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Shiatsu, Butô e a longa dança da vida

Por Arnaldo V. Carvalho*

Há vinte anos, pude ajudar a cuidar, mesmo que por poucos meses, da saúde do Dr. Mario Negreiros, renomado endocrinologista de Niterói.

Havia passado por uma experiência de dança, e lá fui apresentado por sua filha ao Butô, a dança contemporânea japonesa, repleta de significado, expressão profunda, transpessoal, além da pequenez da alma do indivíduo, aproximado a energia cósmica que faz a dança celeste do infinito enamorar-se dos sutis e profundos anseios intraterrenos da mãe natureza de nosso planeta.

Hoje me deparo com a notícia do falecimento do pai da arte Butô, Kazuo Ohno, aos 103 anos.

Junto com ela, palavras de Ohno, a própria dança traduzida na limitação linguística que nos habita.

A dança que mexeu comigo há mais de vinte anos é passada como um filme dentro de mim… Todos os pas de deux que vivi, toda a dança que dancei para e pela vida, todo o Shiatsu que se efetua no Kanji da dança (Odori), afixado na parede de meu consultório (arte Shodo original da mestra Kazuko Hagiwara).

Sou dança. Sou shiatsu. Sou butô. Sou Cosmos.

*   *   *

* Arnaldo V. Carvalho é professor de Shiatsu e faz dele seu Butô e seu Do.

 

 

 

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Por Arnaldo V. Carvalho

Volta e meia escuto de algum cliente ou mesmo amigo: “a terapia me faz muito bem, mas estou com medo de ficar dependente dela”. A uma pessoa que muito quero bem, escrevi umas linhas, que publico aqui com acréscimos, por achar que pode ser útil a todos que têm essa dúvida e/ou esse medo.

Esse conceito de dependência e tão relativo!

Para mim, ele é relacionado com a turma das coisas que dão prazer mas não fazem bem e as coisas que não dão prazer e fazem bem. Explico, no mundo tem quatro tipo de ação ou experiência que você pode fazer/viver:

  • As que não fazem bem e não dão prazer (todo mundo quer distância!)
  • As que não fazem bem mas dão prazer (aí mora o perigo, tem um monte de coisa que dá prazer mas não faz bem – e muitas delas viciam).
  • As que fazem bem mas não dão prazer (de remédio ruim, passando por dieta a academia de ginástica, essa é a turma das coisas que não encontra com facilidade uma adesão permanente. Elas até podem fazer bem, mas geram resistência nas pessoas, que precisam sentir prazer no que fazem para aderir legal. Aí é que as pessoas começam e param, começam e param essas coisas, repetidamente!)

E, finalmente…

  • As ações/experiências que fazem bem e dão prazer (tem um monte! Mas as pessoas estão tão condicionadas que já não conseguem aderir de forma concreta, mesmo que seja uma maravilha em todos os sentidos. Exemplo: um casal de amigo chama o leitor para jantar com eles. O jantar foi maravilhoso, comida super saudável, diferente. O leitor chega a pegar a receita dos pratos… Mas ela fica esquecida, e o leitor segue comendo tudo o que comia antes…)

Se uma terapia oferece algum benefício (ex: fazer refletir) mas nenhuma forma de prazer (ex: encontrar respostas), a pessoa desanimará e não ficará. Se, ao inverso, ela oferecer um prazer, mesmo que secundário (ex: alívio ao despejar os problemas em um ambiente neutro, dando-se a sensação de ter “colocado para fora”), mas não faça bem (a terapia bem orientada deve oferecer ferramentas para que a pessoa LIDE e/ou transforme o que foi externado), essa terapia será inconsistente, e a chance da pessoa se ver como uma “viciada” é enorme! Ela sentirá alívio, mas não mudará seus padrões, e assim as fontes de angústia permanecerão em sua vida, estabelecendo um ciclo vicioso.

Esse artigo é sobre a BOA terapia, a terapia bem feita, a que funciona em função da competência do profissional, da vontade do indivíduo e da qualidade de vínculo ou parceria entre terapeuta e cliente.

Aquilo que é bom, dá prazer e faz bem é o que onde vale fazermos brotar a sintonia constante, que é o inverso do vício. É o peixinho q limpa o tubarão, o alimento para  a alma.

Houve um tempo em que grandes pensadores se pensaram vítimas do nós, e desejaram ser “livres” de gente, da sociedade, de Deus, das próprias neuras… Direito legítimo, eles reivindicaram a autonomia do Eu. Mas… A autonomia eremítica é de fato da natureza humana? As vantagens da convivência não criaram aliás, toda uma categoria de animais coletivos, à qual o Homo sapiens encontra-se inserida?

– Xoooô Nietzsche! – Sem pensar esse incrível filósofo desejou ser superultraindependente e ainda chamou isso (esse) de Übermensch (ultra-homem!). Criptonita nele!Mas tudo bem. No contexto sufocante século XIX e suas cristiandades radicais e partidas ele precisava romper. Precisava de seu ultrahomem para sobreviver psiquicamente, tanto quando adesões às suas ideias (todo autor quer ser lido!).

Ultra-independência, ultra-autonomia, quem tem é a ameba, que é unicelular. Só no corpo de uma pessoa habitam mais de 100 TRIlhões de bactérias, sem as quais morreríamos! Dependemos da vida na Terra e do que vem do Espaço para vivermos. Dependemos uns dos outros, e toda essa energia. Se isso pode ser chamado de “Deus”, então ele não tem nenhuma chance de estar morto.

A sintonia constante com o que é bom de fato é sempre não impositiva, sem prejuízo para quaisquer das partes, e aliás, com benefícios para todas elas. É o bom hábito, a coisa que se termina a gente fica com saudades também boas. é o desencontro para o crescer. É o filho que fala para o pai: “chegou a hora de eu seguir pai!”. É o desenlace inesquecível que marcará a vida dos dois para sempre – mas que se compreende com tal força que não há resistências ou desejos de voltar atrás.

Assim também acontece com a boa terapia, onde o profissional atento encontra-se cúmplice do olhar do cliente, que após processo bem sucedido, não importa se mais ou menos longo, saberá despedir-se do setting terapeutico, senão permanentemente, até que surja um outro ciclo de necessidades do corpo, da mente, da alma (indivisíveis).

Somos sociais, sociáveis, precisamos, adoramos e merecemos todo o contato de cuidado, que são e prazerosos num só tempo.

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 Toda a gratidão a Deus – tenha ele o nome que tiver – pela Vida privilegiada que me concedeu. (Arnaldo)

Minha avó tinha “Para nervosos e angusttiados”, um best-seller do Prof. Hermógenes. Bem criança olhava aquele livro no meio dos outros, e não entendia nem porque alguém precisaria de um livro como aquele, nem questionava porque ele habitava a prateleira de minha avó. Talvez porque ela fosse médica. Talvez porque o livro fosse exótico (e ela era curiosa com temas exóticos). Sei que ela não era nervosa ou angustiada. Bem… Talvez fosse um pouquinho nervosa… De todo o jeito, não me recordo dela lendo o livro em nenhum momento.

Fui reencontrar Hermógenes em meu progresso na vida de terapeuta. Ele era a grande referência de uma yoga espiritual, séria, devota, e praticamente criava oposição com o então emergente e expansionista trabalho da “Escola De Rose”, que mostrava a yoga para a juventude indo onde eles estavam – as academias de ginástica, que passavam por seu primeiro grande boom do formato que até hoje persiste.

Eu lia frases do Hermógenes nos jornaizinhos esotéricos, um ou outro texto do mesmo, e cheguei até a assistir vídeos do Professor. Nunca li palavra ou ação que destoasse de tudo o que eu acreditava e acredito. Lendo sobre sua biografia, assumi para mim mesmo que o Yoga libertou aquele homem do espírito do militarismo – entidade humana e mundial que nunca consegui conceber como útil à humanidade, pelo contrário. Mas talvez, daqueles tempos ele tenha herdado o que me faltou por tantos anos. A disciplina.

E como eu admirava o que eu não tinha, eu precisava aprender, e ele com certeza poderia me ensinar. E Hermógenes, através de seus textos, foi me ensinando. Foi me ensinando também sobre certezas e relativismos. Eu, que tudo relativizei sempre, encontrava um sábio cheio de certezas. Hermógenes era meu profeta Gibrantesco de de vez em quando, uma força a buscar quando me sentia muito perdido.

” Não quero mal ao que me iludiu, lastimo aquele que me deixou iludir. Eu Mesmo.” (Hermógenes)

Um dia encontrei Hermógenes. Sentamos para almoçar duas vezes na mesma mesa. O Hermógenes que conheci tinha um apetite de leão, um olhar vivo e um respeito silencioso e indescritivel a tudo o que estivesse vivo em sua volta. Isso incluía as pessoas e os vegetais que se tornariam parte dele. Que pratão! Acho que nunca tinha observado uma pessoa respeitar sua comida da maneira como ele o fazia. Foi uma das raras vezes que admirei alguém em seu ato de comer. Eu o olhava… Não era um sentimento de um fã olhando para seu ídolo. Era uma sensação de auspiciosidade. Uma auspiciosidade que sabia ser dali em diante permanente. E só. Já vivi isso com outras pessoas, um dia conto.

Éramos muitos no Encontro da Nova Consciência, em Campina Grande, Paraíba. Era eu um jovem professor a ministrar um curso que naquele tempo era novidade. Quanto tempo já faz? Dez anos? Já não lembro. Hermógenes era um dos consagrados que, voluntariosamente estava lá. O encontro reunia (e reúne) gente de todo o Brasil (e muita gente de fora também), para celebrar, refletir, e fazer encontrar pessoas e pensamentos aparentemente muito distintos. Estou me referindo ao encontro inter-religioso, inter-político (mas não partidário), inter-cultural, etc… Ou quem sabe transreligioso, transpolítico, transcultural… Hermógenes não podia estar fora dessa. Era um lugar fantástico, e propício ao cumprimento de suas missões: combater a Normose, promover o Amor, o autoconhecimento, a ética em seu sentido mais profundo e divinal. Ele ia todo ano ao evento, por seus próprios recursos. Ele era recebido por multidões. Era o guru de muitos… Mas era o mesmo Hermógenes gente que era em todo o canto. Um de seus gestos santos era a certeza – mesmo a certeza do incerto! E outro de seus gestos era a simplicidade.

Naquele tempo, Hermógenes já havia conhecido e passado a ser devoto de Sathya Sai Baba, o grande avatar indiano, falecido há poucos anos. Sai Baba era em si o próprio espírito multi-religioso. Ele ensinou a milhares (talvez milhões) de pessoas que o verdadeiro Deus é o Amor e que todos os representantes divinos eram igualmente Amor. Os devotos de Sai Baba celebram com o mesmo carinho as passagens de Buda, Jesus,  Maomé e tantos outros líderes espirituais pela Terra. A devoção a Sai Baba possivelmente foi a derradeira experiência espiritual que faltava ao velho yogue.

” Não quero mal ao que me iludiu, lastimo aquele que me deixou iludir. Eu Mesmo.” (Hermógenes)

Os anos passaram e fora o tesouro da experiência, que conservo comigo, não mais tive grandes contatos com o Professor ou sua obra. Mas a vida é sintonia, e sintonia é algo que sempre tive com meu irmão de espírito, o Prof. Carlos Henrique Viard. Henrique me trouxe de volta a presença de Hermógenes nos últimos anos, com sutileza mas com tanta beleza! Deixe-me contar um pouco como isso aconteceu.

Amigo de infância, amante como eu do movimento, do espírito lúdico, do fazer o bem e construir um mundo melhor, eu e Henrique compartilhamos de muitas experiências que por si só me tornam hoje um homem rico.

Saímos do esporte para o mundo das terapias, primeiro eu, depois ele. Havia algo em minha busca de equilíbrio que o chamou atenção, e ele compreendia que ali havia um caminho possível para que sua alma pudesse materializar muitos de seus potenciais. Ele se juntou a mim, e juntos fizemos cursos, ajudamos pessoas, aprendemos um monte.

Mas quando o ciclo de vida de nosso Portal Verde se fechou enquanto centro de terapias, em 2008, precisamos seguir nossos caminhos. Antes disso, porém, em sua jornada de desenvolvimento espiritual, o Yoga de M. Karthikeyan chegou a Henrique. Na mesma época, e pela mesma fonte, nossa amada amiga Celine Tosta, encontrou Sai Baba. E num terceiro momento, Yoga e Espiritualidade ligaram Henrique a Hermógenes. Se então esse meu ainda jovem amigo havia investindo profundamente na essência da sabedoria oriental – sobretudo de origem indiana – foi na obra de Sai Baba e no Yoga de Hermógenes que ele encontrou sua casa definitiva.

É porque o Céu está tão distante que nossa alma sofre com saudade do Infinito.
Mas é por estar tão alto e afastado que pode caber na exiguidade de olhos acostumados a contemplá-lo. (Hermógenes)

A afinidade, e fidelidade à alma do velho mestre foram tantas que a Henrique e mais uns poucos, foi concebido o direito de dar continuidade ao seu trabalho. Henrique trouxe Hermógenes em energia para nossa cidade natal, Niterói, pela primeira vez. Ali, a Academia Hermógenes funciona como a própria continuação viva deste mestre, ser humano, mortal e imortal como todos os outros. Eu vi, de longe, Hermógenes passar através de meu amigo-irmão e ajudar ao empresário estressado sobre autoamor para amar o Outro. Eu vi o doente quase moribundo profissional de saúde entender que era Luz e tornar-se ele mesmo mais um professor de yoga. Eu vi senhoras e senhores, adolescentes, jovens e maduros, encontrarem com a essência cuja consciência eliminou a ilusão de vazio interior. Eu vi casamentos acontecerem e flores se abrirem através desse trabalho.

Hermógenes multiplicou-se.

Essa foi sua liberdade final.

Resolveu então juntar-se a Sai Baba, seu último e derradeiro mestre. Foi anteontem. Um dia, quando a energia que se acredita unidade em mim estiver sem mais compromissos com a vida celular, pretendo visita-los.

São Gonçalo, 15 de março de 2015

Arnaldo V. Carvalho

*   *  *

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“Terapia é basicamente uma função do amor, e o amor somente flui quando não há ego.”

OSHO

http://neoalchemist.files.wordpress.com/2012/03/osho-meditation-for-headache.jpg

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“… Acredito que o fundamental da postura terapêutica é se ter a noção de que a terapia, bem intencionada e estruturada, seja ela qual for, cnstitui-se em um grande laboratório, um caldeirão alquímico onde os elementos que o preenchem são da ordem do afeto. Afeto do terapeuta, afeto de quem procura a terapia e onde ambos mutuamente se afetam na certeza de que depois deste encontro, nenhum dos dois serão exatamente os mesmos.”
Sergio Costa, psicoterapeuta corporal

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Curso – setembro 2010

IRIDOLOGIA ORGÂNICA

É uma forma de diagnose através dos sinais – inatos e adquiridos – da íris (porção colorido do olho), que permite um panorama das condições orgânicas do humano.

Clientela: profissionais da área de saúde.

Local: São Francisco – Niterói

Duração: 60hs – aulas aos sábados – quinzenais

Professora: Maria Aparecida dos Santos

Psicóloga, especialista em Psicossomática e cuidados transdisciplinares do corpo – UFF, 25 anos de Iridologia e naturopatia aplicada, mestranda em Psicologia Social-UERJ .

Contato: irisapa@hotmail.com – tel: 81232465

https://i1.wp.com/img821.imageshack.us/img821/9355/aparecidairidologia.jpg

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https://arnaldovcarvalho.files.wordpress.com/2010/08/mariee2bsioux2bfaces2bin2bthe2brocks.jpg?w=300

Uma única vez disse de um aluno aos colegas que comigo trabalhavam: “Esse já é melhor que eu, mesmo sem saber técnica nenhuma”. Dez anos passaram. O aluno foi aos EUA; atendeu atletas, personalidades, milionários. E aprendeu de muitas fontes. Foi abençoado por índios. E confirmou que a Maestria aqui na Terra precisa apenas ser relembrada.

Sim, o nome desse aluno é Luiz Miranda, e ele acaba de retornar a Niterói. Suas mãos estão a serviço do Universo, e de alguma maneira os arranjos da vida o fizeram voltar para equilibrar corpos e almas em Niterói.

Deixo abaixo pequeno anúncio do Luiz . Recomendo a todos. Irmão-de-alma, seja Bem-vindo de volta.

MASSAGEM HOLÍSTICA


https://i0.wp.com/images.vortala.com/chiropractor/USA/South%20Dakota/Sioux%20Falls/Envive/SiteGraphics/stonestall.jpgLuiz Miranda – licenciado pela Flórida.

Alongamento passivo, Aromaterapia, Argila, Moxabustão, Massagem Sueca / Profunda; e PEDRAS QUENTES (sabedoria dos índios norte americanos, curso feito in loco com uma índia Sioux).

Celular Brasil: (21) 8028 1692

Celular Usa: (954) 3549624

Valores: em domicílio – R$ 107,00.

em local locado – R$ 89,00.

na Logos – R$ 80,00.

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