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Archive for Janeiro, 2016

Vale a pena assistir o novo “Star Wars”?

O Despertar da Força reúne o que a antiga trilogia tem de melhor, repaginado para o cinema atual

Por Arnaldo V. Carvalho

ATENÇÃO: Após a resenha faço comentários cheios de spoilers, mas eles estão escondidos com letra branca. Se você quer ler, basta marcar o texto todo e ele aparecerá. Senão, é um inocente texto sem Spoilers.

Pois é, quem detestou a última trilogia do Star Wars (como eu) ficou ressabiado para saber se esse “novo_star_wars_by_disney” ia funcionar.

Imaginem só. A Disney comprou STAR WARS de George Lucas. Com o sucesso obtido em “trazer de volta” Star Trek, Os executivos de Mickey Mouse chamaram J. J. Abrams para assumir produção e direção do novo filme da franquia. E ele já chegou com uma ideia: “se “O Império Contra-Ataca” é considerada a melhor história, vamos chamar de volta seu principal roteirista”! Marca-se o encontro. Juntos, Abrams e Lawrence Kasdan (que também assina o roteiro de “O Retorno de Jedi” e – para terem ideia de qualidade – “Os Caçadores da Arca Perdida”) sentam na frente da TV e fazem uma “maratona Star Wars”, assistindo a trilogia mais antiga (capítulos IV ao VI), anotando tudo o que “deu certo” ou não. Trocam impressões com fã clubes, revisam dados da época… E criam uma lista do que entrará no novo filme. É isso. A fórmula do sucesso de Star Wars VII: O Despertar da Força é um conjunto de tudo o que funcionou na consagrada trilogia, temperada com uma atualização de “como fazer cinema na segunda década do século XXI”.

 

O resultado é um fun factor super satisfatório! Quem já era fã da velha trilogia curtirá, sentindo que eles realmente conseguiram honrar o “espírito Star Wars”. Quem nunca assistiu conseguirá curtir o filme, conhecer personagens, etc., e ter uma ideia geral do contexto dos filmes anteriores.

 

Só não espere um “filme cabeça” ou algo revolucionário. Vá com a intenção de just for fun e você vai ter muita diversão. Faz parte do filme aderir ao ritmo do cinema da atualidade: ação o tempo todo para prender o sujeito na cadeira. Mais closes, mais combate corpo a corpo, mais impressionante no bom e mal sentido ao mesmo tempo. Arte é conseguir isso sem perda de qualidade de texto e história. Posso antecipar que a produção está DE PARABÉNS.

 

Também por isso, é  filme para se ver em 3D, preferencialmente em salas IMAX ou XD, pois nele a tecnologia vale a pena. As cores quase não se perdem, a cabeça não dói, e embora não pule muita coisa da tela, a noção de profundidade cria uma atmosfera de interação com o filme absurda. E o som dom filme… Putz, numa sala de última tecnologia, não dá para não notar o refinamento do som do filme, de músicas aos barulhinhos de naves e robôs. É incrível mesmo gente.

 

Agora os spoilers (comentários do filme)…

Novos personagens (ACERTADOS!) e atores com incríveis atuações garantem o sucesso de Star Wars VII: O Despertar da Força (atenção marque com o mouse para poder ler)

*** A equipe responsável acertou em cheio ao colocar um personagem negro e uma mulher nos papéis fortes. J. J. Abrams deve ter sido contaminado pela transnacionalidade de Star Trek, incluiu a mulher guerreira e contaminou Star Wars com variedade étnica e de gênero.

*** Aliás quem é essa moça? EXCELENTE ATRIZ! E ESSE MANOLO? EXCELENTE ATOR, a histeria, do personagem é sensacional também. Dois atores de 23 anos, que ainda vão dar muito o que falar. Cheios de personalidade. A Força está com eles!

*** Aparição rápida mas cheia de carisma a do piloto líder dos X-Wing, interpretado pelo Guatematelco Oscar Isaac. Obrigatório que ele aumente sua participação no próximo filme.

*** Harrison Ford está CAQUÉTICO e acho que mais um ano não daria mais para disfarçar. Mas como segue perfeito sendo o canalha Han Solo, agora em versão decadente mas que segue com a estrela da sorte ao lado. Até que…

*** Os ataques de pelanca do novo “Darth Vader versão jovem mimado” são SENSACIONAIS!

*** Já tem brasileiro malicioso dizendo que o tal do novo Darth Vader é argentino (na verdade Kylo Ren, o personagem que também se veste de preto e também usa máscara é na trama neto do próprio Darth Vader e o endeusa). Pura inveja.

*** A máscara do Kylo Ren é bem bobinha, seguindo o visual “queixinho” dos droids da segunda trilogia (episódios I-III), que sempre foram ridículos. Quem foi que inventou esse design? Fez parte do que acabou com a série, que a Força nos livre disso.

*** Não sei se eu desgosto do Adam Driver que faz o papel do Kylo Ren ou… Se AMO.

*** O “novo Imperador” é uma mistura de Golum (Smeagul MY PRECIOUSSSS) com Troll do Hobbit. BEM QUE O GEORGE LUCAS láaááá nos anos 70 disse uma vez que sua obra tinha inspiração na literatura Tolkeniana!

*** Há quem tenha falado mal da princesa Leia, ou melhor da atriz Carrie Fischer que a interpreta. Beirando os sessenta anos, e há tempos sem aparecer nas telas, ela é perfeita. Olhar terno misturado com personalidade forte, essa é a princesa Leia desde o principio e assim ela segue, agora madura e na condição de liderança.

*** Repetecos dão fun factor mas tiram qualquer originalidade: Nova estrela da morte, novo robozinho esperto e fofuxo, novas cenas em um lugar de deserto, em um bar e na mata… O Universo é mesmo muito pouco criativo pelo visto.

*** Mais uma vez os personagens bonecos (ou animações) deixam a desejar. Todos eles. Da criatura laranjinha que foi como uma “yoda-fêmea” para colocar a Rey no caminho da Força ao carinha da “barraca do ferro velho”, eles não são bons. Não são mesmo. Elogios apenas para a capacidade de expressão facial da laranjinha, realmente parece natural, vivo.

*** Quem assistiu e não ficou querendo saber que cara tinha a chefe prateada do Finn ainda como Stormtrooper? Tira o capacete! Tira o capacete!

*** BB-8, o robozinho que eu achei inicialmente “ridículo”, cumpre bem sua função. O final mostra o surpreendente encontro entre ele e o velho R2D2. Para reforçar a ideia de melhoria da tecnologica, BB-8 é uma versão menor de tamanho, mais leve e enxuta… No final a mudança deu oxigênio à saga, valeu a pena!

 

* Arnaldo V. Carvalho, cinéfilo, cidadão honorário de Aldebaran e ex-combatente de caças Tie imperiais. Até se rebelar…

FOTOS

http://i0.wp.com/cdn.bgr.com/2015/08/star-wars-the-force-awakens-photos1.jpg?w=625

Pernas pra que te quero: Ah sim. Esse é o novo cinema, com ação o tempo todo para ninguém nem pensar em desgrudar. Cena típica do filme, os dois correndo desesperados. Rsrs…

https://i0.wp.com/i.telegraph.co.uk/multimedia/archive/03531/Star-Wars-Force-Aw_3531488b.jpg

Sim sim sim, esse é Jar Jar Abrams e sua nova equipe de segurança. Não podia ser diferente né.

https://i0.wp.com/www.flickeringmyth.com/wp-content/uploads/2015/12/star-wars-the-force-awakens-quad-poster-600x450.jpg

A quantidade de tipos de cartazes e montagens promocionais para esse filme é de impressionar. Esse aí representa mais ou menos, mas tá bonito!

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Ode ao feminino através da campanha do voto pelas inglesas do início do século XX.

Sobre o filme “As Sufragistas”

Por Arnaldo V. Carvalho*

O filme terminou. Nos abraçamos e levantamos na direção da saída. Caminhamos por alguns minutos até que quebrei o silêncio apenas para registrar no verbo o que os dois sentiam. “Difícil de comentar não”?; “Difícil”, respondeu minha esposa.

Esse é o impacto mínimo que você terá ao assistir “As Sufragistas” no cinema. O filme fala de um assunto que aparentemente tornou-se distante em nossa realidade: o direito das mulheres ao voto.

A sinopse de “As Sufragistas” é simples: conta-se a história das mulheres inglesas que lutaram para ter direito ao voto em seu país. Algumas personagens existiram na vida real. Outras, baseadas em ativistas reais da época. A ficção, aqui, tem o intuito claro de prestar serviço a realidade.

Soa absurdo, aos ouvidos do século XXI, que algum dia homens e mulheres tenham uma diferenciação tão obtusa na esfera dos direitos civis. Mas, sabem, o século XX ainda foi ontem, e em muitos aspectos ainda é hoje.

Com rara destreza, a diretora Sarah Gavron toca em uma cicatriz fina, e ao faze-lo revela que ainda dói. Na verdade, não dói mais porque há uma anestesia que procura esquecer do ocorrido. Mas nas células das mulheres de hoje, descendentes das que sofreram na carne por certas reivindicações, ainda dói e muito.

Para quem se liga nos detalhes técnicos, o filme esbanja qualidade: figurino, cenário, fotografia (que luz! Que cores!) irretocáveis. E para completar, um dos elencos femininos mais expressivos que já vi. Não se deixem levar, no entanto, pelos apelos do cartaz e propagandas do filme, que mostra Meryl Streep, Helena Bonham Carter e Carey aMulligan estampadas, dando a entender que protagonizam a história. Verdadeiramente, Streep apenas faz aparições rápidas – essenciais, incríveis, mas rápidas, enquanto que Bohoncarter e Mulligan dividem o estrelato com atrizes igualmente incríveis, com personagens igualmente importantes! Em especial as britânicas Anne-Marie Duff e a premiada Natalie Press.

O filme provocará reflexões e um verdadeiro choque de realidade em quem o assistir. Impossível não trazer esse passado para os dias atuais e ver como o tema segue precisando de muita discussões, reflexões e novas ações.

Recomendo totalmente. Flores brancas a todas as mulheres e a todos os femininos que habitam os homens.

* * *

Arnaldo V. Carvalho, cinéfilo, a favor da igualdade de direitos e da assimetria funcional e sinérgica de homens e mulheres. De vez em quando sente “vergonha alheia” por certos congêneres.

Reflexões avivadas pelo filme

Sobre o direito feminino

Já entendemos que não é a desigualdade que traz problemas, porque ninguém é igual. O problema gira em torno da igualdade desvantajosa, onde um indivíduo ou uma coletividade tem vantagens em relação a outra; e por outro lado, da supressão de direitos de expressão e participação de todo e qualquer indivíduo nos mecanismos que formulam, representam e agem pela coletividade.

As mulheres do mundo inteiro continuam em situação desigual desvantajosa.

A elas, seguem negados muitos direitos, sobretudo de acesso. Acesso às escolhas, acesso à orientação, acesso à valorização de sua natureza intrínseca – de Mulher! A elas segue sendo negado o direito de usarem o feminino – energia a qual são guardiãs naturais. Não lhe é permitido respeitar seus ciclos hormonais (o repúdio a menstruação, a falta de sensibilidade em obrigar a trabalhar em um dia de cólica ou com uma gravidez avançada ou ainda com vínculo mãe-bebê super estreito), o direito de um discurso feminino ao avançar nas esferas de poder (os interesses do feminino dizem respeito a uma habilidade e desejo de agregação e valorização dos aspectos afetivos, por exemplo).

Como denunciam as sufragistas do filme, foram décadas pleiteando pacificamente o direito ao voto. As mulheres chegaram ao limite de ser exploradas, violentadas, humilhadas, abusadas de todas as formas. Aliás, quando reagiram tais limites já haviam sido em muito extrapolados. A conclusão era a necessidade de reivindicar o direito feminino sob a ótica do masculino: a ótica da violência.

A ótica do masculino ainda é hegemônica

É verdade! A ótica do masculino é a única que realmente é percebida até hoje. Até hoje as mulheres de altos cargos usam “terninho”, tendem aos cabelos curtos e a discursos com muita objetividade e pouco afeto. Para sobreviver no mundo dos homens, são frequentemente mulheres “duras”, para serem “respeitadas”. “Estilo Sargentona” funciona, se for muito delicado “o homem estranha, associa a fraqueza, e então abusa”.

Sobre o Panorama Brasil e nossa Estadista Mulher

Para o Brasil, o filme chega em hora mais que pertinente. Nunca tivemos uma estadista mulher a frente do país. E nunca a figura da mulher através desta foi tão degradada nas últimas décadas. Se a Dilma e seu governo não demonstram terem conseguido bons resultados em seus anos no executivo do país, ela não se mostra pior do que seus antecessores homens. Se ela não trouxe estabilidade econômica como o FHC, não seguiu a cartilha de Washington a risca como ele; Se não trouxe prestígio internacional como Lula, não negociou da mesma forma com bancos, empreiteiros, empresários e políticos, construindo o mais impressionante cartel unificado privado-público que o país já conhecera. Por outro lado, há aspectos inovadores e fundamentais em um processo de maturação da democracia instalada a partir do final da década de 1980 no Brasil: o enfrentamento aos vestígios do militarismo opressor-ditador, levando a frente a Comissão Nacional da Verdade; Bancando a Operação Lava-Jato mesmo ao preço de afundar empresas pseudopúblicas ou ameaçar cabeças dentro do próprio governo. Se o governo dela tem erros graves usados pela oposição para configura-lo como “desastre”, isso não ocorre por ela ser mulher. No entanto, ouve-se sempre xingamentos que não foram desferidos contra outros presidentes que hoje mostram-se alinhados a toda uma história de coronelismo, populismo, paternalismo, nepotismo, negociações e enriquecimentos ilícitos. Tenham certeza, Dilma é mais atacada por ser mulher, ou melhor, é atacada com uma jocosidade humilhante e inédita. Contra ela alçam-se velhos jargões machistas que a mim dão nojo e uma certa vergonha alheia dos demais homens.

Escravidão é tema de mais denúncia e reflexão que a repressão contra a mulher

A repressão tão violenta de humano contra humano parece sobressair-se, nas representações cinematográficas, também contra o gênero masculino. Tomemos o exemplo dos escravos. O quanto retratam os castigos contra homens e o quanto o fazem quando tais retratos denunciam o mal trato às mulheres? O tema escravidão aparece com frequencia, gera discussão, choca. Mas é tão raro vermos algo sobre violência contra a mulher, repressão ou supressão de seus direitos, etc. aparecerem, e quando ocorrem, retratam sobretudo quando se fala do âmbito coletivo! Por quê?

As origens da repressão à mulher e ao feminino

Como será que as decisões sobre o que fazer ficaram para os homens? São diferentes forma de exercício de poder: decidir sobre o casamento, a prole, mas também os rumos da sociedade. Se o homem das cavernas caçava para a fêmea com um bebê de colo poder dedicar-se mais a cria, ele caminhava mais pelas matas, conhecia mais o território e o inimigo. “Para onde vamos?” talvez fosse decisão natural do batedor do grupo, e a ele confiada pelos demais. Tudo mudou! Por que não mudou ainda a forma com que homens e mulheres decidem, por que ainda há tanta dificuldade de escuta e de uma tomada de decisão coletiva?

Por que as mulheres precisam votar e serem votadas.

 As mulheres precisam não só votar mas a sociedade precisa votar mais nelas. Nas mulheres verdadeiramente portadoras do feminino. Como diz em algum momento uma personagem do filme: “porque precisa haver uma outra forma de se viver”. E o voto pode mudar isso.

***

* Arnaldo V. Carvalho, polímata, portador do masculino e do feminino em si, defensor do feminino sagrado que habita homens e mulheres, e sua essencialidade no equilíbrio social. Luta para a cada dia harmonizar-se com sua própria testosterona e seu potencial impulsivo-destrutivo; ainda tem muito o que aprender mas vai melhorando a cada dia.

 

 

A campanha em torno do filme, na versão original, exibe as palavras-chave: “Mothers, Daughters, Rebels (Mães, Filhas, Rebeldes), enquanto que na versão brasileira, “Rebelde” dá lugar a “Revolucionárias”. Pelo visto, a dureza da realidade tal como o filme procura retratar ganha ares de um romantismo em torno da ideia de revolução, na opinião dos tradutores tupiniquins.

 

A protagonista da vida real Emily Davison (a esquerda), martir do movimento pelo Sufrágio Feminino na Inglaterra, e sua intérprete para o cinema, Natalie Press.

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Prezados leitores e amigos,

No final do ano passado uma de minhas filhas de dois anos e meio, subindo de mãos dadas comigo a escada rolante na Cinelândia (saída Teatro Municipal), teve no fim da subida sua sandália “comida” pela escada rolante. Ficamos bastante assustados, embora aliviados por não ter havido nenhum dano físico a nossa pequena. Mas isso é grave. Era uma sandália alta. Não é possível que não haja tecnologia de segurança para prevenir esse tipo de acidente. Seguem fotos do ocorrido. Informei ao Metrô Rio do ocorrido e estou aguardando algum posicionamento. Atualizo vocês assim que receber.

Seguem fotos da sandália comida, tiradas assim que houve o acidente.

Já pensou se pega nesses dedinhos? Revoltante, beira o insuportável pensar que as crianças estão suscetíveis a esse risco mesmo seguindo as regras de segurança de escadas rolante.

Já pensou se pega nesses dedinhos? Revoltante, beira o insuportável pensar que as crianças estão suscetíveis a esse risco mesmo seguindo as regras de segurança de escadas rolante.

sandalia_mel (2)

Essas fotos foram tiradas no local do ocorrido. A calçada para onde a escada do Metrô dava estava em obras. Isso foi no dia 31 de outubro de 2015, às 10:57 da manhã.

Dei uma pesquisada e não foi só conosco. Seguem links de outros acidentes envolvendo sandálias infantis e escadas rolantes, em:

Observem que a maioria fala do perigo de sandálias “croc”. A sandália da minha filha não era Croc mas o material é bem parecido. Cuidado pessoal.

ATUALIZAÇÃO DE 27/01/2016 – METRÔ RIO FALOU COMIGO.

O Metro Rio telefonou para minha casa dias após receber meu informe escrito. Disse a moça com quem falei que o pedaço da sandália foi encontrado em DEZEMBRO no “equipamento” (a escada rolante em si). Me perguntou porque na mesma hora não fui comunicar ao Metrô (ao que expliquei que não submeteria duas pequenas de dois anos a burocracia e preferi seguir com a programação do teatrinho que elas foram assistir, comprando uma sandália de improviso no comércio próximo). Ela então reforçou as regras de segurança no uso da escada (ao que repeti que o uso foi correto, com a criança estando de mão dada e sem pisar nas faixas amarelas), e perguntou se eu queria algo mais do Metrô. Na hora me deu vontade de dizer coisas que, infelizmente, seria sério para mim mas provavelmente seria levado como deboche pelo MetroRio: “gostaria mais que um telefonema. Na verdade gostaria que eles enviassem uma caixa com um pedido de desculpas, a sandália nova e um cartão-convite para a minha filha e sua família conhecerem a estação do metrô e sua segurança, e quando eu chegasse lá, gostaria que eles dessem a ela adesivinhos coloridos com trenzinhos do metrô escrito “Metro coração você”, e que o gerente ou diretor da estação onde tem a escada que comeu a sandália dela aparecesse, nos cumprimentasse e mostrasse no seu Tablet a pesquisa que o Metro estivesse fazendo para a aquisição de novas escadas rolantes mais seguras, assim como outros equipamentos, sinalizações e itens de segurança”.

Gostaria mesmo de falar tudo isso, mas para além da descrença, eu vivo uma vida onde trabalho, estudo, cuido de filho e da casa. Cheguei em cima da hora para fazer o almoço, e precisava ser rápido. Então respondi apenas que “cumpri minha parte como cidadão alertando a vocês sobre a importância do ocorrido, que este ocorrida passe a fazer parte de estatísticas e dados que o Metrô utilize para melhorar sua existência e preste serviços melhores a população, incluindo o quesito segurança. Em 2016, com tanta tecnologia do século XXI, não é possível que não haja uma escada rolante que impeça esse tipo de situação e seja portanto 100% segura”.

Arnaldo V. Carvalho

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Então chegou.

A conjuntura atual no Estado do Rio de Janeiro (e do Brasil, e do mundo) fez muita gente daqui torcer para chegar. Um novo ano, um ano diferente, um respiro para a vida, que 2015 foi um sufoco.

 

Mas o ano não será diferente, a menos que se consiga ultrapassar o fatídico dia da marmota. É isso mesmo! Você, que acordou no 2016, acordou quase o mesmo. Olhe-se no espelho. Tudo igual. Olhe sua vida. Tudo igual?

 

Então vai ser assim, vai continuar sendo Dia da Marmota para você, a menos que as promessas não fiquem nas promessas, e principalmente, que você viva o que tem de ser vivido. O Feitiço do Tempo consiste em mais do que fazer só o que gosta, gostar do que se faz.

 

Então eu desejo que você que me lê tenha um FELIZ DIA DA MARMOTA!

Grande abraço a todos,

Arnaldo

PS: Alguém notou alguma referência ao velho filme estrelado por Bill Murray em 1993? Pois vou contar um segredinho a quem gosta de ler post scriptums: “O Feitiço do Tempo”, (Groundhog Day) foi nosso filme de Ano Novo, aqui em casa. Eu pessoalmente tinha assistido na época em que o filme saiu, já não lembrava de nada (só do sentido geral), de modo que tal experiência não influenciou muito na escolha, para além da ideia de ser um filme “família”. Escolhemos em cima da hora, pouco antes da virada, e vejam que curioso, o filme terminou faltando três minutos para meia-noite. Filme  que agrada a adultos, adolescentes e mesmo crianças não muito novas, é uma “sessão da tarde” gostosa, de texto interessante, diálogos atemporais, bom ritmo… Algo vai lembrar ao conto de Natal do Charles Dickens (uma pessoa não muito legal passa por uma “experiência mística” ligada ao tempo e que acaba transformando seu caráter – incluindo apologias ao altruísmo etc.). Fica aqui a microresenha do filme, escondida na mensagem de ano novo, através desse PS. Só entende a profundidade do meu desejo de Ano Novo para o mundo, quem assistir. 🙂

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