As salas especiais de cinema do RJ: quais são, onde ficam, quais seus preços?

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A melhor sala do RJ para assistir Star Wars Parte 3 (final): quais são, onde ficam quais seus preços?

Bati o Martelo! Na busca da melhor sala de cinema do RJ para assistir a estréia de Star Wars: Ascenção Skywalker, minha pesquisa foi longe e agora trago aqui para você todas as respostas e uma compilação das opções de sala especial para assistir o filme em alto nível!*

Por Arnaldo V. Carvalho

É claro que já fui. E sim, sala especial faz muita diferença para assistir Star Wars. E já começo lançando o veredicto: Entre a XD (Cinemark) e a Kinoevolution (Kinoplex), fico com a XD. Mas a CINEPIC supera ambas. E melhor do que a CINEPIC, só a IMAX (imagem) e a XPLUS, ambos da UCI. O interessante é que os valores não são tão distintos dentre as salas segundo a tecnologia, mas segundo o endereço. Cinemas instalados em bairros com maior poder aquisitivo cobram mais, simples assim. Se tem diferença por exemplo de uma sala

Para facilitar, fiz uma tabelinha para você, com os cinemas, bairros, horários e preços!

XD Bairro Horários Preço Tecnologia
Cinemark Downtown
Av. das Américas, 500 – Bl. 17 – 2º piso
Barra da Tijuca 17:10 / 20:30 R$31,00 Som: Auro Barco 11.1 (som)

Vídeo: Projetor 4k (?)

Cinemark Metropolitano Barra
Av. Abelardo Bueno, 1300 – PAA 10.292/PAL 38.883
Barra da Tijuca 17:10 / 20:30 R$30,00
Cinemark Plaza Shopping Niterói
Rua XV de Novembro, 8
Niterói 17:10 / 20:30 R$36,00
KinoEvolution Bairro Horários Preço Tecnologia
Kinoplex Via Parque Avenida Ayrton Senna, 3000 Barra da Tijuca 17:10 / 20:20 R$35,00 Som: Auro Barco 11.1 (som)

Vídeo: Projetor 4k (?)

OBS: Sala 2 Kinoplex Rio Sul não tem proporção para o vídeo ocupar toda a dimensão da tela.

Kinoplex West Shopping
Estrada do Mendanha, 550
Campo Grande 15:00/18:00/21:00 R$35,00
Kinoplex RioSul
Av. Lauro Sodré, 445 – Lj. 401 – Parte DC01
Botafogo 15:10/18:10 (dub)

17:10/20:20/21:10

R$50,00
Kinoplex Madureira
Estrada do Portela, 222
Madureira 17:20 (dub)/20:30 R$30,00
CINEPIC Bairro Horários Preços Tecnologia
Cinesystem Américas
Avenida das Américas, 15500
Barra da Tijuca 17:30/20:30 R$36,00 Som: Dolby Atmos

Vídeo: 4k(?)

Cinesystem Parque Shopping Sulacap
Av Marechal Fontenelle, 3545 – Luc 246
Sulacap 17:30/20:30 R$39,00
XPLUS Bairro Horários Preços Tecnologia
UCI New York City Center
Av. das Américas, 5000
Barra da Tijuca 16:15 (dub)

19:10/22:05

R$69,00 Som: Dolby Atmos

54 Caixas

Vídeo: 4k(?)

UCI ParkShopping Campo Grande
Estrada do Monteiro, 1200
Campo Grande 16:10 / 22:20

19:20 (dub)

R$39,00
IMAX Bairro Horários Preços Tecnologia
UCI New York City Center
Av. das Américas, 5000
Barra da Tijuca 16:10 / 22:30

19:20 (dub)

R$69,00 Som: Dolby Atmos 4 canais

Vídeo: IMAX (2k DUAL)

Agora é escolher e se divertir! BOM FILME! (Arnaldo)

*  *  *

Arnaldo V. Carvalho pedagogo, terapeuta, blogueiro, pai, adora cinema e adora compartilhar descobertas

* A pesquisa deixa de fora as opções com uso de cadeiras que tremem de acordo com as situações do filme, bem como a sala 4DX da UCI.

Não deixe de ler o restante da “trilogia”, As salas especiais de cinema: qual é a melhor sala para assistir Star Wars (e outros filmes)?:

Parte 1: Qual é a melhor sala de cinema no Rio de Janeiro para assistir o último Star Wars (e seus outros filmes preferidos)?

Parte 2: As salas especiais de cinema do Rio de Janeiro e suas tecnologias: quais as diferenças?

As salas especiais de cinema do Rio de Janeiro e suas tecnologias: quais as diferenças?

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A melhor sala do RJ para assistir Star Wars Parte 2: Investigando as tecnologias das salas de cinema 3D do Rio de Janeiro

Independente do filme Star Wars, a continuação desse artigo aborda as tecnologias, valores e demais diferenças entre as salas de cinema 3D no Rio de Janeiro. Se você sempre ficou em dúvida, finalmente é hora de esclarecer.

Por Arnaldo V. Carvalho

Eu não imaginava que escolher uma sala para assistir Star Wars: Ascensão Skywalker me levaria a perceber uma situação obscura em relação aos cinemas no Brasil!

Simplesmente, NENHUMA empresa presta informações detalhadas sobre as tecnologias de exibição empregadas em suas salas especiais.

Isso torna a comparação e escolha racional algo na escala do impossível. Há coisas que o espírito investigador não resiste, e o esclarecimento a essa questão é uma delas.

Já dissemos na parte 1 desse artigo que a informação vaga acerca das características das salas especiais se dá porque, provavelmente, os equipamentos adquiridos e os formatos das salas não são sempre os mesmos. As cadeias de cinema compram não um mais diferentes equipamentos 3D standard para as salas standard, e fazem compras diferenciadas, sala a sala, para as exibições especiais. Por exemplo, é claro que um projetor de R$50 mil reais é diferente de um de R$200 mil, mas há uma série de intermediários… É possível que as compras variem de acordo com a quantidade de aparelhos negociada, com a expectativa de custos x valor possível de cobrar do público, etc. Não adianta instalar equipamento de ponta em um bairro onde as pessoas não poderão pagar pelo valor de exibição que justifique a instalação. O segredo pode ser usar projetores intermediários. O tamanho das salas também varia e assim varia o tamanho da tela, etc. O que dá para as empresas prometerem é que as salas especiais possuem maior investimento nos itens mais perceptíveis: projeção, som, cadeiras, tamanho de tela. O quanto? O quanto é a variável que torna o dado sigiloso na medida do possível.

Mas a gente consegue ter umas ideias, especialmente relacionadas a tecnologia de exibição e seu potencial de áudio e vídeo.

As grandes produções hollywoodianas são hoje gravadas para o sistema IMAX, que garante uma resolução e definição de cores absurda. O áudio é gravado em separado e utiliza distintas tecnologias. A mais sofisticada delas aparentemente é a DOLBY ATMOS, que teria condições de fazer um som até 24.1. O concorrente de som do Atmos é o Barco Auro 11.1. Os cinemas brasileiros ao menos não possuem caixas de som acima de 7.1 que eu saiba, mas talvez os sistemas XD ou KinoEvolution tenham mais, possivelmente para tentar cobrir 11.1.

Abaixo, alguns detalhes sobre essas tecnologias:

IMAX: O IMAX Digital (também conhecido como LieMax, Semimax, etc.) é um padrão de projeção para exibição de filmes digitais. Ela envolve a tecnologia DMR (Digital Media Remastering) proprietária que, segundo se diz, fornece cores melhores que os projetores digitais padrão (no caso do 3D, porque utiliza a chamada polarização linear, se você inclinar muito a cabeça, o efeito 3D dará lugar a fantasmas e planicidade).. Eles usam os projetores DLP da Texas Instruments também em uma configuração proprietária. Cada tela IMAX Digital usa dois projetores 2K em execução simultaneamente. As imagens são sobrepostas, produzindo uma imagem mais brilhante que a média. A IMAX afirma que sua imagem parece melhor do que um único projetor 4K, mas há muito debate sobre isso. O IMAX também usa som surround alinhado a laser no formato 7.1, com 12.000 watts de potência. Uma sala nomeada IMAX pode exibir filmes aprovados pelo padrão IMAX – Star Wars incluído. Só há uma sala IMAX no Rio de Janeiro, que eu saiba – a UCI IMAX, na Barra da Tijuca.

Não sei dizer se todas as salas de cinema IMAX no BR tem o mesmo tamanho, nem descobri se qual seria o padrão em lúmens os projetores de IMAX Digital.

CINEMARK XD: XD é o padrão de projeção exclusivo dos cinemas Cinemark. Ele usa projetores Barco em 2K ou 4K e 30.000 lúmens. Existe apenas um projetor, fornecendo potencialmente menos brilho e potencialmente menos detalhes que o IMAX Digital. O tamanho da tela é descrito apenas como 40% maior que a normal, e por experiência própria posso dizer que é mesmo gigante e imersiva. O som do Cinemark XD usa tecnologia “Custom Surround Sound“, não alinhado a laser, de 12.000 watts. Pelo resultado de assistir “Star Wars: Os Últimos Jedi” diria que é no mínimo 7.1.

Como a própria Cinemark é proprietária do padrão XD, essas sala de cinema podem reproduzir qualquer filme digital (e não só o que a IMAX determina, por exemplo).

Não sei dizer a potência precisa do som no XD, nem as variedades de medidas (mínimo e máximo) das telas do padrão XD.

Kinoevolution, Cinépic, X-Plus

Projetor Christie DLP-4K

A diferença entre o padrão XD e as demais salas especiais de cinema não é tanta. Geralmente as telas são compostas por projetores DLP atualizáveis ​​em 4K (o IMAX-Digital é dois projetores 2K). Projetores de empresas como Christie e Barco costumam ser utilizadas. Vale comentar que essas projeções duplas precisam de um projecionista competente para alinhar os dois projetores corretamente.

Em termos de áudio, o layout do alto-falante pode variar dependendo de quantos são usados.

Lembrando que pra se sentir a diferença de som proposta por uma sala especial, o filme precisa estar mixado na tecnologia referente. Isto vale pra todas as salas “especiais”. Descobri que as salas Xplus e IMAX (UCI Cinemas) e CINEPIC (Cinesystem) usam Dolby Atmos, e a KinoEvolution (Kinoplex) utiliza Auro 11.1 (Barco), e ambas as tecnologias estão cobertas pela tecnologia empregada em Star Wars: Ascenção Skywalker.

Quando isso não acontece, os processadores + amplificadores da sala somente processarão e amplificarão o sinal DOLBY ou DATASAT (Antiga DTS) e enviarão para as caixas acústicas. Por isso, num conjunto imenso de caixas você acaba tendo a sensação de que falta algo. É “apenas” um som 5.1/7.1 alto. A propósito, XD usa 12 alto-falantes e a XPlus o absurdo de 54 caixas(!!!). UAU! Não sei dizer as outras. A maioria das salas especiais dos cinemas do RJ deve conseguir reproduzir pelo menos em áudio 7.1, mas li em algum lugar que por vezes a apresentação do áudio é de 5.0.

Bem pessoal, essa é a informação que consegui levantar e compilar aqui para vocês. Na prática, a situação não muda: é experimentar cada sala e comentar. Aos poucos espero receber mais informação, e se você puder ajudar com isso ou mesmo inserindo nos comentários relatos de suas experiências pelas salas especiais de cinema do Rio de Janeiro, será maravilhoso!

Não perca aqui no blog a parte 3 desse artigo:As salas especiais de cinema do RJ: quais são, onde ficam, quais seus preços?

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*Arnaldo V. Carvalho, pai, pedagogo, terapeuta, adora qualidade de vida, tecnologia, cinema e compartilhar descobertas com amigos!

 

Qual é a melhor sala de cinema no Rio de Janeiro para assistir o último Star Wars (e seus outros filmes preferidos)?

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Nota prévia: esse artigo analisa como um todo a qualidade salas de cinema de Niterói e da Zona Sul e Zona Norte do Rio de Janeiro.

Parte 1: Sala especial? O que são exatamente? São diferentes? Vale a pena assistir Star Wars: Ascensão Skywalker numa delas?

Por Arnaldo V. Carvalho*

Ainda lembro da sensação. As luzes se apagam e logo após o icônico texto em scroll, o gigantesco cruzador espacial, maior nave do Império surge em 3D como detrás de nós na direção do espaço infinito da tela. Valeu cada centavo ter assistido ao Star Wars anterior (o “8”, “O Último Jedi”) na sala XD do Cinemark em Niterói, RJ! Big tela, resolução excelente, som excelente. O som aliás é capaz de reproduzir até mesmo o som de um objeto se deslocando de um lado para o outro. Isso faz uma incrível diferença lúdica nas incríveis batalhas à laser.

Como a tecnologia melhora a cada ano, mais uma vez fui ao encalço da melhor experiência visual, sonora e de conforto no Rio de Janeiro, que não fosse absurdamente longe de mim (sinto muito Barra da Tijuca), nem absurdamente cara (sinto muito cadeirinhas que tremem).

Na busca por encontrar o melhor, quebrei a cabeça no emaranhado de informações dispersas e superficiais na Internet, e finalmente entendi o que significa realmente o conceito de “sala especial de cinema” para as empresas. Independente da sala pertencer à UCI, Kinoplex, Cinemark, etc.: as empresas padronizam um “pacote” de recursos oferecidos e lhes dão um nome. Esse pacote inclui equipamentos de exibição melhores (projetor de vídeo, equipamento de som e suas caixas e distribuição), formato das cadeiras e seu espaçamento e a arquitetura geral da sala. Mas as diferenças são apontadas sempre de forma vaga. Qual então será a melhor sala especial para vermos Star Wars no Rio de Janeiro?

A resposta não é simples. Basicamente, porque há três fatores principais que influenciam no resultado final:

  1. A adequação da tecnologia de exibição à tecnologia utilizada para a gravação do filme;
  2. A adequação arquitetônica aos aparelhos;
  3. O fator presencial humano.

O fator 1 é: Star Wars: Ascensão Skywalker foi gravado com a tecnologia IMAX, e seu som é disponibilizado em mais de um formato (os principais são Dolby Atmos e Auro 11.1). Em tese, a melhor sala é a que oferece o máximo potencial de exibição que a própria gravação permite. Trocando em miúdos: não adianta colocar um filme gravado com tecnologia de última geração numa TV dos anos de 1980 e esperar fidelidade de som ou imagem. A tecnologia de exibição tem que acompanhar ao máximo a de reprodução. Então a priori, a melhor sala em termos visuais seria a IMAX, no UCI Barra da Tijuca. Mas como já adiantei, lá é longe para mim.

O fator 2 pode reduzir a experiência. O tamanho da tela, importante para que se favoreça a imersão do expectador, passa por aí também. É preciso que, para ter uma tela gigante, o aparelho dê conta de projetar sem perda de resolução. Em conversa com a professora da Escola de Cinema Darcy Ribeiro, minha amiga Renata Palheiros, ela explicou que por vezes a sala de cinema não está preparada adequadamente para os aparelhos de última geração que recebe, o que justifica diferença de desempenho entre salas diferentes usando os mesmos projetores. Será que a incrível sala IMAX da UCI consegue alcançar o máximo potencial da tecnologia de gravação do Star Wars? Testem e comentem aqui!

O fator 3, me explicou Renata, é que hoje não há projetistas profissionais que preparem a exibição dos filmes de modo personalizado. Um projecionista poderia fazer diferença na exibição de um filme, checando e adequando volume de som, brilho etc. de sala para sala. Com o aumento da tecnologia, essa é uma profissão praticamente extinta.

Talvez porque essa padronização de salas sofra variáveis dentro das unidades de uma mesma empresa parece haver uma espécie de “acordo secreto”, onde as empresas de compromete a falarem de forma superficial sobre as características dessas salas. Como saber quais são as diferenças reais entre as salas especiais? Isso explica porque qualquer tentativa de buscar a informação na Internet parece inútil, e as experiências relatadas em fóruns e redes sociais é uma verdadeira confusão de opiniões, para além de uma questão de gosto pessoal.

Quando assisti o Star Wars: Os Últimos Jedis, a sala XD do Niterói Plaza Shopping foi realmente incrível. Ela continua sendo top, mas esse ano não pretendo atravessar a Baía de Guanabara. Por aqui, na Zona Sul do Rio, há um concorrente de peso: as salas Kinoevolution, do Kinoplex, instaladas no Rio Sul. Como o Cinemark e sua sala XD, Kinoevolution promete tela gigante e som fabuloso. Essa será minha escolha essa ano, e depois conto para vocês.

Quer saber mais sobre as salas especiais do Rio de Janeiro e as tecnologias nelas empregadas? Na parte 2 escrevo detalhes sobre as tecnologias 3D usadas nas salas do Rio de Janeiro: IMAX, XD, XPLUS, Kinoevolution, etc., e na parte 3 bato o martelo sobre qual é a melhor sala, oferecendo de bônus uma tabela completa de salas, preços, horários e locais para você escolher a melhor opção!

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*Arnaldo V. Carvalho, pai, pedagogo, terapeuta, adora qualidade de vida, tecnologia, cinema e compartilhar descobertas com amigos!

Deus. Sofrimento.

“Eu não conseguiria conviver com essa visão amarga, dura, atormentada e sangrenta do mundo”. Suassuna

Suassuna engraçado é ótimo.
Sério é ainda melhor.

Deus. Albert Camus. Suicídio. Leandro Gomes de Barros. Sofrimento. Deus.

Emocionante. (Arnaldo V. Carvalho)

Diáspora

Diáspora

Acalmou a tormenta
Pereceram
O que a estes mares ontem se arriscaram
E vivem os que por um amor tremeram
E dos céus os destinos esperaram
Atravessamos o mar Egeu
Um barco cheio de Fariseus
Com os Cubanos
Sírios, ciganos
Como Romanos sem Coliseu
Atravessamos pro outro lado
No rio vermelho do mar sagrado
Os center shoppings superlotados
De retirantes refugiados
You
Where are you?
Where are you?
Where are you?
Onde está
Meu irmão sem irmã
O meu filho sem pai
Minha mãe sem avó
Dando a mão pra ninguém
Sem lugar pra ficar
Os meninos sem paz
Onde estás meu Senhor
Onde estás?
Onde estás?
Deus! Ó Deus! Onde estás que não respondes?
Em que mundo, em qu’estrela tu t’escondes
Embuçado nos céus?
Há dois mil anos te mandei meu grito
Que embalde desde então corre o infinito
Onde estás, Senhor Deus?
Atravessamos o mar Egeu
O barco cheio de Fariseus
Com os Cubanos
Sírios, ciganos
Como Romanos sem Coliseu
Atravessamos pro outro lado
No rio vermelho do mar sagrado
Os center shoppings superlotados
De retirantes refugiados
You
Where are you?
Where are you?
Where are you?
Onde está
Meu irmão sem irmã
O meu filho sem pai
Minha mãe sem avó
Dando a mão pra ninguém
Sem lugar pra ficar
Os meninos sem paz
Onde estás meu Senhor
Onde estás?
Onde estás?
Where are you?
Where are you?
Where are you?
Where are you?
Where are you?
Where are you?
**Arnaldo Antunes / Carlinhos Brown / Marisa Monte)**
(Citações: início do Canto 11 de *O Guesa*, de Joaquim de Sousândrade e trecho de *Vozes d’África*, de Castro Alves)
Arnaldo Antunes: voz e palmas
Marisa Monte: voz, violão e palmas
Carlinhos Brown: voz, eletrônicos artesanais, palmas, cajóns, afoxés, baixo, Hammond, karkabou, bacurinha, bateria e beatbox
Cezar Mendes: violão e palmas Dadi: violão aço, palmas, guitarra, guitarra sitar, Hammond e baixo
(Rosa Celeste (Universal Publishing MGB) / Candyall Music (SLEM) / Monte Songs (Sony ATV )
Letra de Diáspora © Universal Music Publishing Group, Sony/ATV Music Publishing LLC

 

Em meio a pressão, estamos quebrando? Uma nova chance ao amor, por favor!

Insanity laughs, under pressure we’re breaking
Can’t we give ourselves one more chance
Why can’t we give love that one more chance
Why can’t we give love?

Do Bowie e do Queen, uma pérola de sabedoria, com muita sintonia com o agora. Conheça a letra. (Arnaldo)

Letra e sua tradução: https://www.letras.mus.br/queen/64294/traducao.html

Hora de respirarmos e vivermos nossas histórias múltiplas

Chimamanda e o perigo da história única

– O vídeo exibe uma incrível palestra da escritora nigeriana Chimamanda Ngozi Adichie (1977-), uma das mais importantes da língua inglesa da atualidade –

Viveremos. O poder da alegria se infiltrará nos cantos mais escuros.

Jamais deixaremos a narrativa sombria que vem sendo encharcada nas mentes e corações de brasileiras e brasileiros vença.

Vamos reconhecer nossas múltiplas histórias, justapostas. Vamos compreender a força de cada um, de cada grupo e de cada povo!

Que nossos sorrisos sejam resistência!

Chimamanda! Obrigado! Obrigado por nos lembrar, ou ensinar. Obrigado por ser África, mãe, sábia, berço de toda a humanidade.

(Arnaldo)

Questões de direito humano

Em 2005, Eliane Brum entrevistou para a Época o Dr. Diaulas. E eu li. E me impressionei. O então promotor lida de forma muito sóbria com temas delicados, cujas discussões não podem ser simplificadas.

Da entrevista (que segue abaixo) para hoje, Diaulas seguiu sua carreira pública e ano passado, aos 54 anos, foi nomeado desembargador do TJDFT. Em paralelo, a vida acadêmica é profícua, e inclui participação em grupos de pesquisa, a escrita de artigos, a atividade docente e diretora. De fato, seu curriculum lattes demonstra uma atividade febril. Pós doc que coordena o curso de direito respeitadíssima UCB, e ao mesmo tempo integra o comitê de ética da faculdade de medicina da UNB, é membro de conselhos editoriais sérios, enfim. É um currículo não somente político, como se costuma esperar dos advogados que galgam posições como a que ele se encontra.
Image result for as sessoes helen huntForam doze anos da entrevista abaixo para cá. E os assuntos nela contidos seguem como tabu no Brasil. Nem mesmo com a exibição do primiadíssimo filme “As Sessões” (já fica a indicação!), em 2012, questões como a sexualidade de deficientes, e o surgimento de uma demanda profissional especializada que ofereça alternativas concretas à questão permanecem no silêncio da sociedade.
Segue a entrevista, para abrir a cabeça de quem nunca pensou sobre tais assuntos, e quem sabe trazer a superfície das casas conversas sobre uma sociedade que respeita as diferentes condições humanas.
(Arnaldo)

Autor de interpretações ousadas da lei, ele se prepara para enfrentar dois tabus: eutanásia e sexo para pessoas com paralisia cerebral

O promotor do Distrito Federal Diaulas Costa Ribeiro tornou-se uma voz singular no mundo pouco permeável a mudanças da Justiça brasileira. A Pró-Vida, promotoria de Direito Médico e Biodireito, idealizada e coordenada por ele, autoriza há anos a troca de sexo para transexuais e a interrupção da gestação de fetos sem cérebro. Com o mesmo empenho, já processou dezenas de profissionais de saúde por erros médicos. Entre os casos mais famosos, destacam-se o do ex-presidente da Sociedade Brasileira de Reprodução Humana Joaquim Roberto Costa Lopes, que deixou uma paciente em estado vegetativo, e o da acusação por duplo homicídio do falso cirurgião plástico Marcelo Caron.

Corajoso, polêmico (e vaidoso em igual medida), Diaulas coleciona na mesma proporção fãs e desafetos. Popular pelos temas que enfrenta, é um caso raríssimo de homem da Justiça que distribui autógrafos pela rua. Nascido na roça, alfabetizado pela tia, ex-datilógrafo e ex-bancário, orgulha-se de ser dono de uma biblioteca com alguns milhares de livros jurídicos. Entre as preciosidades, uma edição francesa de 1883 de Madame Bovary, composta do romance e do processo por imoralidade movido contra seu autor, Gustave Flaubert, pelo governo da França. Da Europa, onde mantém um intercâmbio acadêmico com diversas universidades, vem a base jurídica para as interpretações mais ousadas da lei. Mas são as pessoas que batem à sua porta com queixas variadas que lhe dão a percepção das necessidades do novo século não-contempladas numa leitura mais ortodoxa do Código Penal.

Diaulas se prepara agora para botar a mão em dois vespeiros: a eutanásia e a garantia de acesso ao sexo por pessoas com paralisia cerebral. Como tudo o que faz, espera muito barulho no caminho. Na segunda-feira, embarcou para uma temporada acadêmica de três meses na Europa, onde dará aulas de Direito Penal no programa de pós-graduação Erasmus Mundus, da União Européia. Antes, recebeu ÉPOCA em sua casa, em Brasília, para a seguinte entrevista.

Diaulas Costa Ribeiro

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Dados pessoais
Mineiro de Monte Carmelo, solteiro, 42 anos, uma filha

Carreira
Promotor do Distrito Federal, idealizador da Promotoria Pró-Vida, sobre temas de Direito Médico e Biodireito, doutor em Direito Penal pela Universidade Católica Portuguesa, pós-doutor em Medicina pela Faculdade Complutense de Madri, seis livros publicados sobre Ministério Público e Biodireito

ÉPOCA – O senhor mexe com as grandes questões da Bioética. Quando e como percebeu que estes são os temas que iriam desafiar a Justiça?
Diaulas Costa Ribeiro –
Quando estava na Europa, fazendo o doutorado, nos anos 90. Saí do Brasil com essas idéias, mas só lá fora percebi que havia interesse em me ouvir. Percebi que os problemas do século XXI seriam de inserção e proteção de Direitos Humanos. Questões sobre como é duro ter sido estuprada e ter de abrir mão de sua intimidade para ir à Justiça pedir autorização para abortar. Sobre como deve ser triste você ter uma falta de sincronia entre seu corpo e sua sexualidade e descobrir que você não é gay, não é homem, não é mulher, não sabe quem você é. Sobre como é triste não ter o direito de decidir o lugar de sua morte, se vai ser numa UTI ou em sua cama, com a pessoa que você gosta segurando a sua mão. Percebi que a Justiça nunca havia pensado nesses temas e que, logo, teria de dar respostas a estas novas demandas. Comecei então a fazer um plano para o Ministério Público, que na minha volta resultou na Pró-Vida, uma promotoria de Direito Médico e Biodireito, com dois médicos-legistas e um odontolegista, além de uma equipe de apoio. Investigamos 90% do que mandamos para a Justiça. As pessoas chegam sem advogado, sem marcar hora, falando a língua que sabem.
ÉPOCA – O senhor vai criar um protocolo para garantir o acesso ao sexo a pessoas com paralisia cerebral grave. Como será isso?

Diaulas – Nós defendemos direitos sexuais para todo mundo, para os presos na cadeia, os adolescentes da Febem. Mas ninguém pensa que as pessoas com lesões cerebrais têm sexualidade normal, têm desejo, têm ereções, têm loucuras. Elas têm uma aparência física que pode não ser bonita, têm automatismos, muitas não têm coordenação motora para se masturbar. Estes são os verdadeiros excluídos da sexualidade. Familiares começaram a me procurar para contar essas histórias, uma mãe me contou, morrendo de vergonha, que é obrigada a masturbar o filho. Pais disseram que levam os filhos a prostitutas e têm medo de ser presos por isso. Então comecei a pensar no que poderia fazer por essas pessoas, em como garantir o direito fundamental que é o do exercício da sexualidade. Pelo Artigo 227 do Código Penal, o pai ou a mãe que levarem seu filho a uma prostituta podem ser condenados a até três anos de prisão pelo crime de mediação (”induzir alguém a satisfazer à lascívia de outrem”). Mas tornar possível o exercício da sexualidade para alguém que não tem outro meio de exercê-la não é prostituição. O papel do MP, neste caso, é viabilizar o acesso e afastar o crime. Vou fazer um protocolo em que o MP se torna o avalista deste excludente de crime, mostrando que não há tipicidade penal neste caso. A figura jurídica que ampara esta tese é a do estado de necessidade, o mesmo que permite o furto de um pão para comer. A Organização Mundial da Saúde preconiza que saúde não é falta de doença, mas o bem-estar físico e mental. Portanto, esta será uma conduta de saúde.
”Uma mãe me contou que é obrigada a masturbar o filho, pais
disseram que levam os filhos a prostitutas e têm medo de ser
presos por isso. O papel do MP é viabilizar o acesso e afastar o crime”
ÉPOCA – Mas como isso vai funcionar na prática?
Diaulas –
Vou procurar as associações de profissionais do sexo e fazer uma triagem, com um cadastro das mulheres que aceitam ter relações sexuais com esse tipo de paciente. Por outro lado, vamos reunir as famílias que querem esse tipo de serviço. E então criar condições de segurança, com a garantia de controle de saúde e o uso obrigatório de preservativos. No primeiro momento, vou iniciar com pessoas com paralisia cerebral, homens. Depois, pretendo ampliar para doentes mentais, o que deve causar maior resistência. E, se houver demanda para isso, vou estender o programa para mulheres com o mesmo tipo de problema. Vou aproveitar esta viagem à Europa – e quero esclarecer que todas as despesas saem do meu bolso – para visitar programas semelhantes. Um deles, na Holanda, foi criado por uma enfermeira para garantir sexo a pacientes com problemas neurológicos. O hospital local fez um convênio com o serviço. E os pacientes são recebidos com carinho. Neste caso, não é comprar sexo, mas cuidado.
ÉPOCA – Não há risco de o MP ser chamado de cafetão?
Diaulas
– Essas pessoas não têm cidadania senão aquela que a gente consegue imaginar para elas. Não estou preocupado com preconceitos. Já enfrentei isso com a luta dos transexuais. Temos de humanizar o debate. Eles não são bonitos como astros de cinema, mas têm desejo. Quem for contra que faça a experiência de suspender sua vida sexual para se colocar no lugar deles. Não o celibato por opção, mas o compulsório. Quem nunca teve impulso sexual que atire a primeira pedra.
#Q#
ÉPOCA – O senhor defende o papel social da prostituta…
Diaulas
– Sou contra a prostituta escravizada, explorada, que tem um rufião. Minha idéia de prostituta é a que tem um papel social. É uma profissão como qualquer outra. Sei que o movimento feminista pode entender mal o meu projeto, mas a prostituta não vende a si mesma nem vende suas partes sexuais ou o seu corpo. Vende seus serviços. Não há nenhuma diferença entre ela e qualquer outro prestador de serviços. Quem protesta dizendo que a prostituta é humilhada ou degradada não é capaz de compreender qual é o objeto desse contrato. O corpo e a dignidade da mulher não são oferecidos ao mercado. Ela pode contratar a prestação dos seus serviços sem que o faça em detrimento de si mesma. Não há sequer incompatibilidade entre a preservação dos Direitos Humanos e a prestação remunerada de serviços sexuais por pessoa adulta. Ofensa aos Direitos Humanos é restringir a autonomia e a liberdade das mulheres a esse negócio.
ÉPOCA – O senhor teve iniciação sexual com uma prostituta?
Diaulas –
Tive. Eu vivia na zona rural e isso era normal. Foi uma pessoa muito importante naquele momento da minha vida. Eu era um menino de 12 para 13 anos, não sabia nem por onde começar a coisa e ela disse: vem cá que eu te ensino tudo, não se preocupe com nada, deixe as coisas acontecer. Uma pessoa humilde, modesta, muito simples, que era tudo o que eu precisava naquele momento. Compreendeu a minha angústia. E me ajudou. Não tenho preconceito contra isso. Depois da maioridade, nunca mais saí com prostitutas no Brasil. E aqui eu coloco uma vírgula, porque vivi no estrangeiro por anos, não vou dizer que não fiz minhas estripulias por lá. No Brasil sempre tive namoradas. Mas, quando precisei de prostitutas, fui muito bem atendido.
ÉPOCA – Mudando de assunto, o senhor afirma que Terri Schiavo não é um caso de eutanásia, mas de Suspensão de Esforço Terapêutico (SET). A diferença é semântica?
Diaulas –
A eutanásia pode ser vista como um gênero de assistência à saúde no fim da vida, mas não foi essa a idéia inserida na opinião pública. Virou sinônimo de nazismo, de matar velhinhos e doentes. Da mesma forma que a palavra aborto virou um monstro, as pessoas fazem sinal-da-cruz quando a ouvem. É preciso tirar o estigma da expressão ou encontrar uma expressão paralela. Não adianta seguir neste caminho, com palavras como ortotanásia ou distanásia, o sufixo ”tanásia” causa arrepios. É preciso criar soluções novas e inteligentes para fenômenos mais antigos. É como uma empresa que está desgastada na opinião pública e pode continuar a mesma se trocar de nome. Esta será minha próxima bandeira.
ÉPOCA – No que consiste a SET?
Diaulas –
Primeiro, não é crime. Não há reação contra a vida. É a natureza que extingue a vida no seu caminho normal. A SET evita a medicalização da morte. As pessoas já estão mortas, mas são mantidas por equipamentos, transformando o que é chamado de ”boa morte” numa morte horrorosa. Isso é aceito em todo o mundo, em nome da autonomia do paciente. No Brasil também existe base jurídica para isso, mas nunca foi feito do ponto de vista formal. As decisões ocorrem na esfera privada da família, dentro de casa. Estamos preparando um protocolo para a SET, com médicos e bioeticistas, formando uma linha para entrar nesse assunto com bases formadas.
ÉPOCA – O que há por trás dessa obsessão pela vida a qualquer preço?
Diaulas
– Os espanhóis chamam essa obstinação de manter o paciente vivo sem vida de ”encarniçamento terapêutico”. Ou seja, reduz a pessoa à carne pura, não à alma. Deixam de ser gente e são reduzidos a um monte de tecidos. O coração bate, mas a pessoa já desapareceu há muito tempo.
ÉPOCA – Por que é tão difícil aceitar a morte?
Diaulas –
Primeiro porque as pessoas passaram a acreditar que existe vida eterna na Terra. Segundo, porque a Medicina passou a dar a idéia de que era possível a vida eterna na Terra. As pessoas começaram a entender a Medicina como um instrumento de vida e esqueceram que o médico é fundamental na morte. A morte passou a ser uma falência da estrutura social, da obra divina ou da Ciência. Esqueceram que a vida eterna só existe se houver uma perspectiva religiosa, mas essa possibilidade não existe para a Ciência. Morrer é muito triste, mas gera muito mais angústia se você viver numa cultura que divulga a idéia de que morrer é inaceitável.
ÉPOCA – Morrer virou antinatural?
Diaulas –
Exato. A coisa mais natural da vida virou antinatural. Um sacrilégio, um pecado. Temos de repudiar a morte através do trauma, da guerra civil que vivemos no Brasil. Mas não a ”morte oportuna”, em que morrer é chegar também a um bom porto, ao outro lado do rio.
ÉPOCA – Essa resistência tem a ver com uma idéia de Medicina que encara a morte como fracasso?
Diaulas –
Os médicos foram educados para ser deuses e a morte é a prova de que são humanos. Não têm culpa de ser arrogantes, são formados pelas faculdades de Medicina para ser arrogantes. Os modelos de ditadura foram caindo um a um. Na política, dentro de casa, onde o chefe de família perdeu o lugar, até a ditadura de Deus caiu. Tudo é negociado. Você faz uma troca, uma promessa, pede uma coisa, dá outra. O último foco de ditadura é o do médico com o paciente. O médico manda, o paciente obedece. Os médicos precisam ser formados para estabelecer dois diálogos. Um com o paciente, outro com a morte. Deixar transparecer que vão estar ao lado do paciente quando chegar o momento em que não vão mais poder fazer nada. Estar ao lado também para ajudar a morrer. A SET entra na esfera do direito clínico, um direito novo da relação médico-paciente na condução do diagnóstico e do prognóstico. É a expressão da autonomia, um conceito já bem fundamentado. Aceito esse remédio, não aceito a intubação, quero ou não quero oxigênio. E assim por diante. Do que é necessário ter certeza é sobre a vontade do paciente. Se ele não a deixou expressa numa escritura pública, num testamento vital, então é preciso provar por testemunhas qual era o desejo dele. Estou sendo procurado por pessoas que contam que seu pai ou mãe morreu na UTI pedindo para ir para casa. Mas a maior parte de nossa clientela não serão velhos, mas jovens, vítimas de trauma. ASET é um ato médico de cuidado.
ÉPOCA – O senhor não teme novos problemas com a Igreja Católica?
Diaulas –
Quem me estimulou a tocar esta questão adiante foi o papa João Paulo II, com seu exemplo, ao deixar o hospital para morrer no Vaticano, perto de quem gostava, sem aceitar o esforço terapêutico. Essa última encíclica silenciosa será a mais importante para o mundo não-católico. Sem dúvida, uma grande contribuição para a causa.
FONTE: http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI50183-15228,00-DIAULAS+COSTA+RIBEIRO+PROMOTOR+DE+POLEMICA.html