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Archive for the ‘livros’ Category

Em mais um conto bem humorado de Voltaire, “O Homem dos Quarenta Escudos” traz um retrato de incongruências sociais na França de seu tempo, e revela que as desigualdades, o pensamento e o economês avançaram bem pouco.

Deixo aqui o trecho “Conversação com um geômetra”, segundo capítulo desta obra que, por cinco anos (entre 1768, quando de seu aparecimento, a 1773) manteve seu autor no anonimato, e foi condenado nesse tempo tanto pelo parlamento francês como pelo papa.

Algum leitor consegue marcar correspondências entre aquele contexto e o que estamos vivendo?

(Arnaldo)

 

A obra completa é de domínio público, e pode ser lida sem restrições através do site:

http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/cv000059.pdf

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https://i.ytimg.com/vi/oUTHDo_hhe0/hqdefault.jpg

Guerra ou política? Segundo Jacques Rancière, a política passa longe das artimanhas jurídicas e institucionais da política de gabinete. É uma forma de ação e de subjetivação coletiva que constrói um mundo em comum, no qual se inclui também o inimigo. A ação política cria identidades não-identitárias, um “nós” aberto e inclusivo que reconhece e fala de igual para igual com o adversário. A guerra, pelo contrário, tem como protagonista fundamental formações identitárias fechadas e agressivas (sejam elas éticas, religiosas ou ideológicas) que negam e excluem o outro do mundo partilhado. Entre o outro e o eu, nada em comum.

A verdadeira alternativa, segundo Rancière, não está na polarização que o discurso hegemônico nos apresenta: “populistas contra democratas”. Para ele, o melhor remédio possível neste momento é a própria ação política, autônoma em relação aos lugares, aos tempos e à agenda estatal. Só elaborando o mal-estar (o “ódio” diz Rancière) em chaves políticas de emancipação (coletivas, igualitárias, abertas e inclusivas) se poderá, por exemplo, disputar terreno com esta “lógica da guerra”. A politização do mal-estar é o melhor antídoto contra a sua instrumentalização por parte daqueles que querem encontrar bodes expiatórios entre os outros.

Essa é a forma como a Boitempo Editorial apresentou o pensamento do filósofo francês Jacques Rancière (1940-), professor emérito da Universidade de Paris. A esta apresentação seguiu-se a tradução de uma interessante entrevista, e compõe material que divulga o lançamento de seu último livro, lançado aqui pela citada editora. Sobre isso, leia direto em: https://blogdaboitempo.com.br/2016/05/10/como-sair-do-odio-uma-entrevista-com-jacques-ranciere/

Me interesso por todo aquele que pensa em alternativas ao ódio, e sobre isso as ideias de Rancière são de uma lucidez extraordinária e de um Amor ao próximo auspicioso. (Arnaldo)

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Biblioteca circulante! cel_claro 220_exposure É numa pequenina galeria na Rua Moreira César, em Niterói, que se abriga um exemplo de vida em comunidade, em plena selva de pedra.

Tratam-se das caixas de livros da Biblioteca Circulante, iniciativa da dona da papelaria local.

É assim: você olha o que quer e leva. E se quiser, deixa também. Outro dia, deixei por lá clássicos da literatura, livros de psicologia, e outros. Outro dia, encontrei para quem quiser o Menino Maluquinho, As Brumas de Avalon, Pais Ok Filhos OK… Tanta coisa boa! Tem coisa boa e tem coisa nova, e tem coisa atemporal, e tem livro didático… As palavras falam por si: é chegar, pegar para ler e mandar os livros que estão pegando poeira na sua prateleira para lá.

Mas atenção: se você vê um livro com o carimbo da biblioteca sendo vendido, não compre: esse livro pertence a todos graças a iniciativa de uma pessoa que ama a leitura. Tô pensando em fazer isso aqui em São Gonçalo também. Vamos espalhar a ideia?

 

(Arnaldo V. Carvalho)

 

 

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De tudo aqui, arrisco dizer que Reich só não concordará que “o amor só é bom se doer”. Nem eu!

Vai, vai, vai, vai amar! Vai, vai, vai, vai  sofrer! Vai, vai, vai, vai chorar! Vai, vai, vai, vai dizer!

Vai, vai, vai, vai VIVER!

e VIVA VINÍCIUS!


O homem que diz “dou” não dá
Porque quem dá mesmo não diz
O homem que diz  “vou” não vai
Porque quando foi já não quis
O homem que diz “sou” não  é
Porque quem é mesmo é “não sou”
O homem que diz “estou” não  está
Porque ninguém está quando quer
Coitado do homem que cai
No canto  de Ossanha, traidor
Coitado do homem que vai
Atrás de mandinga de  amor

Vai, vai, vai, vai, não vou
Vai, vai, vai, vai, não vou
Vai,  vai, vai, vai, não vou
Vai, vai, vai, vai, não vou
Que eu não sou ninguém  de ir
Em conversa de esquecer
A tristeza de um amor que passou
Não, eu  só vou se for pra ver
Uma estrela aparecer
Na manhã de um novo  amor

Amigo sinhô
Saravá
Xangô me mandou lhe dizer
Se é canto de  Ossanha, não vá
Que muito vai se arrepender
Pergunte pro seu Orixá
Amor  só é bom se doer

Vai, vai, vai, vai amar
Vai, vai, vai, vai  sofrer
Vai, vai, vai, vai chorar
Vai, vai, vai, vai dizer
Que eu não  sou ninguém de ir
Em conversa de esquecer
A tristeza de um amor que  passou
Não, eu só vou se for pra ver
Uma estrela aparecer
Na manhã de  um novo amor

Link:  http://www.vagalume.com.br/toquinho-e-vinicius/canto-de-ossanha.html#ixzz2FoOBHDPI

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Quem leu e gostou os clássicos da literatura infanto-juvenil modernos, como Harry Potter e Eragon, agora pode descobrir uma nova saga de fantasia que promete dar muito o que falar. Trata-se da Saga de Alamar, romance inédito onde uma guerreira lendária segue no tempo ao momento em que seu mundo encontra-se em grava crise. Da premiada autora portuguesa Diana Franco, prodígio da literatura com apenas 17 anos, uma história imperdível.


(2010) A Saga de Alamar – Início
(Romance)

Sinopse: “Início” é o primeiro livro de “A Saga de Alamar”, um romance que nos traz o mundo do fantástico, numa linguagem pródiga. Fluidez narrativa e imaginação é o que o leitor vai encontrar neste volume.

ISBN: 978-989-8261-93-9 – Pág.: 164 – PVP: € 15,00

Saiba mais: http://www.temas-originais.pt/index.htm

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