Porque não se isolar do falastrão nazista:

“Como era tentador, por exemplo, simplesmente ignorar o falastrão nazista. Mas por mais sedutor que possa ser render-se a tais tentações e isolar-se em sua própria psique, o resultado sempre será uma perda do humano junto com a deserção da realidade”.

Hanna Arendt, filósofa alemã-judia (1906-1975)

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A busca mais perfeita

Há cerca de vinte anos, comprei em um sebo um velho livro, bem rabiscado, e com um pequeno recorte de jornal nele esquecido. Por algum motivo, nunca o tirei de lá. Mas também não me interessei a ler.

Recentemente, busquei uma referência nesse velho volume, e dessa vez, o fragmento não passou incólume. Era uma pequena nota de Joyce Pascowitch falando da livreira esotérica Lili Guimarães (1946-), então dona da Livraria Spiro (fechada há alguns anos). Após apresentar a empresária ao público, Pascowitch fez aquelas perguntinhas rápidas, que por vezes trazem pérolas preciosas. No momento, deixo vocês com apenas uma:

A busca mais perfeita é aquela…

– Que garimpa o amor.

Assim disse Lili Guimarães.

(Arnaldo)

PS: A coluna de Joyce trazendo um pouco de Lili Guimarães foi publicada na Folha de São Paulo, em 1996, e está disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/1996/12/29/mais!/1.html

Um ato que nega os demais

“A poesia não é uma crença. Nem uma lógica. A poesia é um ato. Um ato que nega todos os atos. Ai se dá no instante em que a sombra do sonho parece a sombra do poema”.

Takiguchi Shuzô, artista japonês. 1903-1979