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Archive for Junho, 2016

Arnaldo V. Carvalho

Meu amigo Ary Bon é declaradamente favorável ao chamado “anarco-capitalismo”. Muito do que defende está alinhado com o pensamento econômico da chamada Escola Austríaca.

Para argumentar sobre a política Temer, ele me indicou o IMB, organização que defende e propaga tais ideias. Muitos esquerdistas talvez considerem a Escola Austríaca como “o pior dos capitalismos”, enquanto que os de direita conservadores consideram a teoria dessa escola como “radical” e dissociada de um princípio mínimo de realidade.

Fato: Eles dão uma tremenda aula de economia para leigos , muito proveitosa, no artigo:

A redação é de Fernando Ulrich, mestre em Economia da Escola Austríaca.
Indico que leiam o artigo e também os comentários, do mais alto nível. Ele conta com links e mais links internos e outros, que te levam a uma imersão em um novo mundo.
Minha opinião?
Não é fechada. O socialismo (teórico) defende um Estado ativo, honesto, capaz de organizar e dar conta das demandas sociais para uma sociedade mais justa, para todos. Isso tem ocorrido com sucesso nos países escandinavos. Pelo que entendi, a Escola Austríaca não considera isso uma possibilidade. Eles querem é o FIM do Estado, ou sua máxima redução. Acreditam que a economia 100% livre, que as pessoas não serão nunca iguais mesmo, e que o enriquecimento do país sempre oferecerá qualidade para todos, do que tem menos acesso aos que tem mais. Daí surgem umas teorias malucas atreladas, como uma certa defesa à monarquia constitucionalista (!!!).
Um problema de teorias materialistas (seja de que lado elas pintem) é o esquecimento do fator humano.
No final das contas, para mim, o sistema econômico não importa, mas sim o caráter consciente e a empatia. Se as pessoas de uma dada sociedade forem sensíveis umas com as outras, pode-se usar o sistema econômico e político que se quiser. Enquanto os ricos seguirem dormindo tranquilos em não fazer nada por pessoas passando fome, não vai dar certo. Naturalmente estamos falando dessa sensibilidade atrelada à consciência. A cultura de esmola e da caridade para o mero alívio de culpas precisa ser banida do mapa. O privilegiado precisa lutar para que todos possam ter um desfrute semelhante ao seu. De outro lado: enquanto os pobres seguirem acreditando que o governo tem que resolver a situação para eles, que o patrão é sempre um monstro, que trabalhar é uma #$!@ (com todas as consequencias que isso causa) não vai dar certo. Enquanto não vencermos a cultura de privilégios do Cabral (o Pedro Álvares, tá?*), que segue sendo o cerne da forma do brasileiro funcionar na vida (do menos ao mais poderoso!), não vai dar certo**. Mas se isso tudo muda, se mudam as mentalidades, vai dar certo seja lá qual sistema ocorra. Sem uma reforma humana e de sua cultura, nada poderá funcionar.
Sobre isso, os detentores de capital, os investidores dos diversos portes podem ajudar muito: se ao menos migrarem de um capitalismo predatório a la Warren Buffet e passarem a colocar o dinheiro tão e somente só em papeis de empresas que de fato proporcionem desenvolvimento humano, as coisas já podem melhorar bastante. Conclamos aos que investem em ações: busquem seus lucros, mas com escrúpulos. Comprem apenas ações de empresas que vão para além do lucro. É isso: é preciso patrocinar o desenvolvimento humano! E os ricos podem ganhar dinheiro com isso. Já pode ser um começo.
Bem, vai lá, lê. Mas lê também os historiadores socialistas de alto nível como Perry Anderson e Edward Thompson. E ouve o que as outras teorias do mundo têm a dizer. Busca sobre economia solidária, sobre o chamado “capitalismo consciente” (é possível?). Leia sobre. Finalmente, leia o “Escuta, Zé Ninguém” e a Teoria de Massas do Fascismo”, de Wilhelm Reich. Aí ficará bom para aprendermos juntos.
Abraços!
* Já na carta de Caminha segue um pedido de emprego ao sobrinho!
** Ver Laura de Mello e Souza, “O Sol e a Sombra”, pela Cia. as Letras (2006); e o grupo de estudos coordenado por Ronald Raminelli, da UFF: As Origens dos Privilégios no Brasil (dicas quentes de Nívia Pombo).

 

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Guerra ou política? Segundo Jacques Rancière, a política passa longe das artimanhas jurídicas e institucionais da política de gabinete. É uma forma de ação e de subjetivação coletiva que constrói um mundo em comum, no qual se inclui também o inimigo. A ação política cria identidades não-identitárias, um “nós” aberto e inclusivo que reconhece e fala de igual para igual com o adversário. A guerra, pelo contrário, tem como protagonista fundamental formações identitárias fechadas e agressivas (sejam elas éticas, religiosas ou ideológicas) que negam e excluem o outro do mundo partilhado. Entre o outro e o eu, nada em comum.

A verdadeira alternativa, segundo Rancière, não está na polarização que o discurso hegemônico nos apresenta: “populistas contra democratas”. Para ele, o melhor remédio possível neste momento é a própria ação política, autônoma em relação aos lugares, aos tempos e à agenda estatal. Só elaborando o mal-estar (o “ódio” diz Rancière) em chaves políticas de emancipação (coletivas, igualitárias, abertas e inclusivas) se poderá, por exemplo, disputar terreno com esta “lógica da guerra”. A politização do mal-estar é o melhor antídoto contra a sua instrumentalização por parte daqueles que querem encontrar bodes expiatórios entre os outros.

Essa é a forma como a Boitempo Editorial apresentou o pensamento do filósofo francês Jacques Rancière (1940-), professor emérito da Universidade de Paris. A esta apresentação seguiu-se a tradução de uma interessante entrevista, e compõe material que divulga o lançamento de seu último livro, lançado aqui pela citada editora. Sobre isso, leia direto em: https://blogdaboitempo.com.br/2016/05/10/como-sair-do-odio-uma-entrevista-com-jacques-ranciere/

Me interesso por todo aquele que pensa em alternativas ao ódio, e sobre isso as ideias de Rancière são de uma lucidez extraordinária e de um Amor ao próximo auspicioso. (Arnaldo)

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Começando o Windows do Zero:

A melhor configuração e os melhores programas gratuitos (2016)

Por Arnaldo V. Carvalho*

Pois é, você comprou um novo computador com Windows, mas já passou pela experiência de instalar muita coisa e o computador acabar perdendo desempenho. Além disso, sempre batem aquelas dúvidas: “qual antivírus? “qual navegador?”, e para quem é mais pesado no uso da maquininha, “qual é o melhor leitor de PDF”, por exemplo.

Além disso, pode rolar uma preocupação em baixar programas que sejam realmente gratuitos, e livres de propagandas e vírus. Com toda a certeza!

Então esse artigo é bem prático: vou explicar onde você baixa os melhores programas GRATUITOS, para não perder tempo com pesquisas “infinitas” comparando, temendo uma instalação infeliz, etc.

Onde baixar

Não tem mais outro lugar. O Baixaki é seguro (tudo o que eles disponibilizam é 100% livre de vírus), fácil de usar e tem todos os programas que listamos aqui.

 

Os programas, em ordem de instalação

Firefox: Use o Internet Explorer ou o Edge apenas para uma coisa: baixar o Firefox. Ele e o Chrome são os melhores, mas o Firefox supera por não ter o mesmo interesse em rastrear tudo o que você faz na Internet. Ele é fácil de usar e configurar.

Plugins para Firefox: 1) Comece instalando o UBLOCK ORIGIN. Assim a sua tela para tudo na Internet fica bem mais limpa, pois ele sai bloqueando a maior parte das janelinhas de propaganda que pipocam nas páginas que você acessa (inclusive em e-mails como Yahoo ou em redes sociais como Facebook). Para instalar basta ir nos add-ons do Firefox; 2) Você vai precisar do Shockwave Flash Player para rodar muitos vídeos e animações na Internet, então é a primeira coisa. Atenção, a Adobe vai tentar fazer você baixar outras coisas junto, rejeite; 3) Instale os plugins de segurança do seu banco, seguindo suas instruções. Não precisa de mais nada. Não invente. Tudo o extra faz um navegador ficar mais e mais pesado.

Com o Firefox e seus complementos instalados, vamos aos demais programas indispensáveis:

Libreoffice: para quem não quer pagar pelo Microsoft Office e menos ainda usar versão pirata. O pacote inclui tudo o que um processador de textos precisa, é em português, gratuito, sem propaganda (feito por uma ONG em sistema colaborativo!). Para quem precisa de um “word” e só, não tem nem o que pensar. Quebra um galho no programa de apresentações (ou seja, substitui razoavelmente o Powerpoint), e nas planilhas (abre normalmente arquivos de excel). Também abre arquivos Coreldraw, mas é bem limitado nas funções. Já o programa de banco de dados dele não testei. Mas tendo em vista o usuário caseiro, esse é o programa perfeito!

7-Zip: Com esse programa você visualiza o conteúdo ou descompacta arquivos .zip, .arj, .rar, etc. E se quiser compactar vai ter uma super taxa de compressão, em qualquer um desses formatos ou em .7z, o formato próprio deles. Atenção na instalação!

Foxit: Algumas versões de windows já vêm com leitores de PDF. Se eles forem satisfatórios, então esqueça o Foxit. Mas se você deseja abrir PDFs e ter a facilidade de marca-los, copiar, trechos, etc., ele é o melhor na atualidade. É leve e livre de propaganda.

uTorrent: Para quem já é bem familiarizado com seu computador e baixa muita coisa, o utorrent é um programa que conecta você a uma imensa rede de pessoas que compartilham arquivos através de uma tecnologia especial, que utiliza um tipo de “link”, chamado “torrent”. No começo você pode levar um tempinho para aprender a melhor forma de usar, mas é tão bom que vale a pena! São milhões de usuários compartilhando vídeos, imagens, textos, etc., nos mais diversos arquivos. É uma procura mais direta do que a de um site de pesquisa como o Google, pois ali não existem páginas, só arquivos. Não recomendo baixar conteúdo não autorizado ou pirataria.

E o antivírus?

Não precisa! O Windows original a partir do 7 tem dois antivírus/anti-malwares excelentes, o Essentials e o Defender. Gosto mais do Defender. Se você não costuma enfiar seu pendrive em lugares suspeitos, entrar em sites estranhos, ou clicar em links desavisadamente, é quase impossível pegar um vírus ou malware. E com esses programas da Microsoft, gratuitos para quem é do Windows original, a preocupação cai para zero.

Talvez:

Considere ainda esses outros programas, sites e plugins, pois podem ser realmente úteis, e as vezes, necessários.

Duplicate cleaner: Quem está sempre passando fotos, músicas, textos, etc., para lá e para cá fica na dúvida sobre ter muitas cópias do mesmo arquivos. Para varrer seu HD e ver se você não está cheio de cópias que ficam inutilmente criando bagunça no computador, recorra a esse programa. Para aprender dicas sobre ele e como manter organizado seu computador, leia esse meu artigo, que continua atual.

Java Runtime: Em algum momento algum software ou site vão pedir que você instale o Java para rodar. É uma chatice, porque ele sem dúvida torna o computador mais lento. A solução é evita-lo enquanto pode, ou abri-lo a partir de uma máquina virtual (mas esse processo pode ser complicado para quem não é heavy user, de modo que não falaremos dele aqui). Uma vez que não tenha jeito, é conformar-se, instalar e deixa-lo fazer seu trabalho.

Armazenamento na nuvem e os programas de gerenciamento

Dropbox, Google Drive, One Drive, são formas de guardar seus arquivos de forma segura. Esses programinhas colocam conteúdos que normalmente você teria no computador direto na Internet, de forma privada e segura. É uma espécie de HD a distância, que utiliza a tecnologia da nuvem para proteger e deixar seus dados a sua disposição rapidamente. Todos eles oferecem um programa de gerenciamento que teoricamente integram seu computador com esses dados de forma fácil.

Verdade que fica mais organizado, mas pesa no desempenho do computador, e no fundo é igualmente inútil para quem tiver um mínimo de organização. Então só baixe e instale se gostar muito. Especialmente não recomendado para computadores antigos ou com baixo desempenho.

Para computadores antigos e/ou de baixo desempenho

Se você tem um computador com Windows XP ou inferior, e/ou com processador abaixo de um i3, e/ou com menos de 2Gb de RAM, então você vai precisar de umas dicas e uns programinhas extras.

A primeira coisa é: Não instale NADA que possa pesar no seu computador. Como diria nossa querida Bela Gil:

– Você pode substituir o Firefox pelo Maxthon NITRO. Ele é limitado mas é muito mais rápido. Deixe seu Firefox a disposição apenas para coisas sofisticadas como assistir um filme no Netflix.

– Você DEVE substituir o Office da Microsoft pelo Libreoffice, que é muuuuito mais leve.

E precisa otimizar o seu sistema, para tornar os processos mais rápidos e o equipamento mais funcional. As três grandes medidas são:

  1. Desinstale todos os programas que não usa, de preferência usando o REVO Uninstaller (que desinstala bem melhor que o desinstalador padrão do windows).
  2. Limpe o registro do sistema pelo menos uma vez por mês com o Ccleaner. Registro é a forma como o sistema operacional organiza as instruções que ele armazena para se comunicar com arquivos e programas. No windows, ele tende a se desorganizar com o tempo, o que compromete o desempenho.
  3. Slim Drivers: Instale esse programa para deixar os drivers do computador sempre atualizado. É através dos drivers que a CPU, o “cérebro” do computador, controla suas partes (incluindo a placa de vídeo, som, etc.). O desempenho do computador sempre melhora com drivers mais novos.

Além disso, considere não instalar programas que possuam versão Portable. O que é isso? Leia abaixo.

A opção portable

Portable é a versão de um programa convencional que roda sem você precisar instalar. É isso mesmo, um arquivo só, você clica e o programa abre. Cada vez mais estão sendo desenvolvidas versões portable. A vantagem é não ocupar espaço permanente no HD, nos registros, etc., e portanto manter o computador leve. Ele ainda vai poder ser transportado mesmo num pendrive, utilizado e depois… É como se ele nunca tivesse estado ali. Considere sempre a versão Portable, caso você não vá usar sempre um programa.

Atenção a instalação casada (cuidado)

Alguns dos programas mencionados acima são realmente ótimos, gratuitos… Mas a instalação deles acaba instalando, se você não estiver atento, outros programas que você não pediu. Um exemplo é o Shockwave Player, que tenta “induzir” você a baixar outras coisas junto com ele. Então atenção, leia atentamente a todas as opções, e nunca escolha instalar a “configuração padrão”.

Qualquer dúvida estou por aqui. Bom Windows para você!

***

Arnaldo V. Carvalho é meio geek, meio intelectual, mas pai integral e terapeuta também. Usuário “assíduo” de computador desde que ele começou a chegar aos lares brasileiros, por volta de 1984! E adora compartilhar o que puder tornar a vida mais prática.

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