do ocorrido a partir do dia 12 de maio.
Tomou posse na tarde do dia 12 de maio o presidente Michel Temer.  Depois da votação do Senado, que por mais de dois terços confirmou o afastamento de Dilma da Presidência, o dia foi de reestruturação do novo governo. Os 55 votos a favor do relatório deixam claro que existe uma maioria consolidada para fazer do processo de impedimento algo irreversível.

Se consolidou a manobra reacionária. A burguesia está unida, através de seus meios de comunicação, seus partidos e seus aparelhos ideológicos para sustentar o governo de Temer como saída diante da histórica crise política.

(NOTA MINHA: Não gosto de generalismos. Há uma burguesia unida, uma elite dominante que apoia ou melhor, comanda a estrutura que está entrando. Mas não é um uníssono. Existem empresários decentes, conscientes, não escravocratas, que estão aí, brigando contra essa gente. Podem ser hoje uma minoria, mas não interessa. A generalização é sempre perigosa).

Dilma fez um discurso aos moldes do que o PT vinha construindo como narrativa. Ao lado de Lula, Kátia Abreu e outros destacados membros de seu gabinete, Dilma atacou Temer, afirmando que não usou da repressão contra os movimentos sociais. Parece esquecer que sancionou a lei antiterror, recorreu à Força Nacional para acabar com os protestos em Jirau e usou do aparato da ABIN e da repressão para desmontar os movimentos críticos durante a Copa.

(NOTA MINHA: É sinistro mesmo, mas ao mesmo tempo o governo dela teve como um marco positivo a Comissão da Verdade, e disso nunca esquecerei. É um governo esquizofrênico, com toda a certeza, fazendo coisas aparentemente antagônicas, o que gera insegurança demais. Mesmo assim nas eleições o povo votou (de novo) nela… E no Temer como vice, que agora está aí, de amigo a inimigo. Uma situação muito esquisita! Não apoio nenhum dos dois lados).

Na parte da tarde, Michel Temer anunciou o ministério, acenando para os setores mais pesados da burguesia. É a senha para intensificar os ataques contra a classe trabalhadora e transitar com sua ponte para a estabilidade para os de cima.

Seu ministério é reacionário e atrasado. Sem a presença de nenhuma mulher, com o DEM comandando a pasta da Educação/Cultura e com um representante da direita “dura” no ministério da Justiça, o governo mostra seu caráter antipovo.

O calcanhar de Aquiles do novo governo é o fato de que sete dos seus principais ministros estão sendo investigados pela Operação Lava-Jato. Um governo que assume com o cínico discurso de combate à corrupção tem na sua equipe de mando quase uma dezena de investigados. Não por acaso que foi nomeado para AGU o advogado Fábio Medina, celebre por defender o corrupto governo tucano de Yeda Crusius. Jucá, Padilha, Henrique Eduardo Alves e Geddel, o núcleo duro do governo Temer, estão diretamente envolvidos em listas e escândalos.

Chama a atenção também que nada menos que 10 ministros do “novo” governo Temer fizeram parte dos governos do PT. O novo arquiteto do plano econômico, Henrique Meirelles, sempre foi um homem de confiança de Lula no governo.

(NOTA MINHA: As farinhas misturadas do velho saco…)

O governo está buscando utilizar da unidade burguesa, que se expressa no apoio midiático, para tentar ganhar o apoio popular que hoje não tem. E aposta no cansaço do povo com a crise política para tentar criar um clima de que agora pode melhorar. Por fim, os indicadores econômicos do governo Dilma estavam tão ruins e o ajuste tão profundo, que a tendência é que a situação permitirá a redução dos juros e uma redução das expectativas inflacionárias. O governo Temer quer se aproveitar deste quadro e de seu peso no Congresso para preparar mudanças estruturais que retirem direitos dos trabalhadores. 

(NOTA MINHA: Eu diria mais, ao menos em parte (significativa), houve manipulação da crise, agravada para criar pânico, subsidiando a irracionalidade histérica que tomou o país com atitudes radicais, agressivas e pouco ou mal fundamentadas).

Read Full Post »

Fanatismos brasileiros e ateísmo político

Arnaldo V. Carvalho*

 

A escolha pelo domingo, e os telões montados na praia de Copacabana não deixavam dúvidas: os governantes trataram a decisão política do impeachment de Dilma Rousseff como espetáculo. E a parte do povo que abraçou a iniciativa se comportou de acordo. Por volta das onze horas da noite,  fui acordado por gritos de baixo calão, tambores,  apitos e buzinas acordaram a região onde moro,  próxima ao Maracanã. Exatamente como ocorre nos dias de jogo de futebol.

 

Sem me surpreender,  decidi ir aos jornais online.  Suas redações emitiam a mesma observação.  Mais uma a prova da afirmativa de que, no Brasil (ou ao menos no Rio de Janeiro) , as pessoas tratam política como se fosse futebol. Escolhem seus times e a partir daí passam a defende-los acima da lógica, da coletividade, do Todo. Opina-se e age-se de forma fanática. E o fanático –  confirma a psicanálise,  o pensamento reichiano e a Medicina Tradicional Chinesa – é movido pelo “pensamento mágico”,  uma estrutura arraigada no inconsciente,  geradora de angústia crônica, ansiedade generalizada, esperança doentia de que o individuo será salvo por algum evento externo ao mesmo. 

 

Não foi a toa que a palavra mais repetida pelos deputados no circo dos horrores de ontem foi “Deus”.  

 

Fanatismo esportivo, fanatismo religioso, fanatismo político, fanatismos vários… A sensação é de que vivemos uma era de fanatismos em todas as áreas. Porque o fanatismo é um só. 

 

Vota-se por fé e não com fé.  Se religiões têm seus dogmas e seus fieis devem segui-los, em nome do mistério da fé que lhes move, o mesmo não deveria ocorrer,  jamais,  no campo político.

 

Mas fanáticos tornam-se uma estranha espécie de seguidores cegos dos partidos e seus personagens. Por vezes, alguns são ouvidos como se fossem a fonte única da verdade.

O fanatismo político do Brasil inclina-se a variantes mal resolvidas de direita e esquerda, e tem predileção por adorar imagens: pessoas ou grupos são mitificados, para o bem ou para o mal.

 

Não é curioso que as populares propagandas políticas especialmente distribuídas em boca de urna (apesar da proibição expressa) sejam denominadas “santinhos“?  

Políticos emitem suas imagens,  o povo as engole inteiras. Defendem e atacam posições baseadas no que ouviram “por aí”,  tornando bares, facebooks, jornais e revistas verdadeiros “templos”. Aquilo que lhes chega é suficiente para a formulação de uma posição. Mas será mesmo possível assumir que suas fontes formulam análises justas, completas e honestas sobre o que vem acontecendo no panorama político econômico e social? É cabível uma participação política assim,  tão acrítica da parte do cidadão?


Contra os fanatismos,  o Brasil talvez precise é de mais ateus políticos. Pessoas que não acreditem de forma absoluta em nenhum partido e nenhum político, que não acreditem em teorias acerca de direita e esquerda, ao menos no país atual.  Precisamos de cidadãos que observem de forma menos iludida os movimentos dos candidatos e eleitos, e os aprovem ou rejeitem com mais consciência. Isso passa por investigar feitos anteriores do político de interesse, suas alianças, seus votos e projetos, suas condutas pessoais mesmo de antes de tornarem-se políticos.  Peso menor ou nenhum terão as meras palavras e promessas desses homens.  O ateu político não crê em político salvador.


Ateísmo político requer boa memória. Isso porque se rejeitará a imprensa momentânea como fonte absoluta da verdade. Requer ainda uma positiva burocracia de verificação: deve-se buscar sempre que possível a fonte das informações do que se lê,  vê e ouve, verificando validade, idoneidade, relevância.

Para o ateu político nenhum candidato é santo ou demônio,  apenas pessoas defendendo interesses que podem ou não representa-lo. Ele entende que o apoio plausível, a ação plausível, deve ser a da consciência individual afinada com os interesses de uma complexa coletividade.


Sem dúvida, o ateu político não espera vida após a morte; Pelo contrário,  atua para que a coletividade reivindique um Estado mais justo .

Mas sem devaneios, explosões de raiva ou euforia,  pobreza de informação,  achismos e mitos. Não há mais espaço para novos fanatismos.  Respiremos.

Arnaldo


Você conhece algum ateu político? Comente aqui!

*   *   *

* Arnaldo V. Carvalho, terapeuta, professor, pai, cidadão, não se furta à análise do aqui-agora da sociedade onde vive.

Read Full Post »

 

Anos atrás, fui convidado por uma empresa de consultoria a analisar o perfil de stress dos funcionários de uma fábrica de frango instalada no Rio de Janeiro. O motivo era descobrir porque a mesma tinha um índice de pedidos mensais de demissão na ordem de 30%, por longo tempo (estamos falando de um universo de 2000 (dois mil) funcionários . A quantidade de funcionários afastados por lesão e L.E.R./DORT também era impressionante.

A primeira coisa que me chamou a atenção é que o responsável geral pelo processo produtivo, um veterinário, me mostrava entusiasticamente como o frango era processado, como o ambiente era higienizado, como eles eram eficientes  – mas em nenhum momento se remetia aos funcionários. Contou-me sem remorsos que no início de cada turno a esteira (linha de produção) começava com uma velocidade x, mas aos poucos era acelerada para render mais. Os frangos, que já não tinham boa vida na granja, também não tinham boa morte. Tal como na animação “Fuga das Galinhas” mostra, eles são brutalmente manipulados, tomam choque, chegam as vezes na máquina que os depena ainda com um fio de vida… É muito fácil esquecermos diante de um quadro desses, das pessoas que lá estão.

Estive nas instalações da fábrica por três vezes*, acompanhando todo o processo produtivo, e meus olhos lacrimejavam o tempo todo, por conta do forte odor dos produtos de  limpeza misturados aos vapores dos frangos; o barulho em alguns setores era excessivo, e as proteções auriculares desconfortáveis – com adesão muito limitada da parte dos funcionários. Acessórios de proteção como as luvas de aço usadas pelo pessoal do corte não impediam ferimentos, embora sem dúvida evitasse que o funcionário perdesse dedos ou a mão inteira. Manipular os frangos antes a potente serra de corte era trabalho de homens grandes e fortes, que sob tensão eram os principais candidatos a lesão por esforço repetitivo. Mesmo com vestimentas especiais, o setor de refrigeração congela o que fica de fora do seu corpo (especialmente o rosto) em poucos minutos, e a ordem é que não se fique mais de dez minutos lá dentro. Mas é impossível, porque os homens precisam empilhar, descarregar e carregar, e as vezes ficam bem mais que o estipulado. Há uma carga horária brutal e uma supervisão truculenta. Homens e frangos são tratados de um só modo, nessa RICA indústria. O que mais esperar? A industria avícola é uma fábrica anti-vida.

Ao ler o artigo abaixo, publicado na revista Radis, não pude deixar de me lembrar de tudo o que vi. Já não como frango há muitos anos; Se quando tomei essa atitude foi por pensar em mim mesmo (o frango de granja oferece a menos saudável das carnes), hoje digo que o mais importante em deixar de consumir frango industrializado é não alimentar essa cadeia produtiva nociva.

Arnaldo V. Carvalho, naturopata

* Infelizmente, quando chegamos na fase das entrevistas individuais, a consultoria foi dispensada e o trabalho foi interrompido.

 

Dores e excesso de trabalho

A Comissão de Justiça e Direitos Humanos da Câmara dos Deputados analisou em dezembro as conseqüências do ritmo intenso de trabalho na indústria avícola, que vem gerando uma legião de trabalhadores lesionados e inválidos, vítimas da aceleração do ritmo das nórias (as correntes que transportam o frango até os trabalhadores na linha de produção). Segundo a Folha de S. Paulo, os parlamentares acompanharam os depoimentos com lágrimas nos olhos. “A situação é bem mais grave do que se imaginava. Ficamos emocionados com o grau de crueldade dessa guerra econômica, que produz um exército de mutilados”, disse a deputada Luci Choinacki (PT-SC).

As exportações do setor avícola vêm crescendo vertiginosamente — de 879 milhões de dólares, em 2000, para 2 bilhões e 862 milhões de dólares, até outubro de 2005. Para atender a essa demanda, as empresas aceleram a produção. Um dos problemas dos trabalhadores é a síndrome do túnel do carpo, inflamação do nervo mediano que causa dor aguda da mão ao ombro, incapacitando a vítima e exigindo cirurgias.

FONTE: Revista Radis Súmula, fevereiro e 2006 (ed. 46)

—————————-

Aproveito para convida-los a conhecer a animação MEATRIX e suas continuações, que retratam em pouquíssimos minutos boa parte dos sérios problemas da indústria de criação de frangos, porcos e gado confinado em todo o mundo:

 

Read Full Post »

Atenção pessoal, o TSE está divulgando as listas de candidatos inaptos em todo o país. 
 
Para ver no seu município:
 
Listo aqui quinze dos vários candidatos INAPTOS a eleição em Niterói e São Gonçalo – ATENÇÃO, não percam voto, e olhem os partidos desse pessoal, para ver os que estão mais indeferidos!!! (Arnaldo)
NITERÓI
NOME DO CANDIDATO NOME PARA URNA NÚMERO SITUAÇÃO PARTIDO COLIGAÇÃO
ANA DE FATIMA DOS REIS DIAS ANA COSTA 43497 Indeferido PV NITEROI SUSTENTAVEL
ANA PAULA CARREIRA MOREIRA ANA PAULA 31031 Indeferido PHS SOMOS + NITERÓI
ANDRE VITOR DIAS BORGES VITOR BORGES 17007 Cancelado PSL PRIORIDADE POR NITERÓI
ANTONIO JOSE DOMINGOS ROLLA NETO ROLLA 15133 Cancelado PMDB JUSTIÇA SOCIAL E FÉ
CARLOS ALBERTO SIQUEIRA CARLOS SIQUEIRA 22222 Cancelado PR SOMOS + NITERÓI
ELAINE CHRISTINA SIQUEIRA MARQUES ELAINE PAIXÃO 22004 Indeferido PR SOMOS + NITERÓI
FILIPE EDUARDO DE ANDRADE BORGES FILIPE BORGES 11012 Cancelado PP PRIORIDADE POR NITERÓI
JOSE APPARECIDO BAIONETA DA SILVA BAIONETA 22333 Indeferido PR SOMOS + NITERÓI
JOSE HENRIQUE JARDIM DA SILVA JOSE HENRIQUE JARDIM 22580 Cancelado PR SOMOS + NITERÓI
JOSEANE ANGETRINA ALVES JOSE DA RUA OITO 44977 Indeferido PRP SEMPRE JUNTOS POR NITERÓI
JOSÉ MANOEL DOS SANTOS JOSÉ MANOEL 54777 Indeferido PPL SEMPRE NITERÓI
LAILA ROSE DIAS CORREA DE CARVALHO LAILA 13645 Indeferido PT É HORA DE MUDANCA
LUIZ CARLOS RODRIGUES DA FONSECA TIO LUIZ CARLOS 45145 Renúncia PSDB NITERÓI PODE MAIS
MARCOS ANTONIO COELHO ANCHIETA MARQUINHO ANCHIETA 20777 Indeferido PSC NITEROI SUSTENTAVEL
MARIA DE FATIMA PAULAVICINS DE OLIVEIRA FATIMA CABELEREIRA 23012 Indeferido PPS SEMPRE NITERÓI
[ 22 item(ns) encontrado(s). Mostrando de 1 a 15 ]
 
SÃO GONÇALO
 MACHADO AMARANTE ALEX AMARANTE 65555 Indeferido PC do B PCdoB e PPL – UNIDOS PRA AVANÇAR
ANA MARIA DO SACRAMENTO ANA SACRAMENTO 33254 Renúncia PMN Mobilização dos Trabalhadores
ANA PAULA FERREIRA DA SILVA PAULINHA DA MARMORARIA 65333 Indeferido PC do B PCdoB e PPL – UNIDOS PRA AVANÇAR
ANGELA ANTONIAZZI ANGELA ANTONIAZZI 40665 Indeferido PSB PSB / PSL
ANGELA MARIA DA SILVA ANGELA MARIA 65427 Indeferido PC do B PCdoB e PPL – UNIDOS PRA AVANÇAR
CARLA REGINA SIQUEIRA FIGUEIREDO ENFERMEIRA CARLA 65650 Indeferido PC do B PCdoB e PPL – UNIDOS PRA AVANÇAR
CARLOS AUGUSTO ALMEIDA CARLINHO PAPAI 12369 Indeferido PDT JUNTOS PRA MUDANÇA NÃO PARAR – PDT e PTC
CARLOS ROBERTO GOMES CARLOS GOMES 12346 Indeferido PDT JUNTOS PRA MUDANÇA NÃO PARAR – PDT e PTC
CELIA REGINA BASTOS DA SILVA RIBEIRO CÉLIA DA ELLO DE AMOR 65105 Indeferido PC do B PCdoB e PPL – UNIDOS PRA AVANÇAR
CLAUDETE DA COSTA ANTUNES CLAUDETE ANTUNES 20111 Indeferido PSC Partido não coligado
CLAUDIA MÁRCIA MOREIRA MOTA CLAUDIA 43666 Indeferido PV UNINDO FORÇAS POR SÃO GONÇALO PMDB/PT DO B/ PV
CRISTIANE AZEREDO COUTINHO CRISTIANE COUTINHO 20601 Indeferido PSC Partido não coligado
EDILSON GOMES EDILSON GOMES 55640 Indeferido PSD Partido não coligado
EDSON HAINFELLNER EDSON GONÇALO 31631 Indeferido PHS Partido não coligado
ELIZANGELA CRISTINA BARROS DA SILVA ELIZANGELA BARROS 12333 Renúncia PDT JUNTOS PRA MUDANÇA NÃO PARAR – PDT e PTC
[ 81 item(ns) encontrado(s). Mostrando de 1 a 15 ]
PrimeiroAnterior12345PróximoÚltimo

 

 FONTE: TSE

http://divulgacand2012.tse.jus.br/divulgacand2012/abrirTelaPesquisaCandidatosPorUF.action?siglaUFSelecionada=RJ&codigoSituacao=3

Read Full Post »

São muitos os partidos políticos desconhecidos, seja pela inexpressividade, porque mudaram de nome, fundiram-se a outros ou simplesmente são novos. Desde 2000, surgiram mais 6 partidos, e vários outros estão em fase de registro junto ao TSE.

Tudo isso  confunde o eleitor. E nem sempre partidos nascem para melhorar o país ou para torna-lo mais democrático.

–> Quando um novo partido se forma?

1) Quando um político está queimado dentro de um partido, ou o partido está queimado perante a opinião pública e o político não quer mais ver sua imagem associada a este*;

2) Quando um político eleito já não quer mais ser influenciado/controlado/pressionado por seu partido de origem*;

3) Quando um partido entra em crise interna e “racha”, saindo um grupo que entende que sua ideologia não é a mesma do partido, havendo necessidade de se criar um novo que se afine mais com esse grupo. (o exemplo mais conhecido talvez seja o da divisão do PMDB, onde um grande grupo saiu para fundar o PSDB).

4) Quando um grupo de pessoas com uma nova ideologia surge.

5) Quando um ou mais políticos de diferentes partidos têm interesse em se juntar e querem burlar as regras da fidelidade partidária, pois fundar outro partido oferece justa causa a mudança*.

6) Finalmente, há o interesse em se formar “partido laranja”. Criam-se vários pequenos partidos, para que se possam montar coligações e com elas se obter mais chance de eleição aos cargos do legislativo (vereador, deputados). Isso é possível no sistema de eleições proporcionais. Como uma coligação pode eleger mais do que um partido solitário, passa a ser vantagem que um partido de grande porte faça coligação com um partido minúsculo.

Vejam que na prática, quase sempre as razões para a  fundação são espúrias ou questionáveis, e talvez apenas a 4 valesse a pena, desde que realmente surja uma nova ideologia, o que pelo que tenho observado nos novos partidos, não aconteceu.

— >Quando um partido “morre” (extingue-se ou é incorporado a outros)?

1) Quando a causa que motivou seu surgimento é enfraquecida (como o caso do PAN, Partido dos Aposentados da Nação, incorporado ao PTB em 2007).

2) Quando o nome do partido está com uma imagem muito negativa e deseja-se um novo nome, tentando desvincular-se ao passado, confundindo o eleitor. Foi assim que o PRN (criado pelo Collor) virou PTC, e o ultradireitista PFL virou DEM (assumindo de vez  “american dream” que na verdade só pode ser “brazilian delirious”). Outros que mudaram de nome são: PPB para PP; PRT para PSTU, o PSN para PHS e o PDC para PSDC.

3) Quando se fundem: Ainda procuro razões concretas para fusões, mas creio que quando dois partidos enfraquecem por vezes podem considerar a fusão uma soma de forças benéficas para ambos. Um partido que depende muito de um “ícone”, como o PRONA dependia de Enéas por exemplo, parece não ter tido muita solução a não ser buscar esse recurso. Fundiu-se com o também enfraquecido PL, dando origem ao atual Partido da República – PR (cujo nome demonstra que possivelmente o PL, que como o PFL também é afinado com um liberalismo “à americana” obteve mais influência nesse processo). 

Além dos surgidos de fusões e mudanças de nome, encontramos partidos novos – nem todos com caras novas, ainda estranhos a maioria. Segundo a ordem de estabelecimento junto ao TSE, temos: PR – Partido da República (2006); PSD – Partido Social Democrático (2011, criado pelo Kassab!); PPL – Partido Pátria Livre (2011); e PEN – Partido Ecológico Nacional (2012).

Quando se vê um partido como o PEN surgir, é possível perguntar: “essas pessoas (que fundaram o partido) querem estar num partido vinculado a causa ambiental, ok. Mas o Brasil já não tem um partido formado sob essa égide (no caso, o PV)? Surgem novos com gente que não quer “se contaminar” com um partido envenenado por denúncias, desorganização, etc., mas permanecem os velhos; e assim vamos empilhando partidos empoeirados junto aos novos, apertando-os na prateleira finita da organização brasileira. Pelo visto, o processo de desgaste dos partidos não é reciclável.

Quem pensa que paramos por aí, na “pequena soma” de TRINTA partidos, está enganado. Há vários outros partidos estão em formação, alguns deles inclusive já entraram com processo de registro no TSE. É o caso do PSPB – Partido dos Servidores Públicos e dos Trabalhadores da Iniciativa Privada do Brasil. Isso significa que em breve, o Brasil poderá receber mais e mais partidos, tornando o processo democrático cada vez mais complicado.

* * *

*Arnaldo V. Carvalho é pai, terapeuta, cosmopolita, “meio intelectual, meio de esquerda meio de direita“, e busca votar responsavelmente.

* Um político eleito por um partido não pode mudar muito facilmente… Mas se surge um novo partido, aí ele pode mudar, pois a mentalidade democrática presume que, se surge um novo partido que estaria mais de acordo com a ideologia dele, tudo bem. Se o partido antigo se funde com outro também passa a ser possível mudar de partido por justa causa.

Referências:

http://www.tse.jus.br/partidos/partidos-politicos

http://pt.wikipedia.org/wiki/Anexo:Lista_de_partidos_pol%C3%ADticos_no_Brasil

http://www.tse.jus.br/arquivos/tse-historico-partidos-politicos

http://www.tse.jus.br/partidos/fidelidade-partidaria

http://www.tse.jus.br/legislacao/codigo-eleitoral/lei-dos-partidos-politicos/lei-dos-partidos-politicos-lei-nb0-9.096-de-19-de-setembro-de-1995

http://www.tse.jus.br/partidos/contas-partidarias/relacao-de-processos/relacao-de-processos-partido-pan/?searchterm=partido%20dos%20aposentados

http://pt.wikipedia.org/wiki/Anexo:Lista_de_partidos_pol%C3%ADticos_brasileiros_extintos

http://bloglentedeaumento.blogspot.com.br/2011/10/ja-extrapolamos-barreira-do.html

http://www.tse.jus.br/noticias-tse/2011/Novembro/hiperpartidarismo-pode-prejudicar-a-governabilidade-diz-presidente-do-tse-em-palestra

http://istoepiaui.blogspot.com.br/2011/10/o-pais-do-hiperpartidarismo.html

Read Full Post »

por Arnaldo V. Carvalho*

Votar em branco dá voto para quem está ganhando a eleição? Votar nulo pode anular uma eleição?

Amigos leitores, essas são dúvidas de muitos, mesmo entre pessoas esclarecidas. Isso acontece porque durante anos houve conflito nas leis e possibilitavam interpretações distintas, e na principal delas, o voto em branco era contabilizado para fins de quosciente eleitoral. Atualmente, contudo, a Lei nº 9.504/97 pôs um fim às dúvidas, e hoje fica garantido o seguinte: Votos nulos e votos em branco são votos igualmente inválidos, que não serão contabilizados. Ou seja, o efeito é o mesmo. E que efeito é este?

O efeito de um voto não contabilizar é o de encolher o número de votos necessários para se obter maioria absoluta – e assim vencer direto, sem segundo turno. Assim, numa cidade com 100.000 eleitores, onde 20% (20 mil) não votaram, e/ou anularam e/ou votaram em branco, 80.000 eleitores tem votos contabilizados. Se antes um candidato precisava de 50.001 votos, agora só precisa de 40.001. Alguns argumentam que, na prática, isso pode representar uma eleição mais fácil para o favorito, e clamam que não se vote nulo caso haja um candidato “mau” disputando a eleição contra um “bom”, ou quiçá um “menos pior”.

No final das contas, fica valendo a máxima da convicção no que acredita, independente se esta convicção te encaminha para a anulação do voto ou para um candidato que você realmente deseja ver no poder.

*   *   *

Referências:  

http://papodehomem.com.br/voto-nulo-e-voto-em-branco-o-que-realmente-e-verdade/

http://super.abril.com.br/cultura/adianta-votar-nulo-446574.shtml

http://diariocatarinense.clicrbs.com.br/sc/noticia/2010/09/justica-eleitoral-esclarece-duvidas-sobre-votos-brancos-e-nulos-e-diz-que-nao-valem-na-contagem-3047161.html

http://oglobo.globo.com/eleicoes-2010/tire-suas-principais-duvidas-sobre-votos-brancos-nulos-nesta-reta-final-nas-eleicoes-4987906

http://www.brasilescola.com/politica/votar-nulo-funciona.htm

http://www.tse.jus.br/arquivos/tre-ms-artigo-sobre-votos-validos/view?searchterm=voto%20em%20branco

NOTA: Na PARTE 2, explicarei sobre as Coligações, que também oferecem muitas dúvidas ao eleitor.

 

Arnaldo V. Carvalho, terapeuta, é um eleitor comum, que cheio de dúvidas resolveu estudar, aprender, decifrar e divulgar da forma mais simples possível as dúvidas sobre o processo eleitoral, para cuja maioria das respostas quase sempre só complicam mais e mais.

Read Full Post »

Older Posts »

%d bloggers like this: