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Despido ao público

Encenação baseada nos diários do fotógrafo Alair Gomes chega à sua última semana no Teatro Laura Alvin (Rio) emocionando a plateia

Por Arnaldo V. Carvalho*

Estive no último final de semana e recomendo a todos – independente de convicções sexuais, de conhecimento acerca da fotografia e da obra de Alair Gomes. Aliás, elegante,  e extremamente atual, “Alair” convida a se conhecer um pouco da personalidade do internacionalmente mais famoso fotógrafo brasileiro: Alair Gomes.

Se a proposta é interessante, a dramaturgia é uma pérola, do texto, passando pela luz, à interpretação apaixonada de Edwin Luisi.

Tudo isso está disponível apenas até domingo no pequeno e charmoso teatro da Casa de Cultura Laura Alvin, no coração de Ipanema.

“Alair” é sobre o corpo, o masculino, a paixão e a negação dos sentidos que nossa sociedade vive. Em 70 minutos, a plateia imerge no ritual hedônico de uma vida inteira, cuja leveza insustentável culmina em lágrimas e palmas pela força do personagem vivido por Luisi. Seu texto, construído a partir de registros de viagem e notas de diário pessoal de Alair Gomes, narra seu encantamento pela beleza energética do jovem masculino, suas formas e nuances. Ao longo da peça, apenas homens em cena. Todos são Alair, de algum modo: Alair e seus vislumbres.Image result for "alair gomes"

A escolha do roteiro é impecável: apresenta Alair, leva-o para sua viagem à Europa, mostra suas impressões de mundo a partir destas, e volta novamente ao Rio de Janeiro onde ele vive suas paixões artísticas, sexuais e afetivas.

Passeia, aos poucos por contrastes, do deleite à solidão, da luz nos olhos ao horror captado por uma alma de rara sensibilidade. Um exemplo: ao mesmo tempo que admirar com os próprios olhos a estátua de Davi mostra-se uma experiência divisora de águas, um encontro com a própria natureza Divina,  sua passagem pela Itália lhe leva ao Coliseu, onde Alair sofre e revela seu horror à violência, e à destruição do corpo humano, da vida, amplificada pela destruição em caráter de espetáculo.

Não pude nesse momento deixar de me remeter à paixão do pintor Renoir pela pele, pela beleza do corpo, e pela luz e sombra… Talvez porque o feminino seja o foco de Renoir, e o masculino o de Alair, no primeiro abundam as cores, no segundo, os tons e matizes entre o branco e o negro não permitem qualquer dispersão para além do objeto retratado. Objeto este que se torna puro desejo.

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Enfim, a peça tem ares de monólogo, embora o protagonista, interpretado por um ícone do teatro e da televisão brasileira, conte com a presença dos jovens André Rosa e Raphael Sander, a cumprir de forma irreprimível seus seus papéis múltiplos como “os rapazes de Alair”. A escolha dos dois foi acertadíssima: Rosa exibe um corpo praiano, esculpido, cabeleira típica dos anos 80, é o masculino a negar o próprio narcisismo. Sander representa os que embarcam na trip de Alair, seduzidos mas ao mesmo tempo, iludindo e desiludindo o fotógrafo.

As cenas reproduzem de forma natural, e com belas passagens de cena, algumas das mais conhecidas fotos e sequências de Alair Gomes. Sua iluminação limpa de cores respeita a própria concepção de uma fotografia que procurou salientar detalhes corporais e enaltecer cada milímetro do corpo. Remete à sutileza, ao desejo, enquanto revela, constrói e joga os personagens em luzes e sombras, tal qual se caracterizava o trabalho fotográfico do artista.

Quem assistir perceberá um trabalho primoroso, de imenso respeito à Alair Gomes, sua vida e sua obra. Ao mesmo tempo, é uma ode ao masculino, a beleza da forma, o sagrado, e à juventude. A cereja do bolo é a consequência dramática de tanta paixão, que se constrói ao longo da trama-em-torno-de-si-mesmo de Alair… e denunciará a sociedade repressora e as negações experimentadas por quem nela é criada (é assistir para descobrir).

 

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Na noite em que estive lá, Edwin Luisi, visivelmente comovido, fechou sua atuação nos contagiando com seu pedido, para que ajudemos a peça, que não conta com patrocínio algum, a encher o teatro.

     – Com todo o prazer, Luisi! E salve Alair!

*  * *

PARA SABER MAIS E IR À PEÇA:  http://www.casadeculturalauraalvim.rj.gov.br/programacao/alair/

 

*Arnaldo V. Carvalho é terapeuta, estudante de pedagogia, e adora compartilhar o que vê e gosta.

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“As pessoas que saíam do campo de concentração não conseguiam falar, não sabiam como contar. Eu me chamo Mangel e minha origem é judaica. Talvez isso tenha influenciado conscientemente minha escolha pelo silêncio”

(Marcel Marceau, 1923-2007)

 

Nota: O pai de Marceau morreu em no campo de concentração de Auschwitz, e a experiência do nazismo – e sua atuação contra ele – marcou a vida do mímico por toda a vida. Conheça sobre essa silenciosa história:

http://www.morasha.com.br/arte-e-cultura/mime-marceau-a-arte-do-silencio.html

http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2007/09/331571-franceses-dao-adeus-a-marcel-marceau-em-paris.shtml

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A seguir, texto de Ana Francisca Ponzio e matéria de sua autoria publicada no caderno Modo de Vida, do Jornal da Tarde, em 10 de abril de 1986, quando Kazuo Ohno esteve no Brasil pela primeira vez.

“Quando Kazuo Ohno veio ao Brasil pela primeira vez eu começava minha carreira no jornalismo. Em bons tempos do Jornal da Tarde, meu primeiro emprego na área, eu escrevia para um dos novos cadernos do jornal, o Modo de Vida, editado por Maiá Mendonça.

Com sua arte absolutamente nova para mim e para a maioria (ou todos) que o viram em sua estreia em São Paulo, Kazuo Ohno provocava um misto de estranhamento e profundo fascínio. Claro, gerou inúmeras influências e tornou-se uma enorme referência, além de artista muito querido entre os brasileiros. Outro fato que chamava a atenção: naquela época Ohno estava com 80 anos e no auge. Em cena, tinha o frescor de um adolescente.

Agora, diante de sua morte aos 103 anos, reproduzo abaixo o texto sobre o workshop de Ohno que, para mim, também foi uma espécie de estreia. Publicado em 10 de abril de 1986, pelo Modo de Vida do Jornal da Tarde, contém tudo o que ele falou naquele encontro com artistas. Na época, preferi colocar em texto corrido o que ele disse – como se não quisesse interromper o que eu e toda uma plateia absolutamente encantada ouvíamos. Ao mesmo tempo, seria a chance (e ainda é) de difundir um pouco daquele encontro para os que não tiveram o privilégio de estar lá”.

Segue o texto:

Vida, Morte. Magia.

Kazuo Ohno é uma mistura delicada de criança, adolescente, homem e mulher. Por mais estranheza que sua dança cause aos olhos ocidentais, em poucos minutos consegue arrebatar o público. Talvez porque na sabedoria que transmite em seus movimentos, sintetiza a frágil essência da existência humana. Em sua breve passagem por São Paulo, esse octogenário artista japonês conquistou todas as plateias. Consciente do poder que exerce sobre as pessoas, sem pronunciar uma palavra, ele destila carisma em cada gesto.

No workshop realizado anteontem no Teatro Anchieta, aberto para bailarinos, atores e mesmo alguns curiosos, Kazuo Ohno surgiu no palco descalço. Com a maquiagem habitual, cabelos desfiados, sua roupa reduzia-se a uma fina malha de balé. Nas mãos, trazia uma flor branca de papel com a qual, às vezes, escondia o rosto, num trejeito maroto. O público, já familiarizado com sua figura, mais uma vez não economizou aplausos e, por sugestão de um apresentador improvisado, o ator Raul Cortez, cumprimentou-o em coro com um efusivo arigatô. Ladeado pelo filho – frente às calorosas manifestações paulistanas, Yoshito Ohno já esboça sorrisos em seu rosto impassível – e um confuso intérprete, ele declarou: “Nesse momento estou feliz. Lastimo não poder ficar mais tempo entre vocês, mas agradeço a afeição e compreensão que me dedicaram. Quem deve dizer arigatô sou eu”. 

Com a paciência de um velho contador de histórias, disposto a tentar explicar a técnica butô, durante quase uma hora Kazuo desfiou reminiscências filosóficas. Falou da vida brotando no ventre materno. “Esse minúsculo ser, embora microscópico, vibra com intensidade máxima”. Aos poucos, o que parecia uma aula de biologia, semelhante à sua dança, envolveu a atenção de todos.

“Quando a concepção acontece é porque houve a colaboração de milhões de espermatozóides. Os não aceitos são eliminados, como num processo de seleção natural. Quando pensei nesse assunto pela primeira vez, fiquei extremamente entristecido. Percebi que eu era o produto de apenas um espermatozóide. Esse fato me chocou durante anos. Não me conformava: incontáveis seres potenciais tinham perecido. Hoje, acredito que todas essas vidas estão presentes num ser humano. Não posso separar minha existência daquelas que pereceram e que continuam habitando em mim.”

“Do início dos tempos até os dias de hoje, o ser humano lutou para sobreviver. Sozinhos, não conseguiríamos travar essa batalha desesperada. Uma aliança vital está marcada no interior de cada um.” 

“Ambos se influenciam, o que nos rodeia – ou macrocosmo e o que existe no interior de cada ser humano – ou microcosmo. Recebo influências de todas as forças cósmicas, tudo é símbolo de vida.” 

“Vivo com os mortos. Acredito que todos os seres humanos que já existiram estão vivendo em mim atualmente. Em outras palavras, para mim isso significa criatividade.”

“Acredito em dois tipos de criatividade: uma cerebral, através do pensamento, imaginação, invenção. Outra, através da percepção, quando sentimos esses outros seres dentro de nós. Em mim, a presença desses mortos ajuda-me a sobreviver. Eles vivem e criam, participam do meu dia a dia. Creio também que crescem e se desenvolvem junto comigo. Minha força se exprime através deles, que me ajudam e às vezes me castigam também.”

“Sou uma pessoa egoísta e exigente. Entretanto, acredito que esse não seja um egoísmo gratuito mas uma satisfação íntima, que impele um ser humano em busca de alguma coisa. Nesse sentido, ser exigente e egoísta não faz mal a ninguém.”

“Butô é como um espaço pequeno, porém infinitamente grande e infinitamente pequeno ao mesmo tempo. É como se fosse um peixe em água turva, para enxergá-lo é preciso muito esforço. Como a dança que, antes de chegar a um momento de explosão, requer muita paciência.” 

“Através do contato com o útero, o embrião recebe amor. Quando suga a energia da mãe, esse movimento que, de certa forma, reproduz uma bomba de sucção, representa o ritmo do universo. Esse ritmo é como uma música que se pode sentir com o corpo, enquanto se dança. Aquele que está começando a estudar butô deve retirar sua experiência sentindo o movimento dessa força cósmica.” 

Depois dessa simbólica conversa, junto com Yoshito, Kazuo dançou uma seleção de excertos durante mais uma hora. Antes, anunciou: “Meu filho é também meu pai. Eu me refiro a ele como meu pai-meu filho e a mise-em-scène é dele”. Com movimentos naturais, econômicos, expressivos, sem um mínimo de tensão, Kazuo Ohno dançou dando a impressão de que qualquer outra pessoa pode fazer tudo o que ele faz.

No final, embora se dispusesse a um debate com o público, o artista dava a entender que quaisquer considerações mais objetivas seriam irrelevantes. Quando alguém lhe perguntou se suas coreografias obedecem a uma marcação, com começo, meio e fim ou mesmo improvisações, respondeu: “Nasci sem memória. Tudo que dancei ontem já esqueci hoje”. Para outra questão, um tanto provocativa, sobre os efeitos cósmicos de uma bomba atômica, rebateu: “É uma arma de extermínio mas acredito que um homem, particularmente quando dança, pode sentir a mesma carga de energia”. 

Para quem ainda exigia explicações plausíveis sobre butô, ele completou: “Butô significa sentir e perceber a vida”. Pouco preocupado se havia ou não convencido a plateia com tais teorizações, ele despediu-se com a alegria de uma criança. Como sempre, tinha o público inteiro nas mãos.

FONTE: http://www.conectedance.com.br/memoria-viva/kazuo-ohno-morre-aos-103-anos/

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Olá amigos,

Muitos estão curtindo saber mais sobre o Butô e o mestre Kazuo Ohno. Separei aqui um conjunto de links e indicações de livros lindos sobre o tema, para facilitar o encontro.

Que desfrutem! (Arnaldo)

Livros:

Writing on Drawing: Essays on Drawing Practice and Research: Por Steve Garner

 The Wise Body: Conversations with Experienced Dancers Por Jacky Lansley,Fergus Early

Na Internet:

 https://patricianoronha.com/2008/04/04/segundo-kazuo-ohno/

http://alfarrabio2.blogspot.com/2008/03/exposio-kazuo_25.html

https://en.wikipedia.org/wiki/Kazuo_Ohno
https://pt.wikipedia.org/wiki/Butoh

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Shiatsu, Butô e a longa dança da vida

Por Arnaldo V. Carvalho*

Há vinte anos, pude ajudar a cuidar, mesmo que por poucos meses, da saúde do Dr. Mario Negreiros, renomado endocrinologista de Niterói.

Havia passado por uma experiência de dança, e lá fui apresentado por sua filha ao Butô, a dança contemporânea japonesa, repleta de significado, expressão profunda, transpessoal, além da pequenez da alma do indivíduo, aproximado a energia cósmica que faz a dança celeste do infinito enamorar-se dos sutis e profundos anseios intraterrenos da mãe natureza de nosso planeta.

Hoje me deparo com a notícia do falecimento do pai da arte Butô, Kazuo Ohno, aos 103 anos.

Junto com ela, palavras de Ohno, a própria dança traduzida na limitação linguística que nos habita.

A dança que mexeu comigo há mais de vinte anos é passada como um filme dentro de mim… Todos os pas de deux que vivi, toda a dança que dancei para e pela vida, todo o Shiatsu que se efetua no Kanji da dança (Odori), afixado na parede de meu consultório (arte Shodo original da mestra Kazuko Hagiwara).

Sou dança. Sou shiatsu. Sou butô. Sou Cosmos.

*   *   *

* Arnaldo V. Carvalho é professor de Shiatsu e faz dele seu Butô e seu Do.

 

 

 

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Kazuo Ohno: Mensagem ao Universo – 1998

Ohno

“Uma Mensagem ao Universo”

por Kazuo Ohno, 1998

TRADUÇÃO: Arnaldo V. Carvalho

“À beira da morte, as pessoas revisitam os momentos alegres de uma vida.

Seus olhos ficam olhando admirados para a palma  da mão, vendo a morte, vida, alegria e tristeza com uma sensação de tranquilidade.

Este estudo diário da alma, será este o início da jornada?

Sento-me perplexo no playground dos mortos. Aqui eu desejo dançar e dançar e dançar e dançar, a vida da grama selvagem.

Eu vejo a grama selvagem, eu sou a grama selvagem, eu me torno um com o universo. Essa metamorfose é a cosmologia e o estudo da alma.

Na abundância da natureza eu vejo as bases da dança. Será que é porque minha alma deseja fisicamente tocar a verdade?

Quando minha mãe estava morrendo eu acarinhei seu cabelo por toda a noite, sem conseguir emitir uma única palavra de conforto. Depois disso, percebi que não era eu quen estava cuidando dela, mas era ela quem estava cuidando de mim.

As palmas da mão de minha mãe são uma preciosa grama selvagem para mim.

Eu desejo dançar a dança da grama selvagem até o mais alto limite de meu coração”.

Ohno, 1998.

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Palavras de Chris Way acerca de Ohno e sua obra (publicado em janeiro de 2009)

I fico pensando sobre o que Ohno quis dizer. A dança da grama selvagem:  pode ser que aqui nós convergimos, se é que isso é possível, com a mãe uterina com a mãe natureza; com ambas ao mesmo tempo? Onde nós expressarmos criativamente (na dança, na arte, em sorrisos, no amor, no canto) tanto prazer na vida – “prazer” não como função da felicidade, mas simplesmente fluidez do sangue e expiração – que nós nos misturamos com a essência dentro de nós [nosso passado, nossos genes, nossa biologia] e externamente nós [nossos parceiros no solo, no ar, na terra, nas minúsculas celulas das menores das partículas; tudo o que também é nós, composto da mesma coisa que nós]?

Criatividade e expressão como atos de reconciliação radical entre nós mesmos e nós mesmos.

Oferecemos a melhor atenção possível a seu outono, já lamentando por seu fim após passarmos a primavera e o verão de nossa vida humana com ela, movimentando-a num desconfortável conjunto de gestos. Na realidade, ela é quem cuida de nós, e segue permitindo-nos viver e respirar, comer, e usufruir e sobreviver pela teia que, embora desgastada lentamente, permanece bem entrelaçada, com sua vitalidade conectando abelhas, flores, pássaros, vento, solo, sol, folhas, oxigênio, nós, nós.

Não há nada a fazer além de sentir isso na raiz.

Ser grama selvagem, mesmo que ela morra de novo, e que mais uma vez tombe nas ranhuras dos paralelepípedos, raízes lentamente brotando em lajes num crescente de prazerosa revolta.
Chris.

Ohno

FONTE: Blog Snail Crow, do Chris Way. O autor publicou isso em seu Blog um ano antes da morte de Ohno. Muito lindo, obrigado, Chris!

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 e 

Fizeram parte de minha invisível vida emocional. Partes de mim que quase ninguém mais conhece, nem mesmo alguns de meus eus… Mas eles vivem aqui, e participam da orquestração do que sofro, do que expresso, do que gozo, respiro, choro e sorrio.

Um é a forma concreta, trazida do invisível. Materializa em pleno ar o limite, e brinca com a liberdade dentro dos contornos rígidos que mais ninguém via até então. O outro, é a própria expressão sentimental que não pode, não pode ser contida. Um é o Ocidente fazendo o raso enxergar o que não se pode ver, mimetizando a própria forma no etéreo. O outro é a entranha da terra, é o próprio magma a vazar da falésia funda da Alma Cósmica.

Ohno é a única possibilidade humana de, através do próprio anthropos, fazer-se Universo.

Marceau é o Universo em alma dizendo ao humano: “é tão simples! aceite, seja!… És pequeno mas isso… É divertido, aproveite”!

Arnaldo V. Carvalho*

– Homenagem à mímica e ao butoh, que em minha alma habitam; ao Marceau e ao Ohno que me atravessam inteiro, a me fazer mais Ser.

***

*Arnaldo V. Carvalho, fazedor diário da própria alma.


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