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Archive for the ‘arquivos: grupo aromaterapia e óleos essenciais (2002-2008)’ Category

Amigos, o que acham desse site/pessoa/técnica/livro?
Achei no mínimo… Intrigante.
Arnaldo
(Publicado originalmente em lista aberta de aromaterapia, por volta de 2005 – e as dúvidas persistem…)
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O melhor site que já entrei na minha vida sobre emagrecimento é um Blog.

O blog da Sara:

.

Vejam vcs mesmos, é muito legal. Junto com todos os 39 quilos que ela perdeu nos últimos três anos, uns 20 anos a menos a gente dá p ela. Ela tá lindaaaaaa!!

.

Vejam vocês mesmos, e quem tá com barriga hoje se empolgue, pq É POSSÍVELLLLLLLLLLLLLLLLLL!!!!

SEM CIRURGIA, SEM REMÉDIO – MAS COM MUITA AÇÃO CONSCIENTE!

Corpo bom não é vaidade, é SAÚDE!!!!!!!!

Um beijo!

Arnaldo

.

-> Este post foi publicado originalmente em grupo de estudos fechado do yahoo. Atualmente Larissa já está com menos 43K (4 a menos) do que na data original, 2 de abril de 2006 <-

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Pois é pessoal, essa materia (abaixo) desqualifica a maioria dos
tratamentos caseiros. Algumas informaçoes, como sempre sao truncadas.

A borra de cafe por exemplo, foi divulgada ha alguns anos como eficaz
pela Fiocruz.

Parece materia paga pela industria que ganha com a
dengue. A jornalista começa desqualificando alguns metodos, mas nao
cita os cientistas que refutam terceiros metodos, nao os que a
jornalista cita no começo da materia.

Enfim, ou é materia mal feita,
ou é paga..

De qualquer forma, nao conseguiram refutar nosso OE de citronela! Mas
bem que tentara reduzi-lo, dizendo que “a vela nao impede corrente de
ar, etc”.. ahah qual o que! E se ela estiver no nosso corpo? fala serio!!!

Um abraço que repele mosquito e atrai calor humano a todos!
Arnaldo

FONTE:
http://www1.folha.uol.com.br/folha/equilibrio/noticias/ult263u395158.shtml

Saiba o que tem fundamento e o que é lenda nas receitas caseiras
contra dengue

FLÁVIA GIANINI
Colaboração para a Folha de S.Paulo

Borra de café no pratinho da planta impede que o mosquito da dengue
deposite seus ovos, assim como a mistura de vinagre balsâmico,
noz-moscada e ervas aromáticas, certo? Errado, segundo especialistas.
Nem borra, nem vinagre, nem inhame. A epidemia de dengue e o pânico
instalado nos locais mais afetados se tornaram o cenário perfeito para
a popularização de receitas milagrosas, seja para manter o mosquito
longe, seja para minimizar os sintomas dolorosos.
Judith A. Stoffer/AP
Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue, não é combatido com
receitas caseiras
Mosquito transmissor da dengue não é combatido com receitas caseiras

Os mais assustados podem perder tempo, dinheiro, vasos de planta e até
a saúde acreditando no uso de repelentes caseiros e remédios naturais
sem comprovação científica de eficácia. Desde o início da epidemia,
uma série de e-mails circula pela rede afirmando os benefícios dessa
ou daquela medida -várias com o nome de um pesquisador, biólogo ou
médico para corroborar a indicação.
A Folha consultou especialistas para comentar as dicas mais populares.
Todos afirmam que não dá para subestimar o Aedes aegypti. Desconfiar
de milagres é o primeiro passo para afastar a doença.

Repelente caseiro

Esse é o mais recente dos e-mails que circulam na internet. Segundo a
mensagem, é só preparar uma mistura com cânfora, cravo-da-índia e
outros ingredientes e, “voilà”, um repelente natural sem
contra-indicações e bem mais em conta que os de farmácia. Porém, não
funciona. Algumas pesquisas apontam que o cravo-da-índia tem ação
anti-séptica, mas não repelente. “O repelente funciona porque é um
remédio tóxico para o mosquito. Por isso, não deve ser usado
continuamente, já que, em grandes quantidades, também pode prejudicar
humanos. No entanto, não existe toxicidade na cânfora”, explica a
farmacoterapeuta e bioquímica Bárbara Furtado, da UFMG (Universidade
Federal de Minas Gerais).

Própolis

Entre as receitas mais divulgadas na rede, está o uso de própolis de
abelha. A substância teria o poder de eliminar o vírus da dengue do
organismo contaminado, atuar como repelente e tratar febre e dor de
cabeça. O e-mail explica que a própolis possui flavona e vitamina B,
que, exaladas pelo suor, manteriam o mosquito afastado. De acordo com
Furtado, da UFMG, a própolis possui característica de alimento. “Ela
teria que atravessar muitas barreiras corporais sem ter suas moléculas
alteradas para ser um repelente eficiente na pele”, diz.
O médico sanitarista Antônio Sérgio da Fonseca, da Fiocruz (Fundação
Osvaldo Cruz) é enfático ao afirmar que não existe droga capaz de
eliminar o vírus nem de controlar as reações imunológicas. “É melhor
dar preferência a barreiras físicas como calças compridas e meias”,
completa.

Complexo B

Tem efeito repelente, mas ainda não se sabe qual a dosagem, a forma de
aplicação e a garantia de proteção que o complexo ofereceria. “Não
existe confirmação científica concreta sobre o uso do complexo. Faltam
informações sobre como, quando e quanto usar”, afirma Fonseca, da
Fiocruz. Existe o risco ainda de hipervitaminose para quem toma o
complexo continuamente. E a vitamina só age no momento da
transpiração. “Seriam necessárias quantidades enormes de vitamina para
tornar o complexo B eficiente. E, ainda assim, não ficamos suados o
tempo todo”, afirma o médico infectologista Ivo Castelo Branco, do
Núcleo de Medicina Tropical da UFC (Universidade Federal do Ceará) e
consultor sobre a dengue para a Organização Mundial de Saúde.

Andiroba e citronela

Velas e infusores à base de óleos essenciais dessas plantas podem, de
fato, manter o mosquito afastado. Segundo pesquisas já realizadas, o
cheiro delas causa uma intoxicação nos insetos semelhante à ação dos
inseticidas. Mas a eficácia se resume ao cômodo onde está acesa, se
não houver correntes de ar no local nem portas ou janelas abertas. As
velas também devem ser acesas durante o dia, já que o mosquito tem
hábitos diurnos. “A citronela já é usada pelos setores de controle de
zoonoses há alguns anos”, confirma Furtado.

(Postado originalmente no grupo Aromaterapia e Óleos Essenciais)

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Prezados,compartilho com vocês um pequeno texto de minha autoria
falando da importância oculta do olfato. Acredito que resgate a
aromaterapia na raiz, em sua essência mais pura, onde a ciência ainda
não alcança.

Espero que gostem.

O mundo sutil dos sentidos humanos
Por Arnaldo V. Carvalho*

O objetivo dessa série de textos é colocar na balança as partes de
nosso aparelho sensitivo, e observarmos como suas relações são
fundamentais e precisam estar em equilíbrio. Entraremos
filosoficamente num mundo de pelo menos 6 sentidos, e se for possível
que consigamos recuperar seu equilíbrio, termos certamente pessoas
mais felizes e um mundo melhor. Amém!

INTRODUÇÃO: Equilíbrio entre os sentidos

Visão e audição. Esses dois sentidos são tão importantes para definir
o concreto para o ser humano, que praticamente tudo o que foi
inventado para avaliar e comunicar está sempre ligado a uma ou mais
dessas percepções. Primeiro vieram as fotografias, e quase que ao
mesmo tempo o rádio. E logo depois o cinema, o telefone, a TV, fax.
Aliás, antes disso ainda, a escrita! Agora temos a Internet, e a
“realidade virtual” das mais modernas é feita de óculos e fones, onde
tudo o que fazemos é ver e ouvir. Somos holofotes e auto-falantes
ambulantes.

Para examinar o corpo, substituímos gradualmente a percepção olfativa
dos fluídos e cheiros humanos por exames visuais. Foram-se as
apalpações, os antigos diagnósticos pelo cheiro, a percepção infalível
e “quase” extra-sensorial do “médico de antigamente’, que só de olhar
ou tocar já sabia o que a pessoa tinha. Foi-se, ainda, o apurado
paladar que conhecia o efeito de plantas medicinais diversas só pelo
sabor, ao mais leve toque do material na língua hábil dos antigos
terapeutas (sobretudo do oriente)”. Tudo isso deu lugar a eletros,
tomografias, testes bioquímicos de sangue – traduzidos, devidamente,
para a linguagem visual.

E assim, pelo olho e pelos ouvidos, vamos conhecendo o mundo, e
esquecendo de um outro mundo. Um mundo sutil, que guarda uma
informação antiga, tão antiga que vem de um tempo em que não falávamos
e pouco víamos… É fato que os outros sentidos estão ligados a áreas
mais animais de nosso cérebro, de nosso ser (então não é isso que
somos? Animais?). Áreas mais “imediatas”, que se fazem perceber e
traduzem em uma resposta instantânea de nosso corpo ao estímulo
sensitivo.

Desde que nos afastamos desses sentidos, pelo menos até aqui, ainda
não observamos a humanidade progredir em termos de uma felicidade
coletiva. A modernidade audiovisual não se tornou sinônimo de
qualidade de vida, no máximo uma ilusão de qualidade de vida. Os
hindus tradicionais explicariam o feito recorrendo à Maya, a deusa dos
sonhos e das irrealidades. Maya, faceta da virgem e ingênua da própria
Kali, a descobrir a realidade do Universo, a retirar os véus da
consciência humana na Terra. A ilusão de Maya é a alegoria de um mundo
de mais sentidos do que os temos. Um mundo de mais sentido, pense
nisso! E assim, no contrapasso do tempo, vamos nos cercando cada vez
mais na idéia do audiovisual, afastando os demais sentidos da
consciência. E o que representa a perda dos demais sentidos? O que
perdemos com isso? Alguns dos mais novos pouco a pouco vão perdendo as
noções do que é isso. Como o mito da caverna de Platão nos ensina,
aquele que cresce na escuridão nem sabe que a luz existe, não se dá
conta, não dá por falta. A noção da falta certamente se dá na perda.
Aquele que nasce cego nada tem a perder, e talvez só aquele que perdeu
um sentido já em vida saberá dimensionar o que estamos refletindo
nesse texto. Aqui incluímos mais um sentido: Aquele que nos faz
perceber que há um passado.

Será mesmo por isso que quem perde a memória comumente também
apresenta um quadro depressivo? Será que alguma parte daquele ser, que
as vezes, num Alzheimer da vida, já mal lembra do próprio nome…
percebe a perda que é não alcançar mais a percepção do que passou?

Nossos sensores, uma vez isolados, nos tornam mais frágeis e
indefesos. É na totalidade integrada destes, que podemos ampliar de
fato a própria consciência. Para tirar um único véu, a exploração da
além-caverna inicia sempre por (pelo menos) seis sentidos humanos.
Audição, visão, tato, olfato e paladar devem trabalhar juntos, em
harmonia ainda com o sexto sentido, aquele que é inominável por si só,
mas que simplificamos como “intuição”. Além destes, dois sentidos mais
próprios do ser humano: Aquele que nos faz perceber o passado e aquele
que nos faz perceber o futuro.

A visão e a audição, como recursos mais mentais, dimensionam o
Universo como matéria mais concreta, palpável e percebida com
facilidade. O olfato e o tato lidam com aquilo que transpassa a visão
– Mostra-nos tudo o que está escondido aos olhos e ouvidos, e liga-se
com recursos humanos ligados à própria terra. O paladar comunica todos
esses elementos e aguça o sexto sentido, que transforma o indivíduo em
parte do inconsciente coletivo, e assim sendo, o acessa. Finalmente,
os sentidos que nos despertam para a existência de um passado e um
futuro nos permite alcançar a consciência de nós próprios como meros
desdobramentos presentes de tudo o que já foi, e desdobramentos
passados do futuro. O Princípio da Impermanência, dirão os budistas.

Os sentidos I – O olfato, a espontaneidade e a autenticidade

Pouca gente sabe que o olfato é fundamental para uma vida humana
plena. Poucos sabem que a perda do olfato cria quase sempre um estado
depressivo na pessoa acometida. Poucos sabem que as memórias
emocionais podem ser acessadas – mesmo as mais antigas – de maneira
direta através de um cheiro… Poucos sabem que a mãe precisa entrar
em contato olfativo com seu bebê para desencadear uma série de
processos de reconhecimento maternais – que se traduzem em funções
fisiológicas e natureza emocional. É esse acesso, ao primitivo, sutil,
que nos traz um contato com uma realidade visceral humana.

Essa primeira classe de informações nos conduz a um questionamento:
Estamos nos afastando do mundo olfativo porque o audiovisual está
ganhando importância ou o mundo audiovisual, mais cerebral e
cartesiano, está ganhando mais importância porque algo em nós QUER se
afastar do sentido olfativo – e aquilo ao qual ele se liga? Se a
segunda hipótese for verdadeira, o que nos faz temer o contato com a
dimensão do olfato? Que tipo de impressões negativas registramos de
maneira contundente, a ponto de nos isolarmos do instrumento de
medição sensorial que, acima dos demais, permitiu a sobrevivência do
homem durante milhares de anos nos tempos primitivos?

As moléculas olfativas são sempre diferentes, e ao nariz espontâneo,
limpo, jamais idêntico. Há no cheiro um sistema de codificação, uma
espécie de criptografia fina, um verdadeiro – e preciso – sistema de
autenticação humano. O cheiro permite a espontaneidade, e a
autenticidade. Essa autenticidade é o que nos faz preferir aquilo que
foi feito em casa, o sabor da comida da vovó, o bilhetinho de amor
escrito à mão, em detrimento aos modernismos presentes industriais –
lindos, limpos, e sem qualquer emoção autentica – sem algo “concreto”
que nos ligue diretamente à pessoa que nos presenteou. Ah sim,
precisamos dessa ligação! E queremos que ela seja autentica!

É este sentido, nosso refinado sensor de autenticidade, aquele que
provoca verdadeira rejeição ante à cheiros falsos. Tais rejeições vão
simples não gostar até as mais variadas reações alérgicas. Mesmo que a
mente consciente não reconheça bem um cheiro falso (aromatizantes
muitas vezes são máscaras muito bem feitas ao consciente), o corpo já
mostra logo sua incompatibilidade com a química das “coisas que não são”.

As mesmas moléculas olfativas, diferente dos estímulos visuais ou
auditivos – que necessitam de uma série de critérios corticais de
interpretação – agem diretamente na química neuronal límbica. Elas
pedem ação imediata, e assim nos tornam mais imediatos, mais espontâneos.

Mas… O mundo humano das cavernas de repente descobriu novas
necessidades, necessidades estas que entram em conflito com a política
da espontaneidade. O parceiro sexual tornou-se um bem privado; o
alimento, agora cultivado, era seco e hipercarboidratado (cereais), e
foi unido à água no fogo para poder ser comido. Comida deteriorada foi
disfarçada com especiarias e fogo… E assim, a multiplicação da
fermentação intestinal a partir da massificação do uso de carboidratos
cozidos e produtos não frescos tornou nosso próprio cheiro e de nossos
fluídos cada vez mais repulsivos. Algo naquele antigo homo sapiens (se
é que não começou antes) precisava dar conta de viver com essa nova
situação. Os cheiros revelam doenças, ativam atrações e repulsões. O
cheiro revela o que comemos, como está nosso estresse. Revela ainda as
substâncias que curam. E ainda tornam mães com sentido maternal
extremamente ativo. Tudo o que é perigoso a uma sociedade que passou a
viver da exploração de uns sobre os outros, exploração essa sustentada
pela ignorância, cuja manutenção seria constante até os dias de hoje.
Um filho, antes de pertencer à mãe, agora deveria ser da sociedade, e
assim esta teria o direito de sacrifica-la aos Deuses, leva-la para a
guerra alguns anos mais tarde, etc. O olfato torna todo indivíduo
consciente demais de si. O mundo dos cheiros precisava ser bloqueado,
tal qual a espontaneidade deveria ser.

A espontaneidade está ligada ao imediato. E o ser humano tem como uma
de suas características exclusivas o fato de utilizar exatamente o
mediatismo como forma de desenvolver a sociedade. O mediatismo, a
consciência de um futuro e a percepção de que este pode ser manejado
não é ruim: Só o ser humano deixa heranças em vida, compra seguros
para um futuro que já não lhe pertence; Só o ser humano consegue
pensar em estudar por 25 anos para então estar pronto e passar a
exercer um papel social. Só o ser humano cria surpresas ao seu próprio
(infelizmente nem sempre agradáveis) futuro, especula, e “futuriza”,
futuriza, futuriza… Não há dúvida, a antecipação da realidade é um
dos aspectos fundamentais na própria noção do que é ser humano.

Mas esta noção contraria a espontaneidade. A espontaneidade é a
adolescente inocente, que apaixonada recebe o beijo e gostando quer
beijar por toda uma noite. A mesma espontaneidade é o rapazinho que
diz “não” a um pedido de um adulto (e provavelmente será reprovado em
sua atitude). A espontaneidade nos faz perguntar os porquês ao mundo,
e nos faz só pensar em andar, jamais em temer a queda. Assim, surge um
impasse, um conflito humano que está em todos nós, e nos divide o
tempo todo sem que percebamos. Queremos a espontaneidade, mas queremos
a segurança das antecipações, do mediatismo. Somos mais felizes no
presente imediato, mas é no planejamento que podemos orquestrar
momentos de felicidade espontânea. O impasse está novamente refletido
no bebê aprendendo a andar: Temeremos a queda ou valorizaremos a
possibilidade de caminhar?

Acredite, houve um tempo em que nos aproximamos do equilíbrio: A
espontaneidade convivia bem com as previsões futuras. E foi exatamente
desse casamento harmonioso que surgiu certa pedra filosofal, que
dissecamos e chamamos de ética e consciência – como se pudesse haver
uma coisa sem a outra. Sim, a consciência é fruto da espontaneidade
com a compreensão do que acontece SE, das possibilidades de afetar a
realidade ao nosso redor, o que inclui os nossos semelhantes, e mesmo
toda a realidade.

O mundo de hoje, porém não quer a espontaneidade. Não quer que você
seja você mesmo. Mas ele quer que você pense que é espontâneo, que é
você mesmo quem faz as escolhas. O mundo de hoje quer que você
obedeça. E as ordens que o mundo te dá não são muito criativas, nem
possuem equilíbrio ou bom senso. O mundo de hoje quer que você aceite
ser bombardeado de informações negativas mas seja uma pessoa positiva;
quer que você cresça e aprenda sobre sexo consumindo pornografia, mas
quer que você possua uma sexualidade saudável; Quer que você seja
generoso, mas não quer que você se sensibilize com as pessoas com fome
nas ruas. O mundo de hoje tem um governo que quer que você pague seus
impostos, mas não oferece condições justas de vida. O mundo de hoje
está cheio de lojas com caixas que perguntam durante o dia todo se
podem dever um centavinho do troco, mas que não aceitam nos dar o
mesmo desconto. O mundo de hoje quer que você durma bem, mas não apaga
as luzes dos postes nunca, não impede o barulho dos carros. O mundo de
hoje diz que você tem 2 dias de férias toda semana, mas te toma várias
horas com engarrafamentos e torna o campo e o lazer cada vez mais
caros e distantes para todos. O mundo de hoje quer que você coma
coisas saudáveis, mas faz as tais coisas saudáveis serem 5x mais caras
que o que se pode comprar. O mundo de hoje quer que você se cuide, mas
só lhe deixa de tempo uma migalha para dormir e comer (ir ao banheiro
não faz parte dessa conta). O mundo de hoje quer que você ame seu
filho, mas o tira de contato contigo desde o parto até sempre (escolas
cada vez mais cedo, trabalho para a mãe, estudo para o filho em doses
cada vez mais “cavalares”). O mundo de hoje não aceita que você tenha
raiva de nada, e se houver uma explosão por aí na forma de relações
partidas violentamente ou, pior, em uma metralhadora causando estrago
num cinema ou escola, ah, isso é um mero acaso, nada tem a ver com
esse mundo que te formata para só querer ver e ouvir, e acreditar em
quilos de monografias científicas regadas a viagens, souvenirs e toda
a sorte de brindes que nossos médicos ilustres recebem da indústria
farmacêutica. Imagine você, ser espontâneo nesse mundo!

Imagine você dizendo o que acha sem medo de repressões, e sem ter que
acumular raiva o bastante para que venham comentários já azedos?
Imagine você querendo tirar a roupa em casa num dia quente (a moça do
big brother pode se exibir seus seios para milhões, você não pode ir a
uma praia reservada e pegar sol de corpo inteiro, sob pena de ser
taxada de um cem número de nomes e títulos, isso se não for presa por
atentado ao pudor). Imagine se todos vão te incentivar ante a decisão
de largar uma profissão mais tradicional como médico, engenheiro,
advogado, para se tornar um artista ou professor de yoga. Imagine o
embaraço que muitas pessoas têm para dizer “eu te amo” para os
próprios filhos, e você não precisará ter lido mais nada acima para
entender do que estamos falando.

Espontaneidade fala dessas possibilidades. Já a possibilidade de
antever o futuro seu e dos demais, e se preocupar com as reações
alheias, fala dos limites. A consciência, no final das contas,
equilibra tudo isso, com doçura.

Ser autêntico e falar de si sem medo de ser ridículo. Desenhar do seu
próprio jeito corações em torno de um texto escrito à mão para alguém.
Não utilizar um perfume naquele dia. Abrir o armário de uma pessoa
querida só para sentir seu cheiro impregnado nas roupas de tal forma,
que mesmo lavadas persistem em marca-las. Fechar os olhos de vez em
quando, permitir-se a uma dança lenta, um abraço apertado, onde a
experiência olfativa domine a cena, pode registrar memórias
inesquecíveis, e nos trazer para esse equilíbrio aos poucos.

Os melhores cheiros serão sempre os cheiros reais, da natureza, dos
corpos, da mistura de folhas frescas e verdes, mato, madeira, flores,
materiais diversos, que, espontaneamente, materializam-se em nossas
narinas como gotas mágicas de emoções, enternecendo a todos num mesmo
instante. O nariz nunca se engana.

Pode o mundo ser consciente sem olfato?

Acredite, querem que você veja assim. E isto não cheira nada bem…

Próximo sentido: Visão.**

* * *

*Arnaldo V. Carvalho é terapeuta corporal, naturopata e autor do livro
“Shiatsu Emocional” http://www.shiatsuemocional.com.br

** (não postarei aqui, porque não se relaciona diretamente às áreas de
interesse da aromaterapia; Contudo, estará presente no site da Ong
Portal Verde http://www.portalverde.com.br, e no meu site pessoal,
http://www.portalverde.com.br/arnaldovc).

(publicado em 26 de março de 2008 no grupo Aromaterapia e Óleos Essenciais)

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Chega. Já não aguento mais. A soja se tornou um novo Deus. Todos comem
soja. Porcos, vacas, pessoas. Sabe-se bem que o Deus Soja é o
diabo-ambição disfarçado. Se eu fosse pastor evangélico ia dizer que o
demõnio se apossou das plantações. Risos.

Compartilho com vocês a matéria abaixo, só para terem idéia do que
estou falando. Observem a frase que destaquei. No final, argumento
sobre a importancia de refletirmos sobre o consumo consciente da soja.

Mato Grosso do Sul, Quarta-Feira, 20 de Junho de 2007 – 17:30
Pesquisador da Fundação Chapadão apresenta resultado de pesquisa na Suíça
Edson Borges, Diretor Executivo da Fundação Chapadão e Pesquisador na
área de controle de doenças de soja, recebeu convite para apresentar
os resultados de Ferrugem da Soja, na Basiléia, Suíça, sede da empresa
Syngenta. Segundo Edson, essa visita, além de significar uma
oportunidade ímpar de divulgação da Fundação Chapadão, teve, também, o
intuito de promover uma troca de idéias entre pesquisadores de
diversas instituições de pesquisa do planeta, em torno do sério
problema que é a ferrugem asiática. É grande a preocupação das grandes
potências com essa doença,

——————————–
uma vez que o mundo não sobrevive sem a soja. Dela se retira o óleo
essencial para produção de alimentos, farelo para fabricação de rações
para aves, suínos e bovinos, e ainda por cima é considerada alimento
funcional, importante para a saúde humana.

——————————–

Na ocasião, Edson pôde conhecer o Dr. Jeremy Godwin, cientista
renomado, que recebeu prêmio de honra ao mérito pela rainha da
Inglaterra, por ter descoberto as Strobilurinas, grupo de fungicidas
largamente usados não só na soja, como em outras culturas. Foi muito
discutido, entre os presentes nesse encontro proporcionado pela
Syngenta, a questão da possibilidade do surgimento de resistência aos
fungicidas hoje empregados na soja. Felizmente, por enquanto, não
existe relato de resistência a nenhum deles.

Porém, todo cuidado é pouco, pois não há perspectivas da produção de
novas moléculas eficazes no controle da ferrugem da soja. “Temos que
trabalhar da forma certa com as que estão à nossa disposição, a fim de
reduzir o risco do surgimento de resistência do patógeno às mesmas”
diz Edson. Para tanto, é fundamental a orientação do engenheiro
agrônomo, em relação à dosagem a utilizar. A Fundação Chapadão conta
atualmente com três pesquisadores trabalhando em busca de melhores
alternativas para o controle das pragas, doenças e plantas daninhas,
em especial nas culturas da soja, milho e do algodão. Só nesta última
safra, foram instalados mais de 50 experimentos nessa área de
fitossanidade, resultados esses que são repassados aos produtores
associados na forma de livreto e através de palestras.

Vejam meus amigos, a soja está sendo hiperutilizada. Todos estão aí
nos ades da vida, achando que estão fazendo maravilhas ao tomar
bebidas à base de soja, etc. Mas o que está por trás de todo esse
incentivo pelo uso da soja? Indústrias milionárias, que certamente não
estão preocupados tanto com a sua saúde! Alguns mega investidores,
como o rei da soja brasileiro, estão metidos na política e fazendo as
leis que permitem os cultivos trangênicos – que por sua vez permitem
que se dispersem no ambiente quantidades ainda maiores de venenos..
que permitem o fabrico de sementes estéreis que poderão começar a
infertilizar a soja comum, e ainda escravizam os pequenos produtores,
já que sem semente não há cultivo e elas só poderão ser compradas de
uma fábrica de sementes!

A soja está acabando com o pantanal, com o cerrado brasileiro, e até
na amazonia ela está chegando. a monocultura de soja é a
cana-de-açúcar do brasil colônia.

além disso, enquanto naturopata, eu devo informar que doses excessivas
de soja elevam o ph do sangue humano, o que pode provocar desde
aumento nas alergias, ressecamento de pele, etc, e até contribuir para
o agravamento de doenças pré-existentes ou desencadear processos
reumáticos. isso é muito sério!

A soja, assim, está causando sérios impactos negativos sobre a
sociedade, sobre o meio ambiente e sobre os indivíduos.

é isso o que você quer?

soja sim, mas na medida, com consciencia. SÓ CONSUMA SOJA ORGÂNICA OU
BIOLÓGICA!

um abraço,
Arnaldo

(Este post foi publicado pela primeira vez no grupo Aromaterapia e Óleos Essenciais, em 22 de junho de 2007)

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Brandura

Frágil é a flor, contudo, resiste à ventania, garantindo a colheita farta.

Insignificante é o pingo d’água, todavia, com o tempo, traça um caminho no corpo duro da pedra.

Humilde é a semente, entretanto, germina com firmeza e produz a espiga que enriquece o celeiro.

Minúscula é a formiga, mas edifica, à força de perseverança, complicadas cidades subterrâneas.

Submissa é a argila, no entanto, com o auxílio do oleiro, transforma-se em vaso precioso.

Branda é a veste física, que um simples alfinete atravessa, todavia suporta vicissitudes incontáveis e sustenta o templo do espírito em aprendizado, por dezenas de lustros, repletos de necessidades e padecimentos morais.

O verdadeiro progresso prescinde da violência.

Tudo é serenidade e seqüência na evolução.

Aprendamos com a Natureza e adotemos a brandura por diretriz de nossas realizações para a vida mais alta, mas não a brandura que se acomoda com a inércia, com a perturbação e com o mal e sim aquela que se baseia na paciência construtiva, que trabalha incessantemente e persiste no melhor a fazer, ultrapassando os obstáculos que a ignorância lhe atira à estrada e superando os percalços da luta, a sustentar-se no serviço que não esmorece e na esperança fiel que confia, sem desânimo, na vitória final do bem.
(autor desconhecido)
OBS: Postado por mim no grupo Aromaterapia e Óleos Essenciais, em 13 de abril de 2004.

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De 30 de outubro de 2002 até 30 de maio de 2008, exatamente, participei ativamente (tendo sido inclusive moderador por alguns anos) daquela que era e ainda é a maior lista de discussão sobre aromaterapia e óleos essenciais. Essa lista, idealizada por Fabián Lazló para sua empresa Lazló Ind (então denominada Aromalândia), rendeu várias sugestões e descrições por mim redigidas, sobre o que fazer utilizando aromaterapia e fitoterapia em diversos casos. Ao todo, foram 866 postagens, que ficam ali registradas, e contribuiram para com o auge da lista em termos de participação entre 2004 e 2007. Entre as postagens, análises de casos sob o ponto de vista psicossomático, naturopático, da MTC, mas principalmente o meu ponto de vista, que se baseia nestes fundamentos todos e mais alguns.

Conheça o grupo Aromaterapia e Óleos Essenciais, em http://br.groups.yahoo.com/group/aromaterapia_e_oleos_essenciais/

Aos poucos, as minhas contribuições passarão a figurar, de forma revisada, atualizada, adaptada e por vezes ampliada para o Blog. Os textos, é claro, perderão por algum lado, pois não estarão mais interagindo com outras vozes, algumas brilhantes como as de Alessandra Kali, Ary e Carmen Bon, Daniela Sim, Nelson Mairesse, o próprio Fabián e tantos outros que por ali passaram ou seguem colaborando para esclarecer, compartilhar e crescer dentro do saber da aromaterapia (são muitos os nomes importantes nessa lista!). Contudo, talvez se popularizem um pouco mais, e assim possam servir mais vezes ao propósito a que se destinam.

Espero assim seguir sendo útil.

Um abraço a todos,
Arnaldo

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