Escada rolante e perigo: Um alerta a quem tem criança pequena

Prezados leitores e amigos,

No final do ano passado uma de minhas filhas de dois anos e meio, subindo de mãos dadas comigo a escada rolante na Cinelândia (saída Teatro Municipal), teve no fim da subida sua sandália “comida” pela escada rolante. Ficamos bastante assustados, embora aliviados por não ter havido nenhum dano físico a nossa pequena. Mas isso é grave. Era uma sandália alta. Não é possível que não haja tecnologia de segurança para prevenir esse tipo de acidente. Seguem fotos do ocorrido. Informei ao Metrô Rio do ocorrido e estou aguardando algum posicionamento. Atualizo vocês assim que receber.

Seguem fotos da sandália comida, tiradas assim que houve o acidente.

Já pensou se pega nesses dedinhos? Revoltante, beira o insuportável pensar que as crianças estão suscetíveis a esse risco mesmo seguindo as regras de segurança de escadas rolante.

Já pensou se pega nesses dedinhos? Revoltante, beira o insuportável pensar que as crianças estão suscetíveis a esse risco mesmo seguindo as regras de segurança de escadas rolante.

sandalia_mel (2)

Essas fotos foram tiradas no local do ocorrido. A calçada para onde a escada do Metrô dava estava em obras. Isso foi no dia 31 de outubro de 2015, às 10:57 da manhã.

Dei uma pesquisada e não foi só conosco. Seguem links de outros acidentes envolvendo sandálias infantis e escadas rolantes, em:

Observem que a maioria fala do perigo de sandálias “croc”. A sandália da minha filha não era Croc mas o material é bem parecido. Cuidado pessoal.

ATUALIZAÇÃO DE 27/01/2016 – METRÔ RIO FALOU COMIGO.

O Metro Rio telefonou para minha casa dias após receber meu informe escrito. Disse a moça com quem falei que o pedaço da sandália foi encontrado em DEZEMBRO no “equipamento” (a escada rolante em si). Me perguntou porque na mesma hora não fui comunicar ao Metrô (ao que expliquei que não submeteria duas pequenas de dois anos a burocracia e preferi seguir com a programação do teatrinho que elas foram assistir, comprando uma sandália de improviso no comércio próximo). Ela então reforçou as regras de segurança no uso da escada (ao que repeti que o uso foi correto, com a criança estando de mão dada e sem pisar nas faixas amarelas), e perguntou se eu queria algo mais do Metrô. Na hora me deu vontade de dizer coisas que, infelizmente, seria sério para mim mas provavelmente seria levado como deboche pelo MetroRio: “gostaria mais que um telefonema. Na verdade gostaria que eles enviassem uma caixa com um pedido de desculpas, a sandália nova e um cartão-convite para a minha filha e sua família conhecerem a estação do metrô e sua segurança, e quando eu chegasse lá, gostaria que eles dessem a ela adesivinhos coloridos com trenzinhos do metrô escrito “Metro coração você”, e que o gerente ou diretor da estação onde tem a escada que comeu a sandália dela aparecesse, nos cumprimentasse e mostrasse no seu Tablet a pesquisa que o Metro estivesse fazendo para a aquisição de novas escadas rolantes mais seguras, assim como outros equipamentos, sinalizações e itens de segurança”.

Gostaria mesmo de falar tudo isso, mas para além da descrença, eu vivo uma vida onde trabalho, estudo, cuido de filho e da casa. Cheguei em cima da hora para fazer o almoço, e precisava ser rápido. Então respondi apenas que “cumpri minha parte como cidadão alertando a vocês sobre a importância do ocorrido, que este ocorrida passe a fazer parte de estatísticas e dados que o Metrô utilize para melhorar sua existência e preste serviços melhores a população, incluindo o quesito segurança. Em 2016, com tanta tecnologia do século XXI, não é possível que não haja uma escada rolante que impeça esse tipo de situação e seja portanto 100% segura”.

Arnaldo V. Carvalho