Feeds:
Artigos
Comentários

Edward Bach

 

Pintura Edward BachEssa imagem é bastante conhecida na Internet. Mas esse é um quadro pintado a mão, em tamanho grande (deve ter 2m de comprimento) e que pertence ao Instituto Avalon. Uma bela homenagem desse ótimo centro de cursos de São Paulo, ligados às terapias naturais.

Aquilo que você permite

No consultório do meu professor Sylvio Porto, há um quadro branco, frequentemente usado para supervisões e aulas menores. Certo dia ao entrar encontrei o seguinte dizer:

Nunca reclame daquilo que você permite

 

Um dia inspirador e decidido para você. (Arnaldo)

O Terapeuta Nu: Diálogo imaginário com Wilhelm Reich

ou De quando o terapeuta participa da resistência terapêutica com suas próprias neuroses

 

Por Arnaldo V. Carvalho (abril 2014)

 

Converso sempre com meus professores. Um deles é Wilhelm Reich (1897-1957), um dos maiores cientistas da natureza humana de todos os tempos. Meu Professor Reich – construído de leituras e devaneios –, é um sujeito extremamente objetivo, sempre com aquela paciência encurtada para com tudo o que crio em meu mar de ilusões, tudo o que me afasta da realidade.

Certa vez, reclamei com Reich a propósito das resistências surgidas em terapia.

- Reich, as pessoas não aguentam muito tempo.

- Diabos, é você que não os aguenta.

- Mas professor, faço meu trabalho direitinho… Acredito que estabeleço o contrato terapêutico adequadamente, explico minuciosamente que, por melhor que façamos, a psique não se reintegra da noite para o dia e, de quando em quando, incentivo-os a perceber o próprio progresso.

- Você não os aguenta, Arnaldo. Não suporta que o abandonem.

- …

- Sua necessidade os transforma em tiranos, tanto quanto há bebês tiranos a controlar suas mães. Afinal, você é ou não é uma mãe para eles?

- (voz embargada) Deixe disso Reich.

- É ou não é?

- Se está se referindo ao fato de tratá-los com o carinho que um ser humano merece, pode ser.

- E o seu orgulho de ser “humano”, facilitando horários, pagamentos, permitindo que eles ditem o ritmo da terapia, e usem todas as máscaras que desejam e os mantém confortáveis dentro do setting terapêutico? Isso é o quê? Você imita sua figura de referência Arnaldo, você quer ser a mãe sem fim que no final se estrepa – igualzinho a sua mãe. Seus “filhinhos”, nesse excesso de postura, às vezes vão embora antes de estarem equilibrados para isso.

- Já chega Reich! Também não sou como você! E, meus clientes também não são como os seus. Nosso mundo em meu tempo pede por mais suavidade, chegamos a um ponto onde, em contraste ao rigor agressivo nos inter-relacionamentos, há uma falta de Contato insuportável. Além disso, cada um tem seu ritmo, e preciso respeitar isso.

(Clap, clap – palmas irônicas surgem das mãos do professor):

- Bonito isso… – e mudando da ironia para a expressão de reprovação surpresa:

- E o que te faz pensar que dessa forma acaba por impedir que as pessoas amadureçam suas relações com frustrações? É assim que elas aumentarão o contato consigo mesmas, se apropriarão da realidade?!

Reich não pestanejou e seguiu disparando certeiro dentro do meu Ego.

- Já pensou que quando o sujeito procura sua terapia, está pedindo por uma mudança do velho ritmo? Que o modus operandi que ele utilizou até aqui mostrou-se um desastre? Então como é que se deixa a pessoa “conduzir a terapia em seu próprio ritmo”?

- Isso é verdade.

- Então como esperar mudança permitindo que ele fique no lugar comum que o levou até ali?

Reich já me tinha na palma de sua mão.  Mas, por algum modo inexplicável, seguia apostando em meu potencial. Resolveu sair da qualidade de atacante e, assumindo tom professoral, colocou-me em meu lugar, ao repetir aquilo que já havia me explicado um sem número de vezes.

- Em terapia sempre vai haver resistências. A mais grave é aquela que o terapeuta subsidia, através de suas próprias dificuldades emocionais. É assim que você, por exemplo, alimenta o bebê tirano que surge no processo transferencial de um cliente que te vê como figura paterna ou materna. Ele reassume o comando, e quando você finalmente decidir enfrentá-lo – provocando o sujeito ao apontar para esse aspecto regredido em sua personalidade –, ele cairá fora. Porque você deixou que se tornasse grande demais justamente o aspecto da psique bloqueado, que fará de tudo para permanecer.

- Parece que você fala como se esse “aspecto regredido”, como você nominou, fosse um ser vivo, com personalidade própria.

- Funciona como se tivesse. Aliás, não é você que, em textos e em sala de aula, tem falado dessa coisa de totens*, levando em conta que relacionamentos e  aspectos da psique funcionam com um ser vivo?  Então há uma vontade própria, sim desse aspecto regredido. Você mesmo teorizou que entre os princípios de todo o ser vivo está o desejo de permanecer. Ficou falando para mim sobre esse desejo, que é um mecanismo natural de sobrevivência, que está relacionado à punção de vida, mas que pode assumir um aspecto obsessivo… As fases, as divisões da psique, existem, tanto quanto existem diferente órgãos, diferentes funções do cérebro de acordo com suas zonas…

- … E todas as “partes” querem permanecer, só que a parte doentia precisa desaparecer, ou ser reintegrada, o que de certa maneira dá no mesmo. Mas isso tudo eu sei!

- Sabe, mas não aplica direito, porque ainda tem muita terapia para fazer como cliente, porque ainda não resolveu suas malditas couraças que construiu lá trás. Seu progresso é lento e isso pode ser um perigo potencial aos seus clientes. Sua fraca terapia deixa respirar e sustenta a praga emocional!

- Não Reich, aí também é demais. Isso não!

- Então mostre-me mais Herr Carvalho, eu quero ver.

Saí do papo com Reich revoltado, mal dei “tchau”. Era o que ele queria, afinal. Meus ombros ardiam, meus dentes cerravam, e senti vontade de jogar basquete. Lembrei, porém, de quando torci o pé ao jogar logo após um episódio de intenso sofrimento emocional. Então desisti. Usar um recurso que deveria ser positivo (esporte) para simplesmente me punir? Fiquei farto de mim mesmo nesse momento. Meu sangue em ebulição, porém, varria o inconsciente, juntava memórias. Era como se todos os anos de experiência como terapeuta e paciente passassem num só tempo por minha mente. O que me levava ali?

Minha própria resistência. Minha neurose adotou a estratégia de “misturar-se com o inimigo”, e assim, jamais ser descoberto. Isso é comum entre os terapeutas. Mas o meu Reich não deixava que isso passasse impune. Ele me denunciou a mim mesmo. Eu estava nu, e precisava escolher entre sentir vergonha fora da roupa ou assumir minha grandeza – que está em ser tudo e somente o que sou – e trabalhar direito.

 Arnaldo V. Carvalho é terapeuta, estudante da obra de Wilhelm Reich, aluno de Sylvio Porto.

 

* A teoria do Totem de Arnaldo V. Carvalho nada tem a ver com a noção psicanalítica de tabu/totem, mas se refere a natureza dos vínculos relacionais, originada a partir da combinação de facetas de personalidade dos componentes desse vínculo. A teoria do Totem está relatada em artigos de autoria e amplamente discutida no livro “Shiatsu Emocional Avançado” (no prelo).  

 

http://arnaldovcarvalho.files.wordpress.com/2014/10/77e17-idade-media-canhoto.jpg?w=500

A Biodança dos Meridianos

Arnaldo:

Um trabalho inédito, sensível e competente. A primeira oportunidade dos praticantes de Shiatsu e estudiosos da Medicina Tradicional Chinesa não só racionalizarem, mas sentirem os efeitos dos meridianos sobre a psique. De tudo o que venho trabalhando, talvez essa seja a contribuição mais importante nos últimos tempos.

Originally posted on SHIEM - Escola de Shiatsu:

 http://www.visitmuseums.com/_images/02/a2/02a290a7866b84687c66c245844cdf51/440x298.jpg

“Dizem que Matisse pensou neste quadro ao ver pescadores dançarem para celebrar a boa pesca e a vida. Sua força se espalhou por todo o corpo do século XX: inspirou o nascimento do expressionismo e uma das mais bonitas obras de Stravinski, a Sagração da Primavera. Agora, feche os olhos e escute, elas dançam em você”.

Rui Piranda

Biodança dos Meridianos

Vivenciar, Expressar e Compreender os canais energéticos

Principalmente através de exercícios propostos pela Biodança – terapia corporal de grupo, que utiliza a música, o movimento e diversas expressões humanas, a força dos canais de energia da Medicina Chinesa sobre a psique serão experimentados por um seleto e privilegiado grupo.

danse_symb1

Serão seis encontros; a cada um deles, serão vivenciados  dois Meridianos, sob o ponto de vista psicoenergético. Por meio do movimento corporal e da expressão criativa, sombras, e luzes, aspectos de desequilíbrio e equilíbrio se farão presentes, o primeiro…

View original mais 157 palavras

Queridos que me leem. É muito triste para mim voltar ao Orkut moribundo.
Essa foi a minha primeira rede social na Internet, e dela participei em seus dez anos de existência. Lá se vai, de vez, a principal rede brasileira por anos. Através do Orkut, conheci pessoas na vida real. Fomentei discussões, participei e dirigi comunidades. O Orkut testemunhou o crescimento do Portal Verde, o nascimento do Shiatsu Emocional (nascido aliás no mesmo ano do Orkut), e tantas outras iniciativas que procurei compartilhar com o mundo.
Mas o principal do Orkut, na minha forma de usar, eram mesmo as comunidades. Participei de comunidades de todo o tipo: de altos estudos sobre educação e a obra reichiana, passando por grupos de hobbies ligados à ficção científica e fantasia. Através dessa rede,
mas o Orkut não morreu de forma rápida. Começou a ficar doente já em 2008, quando o Facebook acendeu. Por uma manobra bizarra, o Orkut aniquilou seu ponto forte, as comunidades. Explico como. No entendimento de qualquer rede social atual, e também do antigo Orkut, qualquer texto postado numa comunidade nela deve permanecer, ainda que seu autor não participe mais da rede. De modo arbitrário (li que havia sido um processo contra a Google que motivou a decisão), o Orkut apagou todas as postagens de ex-usuários, criando uma grande quebra de lógica nos fóruns de discussão. Naquele tempo, não era incomum trocar-se de perfil, por mil razões. E eu fui uma dessas pessoas. Para organizar melhor os meus dados, abri contas diferentes, temáticas. Assim quando eu entrava em uma conta, acessava pessoas, comunidades, etc., identificadas com o que eu queria. O perfil inicial, genérico, tornou-se inútil e foi excluído. Mais de ano depois, o que aconteceu? Pois é, todos os MILHAres de horas que passei estudando, desenvolvendo e postando em grupos de estudo foram perdidas. Os donos de comunidades sérias  comom eu ficaram todos indignados. Houve várias tentativas de abrir diálogo. Mas o Google como sempre e até hoje é permaneceu impenetrável, competamente surdo aos usuários. A desmotivação foi geral, e até hoje a Google não parece ter compreendido o que se perdeu ali.
Na verdade, é para mim a segunda, e finalmente definitiva morte do que já foi.
Deixo aqui para quem desejar visitar e conferir algumas discussões, mesmo quebradas, de comunidades incríveis no Orkut:
- Encontro para a Nova Consciência:
- José Ângelo Gaiarsa
- Wilhelm Reich
- Summerhill Brasil
- Escola & Vida
- Civilizações imaginárias: http://www.orkut.com/Main#Community?cmm=119766

Exemplo de conversa interessante encontrável:

 
 
Felipe Magno Missagia Jun 5, 2005

Relatemos a prática
Pensando em todo questionamento da prática que já foi feito aqui até agora, tomei a liberdade de criar um tópico onde pudéssemos expor algum (qualquer que seja) exemplo prático que se enquadre no perfil “Gaiarsa, Reich ou Lowen me “induziu” (no bom sentido) a esse comportamento ou essa reação”. Serve qualquer coisa, desde um êxito inesperado até uma cagada completa.
Alguém pra começar? :)
 
Ricardo & Luciene Jun 5, 2005

Depois de ler Gaiarsa comecei a reparar mais na linguagem corporal das pessoas, inclusive a minha. Então, quando converso com alguém, olho a pessoa de cima embaixo, tentando decifrar o que realmente ela está tentando me comunicar. Sei que a maioria das pessoas que eu converso me acham estranho e indiscreto (“como ele pode ter coragem de me olhar assim?”), mas os benefícios pagam esse preconceito que gero nas pessoas. Meu entendimento de mundo mudou radicalmente (para melhor) com somente essa mudança. Até assusta pensar que coisas tão simples (será?) tem tanto poder de mudança…
 
 
GrooX Racer Jun 12, 2005

Vou relatar algo meio abobrinha…
Lá pelos idos dos 90, com o “Sexo, Reich e Eu” recém-lido e relido na cabeça, estava a procurar CDs na baciada das Lojas Americanas na cidade onde moro. O povo se acotovelava pois as ofertas eram realmente boas. Eis que notei uma senhora, ansiosa, jogando CDs desesperadamente para lá e para cá.
Estava num dia especialmente bom e nem dei bola. Mas comecei a captar q as pessoas fugiam da mulher, mas não consegui perceber o porquê, apenas que a mulher queria escolher todos os CDs antes dos outros. Continuei minha busca até q a dita cuja estacionou ao meu lado.
Sua respiração era escancaradamente ansiosa (o q me incomodou). Aí entendi o q a mulher fazia: vinha procurando CDs até encostar na pessoa do lado. Esta, invariavelmente, ao ser tocada, chispava para longe.
Quando a mulher encostou em mim, não tive dúvidas, encostei-me ainda mais nela, aconchegantemente. E? A mulher desapareceu da seção de CDs, como q por mágica! Seria eu um porco-espinho? Depois q escolhi meus CDs vi a mulher de longe e… resolvi ir em sua direção. E… a mulher saiu em disparada rumo à calçada e desapareceu! Mas q coisa, não?

Felipe Magno Missagia Jun 13, 2005

Animais e Reich
Podem torcer o nariz, mas Reich me ensinou a respeitar os cachorros. É INVEJÁVEL a espontaneidade com que eles se movimentam. É claro que tudo isso antes de serem submetidos à repressão do adestramento ignorante que cada um faz em sua casa. Às vezes chego a comparar certos cães que apanham com o caráter esquizóide que Lowen citava nos exercícios de bioenergética. Região pélvica encolhida, rabo entre as pernas. Com certeza todos aqui já viram muitas pessoas assim… andam como cães surrados. E, passei a pensar: se a lógica de Reich é a espontaneidade, por que não deixar meu cão ser espontâneo? Resolver tudo na porrada, no grito, na ignorância? Meu cão é um cão Reichiano hehehe

Arnaldo:

Que saudade de trocar sobre esse tema! Até lá!

Originally posted on Aromatologia e Aromaterapia:

Entrevista com

Arnaldo V. Carvalho sobre Aromaterapia

Rádio Ultra 91,7 FM (Maricá, RJ)

A Rádio Ultra FM está chegando ao Rio via Maricá, e uma excelente novidade é o programa do Prof. Douglas Carrara sobre plantas medicinais. No mesmo, ele também comanda entrevistas com grandes terapeutas de diversas áreas.

Sintonize na 91,7FM, das 7 as 9H

O Prof. Douglas Carrara entrevistará o naturopata Arnaldo V. Carvalho, que falará sobre Aromaterapia, na próxima terça-feira dia 30 de setembro de 2014, entre 8 e 9H.

Marquem em suas agendas, e compartilhem por favor!

View original

Seguir

Get every new post delivered to your Inbox.

Junte-se a 1.752 outros seguidores

%d bloggers like this: