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Archive for Julho, 2016

Cristina Gawlas (11/10/2007)

Viena, 10 out (EFE).- Apenas uma consulta de 45 minutos com o “pai da psicanálise” em 1936 bastou para “salvar” a última paciente conhecida ainda viva de Sigmund Freud, a vienense Margarethe Lutz, de 89 anos.

Segundo revelou à Agência Efe, ela sente “uma grande gratidão” por Freud, embora ele não tenha submetido a paciente a um tratamento de psicanálise propriamente dito: mantiveram apenas uma conversa.

Essa única consulta com Freud deixou uma lembrança inesquecível na então jovem de 18 anos, que morava com o pai e a madrasta, já que a mãe dela tinha morrido no parto.

“Freud me fez compreender que a família e uma educação rigorosa não são as únicas (coisas) que decidem, e que há outras possibilidades”, afirmou a idosa.

Margarethe disse que o psiquiatra foi muito compreensivo com ela, na época uma jovem sem experiência que se sentia sozinha e que seguiu os conselhos do famoso doutor.

A octogenária afirma que buscava na ópera uma forma de fugir da realidade. Ela fingia interpretar grandes peças, como “Tristão e Isolda”, para superar o isolamento imposto pelo pai.

Um dia, os operários que trabalhavam para o pai, dono de uma fábrica, a viram vestida como uma cantora da ópera de Richard Wagner e cantando. Eles ficaram escandalizados, contaram o fato para o pai da jovem e a chamaram de “louca”.

O pai de Margarethe resolveu consultar o médico da família. O doutor disse que a jovem não sofria de nenhuma doença física, mas sim da “alma”.

O doutor marcou uma consulta com um “médico de muito boa fama, mas muito caro”, Freud, que já era famoso na época, mas de quem pai e filha nunca tinham ouvido falar. Margarethe não compreendeu então a importância histórica do encontro.

A paciente de Freud conta que o pai estava sempre ocupado e era muito rígido. Além disso, proibia o contato com jovens da mesma idade e a mantinha isolada, para evitar que conhecesse algum rapaz. “Ninguém falava comigo”, afirma Margarethe.

Aos 89 anos e viúva há 17, ela continua fazendo esculturas e pintando. O último trabalho dela é um retrato em relevo da ganhadora do prêmio Nobel da Paz Bertha Von Suttner, que ficará pendurado nas paredes da casa em Viena onde passou a maior parte da vida.

Além disso, ela costuma visitar as duas filhas do casamento de 35 anos. Uma vive na Califórnia (Estados Unidos) e a outra em Israel.

Da consulta com Freud há 71 anos, ela se lembra do famoso divã coberto com um tapete persa no consultório – apesar de não ter chegado a se deitar nele – e de prateleiras cheias de livros e objetos de escavações arqueológicas, que o psicanalista colecionava.

Freud começou a fazer perguntas da vida da jovem e o pai de Margarethe resolveu respondê-las pela filha.

O “pai da psicanálise” pediu que ele o deixasse a sós com a filha, algo que o industrial aceitou, embora contrariado.

Uma vez a sós com Freud, Margarethe disse que tirava notas baixas no colégio, gostava de interpretar peças dramáticas e que o pai a levava ao cinema, mas a obrigava a sair da sala quando eram exibidas cenas amorosas.

Margarethe disse que achou Freud simplesmente “um homem velho” e não voltou ao consultório na rua de Berggasse (Viena) até o ano passado, apesar do local já não ser mais o mesmo.

O semanário “Profil” – que descobriu a única paciente viva – lembrou que o “pai da psicanálise” estava com câncer na boca desde 1923, o que obrigou a se submeter a várias operações dolorosas.

Na época já tinha publicado suas principais obras, como “Três ensaios para uma teoria sexual”, “A interpretação dos sonhos” e “Totem e tabu”, entre outras.

Freud recomendou que da próxima vez que fosse ao cinema continuasse sentada quando um casal se beijasse na tela. Além disso, aconselhou Margarethe a fazer esportes, ir a bailes e a ter contato com jovens da idade dela.

Como o industrial respeitava as opiniões de médicos, em particular a de Freud, aceitou os conselhos para a filha, que foram corretos. Margarethe chegou a se emancipar, conheceu o futuro marido e se casou aos 20 anos, em 1938.

Além disso, ela nunca precisou de psicanálise nem de psicoterapia. Margarethe também não leu os livros de Freud, um gênio que, perante a pressão dos nazistas e por ser judeu, foi obrigado a se exilar logo em seguida na Inglaterra, onde morreria dois anos depois.

***

FONTE: http://g1.globo.com/Noticias/Mundo/0,,AA1652051-5602,00-ULTIMA+PACIENTE+VIVA+DE+FREUD+DIZ+QUE+ELE+A+SALVOU+COM+APENAS+UMA+CONSULTA.html

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Aprendiz De Professor

Por Arnaldo V. Carvalho

Ontem o José, meu colega de turma, levantou a bola do Escola sem Partido, enviando-me o pedido para que eu apoie o projeto de lei. Respondi-lhe com a mensagem abaixo, aqui publicada com o desejo de que seja útil a mais pessoas, ou ao menos que se faça conhecer minha posição mais básica sobre o tema:

“Perdoe José. Sou contra a lei, pois considero a escola cenario de discussao, pluralidade e tolerancia. Tenho cinco filhas, sendo que fui pai aproximadamente aos 20, aos 30 e aos 40.

Isso significa que estou há três gerações frequentando escolas (fora minha propria experiencia de aluno). Nunca vi aplicaçao de ideologia de gênero. Já vi homofobia e intolerancia religiosa. E muita. Já vi professores se posicionarem politicamente. Uma ou outra voz, que fizeram as crianças trazerem discussoes para casa. Já vi também minhas filhas terem contato com tribos de adolescentes…

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Arnaldo V. Carvalho

De vez em quando a gente vê umas apologias a ditadura militar que ocorreu no Brasil até 1988. Entre elas, muitos textos falsos, como o atribuído maldosamente à jornalista Miriam Leitão. Se partiu de um jovem, não sabe do que fala, não acessou as fontes históricas, ouviu de terceiros alguma versão deturpada. Usar um regime equivocado como farol para sair do atual não ajuda. Precisamos sim de outra sociedade, mas por favor, retroceder a modelos que também não certo, que possuem um custo social gigante, não favorecem a redução da desigualdade, nem à expressão, etc., definitivamente não é caminho.

Se arrepender de ter lutado contra a ditadura? É como amanhã se arrepender a lutar contra o que esta errado hoje. Todas as epocas tem seus problemas e as pessoas precisam enfrenta-los para buscar uma sociedade mais justa. O tempo todo, sempre. Se num momento é a ditadura que mata, oprime, empobrece, vamos combate-la SIM. Se em outro momento é outro sistema que nos causa danos, vamos combater também.

Mas, para além de confrontar o que esta errado, é preciso uma determinação firme,  amorosa e consciente. De forma silenciosa e trabalhando no longo prazo, ela construirá uma base social diferenciada e permitirá que não seja mais possível subir ao poder os repetidores dessas estruturas danosas. Porque saibam, a história no Brasil e em muitos lugares se repete há séculos. Do tempo das monarquias, passando pelas ditaduras e chegando no hoje, as principais elites do país seguem tendo os mesmos sobrenomes. Se hoje são os políticos que os servem, ja foram outros os uniformes…

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Arnaldo V. Carvalho*

Gosto de observar que as pessoas estão discutindo sobre o tema, e formulando opiniões. 99% delas não leu a o projeto de lei na íntegra, e dos que leram, muitos não puderam perceber as possibilidades interpretativas que ela suscita. Eu li (a que tramita no Rio de Janeiro), e posso dizer que tenho noções elementares para tanto. Minha sugestão primeira para quem está em dúvida é que recorram a leitura atenta e sem pressa da lei, e se não obtém, adquiram as noções mínimas que regem o direito, as inclinações que atualmente vêm regendo o mundo do Poder Judiciário no Brasil.

Após tal leitura e reflexão, você já deve ter compreendido que há projetos de lei para fazer o “Escola sem Partido” acontecer em diferentes instâncias (municipal, estadual, federal), mas a mais importante é que pretende fazer valer em todo o país, viculando-o a LDB.

Sugiro então que abra o debate junto aos amigos, familiares, e acompanhe as variadas reflexões acadêmicas e também sociais que estão publicadas na Internet.

Materinha-resumo para você começar de forma neutra:

http://www.otempo.com.br/cidades/projeto-escola-sem-partido-causa-pol%C3%AAmica-e-tem-alcance-recorde-1.1342592

Tente ler pelo menos três fontes confiáveis “pró” e “contra”, e assistir ao menos dois debates de qualidade, de preferência com pensadores da área (educadores). Afinal, para falar da saúde dos dentes você não recorreria a um advogado correto?

Seguro de opinar junto ao governo?

Então você pode usar esse link para participar da consulta pública do Senado pela Internet, que tenta fazer o “Escola sem Partido” em parte da Lei de diretrizes e Bases na Educação (passando então, repiro, a valer para todo o país).

Voilá! Você adotou um posicionamento de forma minimamente consciente, e é disso o que a sociedade mais precisa para começar a se transformar. Precisamos que as pessoas se apropriem dos temas que fazem parte do dia a dia. Parabéns!

* Arnaldo V. Carvalho é educador, terapeuta, pai e estudante de pedagogia

PS1: Vou adorar se você investir algum tempo em emitir suas reflexões ou pelo menos uma síntese delas aqui nos comentários a esse post.

PS2: Curioso(a) quanto a minha posição pessoal? Tem um pouquinho (só um pouquinho) sobre ela neste link.

 

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Blog do Pedlowski

Eu me tornei um assíduo leitor do blog Transparência RJ desde o seu lançamento em meados de Maio. É que lá eu venho encontrando um material riquíssimo sobre as verdadeiras causas da crise financeira que assola (seletivamente, gosto sempre de frisar) os cofres estaduais no Rio de Janeiro.

A última “novidade” que o “Transparência RJ” nos traz é uma, ao menos para mim, inexplicável benesse fiscal para uma joalheria de alto padrão e custo elevado para os compradores, a H. Stern. É que pelo que nos revela o pessoal do “Transparência RJ”, a H. Stern foi beneficiada por uma redução na alíquota de recolhimento do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) de 18% para 6% conforme publicação no Diário Oficial  no dia 30 de Junho (Aqui!).

h stern 1

Agora, pensemos bem, como pode o mesmo (des) governo que ameaça demitir servidores públicos concursados por suposta falta de recursos financeiros…

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