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Archive for Dezembro, 2009

Meus desejos para todos nós esse ano se resumem nessa canção e seu vídeo (By Jack Johnson), que além da bela letra, se traduz em emoção, criatividade, criança, inocência, cores, e finalmente: Saber Viver.

Um abraço a todos.

Arnaldo

Upside down

De Cabeça Para Baixo

(trad. Arnaldo V. Carvalho)

Who’s to say Quem dirá
what’s impossible? O que é impossível?
Well they forgot Bem, eles esqueceram:
this world keeps spinning Esse mundo continua girando
And with each new day E em cada novo dia
I can feel a change in everything Eu posso sentir uma mudança em cada coisa
And as the surface breaks reflections fade E assim a superfície quebra os reflexos esmaecidos
But in some ways they remain the same Mas de algum modo eles permanecem os mesmos
And as my mind begins to spread its wings E à medida que minha mente começa a abrir suas asas,
There’s no stopping in curiosity Não há limites para a curiosidade

I wanna turn the whole thing upside down Eu quero virar a coisa toda de cabeça para baixo
I’ll find the things they say just can’t be found Eu vou achar as coisas que eles dizem que não podem ser encontradas
I’ll share this love I find with everyone Eu vou compartilhar este amor que eu encontro com todo mundo
We’ll sing and dance to mother nature’s songs Nós cantaremos e dançaremos às canções da mãe natureza
I don’t want this feeling to go away Eu não quero que este sentimento se vá

Who’s to say I can’t do everything? Quem dirá que eu não posso fazer tudo?
Well I can try, and as I roll along I begin to find Bem, eu posso tentar, e enquanto eu giro eu começo a descobrir
Things aren’t always just what they seem As coisas nem sempre são como parecem

I want to turn the whole thing upside down Eu quero virar a coisa toda de cabeça para baixo
I’ll find the things they say just can’t be found Eu vou encontrar as coisas que eles dizem que não podem ser encontradas
I’ll share this love I find with everyone Eu vou compartilhar este amor que eu encontro com todo mundo
We’ll sing and dance to mother nature’s songs Nós cantaremos e dançaremos às canções de mãe natureza

This world keeps spinning Este mundo continua girando
And there’s no time to waste E não há tempo a perder
Well it all keeps spinning spinning Bem, tudo permanece girando, girando
Round and round and upside down Volta após volta, e de ponta cabeça
Who’s to say what’s impossible and can’t be found? Quem dirá que é impossível e não pode ser encontrado?
I don’t want this feeling to go away Eu não quero que este sentimento vá embora

Please don’t go away (3x) Por favor não se vá! (3x)

This  is how it’s supposed to be (2x) Isso é como deveria ser (2x)
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Fernando Pessoa e o Simples

Pensar em Deus é desobedecer a Deus,
Porque Deus quis que o não conhecêssemos,
Por isso se nos não mostrou…

Sejamos simples e calmos,
Como os regatos e as árvores,
E Deus amar-nos-á fazendo de nós
Belos como as árvores e os regatos,
E dar-nos-á verdor na sua primavera,
E um rio aonde ir ter quando acabemos!…

Alberto Caeiro, em “O Guardador
de Rebanhos”
.

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Esse texto é de minha autoria, e  foi publicado em novembro de 2000, no Jornal Naturalmente. Chega em primeira mão aos usuários do blog, com muito de seu conteúdo permanecendo atual. Para que lado a faca apontar seu brilho? Seguirá ela sendo utilizada de modo sábio, ou destrutivo? A reflexão acerca da violência e da influência dos meios de comunicação é algo que deve se estabelecer em caráter permanente, uma vez que o ser humano é um animal comunicativo em sua essência.

Aguardo os comentários.

Arnaldo V. Carvalho

O BRILHO DA FACA DE DOIS GUMES

Pode a mídia estar influenciando no atual quadro de violência?

https://i2.wp.com/www.marcofenucoltelli.it/images/varie/knife_rose.jpg

Estou há semanas chocado. Atrasei inclusive o envio deste escrito ao editor do jornal, tal a perturbação mental que me ocorreu, após o episódio vivido por aquela criança que fora torturada, cujas imagens foram exibidas para todo o país através do “Programa do Ratinho”. Não vi o programa, não vi nenhuma imagem, mas apenas por me descreverem um pouco do ocorrido, senti em minhas vísceras um mal estar enorme, uma desorientação, uma completa falta de identidade com este mundo vil. A impressão que me dá é que me socaram o fígado várias vezes, e dentro da minha cabeça as lembranças continuam. Sou do tipo que não busco esse tipo de informação. Mas não porque quero tampar o sol com a peneira, mas porque acredito que a única forma de resolver a questão é pesar para o lado oposto. Enquanto essas notícias geram ondas de medo, revolta e negatividade, procuro levar às pessoas através de meus cursos e atendimentos, através de meu contato diário com o mundo, a mensagem oposta de harmonia e felicidade, produzindo ondas que constroem, ao invés de destruir. Mas confesso que fui pego pela onda “pesada”. Após semanas, continuo numa espécie de luto, por aquela criança, e de forma retumbante por ela ter trazido a tona a consciência de que situações de brutalidade não param de acontecer. E isso não é no Brasil, é no mundo todo, e em todas as classes sociais. Tenho ainda guardado o jornal com imagens daquela babá que esbofeteou o bebê na cadeirinha. E os tantos estupros, e os tantos sequestros… E agora mais esse mutilador fragmento da realidade humana.

Em que condições essas crianças chegarão a idade adulta? Será que chegarão? As identidades delas estarão para sempre DESTRUÍDAS!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! Se apresentarão ao mundo reagindo à forma como o mundo se apresentou a eles. Fugirão, tornando-se inseguros, esquizofrênicos, paranoicos, entre uma série de comprometimentos psicológicos, ou atacarão este mundo, tentando destruí-lo para que ele não os destrua novamente: se tornarão no mínimo distantes, não se permitirão o toque, poderão ser cruéis, perversos, desenvolver as mais variadas psicopatias.

Ao longo da história, a crueldade humana – que é muito mais do que simplesmente “violência” – tem mostrado “o quão evoluídos” somos. Qualquer filme de época mostra que as torturas estão presentes na idade média, moderna, e mesmo no “inocente” período em que viveram nossos avós (se tiver o coração forte veja o filme “A Espera de um Milagre”), no início do século.

Mas hoje, o mundo tem câmeras. Câmeras que registram tudo o que os olhos não podiam alcançar. Os olhos veem, o coração sente. O quanto isso é bom? Será que isso não pode incitar ainda mais a violência? Lembrei-me do episódio do assalto ao ônibus no Rio de Janeiro, onde um grupo de policiais-exibicionistas, diante das câmeras de TV, dispararam seis tiros que se alojaram brutalmente no corpo de uma menina inocente, para momentos depois, já longe das mídia, do mundo, descontar o erro executando o “assaltante-alvo-perdido”. Você se lembra? Quantos terroristas e psicopatas não se encontram desferindo golpes violentos contra a sociedade que os construiu, ao mostrar propositalmente toda a insanidade cruel ao qual o ser humano – humano? – parece ser capaz? Se por um lado para esses psicopatas as câmeras são um instrumento inibitório, para outros é de exibicionismo! Abrilhantamos o gume das facas e o cano dos revólveres que disparam sobre nossos próximos! Qual a solução?

Talvez, se começarmos a pensar qual a maneira mais correta de se utilizar e mostrar essas imagens, poderemos transformá-las não em mais um canal exibicionista de violência e revolta, mas em um instrumento, que através da profunda mágoa deixada no coração dos homens, os estimule através da consciência a buscar a paz que cada um tem dentro de si.

Não é de agora que a mídia tem construído uma grande quantidade de associações entre humor e violência. Quem viu o filme “Pulp Fiction”, riu de todo o tipo de atrocidade. A trama e os recursos audiovisuais, em especial a trilha sonora, são cuidadosamente planejados, de forma que o terrível se torna cômico. Sem reflexão, o cérebro humano, com estrutura genética de alguns milhares de anos, irá misturar informações que originalmente estariam alocadas em locais distantes… Assim, quando assistimos a isto tudo de forma passiva e alienada, nos tornamos tão condicionáveis quanto os ratinhos das experiências de Skinner.

É absurdo uma imagem como essa ser mostrada num programa que mistura violência com comédia, como o bizarro Programa do Ratinho. Isso é coisa séria. O que acontece quando a mente de nossas crianças registram essas imagens? Onde chegaremos com essa total falta de critério? Precisamos encontrar uma forma de não negar a realidade, e ao mesmo tempo discutir isso como o mais urgente dos aspectos de nossa vida em comum.

Teóricos afirmam que se nos revoltamos com essa situação, é porque a revolta existe dentro de nós. Nessas horas, fico imaginando que isso é uma verdade absoluta, os seres humanos são muito mais monstros que seres humanos. Mas não. Cada um, como eu já disse, tem a paz dentro de si. Temos tudo: A compaixão e o ódio, a revolta e o perdão, a sanidade e a insanidade. É preciso cultivar o máximo de nosso lado melhor, não permitindo que as ervas daninhas emocionais, que tanto nos prejudicam e aos que nos cercam brotem porque deixamos espaço para elas.

* * *

Para quem já me lê há tempos: Hoje não tem filosofia. Tem dor, tem angústia, tem um suspiro melancólico, tem um vazio que tenho tentado preencher com amor à vida.

https://i0.wp.com/slamxhype.com/wp-content/uploads/2009/01/goeth-black-roses.jpg

 

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“Duas pessoas são como duas substâncias químicas. Quando uma

reage, as duas se transformam.”

C. G. Jung

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Criado pelo músico e jornalista Alexandre Moschella, Escuta é um blog sonoro, que imprime em letras, textos, imagens e vídeos a essência da música de alto nível, em especial a erudita. Uma poesia sensorial, em forma de imagem e som, mas que evoca sem dúvida todos os demais sentidos.

Escuta – Música para ler, idéias para ouvir:

http://escuta.blog.br/

Imperdível.

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Caros Amigos,

Acabei de ler e assinar a petição online: «Determina a obrigatoriedade de os agentes públicos eleitos matricularem seus filhos e demais dependentes em escolas públicas até 2014.»

http://www.peticaopublica.com/PeticaoVer.aspx?pi=P2009N5

Eu pessoalmente concordo com esta petição e acho que também podes concordar.

Subscreve a petição e divulga-a pelos teus contactos.

Obrigado,
Arnaldo V. Carvalho

PS: Verdade que a verdadeira reforma de sistema será a de caráter, não a de imposição de regras e mais regras; muito menos estudar em escola pública deveria ser uma obrigação, vista em primeiro momento até como “punição”. Estudar no sistema público deveria ser um orgulho, caso o país faça uma escolha mais socialista, ou devemos acabar definitivamente com o sistema de educação pública, e incorporar valor ao trabalho de cada um, para que estes tivessem dinheiro e assim liberdade de fazer suas opções. Não vejo uma terceira saída, de momento. Mas prefiro a primeira, no que tange a educação, por entender que o filho é do mundo, interagirá com este durante toda a sua vida, não apenas da família nuclear – e assim, interferindo no Outro, a sociedade tem um dever e uma missão imediata para com sua formação. Contudo, dentro das regras que hoje se apresentam, creio ser esse um meio de forçar os olhos daquela gente para a realidade do povo. Desconfio que a corrupção é esquizofrênica!

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Escrevi o texto abaixo para meus clientes em São Paulo. Mas percebo que pode ser útil a qualquer um que esteja pensando em fazer terapia. Que seja útil. Arnaldo. http://www.arnaldovcarvalho.com

Um tempo para o corpo e o coração
Compreenda o processo terapêutico e o que ele pode fazer por você!

Dar-se um tempo. Observar-se. Redescobrir sua própria força. Aparar arestas. Revisar a base. Torna-la firme. Resolver. Resolver. Resolver.

Quando alguém busca um profissional de saúde, seja para tratar uma dor de cabeça, seja para tratar um coração partido, está buscando tornar-se alguém melhor – nem que seja para que as dores cessem!

Dores no corpo, doenças, emoções, hábitos e atitudes… Cada passo que damos na vida gera conseqüências, e as conseqüências desses passos formam aquilo que somos, em termos de saúde física, mental, emocional. Mas com quem aprendemos nossos passos? Que impressão de mundo tivemos desde os primeiros tempos? Como foi que adquirimos a maneira de caminhar que hoje nos faz estar na exata condição em que estamos, com todas as nossas virtudes, defeitos, prazeres, desprazeres?

Fazer uma terapia é propor ao próprio corpo e mente que se resolva a caminhada. Não é fácil. Haverá dias em que o terapeuta nos chateia. Quase sempre, isso acontece nos dias em que a terapia nos facilita a aproximação com emoções difíceis de serem vividas. Emoções que estariam bem guardadas para que se impeça o sofrimento… Haverá outros em que o corpo se sentirá desorganizado, porque para arrumar as prateleiras de uma estante, as vezes é preciso tirar os livros do lugar.

Porém… Haverá o tempo necessário para se tornar forte e enfrentar aquilo que se escondia dentro de si, caixas de pandora que se não forem abertas, geram das hérnias ao câncer, dos maus sentimentos à uma vida com menos prazer. E pensar que escondemos nossos problemas justamente para evitar o sofrimento e o desprazer!

Quem opta por fazer uma terapia mista, que envolve corpo (não verbo) e mente (verbo), vivencia a possibilidade de atingir estruturas psíquicas que foram constituídas antes mesmo da estruturação verbal, neurolinguística, ao mesmo tempo em que se integra tal fenômeno imediatamente na mente estruturada do hoje.

Essa é a minha proposta para você, e para isso me preparei. Meus estudos em naturopatia, medicinas tradicionais e psicoterapias e terapias corporais diversas aconteceram (e ainda acontecem!) pela noção de que um trabalho mais completo poderá ser realizado se pudermos agir nas diversas facetas humanas, não apenas em uma. O desafio de enfrentar as situações negativas da vida na real origem dos problemas é enorme: poderosas devem ser as ferramentas.

Ainda por isso é que é preciso no mínimo três meses de terapia continuada para que se possam observar os efeitos globais de um tratamento terapêutico. Claro que antes disso muitas dores e dissabores desaparecerão; Porém, tenha a certeza, essa é uma etapa introdutória, básica, inicial do processo terapêutico – o início das obras de uma verdadeira reengenharia do ser.

Estar em processo terapêutico não significa apenas estar presente no momento das sessões. O processo terapêutico é algo que se iniciou quando surgiu, em você, a percepção da necessidade de mudanças e melhoras, e a isto se esboçou uma reação. Dessa feita, o processo terapêutico ocorre 24H por dia; A terapia formal fornecerá ferramentas para que se possa observar o processo e seja possível viver este processo de maneira consciente. Coloca à disposição da cura toda a plasticidade cerebral da qual o ser humano é capaz. As ferramentas que são desde a sessão terapêutica aos exercícios propostos para casa, além de possíveis suplementos, seguem pela semana reforçando as propostas de conscientização, mudança e reequilíbrio efetuadas ao longo da semana.

Finalmente, deixo aqui um pensamento de W. Reich, com o qual concordo e que define como compreendo para que fazemos terapia (sim, eu também me trato, sou gente, quero melhorar-me, e quero sentir plenamente a experiência de estar vivo!):

“Fui acusado de ser um utópico, de querer eliminar o desprazer do mundo e defender apenas o prazer. Contudo, tenho declarado claramente que a educação tradicional torna as pessoas incapazes para o prazer encouraçando-as contra o desprazer. Prazer e alegria de viver são inconcebíveis sem luta, experiências dolorosas e embates desagradáveis  consigo mesmo. A saúde psíquica não se caracteriza pela teoria do nirvana dos iogues e dos budistas, nem pela hedonismo dos epicuristas, nem pela renúncia monástica; caracteriza-se, isso sim, pela alternância entre a luta desprazerosa e a felicidade, o erro e a verdade, o desvio e a correção da rota, a raiva racional e o amor racional; em suma, estar plenamente vivo em todas as situações da vida. A capacidade de suportar o desprazer e a dor sem se tornar amargurado e sem se refugiar na rigidez, anda de mãos dadas com a capacidade de aceitar a felicidade e dar amor.”

Wilhelm Reich (1942) em “Function Of The Orgasm – Vol 1 Of The Discovery Of The Orgone”, Ed. Farrar, Straus and Giroux, 1989

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